NOTA: este texto fiz com o mínimo de tempo que dispunha, numa "tacada só".
Certamente irei revisá-lo e corrigi-lo gramaticalmente.
Peço desculpas antecipadas ao leitor.
Eu venho escrevendo por um impulso quase
compulsivo de partilhar o que vou percebendo da vida à medida que provê a
percepção de futuro.
Comecei em 2010, ou seja, há 16 anos atrás
contando da data de publicação dessa postagem.
Fiz muitas previsões, e ao longo desse
tempo, todas se consolidaram.
Eu comecei isso aos 17 anos, quando comecei a questionar o sistema de cálculo
inflacionário utilizado à época. Eu já utilizava programação, e os dados que eu
obtinha dos modelos matemáticos que eu implementava não batiam com os dados
publicados pelo governo. À ocasião era o responsável pelo cálculo de custo de
uma empresa, e vaticinei que a inflação seria diferente daquela promulgada pelo
governo.
Quantos telefonemas indignados de amigos, amigas e namoradas que me chamavam
para sair e eu explicava que não podia porque estava trabalhando. A indignação
vinha porque eu não podia explicar o que fazia. Iam entender, ou me
sobrecarregar de reações sociais indigestas?
É claro que sendo muito jovem e fazendo
algo que os mais velhos não conseguiam entender bem, como programar modelos matemáticos
e aplicá-los em simulações com base nos padrões anteriores coletados, era algo meio
inusitado, o que me valeu a alcunha de “garoto pretensioso” durante uma reunião
de CEOs, quando discordei do índice inflacionário que desejam aplicar nos
reajustes dos produtos de suas empresas. O tempo provou que eu estava certo.
Por alguns anos o meu sistema pode prever a inflação real com mais precisão que
aquela que o governo alegava, porque uma coisa é o que o governo quer que você
acredite, e outra aquilo que acontece na realidade, uma vez que eu acredito
que tivessem pessoas muito mais aquinhoadas que eu, mas subjugadas aos
interesses políticos da época.
Essa dissonância entre informação econômica
e a sua realidade ainda podia ser vivida numa era em que a computação era algo meio
surreal.
Hoje qualquer um pode entender o amor por
computação.
Ela consubstancia o pensamento, concretizado em modelos que se materializam
através de seus resultados constatáveis.
Eu contei ao leitor um pouco de história havida
há 50 anos atrás para que se possa entender que imaginar o futuro é o exercício
da mente que se informa com os dados do presente e constrói um vaticínio
provável. Não é bola de cristal, nem adivinhação. É mais estatística, e a parte
divertida disso tudo é que alguma ocorrência inesperada possa alterar as
previsões. Eu realmente espero que isso
aconteça, porque o que vejo não me deixa feliz.
Se, infelizmente acertei meus prognósticos nestes 16 anos, espero sinceramente
estar errado para os próximos 20 anos.
Hoje é uma quinta-feira, por volta de 19:30,
quando comecei a juntar mentalmente uma montanha de informação que vou colhendo
pelos jornais mundiais.
Elon Musk decide colocar na bolsa a sua
empresa privada SpaceX.
Usei uma terminologia coloquial, mas se você gosta de precisão, encontra mais
informações aqui.
O meu texto visa simplificação geral,
porque o importante é transmitir ideias e não galgar o status através de
terminologias.
O que significa isso?
O homem mais rico do mundo percebe que suas visões necessitam do apoio de
terceiros, apesar da sua enorme fortuna. Faz sentido!
O mundo estuda desenvolver datacenters (centros de processamento de
dados) no espaço. Por que?
Os datacenters são consumidores vorazes de dois recursos preciosos: água
e energia.
Oras, a água é para refrigerar processadores
alucinados e a energia para alimentá-los.
OK! Você é leigo!
Raramente alguém compra (ou melhor, aluga) uma máquina exclusivamente para uso
pessoal, exceto as gigantes do mercado, tais como Google, Microsoft, AWS(Amazon),
etc.
Na verdade você compra um “pedacinho”, que
chamam de slice desse tipo de máquina.
Ou seja, da sua capacidade de processamento e memória.
Elas são fantasticamente poderosas mas, em
contrapartida, aquecem muito e consomem energia na mesma proporção. Não existe
milagre: “se faz muito, pede muito”.
