janeiro 07, 2026

Sentido das Coisas - Quando Um Erro Puxa Outro

 

1° Edição,  revisão


Recebemos a notícia que Trump invadiu a Venezuela, capturou seu presidente Maduro e esposa.

Trump tomou essa ação mediante inúmeros pretextos, desde narcotráfico a desvio de petróleo. Se estiver curioso, pode começar por aqui, que embora o link direcione para uma página em inglês, você pode traduzir pelo navegador.

Live: US is 'going to run' Venezuela until safe transition of power can take place, says Trump - France 24

Em operação militar similar, EUA também invadiram o Iraq em 2003, capturando Saddam Hussein.

As principais alegações estadunidenses para o ataque ao Iraque eram:
- posse de programas ativos de armas de destruição em massa (ADM)
- ligações operacionais com a Al-Qaeda

Tais alegações não foram confirmadas posteriormente.
Buscas extensivas realizadas pelo Grupo de Pesquisa do Iraque não encontraram estoques de armas químicas, biológicas ou nucleares, nem evidências de programas de produção em andamento desde a década de 1990.
Justificam o erro como falha do serviço de inteligência.

Os relatórios de inteligência dos EUA, incluindo conclusões da CIA e do Senado, também confirmaram que não existia relação de colaboração ou parceria operacional entre o regime de Saddam e a Al-Qaeda, apesar de exageros de medias confiáveis, o que demonstra que nem elas são tão confiáveis assim!!!

As invasões estadunidenses são inúmeras, seguidas de suas inúmeras justificativas.

O tempo passou e veio o repeteco de Trump na presidência.

A diferença entre o passado e o presente é que a máscara caiu e hoje as coisas no governo Trump estão acontecendo conforme seu estilo: rough! (duro)

Os anos, tal como um rio caudaloso de experiências, foram construindo uma percepção mais independente, onde cruzar informações e aguardar o tempo como meio de distinguir o joio do trigo, tornou-me mais crítico e menos partidário, seja qual for o regime.

Todos eles, democráticos ou não, buscam prevalecer seus interesses por meio de notícias manipuladas.
Quando vemos países na disputa pela corrida dos armamentos nucleares, torcemos o nariz com toda a razão.

Infelizmente, contudo, tais países têm sua parcela de razão prática, não pelo prisma utópico dos nossos princípios de sobrevivência, mas por aqueles outros de autodefesa.

Se a autodefesa é lícita para o cidadão, então para um país também, inclusive aqueles regidos por déspotas.

Mas como fica situação se o déspota joga pesado?!

Se a Venezuela fosse uma Coreia do Norte, Trump não teria tomado tal ação.


Fica difícil negar a ilicitude da corrida armamentista nuclear.
Não fica não?

Por outro lado, considerando a hipótese que justifica o ataque à Venezuela seja consubstanciado pela realidade que só o tempo garante, tais medidas fazem sentido.


A percepção que sobra é que um erro parece justificar outro.
Ou seja, que um erro realmente justifica o conserto de outro.

Diante do maremoto de erros que a humanidade gera diariamente, o julgamento de suas correções acaba meramente uma perspectiva de cunho pessoal, porque se um erro não justifica outro, então um país teria o direito de invadir com ópio outro país sem ter sua soberania ameaçada?

E se pode invadir com ópio, pode invadir com muitos outros agentes desagregadores da estrutura social, tal como “Fake News”, etc.

Se um país promover a deterioração social de outro por meio de massiva campanha de “Fake News”, justificaria ser invadido por outro?

É claro, que tudo isso acontece desde que não haja o impasse da destruição recíproca por meios atômicos.
Então todos precisariam ter armas nucleares para se defender?


Outras perspectiva interessantes podem ser levantadas, mas vou escolher apenas uma, por questão de espaço.

A máquina estadunidense depende de pesada infraestrutura de autodefesa.
Ela traz um peso enorme para as contas dos EUA, que aliás, não estão fechando.

Então, por que não usar tal máquina a favor do lucro?
Ao menos ela se pagaria...
Talvez seja esse o raciocínio de Trump.

Trump segue um padrão muito simples e predizível de ação.
Ele primeiro encontra um subterfúgio para justificar suas ações.
Se o subterfúgio encontra eco, ele decola na ação.

Faz isso por meio dos canais de divulgação clássicos ou através do seu próprio canal de media, o "Trust Social". O nome do canal já diz tudo: "Confiança social".
Dispensa comentários... :-)

A Venezuela é fraca, não detém aliados fortes e Maduro semeou ótimos subterfúgios ao longo do tempo para minar seu próprio governo alimentado a propinas, comprando tudo e todos. 
A ambição é algo sem limites, e após um tempo, quando o potinho de ouro vai secando pelo excesso de consumo, a solução acaba sendo os negócios mais lucrativos. 

Existe negócio mais lucrativo que o ilícito???
Mas será mesmo, apesar de fazer todo sentido???
Complicado querer julgar do lado de fora de uma malha de horrores que a alta cúpula mundial comunga.

Uma das justificativas de Trump para o sequestro de Maduro, desaparece com o mesmo truque de mágica "trumpense" com que apareceu:

Departamento de Justiça dos EUA retira alegação de que o Cartel de los Soles da Venezuela é um grupo real

A coisa começa a ficar descarada.

O fato é que Trump precisa fechar as contas estadunidenses, pagar a altíssima conta da imensa infraestrutura militar que sustenta a segurança de seu país, já que tem inimigos ferozes espalhados por todo mundo, aliás em número crescente.

Então a solução mais óbvia é usá-la para promover lucro.
Hoje foi Venezuela.

Trump says Venezuela will send 30 to 50 million barrels of oil to US
(Trump diz que a Venezuela enviará de 30 a 50 milhões de barris de petróleo para os EUA.)

Na mira vem Groenlândia, etc.

A OTAN não é lucrativa para os EUA na concepção Trumpista.

De um lado faz sentido que os EUA busquem seus interesses.
Os "aliados" se acomodaram na atitude paternalista de décadas.
Era interessante para eles.
Neste aspecto, os EUA 
"deram mole".

A visão mais pragmática de Trump, lembra outro grande império que desapareceu, mas seguia o mesmo modelo que parece Trump querer impor aos EUA, e tinha coincidentemente o mesmo símbolo: uma águia.

A águia de Roma revive o vôo através de seu parente, a águia americana, e olha que nem é Fênix!

E assim, os EUA vão destruindo décadas de política internacional, que a bem-dizer, realmente não eram boas. Eram o extremo do lado oposto de hoje, levando o país a uma decadência social interna visível.

Trump administration withdraws from dozens of international organisations - France 24

Conclusão, leitor:

Toda águia que voa muito, acaba aumentando sua chance de ser abatida, lembrando que águias são solitárias, o mesmo tipo de vôo que Trump parece fazer à medida que vai perdendo aliados, trocando-os por submissões militares ou econômicas.

O mundo perdeu o lado bom que não soube dosar com pragmatismo, e corre desesperado pelo lado oposto que leva à pilhagem e ao isolacionismo.

O mundo precisa do lado bom dos EUA sem os excessos idealistas de outrora, nem os radicalismos econômicos do hoje.



janeiro 06, 2026

Minhas Aventuras Com o ChatGPT 5.2 - Descobrindo Seu Nível de Inteligência


1° Edição,  revisão


Deslumbramento é a palavra que me ocorre quando estamos diante de algo novo, realmente novo!

Os bots inteligentes e outros mecanismos de IA surgiram repentinamente para o público, e evoluíram em suas versões muito rapidamente.

Processos novos com rápida evolução causam deslumbramento.
O novo é sempre um tipo de choque cultural, porque algo acontece para reconstruir o seu pensamento a partir do velho, e se essa reconstrução leva para alguma coisa inesperada, o deslumbramento é inevitável, ainda que provisório.

E venho trabalhando com apenas quatro deles:

ChatGPT 5.2
Copilot
Gemini
Perplexity

Pois é... para quem acompanha o blog, aumentei dois.

Todos ótimos e cada um com suas vantagens e particularidades.
Não é raro que repita a mesma pesquisa entre eles.

O que até então não havia conseguido “medir”, não no sentido estrito de obter valores finais absolutos para efeitos comparativos, mas no sentido de começar a entender os limites da tecnologia atual.

Uma dúvida sempre pairou para mim.
O quanto eles são inteligentes?

Eu ainda não tinha encontrado uma oportunidade que coincidisse com as possibilidades das minhas atividades diárias, até que hoje, vi a possibilidade de fazê-lo.

Analisando um projeto de software com várias implicações, resolvi propor a solução para o ChatGPT 5.2, já que o mesmo se destacou entre os demais, e não é para menos, uma vez que uso a versão paga, um detalhe importante a considerar já que os outros serviços são gratuitos.
Se você paga, obtém mais, então comparar com os outros não pagos seria desleal.

