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| Àrvore-parasita (mais detalhes no final do texto) |
Na postagem anterior "Percepção de Futuro – Uma Aposta Arriscada, Porém Provável", eu utilizei o termo “crime-estado”.
Juridicamente, aqui no Brasil, o termo é pertinente a um
crime entre o “crime permanente” e o “instantâneo de efeitos permanentes”, ou
seja, é a criação ou manutenção de uma situação ilícita ou de um estado ilícito, como
a lavagem de dinheiro ou a sua movimentação, ou ainda a propriedade de bens
ilícitos gerando um estado de ocultação/dissimulação.
Naquela postagem fiz a seguinte asserção:
“O crime-estado nascendo como nação sem pátria, a exemplo dos judeus até quando
então Israel nasceu.”
Eu cunhei o termo com uma acepção estendida
de um estado jurídico permanente que determina não só o desacato às leis de uma
nação, como também forma a cultura que determina o comportamento comum de um
grupo de pessoas que veem na quebra dos valores tradicionais o meio de crescimento
econômico.
Do que é feito uma nação?
Basicamente de leis que agregam pessoas com uma cultura comum similar à
maioria.
À medida que o crime cresce, o número de
pessoas aumenta, e quando se nacionaliza e se internacionaliza, já se pode
pensar que a parcela da população que participa do processo direta ou
indiretamente seja algo muito relevante também numericamente.
O que acontece quando o número delas torna-se aproximado, ou mesmo maior, que o
número de pessoas que pautam pelas regras do Sistema?
O Sistema é subvertido sob o manto da discrição de leis que vão flexibilizando
e inviabilizando as contramedidas do Estado legal. No decorrer do tempo, o novo
Estado reflete o pensamento predominante revertendo o status-quo do Sistema.
Isto lembra bem o exemplo da árvore-parasita que simboliza esta publicação.
É exatamente como se existisse um país dentro de outro.
O crime foi alimentado com os capitais mais generosos possíveis através da
comercialização de agentes químicos que sustentam a necessidade psicológica do
indivíduo, porém causando dependência química e emocional.
O indivíduo continua consumindo porque gosta e entende até mesmo vantajoso para
lidar com situações de alta pressão, a exemplo de pessoas extremamente ricas
que mantêm o seu consumo como é do conhecimento público.
Se existe consumo de algo ilícito do topo até a base, e à medida que esse
consumo cresce, “democraticamente” temos um estado-crime, que alimenta uma nação
dentro de outra, onde a primeira discorda do conceito criminal imposto pelo segunda
a respeito da legalidade de suas necessidades.
Todos os consumidores de drogas pertencem a essa nação sem pátria geográfica, definindo um estado-crime como uma nação fadada a nunca ter a sua própria pátria mas a alterar e subverter a própria pátria ao longo do tempo, à medida que vai assumindo relevância política e econômica.
Foi por isso que escolhi uma árvore-parasita como símbolo desta postagem. Mais detalhes dela no final do texto.
Soma-se à população do “estado-crime” outros agentes que perpetuam atividades
ilícitas, como por exemplo operações fraudulentas de qualquer espécie, e toda
sorte de ilicitudes.
Então leitor, qual a taxa de toda a população
engajada no “estado-crime”?
Se o número de cidadãos do estado-crime atingir algo próximo a 40%, já teremos
uma transformação sócio-política gradual a exemplo do que vem acontecendo.
E se esse número superar os 50%, apenas acelera essa transformação.
Neste estado de coisas, não adianta:
- Fazer desaparecer a “cracolância” paulistana.
Era apenas um severo desconforto político e social que subsiste fragmentada.
- Combater uma manifestação divergente dispersando-a.
A fragmentação do momento não enfraquece a unidade.
- Colocar a polícia federal prendendo, enquanto os processos terminam no nada.
Se a alta sociedade consome, a lei serve apenas para a sociedade sem o suporte
financeiro para “peitar” o sistema.
Enquanto isso, o crime organizado cresce cada vez mais com o estrondoso lucro
das drogas que subsidiam outras atividades ilícitas, até que o Sistema corrente
sucumba.
Se as drogas forem legalizadas, não mudaria da noite para o dia a situação
atual, porque a estrutura econômica criminal é diversificada, mas ao menos
seria um filão econômico a menos. Lá no passado, faria muita diferença. Hoje, nem
tanto.
Entretanto, trazendo para o Sistema uma atividade que pertencia ao estado-crime,
auxiliaria o tratamento mais adequado do que apenas dispersar o problema ao
invés de tratá-lo.
O crime-estado à medida que se internacionaliza, coloca cada país de origem
como Estado-Membro dessa grande nação mundial alheia às nações politicamente reconhecidas.
Qual o futuro planetário que sobrevive a isso?
Sinceramente, exausto de ouvir planos e ações políticas que atacam apenas o
efeito e não a causa.



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