1° Edição, sem revisão.
No link abaixo você poderá assistir uma reportagem que, embora esteja em
inglês, as imagens falam por si mesmas.
A filmagem mostra trabalhadores braçais indianos vestindo equipamentos que coletam dados que serão usados para treinamento de IA,
e que posteriormente irão compor os programas de robôs que farão a mesma
tarefa.
India
goes football crazy: Is politics holding the country back?
Em muitas postagens venho afirmando que não sou contra o progresso, mas contra
um progresso feito pela ineptidão da política míope, aos trancos e barrancos,
mais interessada em si mesma do que nas consequências de um futuro que iremos
viver, mas sem o preparo social necessário.
Embora já tenha comentado sobre tais consequências,
relembro que alijamento social apenas reforça as fileiras do crime e a
sustentação de um Paraestado (Estado paralelo) que desafia a hegemonia de um
país dividido entre as soluções viáveis e as degradantes.
O “sistema”, através do Estado e da livre
iniciativa, ou seja, através de políticos inteligentes e sensíveis ao futuro
próximo, acompanhados por empresários com a mesma visão, já deveriam estar
construindo um programa de remanejamento e adaptação social através da educação
para começar a prover solução de realocação para os trabalhadores braçais que,
com o tempo, irão se tornar irrelevantes.
O processo é lento, e portanto precisa ser iniciado o quanto antes.
O tipo de educação que comento aqui, não é aquela teórica, que exige do
trabalhador aquela abordagem usual com coisas que ele não irá utilizar, mas uma educação com o sentido prático do
mínimo necessário que o trabalhador vai precisar para continuar útil à
economia, e não um peso social.
Os postos de trabalhos precisarão ser replanejados de modo a oferecer alternativas
de realocação, e toda a economia precisará seguir um rumo tão lucrativo quanto social.
Essa educação que prepara o trabalhador braçal precisaria ser focada em
cenários que contemplem a interação entre robôs e homens e suas alternativas, e
novos meios de produção, somando-se a isso um trabalho adjacente de conscientização
nas escolas e nas empresas.
O velho dito popular que “o crime não
compensa” precisa refletir a realidade.
Se nada disso começar acontecer rápido em todas as sociedades, através de um esforço conjunto entre elas, a crise social será mundial.
Nestes termos, o crime poderá medir forças
com a instituição do Estado.
Afinal de contas, destruir e matar é
relativamente muito mais fácil que construir e salvar, e requer relativamente pouca educação.
E aqueles que não pertencerem ao crime, estarão
sob circunstâncias tão adversas, tão suprimidos de seus valores humanos, que
seus votos não farão qualquer sentido às democracias ainda vigentes.
A democracia adoece junto com a sociedade,
porque dela nasce.
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