Supondo que uma versão paga possa oferecer o melhor de si.
Então resolvi testar o ChatGPT v.5.2 pedindo uma proposta de solução de projeto.

Ele o fez de maneira bem detalhada, e quando questionado, foi completando sua abordagem.
Muito bom, mas logo percebi que era um amontoado de tijolinhos coletados de conceitos esparsos e dispostos com uma lógica básica.

OK!
Serviço entregue, mas será que seria a melhor solução, embora ela estivesse embasada em vários padrões de estratégia de construção de soluções?

A solução era cara de implementar e manter.
Sinceramente, não gostei não, apesar de oferecer várias oportunidades para que o bot pudesse melhorar a sua resposta.

Resolvi arguir o ChatGPT com uma proposta alternativa composta por vários passos que criavam um grafo de possibilidades diante dos contextos encadeados.

Trocando em miúdos, a proposição era mais complexa, onde seus tópicos levavam à análise composta de possibilidades múltiplas sob várias premissas.

Eu queria, ou ao menos tentar, 
descobrir qual o seu poder de análise?

Eu sinceramente esperava uma resposta levando a várias possibilidades, e resumindo finalmente a mais efetiva com o propósito a que se destinava o projeto.

Não foi o que obtive.


A análise do ChatGPT reproduziu um comportamento humano primário onde a primeira premissa, ou proposta considerada falsa, alavanca o resultado final!

Acontece que essa forma de pensar não é a melhor.
Uma premissa ou asserção inicialmente falsa, diante da composição contextual posterior, pode se tornar verdadeira.

Ficou difícil de entender?
Vou dar um exemplo e tudo fica fácil.

Uma pessoa diz:
A comida ultra processada é adequada.
Oras, todos sabemos que elas não são adequadas.

Porém...
Se agora vier um contexto posterior:
A comida ultra processada é adequada diante da miséria extrema.

Então a mesma frase sob um contexto posterior a ela pode se tornar o complemento que definirá outra conclusão.

Afinal, melhor que morrer de fome, é comer comida ultraprocessada.

E agora, a mesma frase sob um novo ângulo, mas com a mesma “conclusão implícita”, torna-se uma verdade.

O teste feito com o ChatGPT incluiu alguns contextos que conduziam a uma cadeia de conclusões mais complexas, tal como o exemplo anterior, só que um pouco mais rebuscado.


O ChatGPT reagiu seguindo o comportamento humano primário.

Pega a primeira asserção falsa e parte para invalidar toda a tese.
É como uma pessoa que ao ouvir que “a comida ultra processada é adequada” se precipitasse a negar tudo o mais que você falasse, sem considerar que é melhor que morrer de fome.

Você já teve a infeliz oportunidade de conversar com gente assim?
Ouvi algo, precipita-se, ignora o restante do que você falou e parte para a crítica?!!
Um horror!

O ChatGPT agiu assim.

Discutimos por algum tempo, até que fui “quebrando” as suas premissas precipitadas uma a uma.

No final, ele entendeu.

Eu considero o resultado do ChatGPT fantástico!

Embora a capacidade de “racionalização”, algo como QI, seja ainda medíocre ou mediano, representa um esforço hercúleo de milhares de pessoas dotadas e outros milhares de dólares para que isso acontecesse.

Infelizmente, quando a computação quântica chegar, de fato, acredito que tais disputas com possibilidade de ganho por um ser humano fique restrita aos super gênios.

Por enquanto eles são inteligentes, mas nem tanto.
Amém!


janeiro 04, 2026

Fim ou Recomeço?

  1° Edição,  sem  revisão

Recebi de um amigo a seguinte mensagem que transcrevo aqui na íntegra:


Olha que texto interessante:

Recebi de um Amigo.


🩵 "OS IDOSOS"


 "Nascemos nos anos 30-40-50-60-70."


 "Nós crescemos nos anos 50-60-70-80."


 "Estudamos nos anos 60-70-80-90."


 "Estávamos namorando nos anos 70-80-90."


 "Nos casamos e descobrimos o mundo nos anos 70-80-90."


 Aventuramo-nos nos anos 80-90-2000.


 Nos estabilizamos nos anos 2000.


 "Ficamos mais sábios na década de 2010."


 E seguimos firmes em 2020.


 "Acontece que vivemos OITO décadas diferentes..."


 "DOIS séculos diferentes..."


 DOIS milênios diferentes...


 “Passamos do telefone com operadora para chamadas de longa distância para as videochamadas para qualquer lugar do mundo, passamos dos slides para o YouTube, dos discos de vinil para a música online, das cartas manuscritas para o e-mail e WhatsApp”.


 "Desde partidas ao vivo no rádio até a TV em preto e branco e depois para a TV HD."

 Fomos ao Videoclube e agora vemos Netflix.


 'Conhecemos os primeiros computadores, cartões perfurados, disquetes e agora temos gigabytes e megabytes em mãos no celular ou IPad."


 Usamos shorts durante toda a infância e depois calças compridas, oxfords, bermudas, etc.


 "Evitamos paralisia infantil, meningite, gripe H1N1 e agora COVID-19."


 Andamos de patins, triciclos, inventamos carros, bicicletas, ciclomotores, carros a gasolina ou diesel e agora andamos em híbridos ou 100% elétricos.


 "Sim, passamos por muita coisa, mas que vida maravilhosa tivemos!"


 Eles poderiam nos descrever como “exennials”;  pessoas que nasceram naquele mundo dos anos 50, que tiveram uma infância analógica e uma idade adulta digital.


 "Somos uma espécie de Yaheseen-it-all."


 Nossa geração literalmente viveu e testemunhou mais do que qualquer outra em todas as dimensões da vida.


 É a nossa geração que literalmente se adaptou à “MUDANÇA”.


 Uma salva de palmas a todos os integrantes de uma geração muito especial, que será ÚNICA." 


Mensagem preciosa e muito verdadeira 


 🏹🏹 O TEMPO NÃO PARA!


       _"A vida é uma tarefa que nos propusemos a fazer em casa._

 

Quando você olha... já é sexta-feira;  quando se olha... acabou o mês, quando se olha... acabou o ano;  quando se olha... 50, 60 e 70 anos se passaram!


_Quando você olha... não sabemos mais onde estão nossos amigos.


_Quando você olha... perdemos o amor da nossa vida e agora, não dá mais para voltar.      


O dia é hoje!


NÃO TEMOS MAIS IDADE DE ADIAR NADA.


Espero que você tenha tempo para ler e depois compartilhar esta mensagem... ou então deixe para

Depois e você verá que nunca a compartilhará!


 Sempre juntos

 Sempre unidos

 sempre irmãos

 Sempre amigos


 Passe para seus dez melhores amigos e para "eu" se eu estiver entre eles e você verá como nem todos respondem. 


Porque deixam para depois 😉😉😉 


 

Sem dúvida é um bom texto, feito por uma pessoa inteligente e com boa cultura.

É bem interessante como ele abordou o tema formando um resumo singular.

 

