maio 21, 2026

Percepção de Futuro – Uma Aposta Arriscada, Porém Provável

 

1° Edição, 1° revisão


NOTA: este texto fiz com o mínimo de tempo que dispunha, numa "tacada só".
Certamente irei revisá-lo e corrigi-lo gramaticalmente.
Peço desculpas antecipadas ao leitor.


Eu venho escrevendo por um impulso quase compulsivo de partilhar o que vou percebendo da vida à medida que provê a percepção de futuro.

Comecei em 2010, ou seja, há 16 anos atrás contando da data de publicação dessa postagem.

Fiz muitas previsões, e ao longo desse tempo, todas se consolidaram.
Eu comecei isso aos 17 anos, quando comecei a questionar o sistema de cálculo inflacionário utilizado à época. Eu já utilizava programação, e os dados que eu obtinha dos modelos matemáticos que eu implementava não batiam com os dados publicados pelo governo. À ocasião era o responsável pelo cálculo de custo de uma empresa, e vaticinei que a inflação seria diferente daquela promulgada pelo governo.

Quantos telefonemas indignados de amigos, amigas e namoradas que me chamavam para sair e eu explicava que não podia porque estava trabalhando. A indignação vinha porque eu não podia explicar o que fazia. Iam entender, ou me sobrecarregar de reações sociais indigestas?

É claro que sendo muito jovem e fazendo algo que os mais velhos não conseguiam entender bem, como programar modelos matemáticos e aplicá-los em simulações com base nos padrões anteriores coletados, era algo meio inusitado, o que me valeu a alcunha de “garoto pretensioso” durante uma reunião de CEOs, quando discordei do índice inflacionário que desejam aplicar nos reajustes dos produtos de suas empresas. O tempo provou que eu estava certo.

Por alguns anos o meu sistema pode prever a inflação real com mais precisão que aquela que o governo alegava, porque uma coisa é o que o governo quer que você acredite, e outra aquilo que acontece na realidade, uma vez que eu acredito que tivessem pessoas muito mais aquinhoadas que eu, mas subjugadas aos interesses políticos da época.

Essa dissonância entre informação econômica e a sua realidade ainda podia ser vivida numa era em que a computação era algo meio surreal.

Hoje qualquer um pode entender o amor por computação.
Ela consubstancia o pensamento, concretizado em modelos que se materializam através de seus resultados constatáveis.

Eu contei ao leitor um pouco de história havida há 50 anos atrás para que se possa entender que imaginar o futuro é o exercício da mente que se informa com os dados do presente e constrói um vaticínio provável. Não é bola de cristal, nem adivinhação. É mais estatística, e a parte divertida disso tudo é que alguma ocorrência inesperada possa alterar as previsões.  Eu realmente espero que isso aconteça, porque o que vejo não me deixa feliz.

Se, infelizmente acertei meus prognósticos nestes 16 anos, espero sinceramente estar errado para os próximos 20 anos.

Hoje é uma quinta-feira, por volta de 19:30, quando comecei a juntar mentalmente uma montanha de informação que vou colhendo pelos jornais mundiais.

Elon Musk decide colocar na bolsa a sua empresa privada SpaceX.
Usei uma terminologia coloquial, mas se você gosta de precisão, encontra mais informações aqui.

O meu texto visa simplificação geral, porque o importante é transmitir ideias e não galgar o status através de terminologias.

O que significa isso?
O homem mais rico do mundo percebe que suas visões necessitam do apoio de terceiros, apesar da sua enorme fortuna. Faz sentido!

O mundo estuda desenvolver datacenters (centros de processamento de dados) no espaço. Por que?
Os datacenters são consumidores vorazes de dois recursos preciosos: água e energia.

Oras, a água é para refrigerar processadores alucinados e a energia para alimentá-los.

OK! Você é leigo!
Raramente alguém compra (ou melhor, aluga) uma máquina exclusivamente para uso pessoal, exceto as gigantes do mercado, tais como Google, Microsoft, AWS(Amazon), etc.

Na verdade você compra um “pedacinho”, que chamam de slice desse tipo de máquina.
Ou seja, da sua capacidade de processamento e memória.

