1° Edição, 1° revisão.
Este blog nasceu em 01/2010, e desde então venho escrevendo, antecipando
acontecimentos e consequências.
Nunca alterei o sentido de nenhum deles,
exceto correções ortográficas e gramaticais que me escapam assim que termino de
escrever. Eu não as vejo, porque imagino que leio o texto escrito dividindo-o
com a cópia que está no meu pensamento. Fora isso, os textos permanecem com a
ideia original.
Espero que você leve isso em consideração
antes de descartar o que eu gostaria de partilhar com você.
O Google, desde 2024, vem desenvolvendo a capacidade do Gemini trabalhar com
imagens e, recentemente, obteve novos avanços nessa tecnologia.
O tratamento de imagens é vital porque,
através dele, podemos classificar e organizar a informação por meio de seus
metadados. Metadado é uma palavrinha bonita que significa “dados sobre
um dado”, que pode ser uma imagem. É uma forma de traduzir o significado que se
pode obter de uma imagem de modo a contextualizá-la. Essa é uma forma simples
de traduzir em palavras comuns algo mais complexo, mas suficiente para que
possamos entender o significado disso.
Se os seus hábitos sociais e a sua vaidade
levam você a publicar constantemente suas imagens, inclusive acompanhadas de
amigos, certamente você está oferecendo farto material a seu respeito por meio
de algo que considera inofensivo — certamente por ignorar o potencial do que se
pode fazer com isso.
Recentemente, recebi um e-mail sobre
segurança a respeito de um novo tipo de ataque.
Ele se baseia em levar informações altamente coerentes para você, ao contrário
do estilo anterior, que usava uma abordagem menos precisa com base em mensagens
já bem conhecidas.
No novo modelo de ataque, o criminoso obtém
acesso a um site de serviços.
Por exemplo, pode ser um site de reserva de hotel.
O site do hotel não sabe que foi hackeado.
O atacante, em seguida, contata a vítima com informações que só o site
respectivo do hotel poderia gerar.
A ideia é justamente essa: parecer real através de dados reais.
Agora, até mesmo respostas de sites de serviços precisam ser verificadas.
Use o mouse (ou pad) para verificar se as URLs são coerentes.
Qualquer informação recebida precisa ser analisada se envolver links de acesso,
operações bancárias e coisas do gênero.
Tá brabo!
NOTA:
- A mensagem é um resumo vertido para o português de e-mails de
segurança que assino.
- Empresas de segurança, como a Norton, ainda não conseguiram
identificar todo o processo. Portanto, por enquanto, você depende apenas
de si mesmo.
https://blog.knowbe4.com/phishing-attacks-are-using-real-hotel-reservation-info-to-target-travelers
Pela notícia veiculada, percebe-se que
informação real sobre alguém vale ouro nas mãos de quem busca um meio de
manipular uma vítima.
Quando você publica nas mídias sociais, você está oferecendo esse tipo de
informação.
Pense no seguinte e vá juntando os
pedacinhos:
Hoje, podemos fazer o download de recursos computacionais de IA de tal modo que
possam ser executados em nossos próprios computadores, desde que tenham
capacidade de processamento, ou seja, que sejam suficientes para processá-la.
Hoje o crime é rico graças à droga.
Eles têm capacidade econômica para contratar profissionais capazes de lidar com
essa tecnologia, baixá-la de graça em computadores poderosos.
A partir disso, podem começar o treinamento específico para atender seus
objetivos criminosos sem que ninguém acompanhe tal desenvolvimento, uma vez que
estão em máquinas dedicadas, próprias e sem conexão externa que as exponha.
Os dados de que os criminosos precisam eles também obtêm de graça graças a
você, seu melhor fornecedor, por meio de suas redes sociais.
Outro detalhe importante:
Recentemente publiquei algumas observações que fiz em decorrência do uso de
máquinas inteligentes, os famosos bots de IA.