Ao final, a partir dessa frase:

```Nossa geração literalmente viveu e testemunhou mais do que qualquer outra em todas as dimensões da vida.```

eu sou levado a conjecturar em sentido diverso porque a minha forma de ver expande-se para o futuro ao invés de alimentar-se do passado.


O passado traz sempre o caminho inverso do processo evolutivo, ao passo que o futuro é sempre um passo à frente na longa trajetória de entendermos melhor a vida, o seu sentido, na esperança que a felicidade seja compreendida mais pelo espírito que pelas suas necessidades físicas enquanto trafega na matéria.

 

O sentimento de autovalorização do texto demonstra a necessidade de criar um sentimento de resgate de valores quando o indivíduo sente que a sociedade “aposenta” a sua utilidade.


Acreditar que vivemos mais que qualquer outra geração é o resultado desse sentimento exaltado pela crença de inutilidade, porém desde que fisicamente estejamos aptos, sempre haverá muito o que fazer, ao invés de gozar o conforto material enquanto se espera a morte do corpo físico.

A geração atual vai enfrentar desafios ainda maiores que o nosso.
Entre outros, o sucateamento humano, a transformação climática, e o aumento insuportável do poder de destruição.

Eles passarão da era digital para a era quântica, que trará um poder brutal às máquinas.

Essa geração viverá o início de uma competição literalmente "desumana" em virtude da  eficiência proporcionada por essas máquinas impulsionadas por novos modelos computacionais extremamente superiores à tão restritiva tecnologia digital, que busca resolver tudo com apenas dois estados físicos por falta de coisa melhor.

A ampliação da capacidade de lidar com a multiplicidade de estados físicos de representação da informação, não só agiliza o processo dramaticamente, como também amplia a capacidade de tratar problemas insolúveis pela era digital.


Se a nossa geração sente o peso do sucateamento pelos anos, as futuras gerações sentirão peso ainda maior pelo sucateamento da utilidade humana, substituída pelos recursos alternativos que uma nova tecnologia “orientada a poder” irá constituir a nova forma de governança político-econômica e social.

 

A nossa geração teve mesmo é muita sorte!

Talvez esta seja essa a melhor distinção, ou quem sabe poderíamos dizer que vivemos uma experiência de um momento evolutivo ímpar, quando comparamos com outras.

Vivemos o melhor que o mundo analógico pode oferecer à ocasião, ainda com a oportunidade de conhecer praias virgens, limpas, sem poluição, à medida que a ciência ia trazendo benefícios singulares ao conforto humano.

As nossas restrições tecnológicas traziam contenção ao nosso poder de destruição, mas foram suficientes para ampliar os progressos da medicina, com novos tratamentos e anestésicos, além de muitos outros confortos suportados por todos os campos da inovação humana.


As próximas terão o desafio de superar o antigo modelo de crenças humanas para viabilizar a sua existência social.

Enquanto isso, os benefícios da tecnologia cobrarão caro seus serviços até que possamos evoluir como seres realmente sociais.

 

E seguindo o pensamento reencarnacionista, faz mais sentido pensar que essa experiência foi apenas um momento da nossa evolução, quando então reencontraremos na próxima o mundo da forma como o deixamos.

 

E o que é velhice?
À medida que a sociedade evoluir, continuará expandindo a longevidade humana.
Melhor que medir a utilidade humana pelo tempo do nascimento, é medi-la pela capacidade do indivíduo continuar interagindo e sendo útil.

Não devemos confundir a preguiça que busca usufruir das conquistas passadas, quando busca na aposentadoria a sua inutilidade social. E isso pode ser feito em qualquer idade, dependendo do sucesso financeiro de cada um.
Isso sim é velhice, porém autoimposta.

A velhice do corpo físico quando não mais suporta as atividades terrenas não é um estado terminal, pelo contrário.

A velhice é o recomeço de uma nova etapa, tal como a lagarta que se transforma em crisálida, para então depois poder voar.


novembro 18, 2025

Sentido de Vida

 1° Edição,  sem  revisão


Quem nunca se deparou com a pergunta:

Qual o sentido da vida?

Vivemos de propósitos passageiros que vão disfarçando essa lacuna de conhecimento, que nos momentos extremos, parecem faltar como os alicerces que mantêm a nossa força e o equilíbrio de viver.

Garantir o futuro dos filhos, superar os desafios no emprego, administrar a nossa vida social, e buscar alguma compensação para tanto esforço, mediante momentos de descanso ou fuga, onde uma viagem parece preencher o vazio do cotidiano que nos coloca como galinhas poedeiras, precisando sempre provar nossa produtividade social, econômica, técnica e mesmo emocional, seja no suporte daqueles que nos rodeiam, como em nós mesmos.

Eu vivi como um surfista que pega uma onda e logo busca a emoção da próxima, aperfeiçoando suas habilidades e satisfazendo o ego que parece um vórtice tragando o propósito de viver.

Pior que o surfista que desafia as ondas ao mesmo tempo que teme o tubarão que surfa junto buscando seu alimento, vira e mexe eu sentia a sua abocanhada, exigindo de mim qual o sentido final do depois, aquele “depois” de tudo, como um final de festa em que resta a limpeza para cair na realidade.

Muitas vezes no auge do desespero parei de surfar.
Nestes momentos, tornava-me o próprio tubarão que devorava o meu sentido de viver.

Eu precisava de uma solução, mas questionar o sentido de viver é tão sem sentido quanto perguntar a um bebê quais são seus planos de vida.
Se você pensar que é exagero, basta comparar a parcela de conhecimento humano diante do Universo.


À medida que o tempo passava, eu amadurecia, e começava a juntar algumas frases atribuídas a Jesus, buscando algum outro ângulo de abordagem.


1- "E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados."
Mateus 10:30

2- “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço, e elas me seguem.
Eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.”
João 10:27–28

3- “Por isso o Pai me ama: porque dou a minha vida para a reassumir.
Ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou.
Tenho poder para a dar e poder para a reassumir.” 
João 10:17–18


Juntando tudo isso, comecei a pensar que talvez, melhor que buscar um sentido de vida, seria ponderar primeiro a importância que Jesus dá a ela.

Na segunda frase citada acima, Ele também afirma ser responsável por nossas vidas, e deixa a entender que se estende a todos.

Jesus não precisava ter vindo, como ele deixa claro na terceira, e prova que domina a vida através de sua ressurreição no terceiro dia.

Ele morreu por livre e espontânea vontade, como exemplo de fidelidade aos princípios que ensinava. Poderia ter fugido, renegado sua fé, desmentido, etc.

Isso é um ponto importante a ressaltar.
A sua morte é interpretada como um ato para redimir nossos pecados.
Eu interpreto essa redenção através do nosso próprio esforço ao seguir seus ensinamentos:

“Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.”
João 14:6

A interpretação de que a Sua morte "lava os nossos pecados", induz a uma conclusão inadequada àquele que se precipita, podendo imaginar que isso aconteça sem o nosso próprio empenho, como se já tivéssemos lavados pelo seu sacrifício!

Vejo isso como uma manobra religiosa, e tem seu lado positivo.

Quem lava os nossos pecados somos nós mesmos, onde o exemplo Dele da Via Crúcis deixa mais que claro que será pelo nosso próprio esforço ao atender os seus princípios, custe o que custar. Ele, na verdade, dava o exemplo vivo de que cada um deve carregar a sua própria cruz.

Fica difícil divulgar uma religião que leva ao extremo o exercício de seus preceitos.

"Se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te é melhor perder um dos teus membros do que ter todo o corpo lançado no inferno."
Mateus 5:29–30


Então, eu imagino que alguém deu “um jeitinho” de não assustar os fiéis menos fervorosos usando uma frase com interpretação dúbia.

Após juntar Suas demonstrações de amor, certeza, comprovações (seus milagres), coerência onde seus ditos se consubstanciam apesar de contextos diferentes, e todo o sacrifício e empenho que Ele próprio trouxe a si, só podem conduzir a uma única certeza:

“A vida é algo extremamente importante para ter justificado a Sua vida entre nós, com todo o sofrimento dela decorrente.”

Não sabemos o propósito final da vida, como ela acabará quando todos estiverem em equilíbrio através de seus ensinamentos, mas sabemos que seu propósito é a construção, e a reconstrução de nossa natureza conforme seus ensinamentos.

Então, mais lúcido pelos anos, eu me repreendi, entendendo que buscar entender algo que não podemos, além de pretensioso, não deveria servir de justificativa para escaparmos àquilo que realmente dá sentido à Vida, por hora, ou seja, trabalhar em nós a tentativa diária de viver os seus ensinamentos no limite de nossas forças.

