1° Edição, sem revisão, no improviso.
Quando imaginamos o futuro, o fazemos pelas
lentes do presente e do passado, porque o que pensamos e sentimos é pautado
pelo acúmulo de nossas experiências.
Visionários veem o futuro pelos olhos do
futuro.
E como pode ser isso?!
Deseja um exemplo prático?
Então vou dar dois.
Quando eu era criança, os Correios estavam
no auge, sempre ampliando, descobrindo e abrindo novas rotas de comunicação
entre pessoas dos mais afastados rincões.
Eu me lembro quando recebi a minha primeira
carta.
Uauuuu! Que emoção!
Abrir uma carta era algo que trazia uma emoção difícil de
explicar.
Era um sentimento de conexão mágica.
Hoje, eu recebo dezenas de cartas diariamente — os e-mails!!!
Quando os e-mails apareceram, eu os amei.
Não mais esperar por dias para obter respostas e notícias.
A conexão entre pessoas tornou-se tão intensa, com texto, vídeo e áudio em
tempo real que ficou banalizada.
Hoje, recebo e-mails como parte da minha rotina profissional, e se eu não tivesse
parado um tempinho para pensar nisso, nem lembraria da euforia de receber uma
carta.
Esse primeiro exemplo vem do passado para o presente.
Vamos aproveitar e usar isso para uma analogia do presente para o futuro.
A IA teve em sua primeira onda os bots inteligentes.
Você já não precisa mais de um ser humano para conversar, ou do seu esforço
para pesquisar. Ela faz isso em poucos segundos para você. Ooohhhh!
Na segunda onda, chegam os Agentes de IA.
O que eles são?
Imagine um Agente de IA como um pedaço de ser humano especializado em alguma
coisa, e logicamente, como todo ser que se diz humano, também capaz de tomar
decisões dinamicamente à medida que os problemas surgem.
O futuro espelha com a possibilidade de que poderemos compras agentes para as
mais variadas tarefas, por exemplo, um agente para um professor de matemática, ou seja lá o
que for, não só capaz de ensinar, mas também capaz de interagir e se adaptar ao aluno com
uma eficiência supra-humana.
Já sei!!
A sua reação foi de medo e rejeição.
Talvez deva ter pensado como um professor poderá substituir a interação humana
tão necessária ao aprendizado??
Então vamos repensar esse futuro, não com os olhos do presente/passado, mas
olhar o futuro com os olhos do futuro.
Você certamente já percebeu que o celular e as redes sociais mudaram completamente
o comportamento humano, principalmente dos mais jovens que já nasceram com acesso
a tais equipamentos.
Não é incomum você ver um grupo de pessoas, mas cada um no seu celular.
Vendo isso com os olhos do passado, é algo inimaginável, absurdo!
Com os olhos do presente torna-se banal, algo do dia-a-dia de que você
provavelmente participa.
O celular já banalizou tanto, que já tive a oportunidade de receber notícias de
pais de crianças que aproximando-se de seus dois a três anos de idade se
interessam ou manifestam desejo para brincar com o celular.
Se olharmos os agentes de IA com os olhos de futuro, poderemos antever que as
crianças do futuro estarão tão "robotizadas" pela interação com máquinas e
equipamentos que naturalmente aceitarão um professor não humano que se
manifesta no ambiente mais familiar que elas terão: seus smartphones e outros dispositivos.
Então um “Agente de IA” professor ensinando seus aluninhos através dos canais
que lhes são familiares será algo tão comum como uma reunião social em que cada
um está conectado no seu próprio mundo, onde estar junto tem um significado
relativo tão pequeno quanto será a necessidade de aprender através da interação
com outro humano.
Se você se afligiu, ou “chorou por dentro”, então você continua vendo o futuro
com os olhos do passado/presente.
É mais sensato viver no presente com os olhos e a mente para o futuro.
O sentimento muda e a ansiedade desaparece porque você estará realmente
acompanhando seu tempo.
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