junho 07, 2026

Por Que Escolher a Agonia?!


1° Edição, Sem revisão. 


Na sequência dos últimos posts, fecho o pensamento com este, adotando um tom mais coloquial, mais acessível. Tão informal, como se estivéssemos conversando pessoalmente.

Em muitas ocasiões em nossas opções de vida, escolhemos por negar o nosso direito à felicidade, como se alimentássemos um faquir dentro de nós, nutrindo o prazer íntimo pelo sofrimento.


Realmente eu não consigo entender a razão de acreditar em punições eternas quando Deus simboliza o amor eterno?


Se Jesus na cruz, no auge do sofrimento que lhe foi imposto, mostrou o perdão ao criminoso arrependido, porque não perdoaria todos aqueles a partir do momento que também redirecionassem as suas vidas?

Suas últimas palavras foram: "Pai, perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem!".
Lucas 23:34


Em João 14:6 Jesus responde a Tomé afirmando: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”.


Decorrente dessas premissas mediante a mensagem de perdão, pode-se concluir que o inferno seja uma condição provisória de reformatação da nossa alma pelo sofrimento, até quando do arrependimento nasce a sensibilidade e o desejo de reparo, abrindo as portas de nosso inferno interior para a oportunidade de alcançar a felicidade eterna.

Jesus era Judeu e um rabi, e detalhe, um rabi precoce!

O judaísmo contempla a temporalidade do estágio da alma em direção a algo melhor após a morte (Gehinnom), exceto para almas essencialmente más, o que implica na oportunidade à felicidade mediante a depuração.

As mensagens e a vivência de Jesus inspiram que Ele expande esse conceito não só a uma possibilidade obtida após a morte do corpo físico, mas através da vida que renasce a cada nova experiência de vida.
Sua prova máxima advém da sua ressurreição!

Ou você realmente acredita que o Sinédrio que condenou Jesus e que através dos romanos conseguiram sua execução com tanto empenho, na verdade realmente falharam sem conseguir fazê-lo de fato?

Roma, à época, era a mais poderosa organização de conquista e submissão pela morte.
Eram especialistas que viviam de conquistar e sugar, para alimentar o ócio de Roma.
O pragmatismo romano não se importava com a crença do povo conquistado, mas apenas com os tributos que deveriam pagar.

Infelizmente, ainda hoje vivemos sob a política do antigo Império Romano quando olhamos para alguns países ou mesmo para alguns nichos da atividade humana, tal como a medicina e tantas outras!
O que ameniza as nossas almas são outras almas que trafegam nesses nichos remando contra a corrente.


Não faz sentido acreditar em punições eternas e apenas uma única e fatídica oportunidade para nos corrigirmos em decorrência de uma natureza em que fomos forjados e não pudemos controlar, e ainda vivida em condições tão díspares de desigualdade, onde uns gozam de vantagens que outros não, onde não cabe um julgamente único.

E depois disso tudo, dá-lhe um inferno eterno!

Fala sério!!!!

Eu chego a pensar que quem acredita nisso tem o dom para o masoquismo.

Partindo da hipótese que nossas crenças possam se equivocar, então porque não escolher aquela que nos conforta a alma e a razão que nos inspire através do amor que possa ser construído em todos nós através de infinitas oportunidades até que se alcance a perfeição?

Será que Deus nos criou, mas sem o propósito de compartilhar a sua felicidade com todos da sua própria criação???
Isso não seria egoísmo?!
O seu Deus é egoísta?

Se você responder sim, então Deus não é amor, porque o amor partilha e constrói a felicidade, SEMPRE!

As mensagens de Jesus se resumem em amor, perdão e reparação.

Da mesma forma que curava enfermos graves restituindo sua saúde física com um “passe de mágica”, poderia ter feito o contrário com aqueles que persistiam no erro, mas não fez.

Ou mesmo, com Judas, uma vez que a Bíblia sugere que Jesus já sabia de antemão as suas reações, conforme fica claro nas passagens em John 6:70–71 , John 13:21–27, Matthew 26:21–25, Luke 22:21–22.

E diante de tal poder, por que Jesus não puniu Judas, seus inimigos, ou mesmo se defendeu?

Sem o sacrifício extremo de autoanulação, que de outra forma Ele poderia comprovar as suas palavras de convicção no amor e no perdão, senão com o ultimato de uma ação?

“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.
Lucas 23:34


Jesus fechou com "chave de ouro" aquilo que ele pregava.
Ou melhor, refraseando, Jesus fechou com "chave de amor" aquilo que ensinava.


Ele era um mestre que ensinava não só pelas palavras, mas comprovava suas convicções através do exemplo mesmo que a morte se convertesse na forma de vivenciá-las.

Convém ressalvar que perdão muitas vezes é confundido com a conivência que inspira a repetição, ou com a anulação da autoproteção.

Perdoar é não alimentar rancor ou sentimentos de vingança, porém não significa devolver o mesmo grau de confiança anterior. É antes de tudo entender os limites de cada um, e exercitar a nossa capacidade de não obscurecer nossa alma com sentimentos menores.


Os atos de Jesus fazem mais sentido quando cremos que o futuro promove a oportunidade de ajuste e redenção, uma vez que é mais condizente com tudo o que ele disse e viveu.

Dessa forma, a reencarnação faz mais sentido que a existência única com fim punitivo, porque é totalmente incompatível com aquilo que Jesus viveu entre nós, por meio do amor que promove os meios de redenção a todos, absolutamente todos, e a sua ressurreição!

Você puniria eternamente o seu filho por um erro?

Se Deus é realmente amor supremo, e detém de fato esse poder supremo, porque uma alma uma vez criada não pode receber oportunidades repetitivas?
Será que o poder de Deus falha para isso? Seria insuficiente?
Se falha, então não é tão supremo assim!!

Deus age como um treinador que perdoa as falhas de seus jogadores porque ele, o treinador, sabe que através da repetição atingirão a melhoria de seus desempenhos até reunir as condições de vitória.

Ora! Se nós humanos fazemos isso como meio de crescimento, por que Deus não o faria conosco?

Sinceramente...
Não faz sentido uma chance única de vida para um inferno eterno!

Faz mais sentido escolher a opção que acresce amor e sentido aos propósitos da vida pela vida que Jesus viveu.

É mais coerente escolher o perdão divino que repete a oportunidade de aprender até alcançar a perfeição.

Se Deus é amor supremo, Ele nos criou para compartilhar as Suas qualidades a longo termo, fazendo-as por merecer.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Why Embrace Agony?!

1st Edition, Unreviewed   Following the last posts, I close the thought with this one, adopting a more colloquial, more accessible tone. As ...