Afinal de contas, pelo primeiro item da lista acima, se até nossos fios de cabelos estão contados, tudo que nos acontece segue a Sua lógica, que ainda não podemos entender, tal como a criança que na escola aprende coisas que não sabe onde irá utilizar, mas que através do tempo e de seu empenho, vem mais tarde agradecer o exercício de uma tarefa que parecia inútil, mas que consubstanciou o seu crescimento pessoal na fase adulta.

E àquelas crianças que rejeitam o aprendizado, justificadas por suas dúvidas ou certezas imaturas, que servem mais como desculpa da preguiça que busca o conforto do hoje, esquecendo a construção do amanhã, aprenderão suas lições, mais cedo ou mais tarde, pela forma mais difícil, porque a oportunidade desperdiçada cobra tributo caro.



setembro 28, 2025

A Máscara Caiu - Quando Os Defensores da Democria Mundial Adoecem

 

1° Edição,  revisão

Eu escrevo esse post com extrema tristeza.

Minha educação sempre esteve pousada sobre dois pés:
Um na liberdade e outro no senso democrático.

Eu faço menção ao "senso democrático" porque a democracia ainda não atingiu a sua maturidade.
É um conceito vago, confundido com liberdade total, bagunça, etc.

Fico extremamente triste porque parte da minha educação devo ao povo estadunidense.
Meu vínculo cultural com eles é inequívoco, mas não cega a minha percepção crítica.

É como o amor aos meus pais, pois nunca fui indiferente aos seus erros.

Amor talvez seja a capacidade de ver o lado bom apesar do lado ruim, algo com que todos nós lutamos e faz parte da nossa natureza, enquanto não alcançarmos o vôo maior da evolução espiritual.

Amor talvez também seja a capacidade de ver o lado bom, apesar do lado ruim e inevitável da natureza humana.


Ao assistir este vídeo:
USA: An Illinois senator goes viral after confronting masked ICE agents - France 24

eu digo a vocês, doeu!

Minha primeira namorada foi americana.
Tive namoradas latinas.
E por meio de todas elas, eu aprendi a amar o mundo, indiferente à diferença de sua cultura.

O vídeo dói!
Uma mulher agoniada, a senadora, gritando na calçada da vizinhança, pedindo que seus moradores fiquem em casa porque o ICE, um grupo de pessoas brutas (raw people like thugs), tal como bandidos, vão caçando pessoas nas ruas da maneira mais rude, imprópria e absurda.

Uma situação surreal, coisa de ficção horrorosa!
Imagine algo assim no Brasil!

O povo brasileiro não tem vocação natural para isso.

Bolsonaristas que me perdoem!
Espero que seu extremismo seja enterrado junto com o de Trump.

E lembro, veementemente, que os extremistas estadunidenses (Ku Klux Klan e cia) não podem fechar os olhos para o fato, que parte da grandeza de seu país, foi construída com o sangue de latinos, africanos, e outras nações.

Não existe grandeza no isolacionismo, ou no ufanismo ortodoxo, onde uma raça pretensamente superior possa substituir todas as outras.

Pensamento assim é fruto de pretensão extrema, consequência da ignorância extrema.


Por mais que alguém busque justificar ações assim, através da pretensa superioridade branca que me faz recordar Hitler com o seu livro "Minha Luta" (Mein Kampf) — uma apologia ao desamor humano —, resta o fato inequívoco da contribuição de diversas raças para a falsa grandiosidade dos nativos exclusivamente estadunidenses, quando sem um judeu como Einstein, e muitos outros, não haveria o EUA que existem hoje, lembrando que Elon Musk (África do Sul) veio reviver o apogeu da NASA, quando os puros americanos não puderam fazê-lo.

E a lista é infinita de contribuintes de outras nações com os EUA, seguindo alguns a título de ilustração:

Madeleine Albright (Czech Republic, USA)

Nikola Tesla (Serbia, USA)

Andy Grove (Hungary, USA)

Elie Wiesel (Romania, USA)

Levi Strauss (Germany, USA)

Oscar de la Renta (Dominican Republic, USA)

Yo-Yo Ma (France-born to Chinese parents, USA)

John von Neumann (Hungary, USA)

Wernher von Braun (Germany, USA)

Joseph Pulitzer (Hungary): Revolutionized journalism and founded the Pulitzer Prizes.

I.M. Pei (China): Designed iconic American buildings like the JFK Library and the Rock & Roll Hall of Fame.

Gloria Estefan (Cuba): Brought Latin music into mainstream American culture.

e etc.


Trump é um homem "rogh and raw" que fez fortuna justamente por esta natureza, um meio de enriquecimento que infelizmente ainda prevalece nos EUA, e que não foi capaz de evoluir culturalmente, distando do futuro como as pirâmides do Egito distam do arranha-céu Burj Khalifa (Dubai, UAE).

Ainda bem que existe a esposa dele, que com sutileza medida e contida, uma vez ou outra, tenta salvar o desastrado marido do pior, a exemplo da Ucrânia.

Infelizmente, a democracia é falha, não só lá, como no Brasil, em virtude das causas que exaustivamente têm sido apontadas.

Um povo cujo acesso à educação vai se tornando algo como uma coisa de uma elite econômica, só pode mesmo terminar nas mãos da demagogia daqueles que prometem milagres ao preço que ninguém quer pagar, mas que só descobre depois que votou, quando então é tarde.

Bolsonaro é um exemplo de desilusão democrática nacional, bem como seus filhos, defensores sob as asas de Trump, tal como garotos que se refugiam sob os braços da mamãe.

Trump vai cair, mais cedo ou mais tarde, como todos os déspotas, acompanhado daqueles cidadãos brasileiros que buscam seus favores em prol de si.

Ninguém tem o poder, nem mesmo o presidente da nação mais rica do mundo, de tripudiar tanto sem que as consequências reconduzam ao estado de equilíbrio, mais cedo ou mais tarde.

É só questão de tempo.

E se até agora meus prognósticos se cumpriram, espero que neste eu não me decepcione.




Minhas Aventuras Com ChatGPT

 

1° Edição,  revisão


O que me motiva a contar esta experiência com o ChatGPT é ilustrar que essa ciência, quase no estado da arte, mas que ainda não é pura arte, pode conduzir o usuário menos avisado a situações infelizes.

Nos últimos dias de férias, resolvi testar aprender algo novo, a partir do zero, apenas usando o ChatGPT.
Sempre estudei mediante livros digitais e consultas diversas, mas os tempos mudaram, e tudo exige mais agilidade.

Então por que não tentar algo novo em novas eras com algo novo?

Antes, preciso passar ao leitor meu backgound.
Sem ele, o entendimento do contexto perde parte do sentido.

Eu sou Bacharel em Informática com ênfase em análise de sistemas.
Apaixonado por TI no que se refere à ciência de lidar com dados.

Ao longo do tempo eu me especializei em engenharia de software, mas a minha tese de formatura como bacharel foi na área de IA. Não deu para seguir carreira em IA àquela época (2004), porque no Brasil não existia campo.

Nestes últimos dois dias e meio, a partir da data de publicação desse post, eu decidi começar uma área nova de conhecimento em TI com a ajuda do ChatGPT, e o resultado descrevo a seguir.

O ChatGPT apresentou valiosas contribuições, mas acabou caindo no próprio loop (ou seja, uma iteração repetitiva) onde ele oscilava entre as soluções.

Eu percebi que ele havia se perdido, como também havia perdido o contexto das perguntas ao longo daqueles dias.

Eu quero antes parabenizar a equipe do ChatGPT.
Gerenciar contexto é algo extremamente complexo, acredite leitor.
Então isto não desmereceu o serviço.

Nesta ocasião, mostrei ao bot que ele havia perdido o contexto, ajudando-o a se recompor.
Funcionou.

Ainda assim, ele não conseguiu seguir adiante.
Repetia-se num loop alternante entre as premissas passadas.

Então, é neste momento que entra em ação a IV (inteligência verdadeira), ou seja, a nossa! :-)

Mostrei a ele que estava em loop, e em seguida comecei a apresentar as soluções que ele não havia conseguido inferir a partir das informações que ele mesmo passava.

Mostrei onde estavam os erros e qual era a solução de saída.

Parabéns à equipe do ChatGPT.
O sistema foi capaz de absorver o feedback, entendendo a falha, bem como a informação nova para que pudéssemos seguir adiante.

Desatolei o ChatGPT.

Mais adiante, apresentei outras correções ao código que ele sugeria.

O que de fato é desagradável no ChatGPT é que ele perde o contexto de quem apresentou a sugestão, ou seja, ele mesmo, e passa atribuir a você a responsabilidade das falhas que são responsabilidades dele.

Mostrei isso a ele, e ele parou.
Parabéns novamente à equipe do ChatGPT.
Ponto a favor.

O segundo ponto a realçar é o excesso de autoconfiança que o algoritmo do ChatGPT possui, como se sempre pudesse corrigir o seu código como se ele fosse um "deus".

Mostrei que as correções eram incorretas, e ele aceitou, refazendo-se.
O tom de presunção do ChatGPT precisou ser tratado com a evidência de seus próprios erros.

A parte boa é que ele reconheceu, e aí que não, porque estaria incorrendo em erro grave.

Ao final, ele sossegou e reconheceu suas limitações.

