1° Edição, Sem revisão
No post anterior, apresentei ao leitor o que faz diferença no uso de um bot inteligente (ChatGPT, Copilot, Gemini, etc.). É preciso agregar valor às respostas do bot, pois do contrário, o seu trabalho não terá valor algum.
Nesta postagem o objetivo é reduzir a pressão psicológica sobre as pessoas que as notícias e meios de comunicação em geral fazem para angariar atenção, claro que motivadas pelo interesse econômico da audiência somado aos interesses econômicos das partes.
A grosso modo, pode-se considerar que os bots de IA têm uma inteligência mediana para baixo.
Inteligência é a capacidade de inteligir, criar algo novo, de inferir, e ela varia de acordo com o contexto, tanto para humanos como para os sistemas inteligentes (IA).
Vamos aos fatos práticos.
Se você fizer uma pergunta que promova uma resposta sobre algo tácito, ou seja, um conhecimento já consolidado, o bot trará a resposta respectiva. Nestas circunstâncias, ainda não registrei uma única falha.
Agora, se você fizer uma pergunta ou pesquisa sobre algo novo, que ainda não está na Internet, ou que ele ainda não tenha identificado em alguma fonte alternativa, ele falha, porque ele não é realmente inteligente. Seres realmente inteligentes sabem identificar o "desconhecimento" e são capazes de se destacar por sua elaboração sobre o desconhecido.
A capacidade de inteligência de uma bot de IA é associada à capacidade de compilar informações disponíveis, mediante critérios de correlação semântica, lógica e contextual, sendo que esta última, é razoavelmente limitada.
Mediante um questionamento novo que o bot não encontra resposta, ele cai na digressão, tentando alguma correlação.
É mais ou menos como uma pessoa que vai tentando enrolar o ouvinte quando não tem realmente uma resposta.
A capacidade contextual dos bots inteligentes ainda é magra e frágil.
Ele "esquece" do que falou antes, do que falamos para ele, e comete uma série de erros que dependem de análise contextual na sequência dos diálogos.
O exemplo abaixo é um entre os muitos que registrei.
Tradução do texto em inglês:
Resposta anterior do bot:
**4.3 Validação de dependências**
Validado por testes manuais da cadeia de dependências sobre:
- ordem válida: leilão → lance → vencedor
- ordem inválida: lance sem leilão
- ordem inválida: vencedor sem lance
- ordem inválida: vencedor sem leilão
Minha resposta e comentário:
O próximo passo natural após isso é **4.4 Orquestração assíncrona ordenada**, onde a dependência deixa de ser apenas conceitual e passa a ser imposta pelo fluxo de processamento.
Este passo já está validado, porque esses conceitos já estão implicitamente presentes nas estruturas oferecidas abaixo por mim usando os DDLs das tabelas.
Por favor, vamos para a implementação do próximo passo: **4.4 Orquestração assíncrona ordenada (OAO)**.
Resposta do bot:
Perfeito. Isso faz sentido.
Se o 4.3 já está implicitamente garantido pelo domínio e pela estrutura dos DDLs, então podemos avançar para o primeiro modelo real de processamento:
NOTA EXPLICATIVA:
As estruturas a que faço menção na figura acima foram oferecidas ao bot anteriormente, desde o início do diálogo.
A parte legal dos algoritmos destes bots inteligentes, é que quando alertados, são capazer de fazer um exame de verificação, como você pode observar no exemplo acima.
Este é um ponto forte já alcançado pela tecnologia atual.
Na execução de tarefas não triviais, do tipo que não seja "uma receita feita e consagrada", é necessário supervisão humana.
Resumindo para o leitor, os bots inteligentes atualmente são poderosos para:
- Encontrar respostas de assuntos já consagrados.
- Análise lógica não contextual.
Devem evoluir ainda quanto ao seguinte:
- Capacidade de análise contextual em diálogos longos.
- Capacidade de correlação contextual precisa, algo cuja falta os faz cair em digressões, ou seja, fala muita coisa que não forma elo de conexão forte com o objetivo do contexto principal ou do objetivo da pergunta.
- Capacidade de inferência.
Este ponto é o mais delicado e fica a pergunta:
Até onde a inteligência poderá evoluir através da tecnologia de nossos algoritmos atuais?
Li em algumas publicações que a tecnologia de IA está no limite de seus recursos.
Eu não acretido. Ainda há muito o que fazer.
Depois dessa análise rápida, o que ela representa para nós humanos, simples mortais?
As atividades humanas repetitivas, e aquelas que dependem muito de memória e menos de atitudes criativas serão gradualmente substituídas pelos bots ou robôs.
A melhor forma de manter-se não substituível é continuar agregando valor ao produto do bot inteligente, revisando suas respostas, corrigindo, melhorando, orientando o bot na direção certa porque ele pode se perder, e outras atividades que forem necessárias para se atingir o objetivo desejado.
Enquanto você puder fazer isso, você continuará relevante.
Conclusão:
Os bots inteligentes não são tão inteligentes assim, e precisam de nós.
O resto é pura pressão daqueles que buscam tirar vantagem da irrelevância humana.
Muita pressão, muita espuma no colarinho do chope.
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