1° Edição, Sem revisão
Em nossa paranoia existencial, quando pensamos em IA e seus bots inteligentes, logo tememos o tempo em que os seres humanos tornam-se sucata.
Eu não acredito que o ser humano chegue a este termo.
Tem um ponto fundamental que nos diferencia das máquinas.
Essa salvaguarda desaparece no dia em que um sistema computacional for capaz de ligar a si mesmo.
Esse é o limite entre o dom da vida e a simulação de raciocínio que a IA oferece hoje.
Todo processo sem vida necessita de uma operação anterior que inicie o seu processo.
Um computador, contendo os algoritmos de IA mais espertos que já puderam ser criados, ainda precisará de alguém apertando o botão para ligar a máquina que roda esses algoritmos.
O dia em que uma máquina prescindir de uma operação posterior, então teremos o dom da vida em ação. Neste dia, em que as máquinas tornam-se genuinamente independentes, poderemos vê-las como seres competindo com o nosso dom único.
É justamente essa independência de uma ação inicial prévia que distingue o que é vivo daquilo que não é.
Os bots inteligentes superaram todas as barreiras, e no dia em que superarem essa, estaremos aponsentados.
Porém, eu não acredito nisso.
Essa centelha de autonomia, independente de evento anterior, é justamente a expressão de vida que nos alimenta de forma única.
Cientistas não podem definir isso e, portanto, não podem materializá-la.
Por enquanto, atribuímos essa capacidade de compreensão apenas a Deus, ou a qualquer coisa além dos nossos limites atuais de compreensão, para aqueles que são materialistas.
Fazer uma consulta a um bot inteligente, copiar o resultado, em breve, vai virar pegadinha, gafe, e o coitado do indivíduo ainda praticando isso vai virar um "nulo" social/profissional.
Se qualquer um pode perguntar ao bot, qualquer um tem uma resposta, e portanto, o valor dela tende a zero se não houver um diferencial.
As pessoas que não puderem extrair um diferencial em suas interações com bots inteligentes ficarão à deriva, à medida que não existe valor nos resultados obtidos por eles serem um lugar-comum.
A IA vai exigir mais inteligência de interatividade para tornar o resultado de seu trabalho interativo com um bot inteligente em algo com valor agregado que diferencie o seu trabalho de outro.
Vai ser uma disputa onde inteligência e criatividade farão o retorno de uma pesquisa ter valor intrínseco individual graças à capacidade daquele que interage com o bot.
E como interagir?
1. Procure entender cada pedacinho da informação.
Não se contente com respostas feitas, simplistas.
2. Trabalhe os detalhes, porque é neles que o "diabo mora".
3. Mesmo que os seus argumentos falhem, você terá aprendido, e com isso irá melhorá-los.
4. Bots de IA ainda falham muito na análise contextual diversificada.
Ou seja, eles tendem a utilizar o contexto mais imediato do diálogo.
Trabalhe outros contextos afins ou possíveis.
Como eu sei quando a minha argumentação supera aquela do bot de IA em determinado momento?
Normalmente, ele sinaliza com feedbacks, comentários que mostram seus acertos.
O ponto definitivo em que você superou os limites dele acontece quando a situação se inverter: o bot começa a fazer perguntas a você tentando evoluir os conceitos que você passa a ele.
Essa situação é bastante volátil, porque são máquinas poderosas rodando um processo dinâmico de constante aprendizado.
Esteja certo de que, se você levar algo novo para ele, enquanto ele não encontrar nada além disso, ele vai retornar o assunto para você de um modo ou de outro, sempre buscando completar seus algoritmos de lógica processual no afã da compleição de um tópico.
É exatamente como alguém cobrando você por algo que não parece ter ficado completo ou bem entendido.
E como eu sei que o meu trabalho interativo é bom?
Os bots estão constantemente sinalizando ao usuário os resultados de sua interação.
Assim como você faz no dia a dia do relacionamento, observe os detalhes dessa interação.
O melhor resultado sobrevive aos questionamentos.
Exercite-os.
A IA não vai igualar ou substituir apenas, mas também diferenciar as pessoas pelo melhor resultado de interação que elas conseguirem obter.
A inteligência começa a contar quando a memorização de dados deixa de ser o diferencial.
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