O planeta começa a sua trajetória pela
agonia da demanda de água e de energia.
EUA sofrem com isso em alguns estados, a exemplo da Califórnia.
A cidade de Bangalore, considerada o vale do silício indiano, está sob forte
pressão.
Ela se especializou em outsourcing, que é o fornecimento de serviços
especializados com base em sistemas computacionais, e diante da demanda de água
e energia de seus datacenters está na encruzilhada entre a realidade que
as suas condições geográficas pode suportar em confronto com a demanda que
necessita.
Oras... O espaço é gelado e a energia solar é “de graça” e abundante, sem o
filtro das nuvens de nosso planeta que reduz o seu efeito.
O que você precisa para transferir tudo
para o espaço?
Naves que façam a construção e a manutenção desses datacenters lá fora,
no espaço.
Vamos considerar outro aspecto.
A inteligência artificial começou a acelerar
todos os processos socioeconômicos.
Vamos viver em um ano o que levaríamos
vários anos, e essa aceleração vai aumentando com o tempo. Por que?
Porque é como uma escada onde um degrau suporta o próximo, porém numa
velocidade exponencial determinada pela interatividade dos fatores, algo difícil
de calcular.
Haja visto que nos últimos dois anos TI
transformou-se de tal forma, que o ontem vira museu.
Leitor, se a sua cabeça ainda suporta, vamos
dar uma olhadela nas reações sociais mundiais.
A direita extremista parece pipocar pelo
mundo.
O país que representava o maior símbolo da democracia — os EUA, hoje oscila na
percepção mundial quando se julga seu novo papel mundial.
Vamos começar a unir alguns pontos.
Se de um lado o modelo computacional mundial transfigura a economia, a
tecnologia decorrente deste poder concretiza as novas possibilidades na mesma
velocidade.
Um dos processos é a automação em massa, que antes dependiam de mãos humanas para
implementá-la, e hoje, em segundos pelas mãos da IA realizam as mesmas tarefas
com eficiência maior.
Empresas começam a alijar a mão-de-obra que
vai sendo substituída pela otimização dos processos. E isso não ocorre de maneira
gradual, mas impactante. Milhares de desempregados por empresas que no seu
enxugamento encontram o caminho do lucro.
Então! Pensa comigo leitor!
Se a necessidade de mão-de-obra reduz, sobra pressão social.
Sob pressão social, o crime prospera.
Agora precisamos pensar sobre o que é crime.
Quantas vezes o crime de outrora não se tornou lei do presente?
Você precisa de fatos históricos para ter certeza disso?
Usa IA! 😊
O crime é caracterizado por uma atividade contrária aos interesses do sistema
econômico corrente.
Se o sistema econômico corrente não
consegue acompanhar a demanda social, outros modelos, por mais cruéis que
sejam, começam a suprir a demanda dessa necessidade.
Maior número de pessoas sem aplicabilidade
dentro do sistema, então maior número de candidatos aos sistemas “paralelos”,
ou seja, criminais.
O PCC agora é “multinacional”.
Eu havia, há alguns anos atrás, “levantado essa bola” de forma sutil.
Você pode conferir pelas postagens.
E por que sutil?
Algo ruim vem daquilo que não podemos assimilar no presente.
A sutileza “azeita” a realidade que ainda vai acontecer, mas ainda não
percebida.
À medida que o sistema falha, abre espaço para as alternativas.
Por que o mundo caminha para algo que não representa o sonho idílico democrático
do passado?
Maior reação social, maior a reação do sistema e portanto, coerção de ideias
divergentes.
Tão claro como água.
Somando tudo isso, podemos imaginar um mundo
assim:
- A democracia cedendo à oligarquia
político-econômica.
- O crime-estado nascendo como nação sem
pátria, a exemplo dos judeus até quando então Israel nasceu.
- A tecnologia alijando parte da humanidade
dispensável, a exemplo de Roma que mantinha a plebe com pão e circo.
- O crescimento da disfunção psíquica em virtude da troca abrupta de valores, soterrando os sistemas assistenciais.
Sinceramente, dessa vez eu espero estar TOTALMENTE
ERRADO, porém é só esperança.
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