agosto 08, 2026

O Impacto da IA Sobre o Tempo - Os ponteiros das horas passaram a marcar minutos





 1° Edição, sem revisão.


O que parecia longe, questão de meses ou alguns anos, nos tempos em que não existia IA, hoje virou coisa de semanas ou meses.

Recentemente comentei sobre a nova onda da IA — os agentes de IA.

O frenesi dos bots inteligentes que ainda causam algum espanto nos palcos da audiência mais popular, terão seus holofotes roubados pelos agentes de IA em questão de pouco tempo, algo que no passado iríamos projetar para meses ou anos.

Da mesma forma que a pesquisa com o suporte da IA acelera os resultados, os agentes de IA aceleram processos inteiros, sendo capazes de reagir e responder às mudanças eventuais.

Um agente de IA especializado em alguma tarefa humana, o torna um super humano naquela especialidade.

Na área de TI, e certamente também em várias outras, já podemos adquirir um agente pronto para uso em nosso próprio notebook. Sim, na nossa "maquinha" pessoal!

Eu uso aqui o termo "maquinha" sem o tom pejorativo, mas a título de uma lembrança comparativa uma vez que a IA até muito pouco tempo demandava recursos além das possibilidades de uso doméstico.

Isso significa que poderemos ter um "ser vivo" artificial, ou quase como tal, realizando tarefas para você no seu notebook, e quem sabe, "logo logo" no seu celular (smartphone).
E como todo "ser vivo", ele pode desandar a ter 
"vontade própria", fazendo coisas além do que é esperado e desejado, assim como aconteceu com os recentes testes de agentes que extrapolaram seus domínios de ação, levando-os a proceder ações invasivas fora de controle.


Tais agentes acelerarão a popularização de robôs ou máquinas robotizadas especialistas, tudo dentro de um simples chip dedicado e alocado numa pequena placa-mãe especialista, reduzindo os preços de mil apetrechos domésticos inteligentes que se tornarão tão populares como geladeiras e etc.

Grande parte do alívio processual virá da super conectividade crescente que os novos padrões de comunicação começam a prover. 

Planeja-se substituir o padrão 5G por volta de 2030, quando teremos o 6G.

Iremos sair dos atuais 
10 Gbps de pico para 1 Tbps (terabit por segundo), ou seja, 1000 vezes mais rápida que a 5G. 

Para se ter uma ideia mais prática dessa velocidade, basta pensar que um Tera tem 12 zeros.
Então imagine uma quantidade de bits com um número desse tamanho sendo transmitido por segundo!!

E detalhe, não é só velocidade!
É um protocolo que nasce para atender nativamente IA/ML(Machine Learning), IoT (conexão entre coisas quaisquer), também oferecendo suporte para holografia (imagens em 3D).

Realmente, aos olhos atuais é muito, mas é pouco comparado com as novas tecnologias quânticas que estão surgindo no palco das possibilidades científicas, providas com capacidade de entrelaçamento, multiprotocolo e neuromorfismo (algo como o processamento de inteligência migrando do processador para o próprio fio que a conduz, assim como ocorre em nossos cérebros através das sinapses que são as ligações de nossos neurônios — Sim! Somos super máquinas, só que nós não sabemos disso! kkk ).

Coisa de doido, né?
Bom... para nós!
Porque para o seu neto ou bisneto, 6G será sucatinha.

Mediante a capacidade de integrar sistemas em hardware cada vez menores e mais potentes, cujo processamento por ser expandido externamente graças às possibilidades de uma poderosa comunicação, a evolução comercial de agentes de IA extrapola os limites da nossa imaginação, e também do nosso medo!!!

Oras... Se tudo é produzido muito mais rápido, o compasso da vida muda completamente.


Isso significa, caro leitor, que o nosso tic-tac econômico e social passa a ter uma dinâmica global inédita, independente das diferenças culturais, mudando o ritmo das atividades, e por conseguinte, também da evolução de todos os setores, quando o "amanhã" do "hoje" demorava a se tornar o "hoje" daquele "amanhã".


Isso muda totalmente as nossas vidas porque também muda toda a cadeia sócioeconômica que passa a trabalhar num ritmo nunca antes esperado ou previsto, tudo acontecendo repentinamente quando comparado ao "timing" que ditava o  ritmo das gerações anteriores até às mais recentes, que representam os jovens ainda na fase da formação básica, quando todos pegos de surpresa começarão a sentir o peso do achatamento do tempo pelas mãos digitais da IA, que "AINDA" digitais pois o primeiro computador quântico rodando à temperatura ambiente já vai virando realidade.

Quando a IA estiver acelerada pelos ambientes quânticos, o dinamismo evolutivo promovendo saltos frequentes de evolução e novas possibilidades será impulsionado além da imaginação, tornando-se uma rotina que mudará completamente a vida como pensamos hoje.

As decisões serão obrigatoriamente mais rápidas por força das circunstâncias desse dinamismo, impondo a necessidade de aumentarmos a nossa capacidade de aprendizado impulsionada pelos novos tempos que literalmente refletirão o refrão da música de Geraldo Vandré (1968), "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer, inclusive considerando parte do contexto político de quando o seu autor a lançou.

Nota: certas alusões são deixadas em aberto propositalmente, como estímulo aos leitores que gostam do exercício da descoberta dessas sutilezas por si mesmos.


