janeiro 21, 2026

Difícil de Entender Se Não Deixarmos A Paixão De Lado 4 - DESCONHECIMENTO


1° Edição,  revisão


Quando Falta Âncora

Um jovem diz amar a vida, a família, etc.
É um jovem alegre, distribuindo sorrisos fáceis, porém inconsistentes.
Os que percebem, olham pelo melhor ângulo que o otimismo oferece e dizem: "coisa de adolescente".

Repentinamente, os pais encontram o seu corpo inerte, e perplexos pela perda e pela confusão dos questionamentos sem respostas coerentes, mergulham no mar revolto da existência sob o sofrimento onde nadar não faz sentido, e seguem apenas dividindo seus pensamentos entre o agora e o ontem ao sabor do tempo. Contentam-se em flutuar em suas boias salva-vidas.

Restam dois contextos:

- O filho que abortou a experiência terrena

- Os pais que seguem a experiência terrena abortados da alegria de viver.

Se era um filho único, não resta nem mesmo alguma âncora, transformando-se a jornada no rumo que segue as necessidades cotidianas, embora sem a perspectiva de felicidade.


Amor à Vida Depende de Propósito Maior


Muitos dos que dizem amar a vida, podem estar amando apenas uma condição onde a vida parece cúmplice dos nossos sonhos e ambições.

A vida fica realmente intragável quando os nossos sonhos são substituídos por condições cuja submissão rejeitamos com toda a força, forjando a têmpera da desilusão.

A rejeição cresce, contudo, sem a base que sustenta um propósito maior para a vida, que não seja aquela de apenas satisfazer os nossos próprios desejos, ou mesmo caprichos que formam a nossa percepção daquilo que dá sentido à nossa vida em determinado momento dela.

É um processo complexo e difícil, com pinceladas emocionais de revolta, vingança, rejeição, tudo culminando na perda desse sentido que sustenta a vontade de viver.


O que é "amar viver"?

Você já se perguntou isso???

Será que você ama a vida ou imagina amar pela condição favorável que ela tem oferecido?

Ou será que a sensação de amar é fruto da esperança de realizar os sonhos?
E sem esses sonhos, continuaria amando a vida da mesma forma?

Algumas pessoas sustentam o desejo de viver por um amor instintivo, outras pelo medo da morte.
E você, como sustenta o seu desejo de viver?


Fortalecendo o Propósito de Viver Repensando a Vida


Diante destas perguntas, que raramente nos fazemos, surgem outras decorrentes.

Por que a vida não poderia ser a expressão de vivências de seres eternos?

Neste caso a vida não assumiria um capítulo único de um livro magro, mas apenas um de muitos outros que ainda virão, acrescentando o sabor do perdão mediante novas oportunidades de felicidade por meio do aprendizado que refina paulatinamente nossas condutas, substituindo a sensação de perda dos entes amados por uma sensação amenizada de separação provisória, tal como se tivessem apenas viajado para um país distante.


A Ciência Ajuda? E a Lógica Supre na Falta da Ciência?

Qual a base científica que pode provar a inexistência da alma de forma irrefutável, se a ciência é ainda restrita a um espectro limitado de frequências, onde a tecnologia não alcança?

Por que negar a existência da continuidade, apegando-se ao nada que encerra tudo, até mesmo o sentido de viver?

Qual a desvantagem de acreditarmos no oposto?

Não alivia a alma imaginar a vida sendo uma sucessão de aprendizados por meio de renovadas experiências, onde um ser perfeito nos conduz à felicidade pelas mãos das infinitas oportunidades, permitindo corrigir nossos erros para sossegar a nossa consciência e seguir avante mais leves nas oportunidades de ampliarmos nossa percepção que constrói o verdadeiro sentido de viver?

Se um ser todo-poderoso criou a vida, por que não poderia renová-la indefinidamente como extensão do seu amor de modo a conceder a todos a oportunidade da felicidade?
Ou será que Deus, esse ser todo-poderoso, não é tão poderoso assim?


Por que apenas acreditar que a morte é o fim de tudo?

Desejo de autopunição?
Ou medo das consequências dos próprios atos?

Por que não viver com a esperança que agrega mais sentido a um Deus que seja expressão de perfeição e amor extremos?

Mesmo que em nossos corações reste a dúvida patrocinada pelas incertezas, ainda assim, abraçar uma esperança tão maravilhosa não torna a vida mais amena? 

E se de fato tudo acabasse com a morte, que diferença faria viver com uma esperança que dignifica a vida e nos fortalece enquanto ela pulsa?

Pensar que tudo acabe é vantajoso àqueles que acreditam que suas ações podem escapar às consequências, mesmo que ardilosamente planejadas para escapar aos olhos humanos de uma sociedade cuja justiça oscila ao sabor dos interesses.

Se você não é um deles, por que não buscar a felicidade abraçando conceitos mais amplos?
Por que o medo?
Autoflagelação?
Dificuldade de acreditar em algo tão bom?
E por que não?

Não existe fim, apenas recomeço da continuidade do aprendizado da alma em direção à felicidade.
Se isso fosse um produto na prateleira de uma farmácia prometendo aliviar sua alma, você não arriscaria a compra para experimentá-lo?

Certamente leria a bula para ver as contra-indicações.
E quais seriam?

Se for verdade que não existe continuidade, que diferença faria acreditar nisso?


Chance única para algo eterno?


Você faria isso com o seu filho? Daria a ele uma chance única com eventual punição eterna?

Um Deus assim não faz sentido algum sob a perspectiva do amor extremo e da inteligência extrema.

E se Deus é perfeição, que sentido faria criar uma experiência única em que a maioria vai para inferno?

A maioria de nós carrega imperfeições e "pecados" que dificilmente mereceriam o céu eternamente!
E dentro desta perspectiva, se Deus continua criando seres assim, só faz é atolar o inferno, ao passo que o céu continua minguado.

Por que criar algo cujo resultado em sua maioria é tão ruim?
De cada 1000, quantos você acha que mereceriam ir realmente para o céu?
1, 2, 3?

Mais parece que esse Deus, ou não tem o que fazer, ou está tentando acertar a criação de seres bons até hoje, porque nada justifica tanto desperdício e sofrimento coletivo!

Se é pelos frutos que se conhece a árvore, então essa árvore parece produzir mais frutas podres que boas.  Meio contraditório, não é?


Esse "Deus" mais parece um autor medíocre que escreve um livro que se encerra no primeiro capítulo e condena a penas eternas.

Eu não posso acreditar em um Deus assim porque não é compatível com suprema inteligência e amor.


A vida é um livro escrito a quatro mãos — você e Deus —, contendo quantos capítulos sejam necessários até que se alcance a felicidade e a consciência plena que faz merecer o céu, porque o céu está dentro de nós.

A vida é um processo de evolução do autoconhecimento, expandindo-se através da incorporação do conhecimento Universal até à sua perfeição, onde o estado de felicidade é pleno.


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