Elas são fantasticamente poderosas mas, em contrapartida, aquecem muito e consomem energia na mesma proporção. Não existe milagre: “se faz muito, pede muito”.

O planeta começa a sua trajetória pela agonia da demanda de água e de energia.
EUA sofrem com isso em alguns estados, a exemplo da Califórnia.
A cidade de Bangalore, considerada o vale do silício indiano, está sob forte pressão.
Ela se especializou em outsourcing, que é o fornecimento de serviços especializados com base em sistemas computacionais, e diante da demanda de água e energia de seus datacenters está na encruzilhada entre a realidade que as suas condições geográficas pode suportar em confronto com a demanda que necessita.

Oras... O espaço é gelado e a energia solar é “de graça” e abundante, sem o filtro das nuvens de nosso planeta que reduz o seu efeito.

O que você precisa para transferir tudo para o espaço?
Naves que façam a construção e a manutenção desses datacenters lá fora, no espaço.

 

Vamos considerar outro aspecto.

A inteligência artificial começou a acelerar todos os processos socioeconômicos.

Vamos viver em um ano o que levaríamos vários anos, e essa aceleração vai aumentando com o tempo. Por que?
Porque é como uma escada onde um degrau suporta o próximo, porém numa velocidade exponencial determinada pela interatividade dos fatores, algo difícil de calcular.

Haja visto que nos últimos dois anos TI transformou-se de tal forma, que o ontem vira museu.

Leitor, se a sua cabeça ainda suporta, vamos dar uma olhadela nas reações sociais mundiais.

A direita extremista parece pipocar pelo mundo.
O país que representava o maior símbolo da democracia — os EUA, hoje oscila na percepção mundial quando se julga seu novo papel mundial.


Vamos começar a unir alguns pontos.
Se de um lado o modelo computacional mundial transfigura a economia, a tecnologia decorrente deste poder concretiza as novas possibilidades na mesma velocidade.

Um dos processos é a automação em massa, que antes dependiam de mãos humanas para implementá-la, e hoje, em segundos pelas mãos da IA realizam as mesmas tarefas com eficiência maior.

Empresas começam a alijar a mão-de-obra que vai sendo substituída pela otimização dos processos. E isso não ocorre de maneira gradual, mas impactante. Milhares de desempregados por empresas que no seu enxugamento encontram o caminho do lucro.

Então! Pensa comigo leitor!
Se a necessidade de mão-de-obra reduz, sobra pressão social.

Sob pressão social, o crime prospera.

Agora precisamos pensar sobre o que é crime.
Quantas vezes o crime de outrora não se tornou lei do presente?
Você precisa de fatos históricos para ter certeza disso?
Usa IA!
😊

O crime é caracterizado por uma atividade contrária aos interesses do sistema econômico corrente.

Se o sistema econômico corrente não consegue acompanhar a demanda social, outros modelos, por mais cruéis que sejam, começam a suprir a demanda dessa necessidade.

Maior número de pessoas sem aplicabilidade dentro do sistema, então maior número de candidatos aos sistemas “paralelos”, ou seja, criminais.

O PCC agora é “multinacional”.
Eu havia, há alguns anos atrás, “levantado essa bola” de forma sutil.
Você pode conferir pelas postagens.

E por que sutil?
Algo ruim vem daquilo que não podemos assimilar no presente.
A sutileza “azeita” a realidade que ainda vai acontecer, mas ainda não percebida.


À medida que o sistema falha, abre espaço para as alternativas.
Por que o mundo caminha para algo que não representa o sonho idílico democrático do passado?
Maior reação social, maior a reação do sistema e portanto, coerção de ideias divergentes.

Tão claro como água.

Somando tudo isso, podemos imaginar um mundo assim:

- A democracia cedendo à oligarquia político-econômica.

- O crime-estado nascendo como nação sem pátria, a exemplo dos judeus até quando então Israel nasceu.

- A tecnologia alijando parte da humanidade dispensável, a exemplo de Roma que mantinha a plebe com pão e circo.

- O crescimento da disfunção psíquica em virtude da troca abrupta de valores, soterrando os sistemas assistenciais.

 

Sinceramente, dessa vez eu espero estar TOTALMENTE ERRADO, porém é só esperança.


 

 

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