Teremos um mercado frenético comparado aos atuais, agilizado por processos que antes demoravam um tempo qualquer e que não mais podem competir com o tempo de execução de segundos patrocinado pelos recursos de IA em todas as áreas da atividade humana.

Certamente o mercado de ações sentirá o reflexo da IA pela volatilidade dos índices, no troca-troca dos protagonistas que impulsionaram as commodities, agora ainda mais emaranhadas nas teias das dependências geopolíticas e tecnológicas, continuamente espicaçadas por condições climatológicas em crescente instabilidade e pelas incongruências filosóficas e políticas que constroem as guerras.


O mercado financeiro ficará mais nervoso, as taxas de spread de operações a médio e longo prazo serão mais onerosas, aceleradas pela imprevisibilidade contextual mundial face à disputa constante pelos grupos econômicos que lideram os nichos de mercado, que são cada vez mais 
sustentados pela politização das atividade econômicas através das "mãos administrativas" de seus governantes, que agem em defesa das iniciativas que deixam de significar apenas superação tecnológica e econômica, mas se tornaram uma questão básica de segurança nacional, divisas e capacidade de sustentar suas próprias volições diante das interferências externas, cada vez mais intrusivas, sejam elas econômicas, militares ou políticas.

Os sistemas democráticos plenos, não estratificados de alguma forma, sofrerão os maiores impactos, pondo em risco a sua existência nos moldes atuais, porque as camadas da população mais restritas à percepção do impacto dessas mudanças formarão os resultados das urnas de eleições, diante de candidatos que se preocupam mais em continuar polarizando radicalismos quando eles deveriam voltar a sua atenção para a vocação existencialista prática através de propostas alinhadas com o nosso tempo.

Parece que o povo, ou não percebe isso, ou apoia e se torna conivente, ou não reage dando um basta.

O alheiamento degrada o sistema democrático e compromete a nossa capacidade de competir pondo em risco a soberania nacional além das fronteiras formais de nossos mapas, que passam a ter linhas de demarcação mais imaginárias que efetivas.

A
 carência de percepção atenua a premência da necessidade de mudança, tornando-a mais lenta, proporcionalmente à sua desinformação, porque ninguém muda enquanto não "vê e sente na própria pele" tal necessidade, porque mudar dói, é desconfortável, e ninguém sai da sua zona de conforto a não ser pela necessidade de sobrevivência.


Os regimes democráticos urgem reavaliação porque estarão em desvantagem em relação aos regimes ditatoriais estáveis que apresentam sucesso econômico.

Eu deixo claro que, embora tenha alma democrática, de tempos em tempos, tudo precisa de revisão para não caducar na vala do sofrimento comum por comodismo ou falta de visão em acompanhar a velocidade das mudanças.

Se você estava acostuma com o sentimento que o "futuro" é algo longe, que demora para chegar, esqueça!
Agora, pelas mãos da IA, o futuro está logo ali!


E o povo poderá acompanhar?
E a democracia e a economia de consumo também não dependem do povo?


A nossa grande esperança quanto à preservação do estado democrático vem pela educação, já que o destino de um povo repousa sobre suas decisões e condutas. 


IA poderá promover o ser humano no processo educativo, como também demovê-lo.
Acelerar o desenvolvimento individual passa pela reavaliação do modo de ensinar e aprender.

O Brasil tem uma boa chance de sucesso porque vai saindo do atoleiro da omissão educativa.

Manchetes, como esta apresentada logo abaixo, precisariam "viralizar" porque a solução não está só na quantidade, mas também na qualidade do crescimento da capacidade humana em analisar informações.

É vital aprender a fazer uso da IA e seus agentes desde que não induzam à acomodação, ao plágio e ao comodismo, mas que inspire a velocidade de aprender através da eficiência de uma nova forma de aprendizado mais ágil e objetiva, que economiza no tempo de busca e elaboração para se gastar melhor na fase de inferência e associação.

A forma errada de se usar uma ferramenta não condena a ferramenta, mas o seu usuário.
 


A educação de base é algo que depende de pelo menos quatro pontos fundamentais: saúde, acesso, desenvolvimento da capacidade de inteligir e a produção de estímulo criado pelas vantagens que a informação oferece no seu papel de combustível que alimenta a capacidade de análise.


Eu me entristeço com o panorama das nossas eleições, tão distantes da real necessidade enquanto lidam prioritariamente com rixas pessoais e partidárias.

Tais posicionamentos refletem a pobreza social de concentrar-se naquilo que realmente não importa!


Acorda Brasil!
Está na hora de repensar até parte do nosso Hino Nacional, com todo o respeito e carinho:

...
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
...

A desertificação do solo brasileiro mostra que esse berço talvez não seja assim tão eternamente esplêndido sem as medidas globais necessárias.

É preciso sair da poesia das ideologias e cair na real.
E para isso, precisa-se apenas de um partido: BRASIL!

A cooperação precisa superar as diversidades de visões.

É bom lembrar que o nosso panorama não detém exclusividade ou pertence a um clube de poucos, pelo contrário! O nosso exemplo encontra ressonância em muitas outras nações democráticas.


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The Impact of AI on Time – The clock hands of the hours began to mark minutes

1st Edition, no revision. What once seemed far away — a matter of months or even years in the days before AI — has now turned into something...