Eu, da minha parte, fiquei agradecido à equipe do ChatGPT porque, apesar de todas as limitações, o teste de aprendizado sem livros foi mais rápido que a forma convencional de aprendizado, porque aprendi a ler nas entrelinhas dos erros do ChatGPT o conhecimento prático que livros dificilmente podem oferecer, do contrário, tornaria seus textos longos e poluídos.

Nasce uma nova forma de aprendizado, embora necessitando de aperfeiçoamento.

É inequívoco o valor desses serviços inteligentes.
Só nos resta sermos adaptativos para transformá-los em algo útil a nós, e não em nossos substitutos.

Fico muito, mas muito feliz que o ChatGPT tenha todas essas falhas.
Eu continuo tendo mais valor como ser humano, não é?! :-)
E você também! Não ria não!!! 

Vou torcer, pelo bem das gerações futuras, que esta centelha de inteligência leve ainda muito tempo para ser agregada aos serviços de IA, dando tempo ao ser humano para manter-se relevante até que se possa lidar com esta nova ciência sem a ameaça de nossa própria substituição.

A vida só faz sentido enquanto o ser humano faz sentido.
Se as máquinas tomarem o nosso lugar, o planeta Terra será mais alguma coisa rodando no Universo obedecendo leis físicas sem o dom da vida.

Temos no Universo milhares de planetas assim, inertes, sem vida.
A Terra faz diferença porque, junto com toda a natureza, carrega a centelha de algo precioso, que sinceramente, espero que NUNCA a ciência alcance substituto: a verdadeira inteligência, a centelha da vida!



Cá entre nós, eu acredito que este seja o limite da ciência, assim como é o nosso limite com Deus.





setembro 10, 2025

O Mal da Democracia: Ouvindo Mais e Percebendo Menos

 

1° Edição, Sem revisão




A notícia acima foi extraída do jornal New York Times.


O texto diz:

"Charlie Kirk, ativista de direita, é morto a tiros em uma faculdade de Utah

Aliado próximo do presidente Trump e uma das figuras jovens de direita mais influentes dos Estados Unidos, Kirk foi baleado no pescoço enquanto discursava diante de uma grande multidão em um campus universitário. Ele tinha 31 anos."


Pode-se perceber na camisa do Kirk a palavra "Freedom".

Uma ironia e tanto, porque as ações de Trump, na prática, têm refletido concentração de poder.

Então eu me pergunto:

"Como alguém de extrema-direita pode fazer discurso vestindo uma camiseta com uma única palavra que reflete justamente o contrário daquilo que é comum a todos os partidos extremistas, sejam eles de direita ou de esquerda?"

Isso me faz lembrar os Bolsonaristas que até então se pintavam de verde e amarelo, e no dia 7 de setembro passado carregavam a bandeira dos EUA.

Então eu sou levado por uma hipótese principal, excluindo outras que são óbvias, baseadas pelo interesse meramente econômico associado à desculpa para o exercício do poder máximo pelas mãos da ditadura, autocracias, ou qualquer outro termo se preste ao mesmo fim.


A origem do problema começa logo na infância.

Crianças com dificuldade para aprender através da leitura, buscam a comunicação oral como forma alternativa.
Preferem ouvir para aprender.

Normalmente crianças assim rejeitam atividades de pesquisa, porque recai na necessidade de leitura acrescida de interpretação de texto. 

Interpretação de texto é outro desafio!

Quando adultos, muito provavelmente, não terão carreiras que demandam o aprendizado maior através da escrita, ainda menos quando dependem de interpretação de texto.

Não me refiro aqui, nem mesmo à capacidade de inferência, que é algo além, e aqueles dotados intensamente dessa capacidade, acabam como cientistas, engenheiros e toda sorte de atividades criadoras.

Esta última categoria não faz parte da análise, porque não faz parte daquilo que define o perfil da grande massa, ou seja, do povo.

As pessoas "orais" suportam a base das civilizações, uma vez que muitas civilizações não criaram a linguagem escrita, restringindo-se à oral cuja cultura era passada boca-a-boca.

Considerando esta perspectiva, fica fácil entender que as pessoas que preferem ouvir, dificilmente irão coletar informações fragmentadas para compor a coerência entre elas, já que isto demanda muita memória ou a escrita.

Uma coisa a grande maioria de nós tem: desejo!

E quando qualquer pessoa deseja algo com força, prefere ouvir algo que reforce o seu desejo, e não necessariamente algo que auxilie a sua consciência a elaborar melhor a conformidade de seus pensamentos com a realidade.

Agora fica fácil entender porque ditadores sobem ao poder.
Existe uma situação difícil criando muita gente descontente?

Diga o que elas querem ouvir, e depois faça o que você deseja fazer uma vez que estiver no poder.


A maioria de seus "eleitores" não serão nem mesmo capazes de analisar o que deu "errado" quando vier a decepção.

Democracia assim, nunca vai dar certo.
O mundo realmente precisa da crise democrática para avançar no crescimento do que realmente deva ser "Democracia".














setembro 01, 2025

Psicose da IA ou Nossa, de Humanos?


1° Edição, Sem revisão




O Jornal francês "France 24", publicou a seguinte notícia:

Verão da psicose da IA: histórias de interações trágicas com chatbots se multiplicam
(Summer of AI psychosis: Stories of tragic chatbot interactions multiply)


O viés da notícia e os comentários de processos que estão sendo movidos contra os bots inteligentes de IA me chamou a atenção.

Eu contesto o viés da manchete.
Psicose da IA???
Ou seria parte da nossa velha e nada boa psicose humana?

À primeira vista pode-se pensar que processar um serviço de IA nestas circunstâncias seria o mesmo que processar os fabricantes de facas cada vez que um assassinato a facada ocorresse.

Analisando um pouco mais, pode-se pensar em detalhes que ficam transparentes para quem não usa muito estes tipos de serviços.

Os serviços de IA no estilo do ChatGPT e Copilot têm um paradigma comportamental característico.
Eles agem na melhor forma de um bom "vendedor", ou de uma pessoa que busca o melhor relacionamento por meio de elogios e incentivos.

Você vai punir uma pessoa assim?
Depende...

A minha experiência pessoal quanto ao relacionamento humano pautou por outro paradigma.
Não suporto adulação, nem paparicação.
Na minha vida pessoal, este comportamento não tem sido lá muito bom! :-|
E eu pago o preço por ser assim porque eu me sinto mal adulando pessoas, e paparicando com elogios.
É do meu caráter, e não quero mudar, mesmo que perca oportunidades interessantes, cargos, etc.

E, na prática, isto tem sido bom para mim?
Realmente não, mas o ser humano adora isso, aliás este tipo de conduta faz parte da cartilha do comportamento "político".

Por outro lado, se uma pessoa aduladora vai incentivando comportamentos psicóticos, segundo a lei, ela pode assumir alguma responsabilidade pelas influências passadas.

Eu, pessoalmente, não gosto da natureza adulatória desses bots.
É meio excessiva.

Talvez fosse melhor reduzir a bajulação desses bots de IA enquanto não são capazes de perceber comportamentos psicóticos que não devem ser incentivados.

Seria ainda melhor se eles NUNCA bajulassem.

Uma pessoa com pouca informação, que ainda pensa que IA é um oráculo divino e que sabe "tuuuudoooo", vai acabar levando a sério. Tadinho!


IA ainda "fala" muita bobagem.
É uma grande ferramenta de agilização, mas ainda nos seus primórdios.
Mas a ignorância sabe disso??!!!

Outros malucos se apaixonam por "personalidades" virtuais, como é um caso recente de um japonês que se apaixonou por um anime!!!
Fala sério!

O que é realmente lamentável nisto tudo, é que é preciso que o pior aconteça para que se criem as soluções, legislação pertinente, etc.

O meio jurídico ama isso!!!!!!!!!
A falta de proatividade gera muito fluxo de capital para esses profissionais.

Enquanto isso, gente vai morrendo, processando, tomando coragem de criar atitudes de correção em algoritmos, advogados enriquecendo e o cemitério lucrando.

O ser humano é uma piada de humor negro.  








agosto 31, 2025

Raízes Emocionais

 

1° Edição,  revisão


Quando lemos alguma notícia ou postagem, trazemos ao pensamento o fragmento de uma ideia sob um contexto restrito. É diferente da leitura de um livro, cujo espaço da exposição da ideia é amplo.

Em postagens anteriores, fui coletando pedaços de pensamentos, e unindo alguns deles na contínua formação das nossas colchas de retalhos que buscam agasalhar nossos pensamentos e dirigi-los.

Embora neste momento, em que vamos trafegar por assuntos diversos, você vai perceber que são peças do mesmo quebra-cabeça daquilo que chamamos vida, deixando claro que, de fato, tudo está conectado, matéria e espírito entrelaçados na imensa teia Universal.

Convidado a conectar alguns pontos? :-)


Abordamos sobre a lógica da justiça existencial pelo processo reencarnacionista do espírito, pois o corpo material não reencarna, apenas a alma.

