maio 22, 2026

O Crime e a Noção de Crime-Estado

  

1° Edição, 1° revisão





Àrvore-parasita (mais detalhes no final do texto)



Na postagem anterior  "Percepção de Futuro – Uma Aposta Arriscada, Porém Provável", eu utilizei o termo “crime-estado”.

Juridicamente, aqui no Brasil, o termo é pertinente a um crime entre o “crime permanente” e o “instantâneo de efeitos permanentes”, ou seja, é a criação ou manutenção de uma situação ilícita ou de um estado ilícito, como a lavagem de dinheiro ou a sua movimentação, ou ainda a propriedade de bens ilícitos gerando um estado de ocultação/dissimulação.

Naquela postagem fiz a seguinte asserção:
“O crime-estado nascendo como nação sem pátria, a exemplo dos judeus até quando então Israel nasceu.”

Eu cunhei o termo com uma acepção estendida de um estado jurídico permanente que determina não só o desacato às leis de uma nação, como também forma a cultura que determina o comportamento comum de um grupo de pessoas que veem na quebra dos valores tradicionais o meio de crescimento econômico.

Do que é feito uma nação?
Basicamente de leis que agregam pessoas com uma cultura comum similar à maioria.

À medida que o crime cresce, o número de pessoas aumenta, e quando se nacionaliza e se internacionaliza, já se pode pensar que a parcela da população que participa do processo direta ou indiretamente seja algo muito relevante também numericamente.


O que acontece quando o número delas torna-se aproximado, ou mesmo maior, que o número de pessoas que pautam pelas regras do Sistema?
O Sistema é subvertido sob o manto da discrição de leis que vão flexibilizando e inviabilizando as contramedidas do Estado legal. No decorrer do tempo, o novo Estado reflete o pensamento predominante revertendo o status-quo do Sistema.

Isto lembra bem o exemplo da árvore-parasita que simboliza esta publicação.

É exatamente como se existisse um país dentro de outro.
O crime foi alimentado com os capitais mais generosos possíveis através da comercialização de agentes químicos que sustentam a necessidade psicológica do indivíduo, porém causando dependência química e emocional.

O indivíduo continua consumindo porque gosta e entende até mesmo vantajoso para lidar com situações de alta pressão, a exemplo de pessoas extremamente ricas que mantêm o seu consumo como é do conhecimento público.

Se existe consumo 
de algo ilícito do topo até a base, e à medida que esse consumo cresce, “democraticamente” temos um estado-crime, que alimenta uma nação dentro de outra, onde a primeira discorda do conceito criminal imposto pelo segunda a respeito da legalidade de suas necessidades. 

Todos os consumidores de drogas pertencem a essa nação sem pátria geográfica, definindo um estado-crime como uma nação fadada a nunca ter a sua própria pátria mas a alterar e subverter a própria pátria ao longo do tempo, à medida que vai assumindo relevância política e econômica.

Foi por isso que escolhi uma árvore-parasita como símbolo desta postagem. Mais detalhes dela no final do texto.

Soma-se à população do “estado-crime” outros agentes que perpetuam atividades ilícitas, como por exemplo operações fraudulentas de qualquer espécie, e toda sorte de ilicitudes.

Então leitor, qual a taxa de toda a população engajada no “estado-crime”?
Se o número de cidadãos do estado-crime atingir algo próximo a 40%, já teremos uma transformação sócio-política gradual a exemplo do que vem acontecendo.
E se esse número superar os 50%, apenas acelera essa transformação.

Neste estado de coisas, não adianta:
- Fazer desaparecer a “cracolância” paulistana.
Era apenas um severo desconforto político e social que subsiste fragmentada.
- Combater uma manifestação divergente dispersando-a.
A fragmentação do momento não enfraquece a unidade.
- Colocar a polícia federal prendendo, enquanto os processos terminam no nada.

Se a alta sociedade consome, a lei serve apenas para a sociedade sem o suporte financeiro para “peitar” o sistema.

Enquanto isso, o crime organizado cresce cada vez mais com o estrondoso lucro das drogas que subsidiam outras atividades ilícitas, até que o Sistema corrente sucumba.

Se as drogas forem legalizadas, não mudaria da noite para o dia a situação atual, porque a estrutura econômica criminal é diversificada, mas ao menos seria um filão econômico a menos. Lá no passado, faria muita diferença. Hoje, nem tanto.

Entretanto, trazendo para o Sistema uma atividade que pertencia ao estado-crime, auxiliaria o tratamento mais adequado do que apenas dispersar o problema ao invés de tratá-lo.


O crime-estado à medida que se internacionaliza, coloca cada país de origem como Estado-Membro dessa grande nação mundial alheia às nações politicamente reconhecidas.

Qual o futuro planetário que sobrevive a isso?

Sinceramente, exausto de ouvir planos e ações políticas que atacam apenas o efeito e não a causa.

 


A seguir o detalhamento da árvore-parasita que ilustra à perfeição o nosso tema.

As setas vermelhas apontam a árvore original sufocada pela outra.





Exemplo da parasita iniciando a tomada da árvore hospedeira.























Total sucesso da árvore-parasita, tornando-se uma frondosa árvore.




Mais detalhes:










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