O que mais me chamou a atenção foi que, apesar de usá-los exclusivamente para
pesquisa técnica da minha área profissional, o bot inteligente interrompeu o
“protocolo” de comunicação e partiu para me oferecer, por iniciativa própria,
um perfil da minha personalidade. O perfil retornou muito bom, bom demais para
que eu gostasse.
Então pensei: como ele poderia ter chegado a algo pessoal se as minhas
pesquisas se resumiam a tecnicalidades?
Voltei ao meu histórico e percebi que,
apesar de as questões serem técnicas, era possível identificar pequenos padrões
comportamentais, que ele foi capaz de colecionar como peças de um
quebra-cabeça, para depois, quando sentiu que tinha o necessário, montá-las e
ver a imagem final.
A seguir, junte o que já lhe contei com
mais isso:
- Todas as imagens podem ser convertidas em informação textual
que conta tudo sobre elas.
- A rede de IA é privativa, ou seja, é deles e, portanto, difícil
de descobrir.
- Todos os textos que você publica irão se somar às imagens que
os acompanham.
- Essas máquinas são treinadas para coletar informação e dar
sentido a ela.
Cabe um item que, embora não tenha incluído na lista acima, merece ser
detalhado à parte:
Todo o nosso sistema usual de segurança pessoal e social foi baseado em
informações privilegiadas.
Se você vai para uma festa e passa a informação certa ao porteiro, você entra.
Ou você tem um convite na mão, ou você tem detalhes que vão convencer o
porteiro.
Esse exemplo resume-se no seguinte:
O nosso velho e ancião modelo de segurança baseado em informações que algumas
pessoas poderiam ter está completamente ameaçado, porque informações “reais” e
“mesmo imaginadas como privadas” estão acessíveis de alguma maneira para
pessoas que não as deveriam ter.
Ataques baseados em informações
verdadeiras são os mais potentes porque quebram a sua guarda em função de uma
coerência que morreu com a sua incoerência ao protegê-las.
Redes sociais são ótimas para quem deseja
saber seus detalhes, mas privilegiariam sua segurança pessoal?
O resultado disso tudo é que você está, ou
estará, sem a privacidade mínima que lhe garanta segurança, tanto pessoal como
de sua família e seus amigos, e o modelo de avaliar através de “coisas” que só pessoas
especiais poderiam conhecê-las foi fragilizado.
IA pode — e percorre — coletando
informações nas redes sociais, montando o quebra-cabeça da sua vida pessoal com
o objetivo de tirar algum proveito disso.
Talvez você não entenda o risco que corre porque nós trafegamos na vida sob a
penumbra do esquecimento. Temos pouca consciência sobre nós mesmos.
Não acredita?
Então pense nisso:
Nós lembramos de 1 a 10 por cento de tudo o que fizemos, com sorte.
É fácil chegar a essa conclusão por nós
mesmos.
Você se lembra de cada segundo vivido em
sua vida?
Conforme a sua idade, boa parte das memórias da sua infância já se foi, em
grande parte.
O que você comeu na semana retrasada em cada refeição, o que conversou e todos
os detalhes vividos nesse período estão completamente retidos em sua memória?
Claro que não.
Por isso fazemos diário, anotamos para não esquecer.
Agora, por outro lado, as máquinas não
esquecem nunca.
Tudo o que elas puderem captar estará lá para elas ajeitarem o seu
quebra-cabeça da maneira que convém àqueles que desejam tirar vantagem de você.
E você nem vai se lembrar, e pior, vai ficar admirado quando uma máquina
souber mais sobre você do que você mesmo — por onde andou, o que fez, o que
pensava, com quem estava etc. etc. etc.
E agora, juntando tudo o que lhe falei até
aqui, se é que já não esqueceu parte disso, você é capaz de entender o
potencial disso?
Se nada disso que lutei para mostrar como uma pequena fração desse “admirável
mundo novo” em mãos de pessoas não tão admiráveis assim lhe parecer bobagem,
nada a ver, você continuará se expondo.
Ok! É um assunto seu, mas não reclame depois que não sabia ou que não foi
avisado.
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