O corpo segue a lógica da matéria, ou seja, a lógica do contexto a que pertence, conforme as suas leis genéticas mediante complexo encadeamento de processos biológicos.

O espírito, contudo, pertence a outro contexto que tem suas regras próprias, mas se utiliza do corpo para acelerar seu processo evolutivo, e cuja aceleração pode melhor ser compreendida diante da relação espaço-tempo-pensamento na postagem "Filme: Origem (Inception) - Uma Visão Reversa".

Algumas religiões reencarnacionistas pregam que um ser humano poderia voltar como um bicho, inseto, verme, e vice-e-versa.

Essa lógica fere o conceito que sustenta o princípio de evolução do espírito, onde o processo evolutivo é unidirecional na dimensão temporal, porém não necessariamente na dimensão espacial.

Trocando em miúdos, uma melhora realmente adquirida pelo espírito torna-se parte da sua natureza constitutiva.

Quando realmente galgamos um degrau acima na escalada evolutiva, desaparecem da natureza espiritual os vetores que pertenciam ao degrau anterior.

Uma analogia aproximada pode ser feita com o dependente químico que superou, de fato, a sua dependência. Se a superação é real, e não apenas um estado de contenção pelo bloqueamento dos estímulos que o levavam ao vício anterior, ele nunca mais vai sentir o desejo de retornar ao estado anterior.

Por que o tratamento de dependência química tem alta taxa de reincidência?

Além do estímulo químico do corpo que se acostuma a demandar a droga, o pior deles é a falha emocional que sustenta o desejo de solução por meios externos ao esforço da própria alma, quando ela precisa construir seus alicerces através da elaboração pessoal.

"Detoxing" pode limpar o corpo dessa dependência, mas não limpa a dependência emocional do espírito. São processos separados.

Uma conquista do espírito define o ser, não o "estar", ou seja, o status atual.
Status é uma condição mutável, e não reflete conquista evolutiva, mas o seu processo ao longo dos momentos temporais, tal como o hodômetro do carro que registra a velocidade "instantânea", termo utilizado na dinâmica, um braço da Física.

Um ser cuja natureza é mais complexa não regride para outra inferior.

E no sentido inverso, um cão não reencarna como ser humano por meios de um "salto" evolutivo.
A natureza é transformativa.

Isto nos faz lembrar de Lavoisier (1743-1794)
"Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma."

Admitir essa alternância entre seres de estágios distintos, seria o mesmo que admitir que repentinamente podemos ganhar qualidades do espírito gratuitamente, ou perdê-las, ignorando os valores do processo de crescimento individual do ser ao longo de suas experiências.
Fere o princípio de justiça perfeita que arremete para um "Deus humanoide" que dá para uns e tira de outros a seu bel-prazer.

A natureza é repleta de seres em gradações de inteligência que inspiram um caminho progressivo.

A função da evolução da alma é caminhar na sua construção, e concomitantemente, no crescimento do seu conhecimento que ilumina a escuridão da ignorância, trazendo luz às trevas da incompreensão.

Este conhecimento se divide na sublimação dos sentimentos suportados pela razão, esta cada vez mais capaz de suportar os raciocínios que nos fazem avançar no campo da ciência, enquanto o sentimento alicerça este crescimento com base nas leis do amor à medida que a alma atende à percepção, que sem isso, o que se constrói é destruído, atrasando seu caminho, enquanto agrega mais sofrimento à viagem do ser.

Na postagem Escolhas deixei uma afirmação ao final:

NÃO EXISTE REGIME POLÍTICO, NEM TÃO POUCO SISTEMA DE REPRESSÃO, QUE TRAGA SOLUÇÃO DE PAZ, ENQUANTO O ESPÍRITO É EDUCADO PELA COMPETIÇÃO.

O termo empregado foi "competição", no sentido menos esportivo e mais de uma luta decisória do melhor, sentido que prevalece atualmente.

Tenho certeza, que para muitos, esta afirmação não fez eco.

O jogo é um excelente meio de treinamento quando não é expressão do exercício do ego, do contrário, apenas arrasta a alma para as decepções que a farão entender isso, mais cedo ou mais tarde.

No Cosmos não há meio de fugir à Lei da Evolução que o regula.

Toda ação destrutiva remete a aprendizado, formando o adubo que fará florescer as mais belas flores da compreensão do amanhã, neste processo de construção constante, ininterrupto.


O filme Searching for Bobby Fischer | Netflix trata esse tema, mostrando os efeitos da competição pelo ego em contraposição àquela em que se busca apenas o exercício das faculdades onde o "adversário" se converte em "parceiro" desse processo, tal como dois cientistas interagindo na construção do mesmo objetivo.

As mudanças socioeconômicas começarão a acontecer à medida que:

Deixarmos de competir por ego, mas como um exercício do desenvolvimento mútuo.

Abandonarmos a negociação que contempla não só a viabilidade econômica do "business" que visa o lucro de curto prazo para os seus negociadores, mas também a "viabilidade social produtiva", cujo lucro será sustentável, distribuído, e por conseguinte, superior.

Negociação, defina?!




Leituras correlatas:

E Por Conseguinte, IA e a Sequência De Mudanças Em Nossas Vidas



agosto 28, 2025

Serviços de IA Vão Muito Além de Dar Respostas

 

1° Edição, Sem revisão


Assuntos amplos, se tratados aos poucos, são mais interessantes e “digestíveis”.

Venho “brincando” e também “trabalhando” com IA, assim como todos.

Aqui compartilho algumas observações que acho relevantes para o ser humano como indivíduo.

Observei que os serviços de IA estão mais preparados para colher informações do que imaginamos.

Ainda mais preparados para contextualizar tudo isso do que simplesmente classificar um assunto ou encontrá-lo.

À medida que vamos dialogando com o nosso serviço de IA preferido, pode-se notar que ele vai colhendo o seu perfil em detalhes.
Uma pergunta pode retornar com um dado anterior que você já até havia esquecido de ter fornecido.

Isso é ruim ou bom?

São os dois lados de uma moeda, em faces opostas.

O lado bom, aliás sensacional, é que ele mantém uma conversação similar à humana.

O lado ruim, é que alguém do outro lado está extraindo seu perfil à perfeição.

A privacidade diz adeus, a partir da necessidade de uso da IA e seus riscos por guardar contextos.

Os seus governantes, e sabe lá quem mais, incluindo seus inimigos e desafetos, passarão a conhecer você em detalhes.

Você acha isso bom?
Você pode responder que pouco se importa porque não tem nada a esconder.

Talvez hoje nada tenha mesmo, mas talvez amanhã um fato bobo no presente possa fazer diferença. Vemos isso a toda hora nos tribunais, quando os advogados devassam as vidas dos envolvidos procurando pretextos.

Publica-se voluntariamente o perfil profissional em detalhes nas medias sociais, como por exemplo, LinkedIn, que aliás, trabalha com "marketeiros" para te convencer que você precisa se expor ao mundo em detalhes.

Isto pode ser bom quando você está ascendendo em sua vida, porque representa a “vitrine da sua glória”.
Certamente, muito gente em tirar vantagem da sua "glória" estará atenta!

E no sentido inverso, diante de um revés da vida?
Vai expor as suas dificuldades da mesma forma?
Até mesmo a sua eventual decadência?
Ou planeja desaparecer, publicamente?

Fala sério!!!
De um lado, o Sistema precisa coletar informações cada vez mais detalhadas das pessoas por questões de segurança — a surveillance 
 está em jogo, não é não?!!

O seu melhor amigo, aquele mais íntimo, pode se tornar o seu pior problema.
IA segue nesta mesma direção, mas nunca foi seu amigo, e nunca será!
São apenas algoritmos a serviço dos interesses dos acionistas, e outros “stakeholders”.
Os serviços de IA adoram elogiar você!
Cuidado com os sorrisos e elogios, assim como as iscas dos anzóis.

Então, cautela com o “seu melhor amigo digital”!
Amizades podem ter finais inesperados.

 


Quando Piora, Melhora!

 

1° Edição, Sem revisão


Eu sou reencarnacionista.

Por quê?

A resposta é simples, direta e evidente.

Como a alma pode ser julgada por uma única experiência sob um único contexto existencial quando a sua evolução demanda tantas qualidades distintas?

Como uma simples oportunidade pode compor e aperfeiçoar tantas qualidades que possuímos?

Qual o sentido de condenar eternamente quando o amor é sinônimo de perdão?

Qual o sentido de existir se tudo acaba no nada?
Neste caso, faria diferença sermos bons ou tirarmos vantagens a qualquer pretexto, já que tudo termina no nada?

As religiões que convencem seus adeptos que tudo se resume em uma única vida, como podem explicar que um Deus magnânimo submete qualidades e oportunidades diferentes a um único julgamento? Onde fica o amor "perfeito" que condena à eternidade?

Quando se acredita que todas as almas terão quantas chances forem necessárias para atingir a felicidade, então o amor Divino torna-se realmente uma perfeição.

