janeiro 11, 2026

Difícil de Entender Se Não Deixarmos A Paixão De Lado

 

1° Edição,  revisão


Maduro supporters rally as Trump signs order protecting US-held revenue from Venezuelan oil

Essa notícia é um ótimo exemplo que nos ajuda a entender melhor a conturbada e polarizada exaltação mundial, um duelo em vários campos de batalha do confronto filosófico-sentimental, dessa luta constante entre desejos opostos.

O pano de fundo é variado, e ora questiona os limites do direito à liberdade da individualidade cívica, como é o caso da luta LGBTQ, ora é a eterna luta entre os modelos de gestão social entre os defensores de uma teocracia forte (ISIS - Estado Islâmico), ditadores (comunistas, socialistas, etc), e aqueles que idealizam o estado democrático; ora é a conquista por direitos iguais independentes de características sociais ou raciais, em contrapartida, àqueles que acreditam que estas diferenças prevalecem como meio principal de julgamento.

Ao sentimento democrático fica o desejo de entender como uma parte da população mundial apoia regimes autocráticos, mesmo conduzidos no extremo da paciência coletiva mundial.


Maduro (Venezuela), Kim Jong-un (Coreia do Norte), Putin (Rússia), Xi Jinping (China) ocupam frequentemente os noticiários.

China é um bom exemplo.

A China, antes de se tornar comunista pelas mãos de Mao Tse Tung, trilhou um caminho onde o país dividiu-se em várias regiões dominadas por chefes militares, conhecida como a "Era dos Senhores da Guerra na China".

O leitor pode conhecer mais detalhes nesta postagem anterior:

VOTO DE REPROVAÇÃO NÃO É VOTO NULO OU BRANCO - É NECESSÁRIO TER ESTA OPÇÃO

Um poder central fraco ou inexistente, e a governança descentralizada, que disputa poderes entre si, onde cada região tem seu governo que busca submeter os outros, também foi um problema sério na China como no Japão.

A Democracia também leva à multiplicidade de grupos de poder que lutam entre si pela hegemonia.
Triste semelhança.
Você já havia antes pensado nisso?

China e Japão evoluíram por caminhos diferentes.

O imperialismo japonês atropelado pela WW2 (Segunda Guerra Mundial) mudou seus rumos internos pela intervenção externa como consequência de sua derrota. Vamos deixar este caso de lado, porque é reflexo de um processo externo mais que interno no seu pós-guerra.

A China, por sua vez, só veio encontrar seu caminho nas mãos da centralização, saindo do atraso e da miséria até atingir o topo, disputando hoje com a nação mais poderosa: EUA.

Repare que, no caso da China, a centralização de poder na mão da filosofia comunista apresentou um sucesso extremo e inquestionável, consolidado na prática.

Os EUA, defendendo uma democracia movida ao sabor de um grupo do "Business", trafega em sentido oposto, onde sua soberania vai sendo ameaçada.

O Capitalismo extremo pelas mãos da Democracia também não representaria uma forma de concentração de poder?
Não seria algo antagônico ao conceito democrático que, aliás nestes casos, não pareceria mais uma maquiagem da autocracia orientada a lucro?

Um país tão rico, e dito tão livre, no entanto, ainda carece de saúde pública e acesso total à educação, bem como outros benefícios àquela população que sustenta o grupo do Business.

Um país assim fica muito aquém de outros países não tão "democráticos", porém com uma política mais acessível para seu povo.

Neste caso, qual regime é realmente mais Democrático?
A democracia não representa o povo no poder?
Será que o povo estadunidense dispensa tais benefícios públicos?


O movimento político sob o acrônimo MAGA (Make America Great Again) é uma confissão pública dessa decadência, porque ninguém torna algo grande novamente se não está menor.

Neste momento o leitor mais sentimental, mais precipitado e explosivo, vai logo bradar: "Esse comunista de M. está querendo vender o peixe dele com essa conversinha ...".

Nunca fui comunista, mas também não acredito em sistemas de governanças utópicos, ou de fachada, que, na prática, viram pesadelo à população.

O problema surge quando a liberdade de poucos se torna o pesadelo de muitos.


O senso de ordem e uma política inteligente levaram a China da miséria à riqueza.

Esse mesmo senso de ordem e uma política egocêntrica conduziu o povo da Coreia do Norte à miséria e ao ostracismo.

O senso de liberdade estadunidense confundiu-se com tantos interesses e paixões desenfreadas, que tornou a águia míope, caçando mal e no lugar errado.



Deixo pontos abertos para o leitor, todavia vou fechar com o meu.

Como reafirmei em várias postagens, o que faz diferença não é o modelo de governança, mas a inteligência daquele que põem em prática um modelo.

O que falta à Democracia de hoje é competência.
Regimes comunistas também falharam (União Soviética, por exemplo).
A China, por enquanto, é um exemplo de sucesso que soube aproveitar-se de regimes democráticos para reescrever sua história.

A China vai continuar dando certo?
Tudo que cresce muito rápido corre o risco do suflê ao sair do forno: pode murchar.

A liberalização controlada do regime chinês começa a encontrar seus tropeços ensaiando seus arroubos expansionistas, a exemplo de seu rival estadunidense, que o levará aos mesmo efeitos colaterais.


Não é o regime de governança que faz diferença, mas a natureza do Homem.


















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