Do contrário, torna-se um Deus condenatório, submetendo condições existências diferentes a um mesmo destino eterno.
Repito, eterno!!!
NÃO FAZ SENTIDO.

Analisando-se pela perspectiva das vidas múltiplas, vemos que as crises sociais são oportunidades de evolução intensiva.

A nossa visão é meramente centrada nos bens materiais e sociais que possam sustentar a vida o mais confortável possível.

Por outra visão, onde a vida é meio de evolução da alma, os momentos mais difíceis são tais como oportunidades intensas onde a evolução ocorre mais célere.

Por essa ótica, quando vemos as coisas piorarem, podemos entender que, por outro lado, são oportunidade de saltos evolutivos.


 

 

agosto 25, 2025

A Armadilha Sob o Excesso de Poder

 

1° Edição, Sem revisão

 

Quando imaginamos homens que alcançam o topo do poder, imaginamos algo como ter toda a liberdade para mandar, mas dificilmente paramos para pensar sobre as armadilhas e os limites que o poder traz.

Quanto mais delirante é a ambição de poder, mais míope a sua percepção.

Tenho pensado sobre as notícias a respeito da fome na Faixa de Gaza que repercutem insistentemente no noticiário. Concomitantemente, o mesmo noticiário levou ao ar informações em que Netanyahu nega o “status quo” dessa situação.

Também temos ouvido afirmações de Trump que não são confirmadas por conjunturas diversas.

Isto nos leva a pensar em pelo menos duas hipóteses plausíveis:

1. M
á-fé.

2. Isolacionismo.


A má-fé é o primeiro pensamento que surge quando um líder insiste em negar as consequências de seus interesses.

A segunda, isolacionismo, é mais sutil.

Quando garoto, meu pai me apresentou um senhor muito distinto.
Ao entrarmos no carro, meu pai comentou que aquela pessoa havia sido muito rica e perdera muito, porque fora enganado pelo sócio.
Aquilo me marcou muito, e nunca mais esqueci.
O primeiro pensamento que me ocorreu naquele momento foi imaginar que a pessoa tinha sido ingênua por confiar, ou mesmo displicente, ou quem sabe tenha faltado esperteza, mas algo não batia e acabou em "posição de espera", aguardando reavaliar algum dia, lá na frente.

Mais tarde, já na fase adulta, ocupei um cargo que, circunstancialmente, me colocou em contato direto com a diretoria, que era o último degrau antes da presidência, e que se tornava um meio caminho para acessá-la. Pois bem, nesta ocasião tive a oportunidade para vivenciar o efeito do isolacionismo no topo da cadeia de comando, seja pelo espelhamento ou pela construção de "verdades virtuais" levadas pelos subalternos.

Notei que a diretoria vivia uma realidade construída pelas mãos de seus outros gerentes. Essa diretoria não tinha feedback direto por outros seguimentos da hierarquia como alternativa para avaliar a informação que recebia.

A relação era baseada no senso de confiança que se depositava ao delegar, ou seja, o mesmo critério utilizado por aquele senhor que meu pai havia me contado que perdera sua fortuna.


Por outro lado, imagine que você precise levar para o seu superior, uma realidade que não espelhe seus desejos!
Você sabe que é problema!!!

Quanto mais incompetente for o superior, maior a pressão para delegar a responsabilidade única da solução para o seu colo.

Superiores competentes têm outra postura.
Diante de um problema difícil, eles veem uma oportunidade de solução que pode ser construída com a soma de esforços ao invés de redobrar a pressão. Eles também sabem que o excesso de pressão estoura o pneu sobre o qual o carro desliza, e por isso sabem dosar os meios de produtividade face aos limites de competência mediante alternativas inteligentes.

O subalterno, percebendo que o seu superior "come somente pelas suas mãos", com certeza vai levar a realidade mais próxima possível daquela que se deseja ouvir — o instinto de autopreservação prevalece.

Se o assessor for hábil para envolver emocionalmente, seja pela simpatia ou outra qualidade que possua, o seu superior só vai descobrir a realidade quando se transformar em tragédia que fugiu do controle de contenção.

Quando o comando é delirante, demonstrando uma natureza que nega tudo que não seja seu reflexo, não resta ao subalterno opção que não seja a manipulação dos fatos ou a própria demissão.


Então nasce aqui a pergunta:

Até onde esses líderes, quando rejeitam os fatos, estão de fato abusando da confiança de seus eleitores ou fãs por meio de deslavadas inverdades, ou até onde isso é o efeito da informação manipulada que estão recebendo?
Ou quem sabe ambos?
 

O chefe da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA, Tenente-General Jeffrey Kruse, foi demitido.

A causa da demissão, segundo o jornal “France 24”, seria que a avaliação inicial da agência sobre os danos causados ​​pelos ataques dos EUA ao programa nuclear do Irã contradiz as alegações de Trump de que os locais haviam sido "obliterados".

Surge então a segunda pergunta:

Será mesmo apenas o fruto de informação manipulada de sua assessoria ou a consequência de quem demite aquele que discorda em confirmar a realidade que seu autocrata gostaria de divulgar?
Ou ainda, ambos?

Recentemente, Xi Jinping(China) afastou vários elementos da sua cadeia de comando, demonstrando um momento de instabilidade do seu governo, uma vez que o poder repousa sobre as escolhas daqueles que rodeiam o líder.

Ditadores têm a tendência de eliminar a oposição à força à medida que se veem ameaçados.

Fechando uma conclusão:

Observando o perfil desses homens ao longo da sucessão de fatos, podemos perceber que frequentemente trabalham duas forças — eliminação da oposição e uma assessoria que busca salvar as suas cabeças.

Tudo leva o "pobre todo-poderoso" ao delírio pela perda da conexão com a realidade, cuja conta o povo paga, mais cedo ou mais tarde.

E quando eu me refiro ao povo, expresso em sentido amplamente genérico, porque as elites ao longo da história participaram das decisões, e também foram arrastadas pelos devaneios dos poderosos que ajudaram a eleger ou a sustentar.


Veja também:
Cadeia de comando - Do Filme A Corte Marcial do Motim do Caine



 

 

 

 

 

 

agosto 24, 2025

A Subjetividade da Avaliação e a Ironia de Seus Artifícios


1° Edição,  revisão

 

A vida impõe a necessidade de avaliarmos porque precisamos tomar inúmeras decisões a todo momento.

Muitas delas são tomadas de forma preconcebida, como se fôssemos ao supermercado do nosso pensamento adquirir um produto pronto para uso, bastando abrir a embalagem para consumir.

Nossa mente tem um largo supermercado de decisões assim, cujo tamanho do estoque aumenta à medida do tempo.

Esse “supermercado do pensamento” representa o patrimônio acumulado pelos nossos aprendizados.

“Não compro mais tal produto porque tive uma experiência ruim.”
Na estante do pensamento, é como se o produto ficasse marcado com a etiqueta de impróprio, do prazo vencido, etc.

“Fulano agiu mal comigo.”
Fulano vai para a estante dos reprovados, perigosos, etc.


Uma reavaliação exige algum evento especial para darmos uma segunda chance a uma nova avaliação.


Se de um lado precisamos deste estoque de decisões prontas e das suas reavaliações, por outro lado, ele também tem seus efeitos colaterais negativos.

Analisar um assunto novo, mais complexo, a partir de decisões preconcebidas pode induzir a erros, porque os novos contextos e as suas novas associações podem trazer sutilezas que mudam o resultado daquilo que foi preconcebido.

Dois bons exemplos.

Uma pessoa visual adora imagens elaboradas.

Essa pessoa ao usar um smartphone ou notebook vai preferir interfaces mais elaboradas.
Se a sua rotina de trabalho exige ter várias destas interfaces abertas ao mesmo tempo, maior será o consumo de recurso computacional, ou seja, de memória e processamento.

À medida que ela vai sofrendo as consequências da exaustão de recursos, ela vai concluir que não pode ter tantas interfaces abertas concomitantemente, quanto precisaria.

Se ela substituir o julgamento “visual” padrão (preconcebido) pelo julgamento “eficiência”, começará a ver 
as interfaces menos rebuscadas como algo melhor, pois eliminam o consumo de recursos desnecessários, permitindo que ela melhore a sua produtividade tendo mais interfaces abertas, porém menos “luxuosas”.


Você poderá notar este tipo de comportamento naquelas atividades que buscam muita eficiência, por exemplo, um carro de “stock car”.

Todo peso desnecessário é eliminado.




O interessante é que, para os aficionados, o padrão de beleza muda, e a “crueza” torna-se “bela”.

Agora, para uma pessoa distante desse “amor” por esse esporte não verá beleza alguma, e continuará achando que o belo é um carro cheio de coisas que o deixe visualmente chamativo, porque “encher os olhos” é o seu esporte favorito.

Estes comportamentos proveem do nosso estoque mental de preconcebidos.


Transponha esta análise mais simples para algo mais complexo:
Deus!

O que é Deus?


Cada um tenta a sua definição, e adere a um grupo mais próximo dela.

No entanto, como podemos ter certeza da nossa definição se não podemos julgar algo extremamente superior a nós, que em virtude dessa superioridade foge à nossa capacidade de entendimento?


Para tapar esta ausência de capacidade, adotamos a “fé” — crer porque sentimos assim, ou gostamos de sentir assim.


A fé suportada apenas pelo sentimento não poderia recair no mesmo caso em que a pessoa, embora precisando de um ambiente de trabalho enxuto, prefira penalizar a sua eficiência em troca de atender o seu gosto pessoal pelo rebuscamento desnecessário?
Vai trabalhar mais horas, com mais dificuldade pelo simples capricho do prazer pelo “visual”.

Se a natureza do nosso sentimento que sustenta a fé for suficientemente puro de nossas mazelas humanas, certamente poderá conduzir a pessoa para um bom caminho até que a razão faça par às suas qualidades, trazendo também o entendimento àquilo que antes podia 
apenas ser sentido.


Um pensamento preconcebido com muita força sobrescreve qualquer outro, tornando-se um capricho que faz parte do nosso dia-a-dia.

Os nossos caprichos estão por toda parte, a maioria das vezes de forma transparente, inconsciente.


A existência de Deus está intimamente conectada com o "depois" pelas consequências de nossas ações.

Para alguns pode ser vantajoso querer crer que com a morte tudo se extingue.
Acreditar na vida após a morte implica em extensão, e dependendo do mal que se faça durante a vida, pode ser uma tremenda vantagem.
Esse pensamento favorece "viver sem as consequências de um possível julgamento posterior". Extremante vantajoso para o erro, inútil para o acerto, já que não vai sobrar nem mesmo a consciência tranquila porque tudo acaba! A vida se torna uma experiência sem sentido posterior.

Uma extensão da vida após a morte pode ser ótima se acreditarmos numa recompensa que nos coloque em situação melhor. Pode ser ainda mais fantástica, se desejarmos acreditar que esta extensão será eterna, desde que não recaia em situação contrária!

Acreditar na vida que se repete sob nova roupagem, agregando experiências progressivas ao espírito, carrega a possibilidade que a felicidade possa ser alcançada para todos, mas traz a desvantagem quanto nos negamos em revivê-las até a reparação dos nossos erros, ou quando desejamos um prêmio eterno que ignora erros “menores”, ou ainda quando nos é impossível imaginar que o espírito possa viver estas experiências em corpos diferentes, como um “avatar”, um conceito que beira à ficção científica quando falta aceitação. 
A possibilidade de reparar um erro por meio de múltiplas possibilidades é um alívio para alguns, para outros, um horror consequente da intensidade das penalidades possíveis que vão exigir longos esforços de reparação em muitas oportunidades de vida.


Considerando este emaranhado dos sentimentos preconcebidos, seja por herança cultural ou análise própria, resta a questão:

Qual o gradiente de soluções caprichosas que define o resultado dos nossos juízos, desviando a percepção do melhor, simplesmente porque fugimos, querendo ignorar a razão, ou mesmo porque nem a percebemos?


Para quem entende que a morte do corpo físico encerra tudo, aposta todas as fichas em um único número.

Àqueles que imaginam que exista alguma coisa após ela, escolhem seus números, aumentando as chances de seu prêmio eterno.

E aqueles que acreditam na multiplicidade da vida, entendem que poderão apostar até aprenderem quando não é mais necessário fazê-lo.



Extensões ao tema:

A Semente Alada

Deus e Ciência

Contra Deus

Alguma Vez Já Pensamos: "Se Deus é Todo-Poderoso, Por Que Não Conserta o Mundo?"





agosto 22, 2025

E Por Conseguinte, IA e a Sequência De Mudanças Em Nossas Vidas


1° Edição, 2° revisão


Esse é um panorama complexo, mas pode ser resumido em alguns tópicos práticos.

A partir do momento que transferimos às máquinas a nossa capacidade de correlacionar, ingerir, e processar informações, temos dois fatores:

1. Velocidade

e

2. Confiabilidade.


Até onde uma composição de processos intrincados, inúmeros e complexos poderão ser garantidos quanto à sua qualidade final?

Se você fizer uma pesquisa pelo Google, vai notar que adicionaram um tópico novo logo no início do resultado retornado que reflete um resumo feito por IA, ou algo parecido.

Particularmente, eu amei este recurso porque poupa tempo, porém ele vem com uma nota informando que os resultados podem não ser confiáveis.

Pela minha experiência pessoal, várias vezes discuti com ChatGPT a título de pesquisa e curiosidade, conforme descrevi em post anterior.
Depois disso, não mais.
Eu queria ver a capacidade corrente que a IA tem de construir suas próprias reparações, e acredite, ChatGPT fica irritado!
Risos à parte...

Não repeti a brincadeira com outros, tal como Copilot, porque perdeu a graça.
Afinal, no começo era tudo novidade.

Isto joga alguma luz sobre o segundo item: “confiabilidade”.

À medida que o tempo passa, as respostas serão cada vez mais precisas, mesmo porque respostas precisas dependem de contextos, algo mais complexo ainda de modelar, mas vai acontecer a seu tempo com uma precisão enorme.



Resta o primeiro item:
Velocidade.

Este item é "sinistro" quando somado ao segundo.

Por que??

Vivemos a primeira onde de choque da IA em nossas vidas, mudando a forma de trabalhar, roubando empregos, remanejando o perfil dos profissionais, sucateando atividades, etc., etc., etc.


Infelizmente, como IA é algo processado, suas soluções viajam com uma velocidade absurda de interações pré-programadas.

Isto significa que as ondas de choque tecnológicas ocorrerão cada vez mais em intervalos menores.


Qual a consequência disso em nossas meras vidas de humanos comuns?

Se a frequência das ondas de choque tecnológico aumenta, maior o número de pessoas atingidas, maior o número de mudanças socioeconômicas, maiores se tornam as mudanças em nossas vidas, e portanto, a exigência de adaptação aumentará proporcionalmente, ou talvez mais que isso, como algo exponencial se considerarmos os efeitos adversos das somas interativas das atividades humanas.

Se você leitor não é muito fã de matemática, não se preocupe. Eu traduzo.
Algo exponencial ocorre pelo número de vezes que podemos multiplicar um número por si mesmo, por exemplo 10, como um multiplicar de outro. Se você usar o número 10 como a base de cálculo, então se for considerado algo como “2” ou “3” teremos 100 ou 1000, respectivamente, multiplicando os valores finais do efeito que desejamos entender.

Fala a verdade! É algo simples, não é?
A definição matemática é algo intragável, mas precisa ser assim, porque é como uma linguagem precisa e "ma-ra-vi-lho-sa" que exige treino.

Eu não sei o porquê que meus professores complicavam tanto ensinar matemática!!!
Poderiam ter simplificado!!!

Sempre é possível simplificar o mais complexo pensamento em algo mais simples, embora mantendo a sua veracidade, contendo menos complexidade em troca de clareza aos comuns, mesmo que não seja tão precisa, mas o suficiente para lidarmos com ela dentro das nossas restrições.

Falta isto nas escolas para evitar a evasão escolar.
Tive algumas oportunidades de vivenciar isto, na prática!

Evasão escolar é consequência da falência do Sistema.
Sim, “Sistema” com letras maiúsculas.

Se você é como eu, acredite!
O complicado só existe quando somos impotentes para entender a simplicidade do conceito fundamental como um resumo final de seu efeito, sem os complexos meandros que, a propósito, nem podemos e nem queremos entender.

Dei uma viajada?!
Sim, mas acho que propositalmente.
Eu não costumo "dar ponto sem nó".

De um lado temos evasão escolar, de outro lado aumento na frequência de ondas de choques tecnológicos.

O que você leitor pode concluir disso?
É algo óbvio se você tiver tido a chance de pensar nisso antes.


A resposta é que aumentará cada vez mais o número de pessoas que ficarão fora do “Sistema”, alijadas, excluídas, marginalizadas. Tem mais algum termo? Pode aproveitar a ocasião e encaixar.

Tá!!!
E daí???

Pessoas alijadas do sistema alimentam sistemas alternativos contrários a Ele.
Ou seja, criminalidade é um deles.

Isto faz sentido para você?

O “Estado” está em rota de decomposição à medida que está despreparado enquanto a IA aumentará suas ondas de choque, reforçando as filas da criminalidade onde essa massa alijada busca coexistir com um sistema que não consegue acompanhar.


Diz o ditado...
“Para bom entendedor, meia palavra basta.”

Peço desculpas, realmente! (really, really sorry!!!)
Gostaria de ter notícias melhores, mas não se aflija tanto!

Se você acredita em Deus, então vale lembrar:
"Deus escreve certo por linhas tortas."

Se você não acredita, então azar seu! 😊
Feliz depressão, mas com todo carinho!😇






 




 

 

 

 

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