1° Edição, 1° revisão
Deslumbramento é a palavra que me ocorre
quando estamos diante de algo novo, realmente novo!
Os bots inteligentes e outros mecanismos de
IA surgiram repentinamente para o público, e evoluíram em suas versões muito rapidamente.
Processos novos com rápida evolução causam
deslumbramento.
O novo é sempre um tipo de choque cultural, porque algo acontece para reconstruir
o seu pensamento a partir do velho, e se essa reconstrução leva para alguma
coisa inesperada, o deslumbramento é inevitável, ainda que provisório.
E venho trabalhando com apenas quatro deles:
ChatGPT 5.2
Copilot
Gemini
Perplexity
Pois é... para quem acompanha o blog, aumentei dois.
Todos ótimos e cada um com suas vantagens e particularidades.
Não é raro que repita a mesma pesquisa entre eles.
O que até então não havia conseguido “medir”, não no sentido estrito de obter
valores finais absolutos para efeitos comparativos, mas no sentido de começar a
entender os limites da tecnologia atual.
Uma dúvida sempre pairou para mim.
O quanto eles são inteligentes?
Eu ainda não tinha encontrado uma oportunidade que coincidisse com as possibilidades
das minhas atividades diárias, até que hoje, vi a possibilidade de fazê-lo.
Analisando um projeto de software com várias implicações, resolvi propor a
solução para o ChatGPT 5.2, já que o mesmo se destacou entre os demais, e não é
para menos, uma vez que uso a versão paga, um detalhe importante a considerar
já que os outros serviços são gratuitos.
Se você paga, obtém mais, então comparar com os outros não pagos seria desleal.
Supondo que uma versão paga possa oferecer o melhor de si.
Então resolvi testar o
ChatGPT v.5.2 pedindo uma proposta de solução de projeto.
Ele o fez de maneira bem detalhada, e quando questionado, foi completando sua
abordagem.
Muito bom, mas logo percebi que era um amontoado de tijolinhos coletados de conceitos esparsos e dispostos com uma lógica básica.
OK!
Serviço entregue, mas será que seria a melhor solução, embora ela estivesse embasada
em vários padrões de estratégia de construção de soluções?
A solução era cara de implementar e manter.
Sinceramente, não gostei não, apesar de oferecer várias oportunidades para que o bot pudesse melhorar a sua resposta.
Resolvi arguir o ChatGPT com uma proposta alternativa composta por vários passos que
criavam um grafo de possibilidades diante dos contextos encadeados.
Trocando em miúdos, a proposição era mais complexa, onde seus tópicos levavam à
análise composta de possibilidades múltiplas sob várias premissas.
Eu queria, ou ao menos tentar, descobrir qual o seu poder de análise?
Eu sinceramente esperava uma resposta levando a várias possibilidades, e resumindo finalmente a mais efetiva com o propósito a que se destinava o
projeto.
Não foi o que obtive.
A análise do ChatGPT reproduziu um comportamento humano primário onde a primeira premissa, ou
proposta considerada falsa, alavanca o resultado final!
Acontece que essa forma de pensar não é a melhor.
Uma premissa ou asserção inicialmente falsa, diante da composição contextual
posterior, pode se tornar verdadeira.
Ficou difícil de entender?
Vou dar um exemplo e tudo fica fácil.
Uma pessoa diz:
A comida ultra processada é adequada.
Oras, todos sabemos que elas não são adequadas.
Porém...
Se agora vier um contexto posterior:
A comida ultra processada é adequada diante da miséria extrema.
Então a mesma frase sob um contexto posterior a ela pode se tornar o
complemento que definirá outra conclusão.
Afinal, melhor que morrer de fome, é comer comida ultraprocessada.
E agora, a mesma frase sob um novo ângulo, mas com a mesma “conclusão implícita”, torna-se uma verdade.
O teste feito com o ChatGPT incluiu alguns contextos que conduziam a uma cadeia
de conclusões mais complexas, tal como o exemplo anterior, só que um pouco mais
rebuscado.
O ChatGPT reagiu seguindo o comportamento humano primário.
Pega a primeira asserção falsa e parte para invalidar toda a tese.
É como uma pessoa que ao ouvir que “a comida ultra processada é adequada” se
precipitasse a negar tudo o mais que você falasse, sem considerar que é
melhor que morrer de fome.
Você já teve a infeliz oportunidade de conversar com gente assim?
Ouvi algo, precipita-se, ignora o restante do que você falou e parte para a
crítica?!!
Um horror!
O ChatGPT agiu assim.
Discutimos por algum tempo, até que fui “quebrando” as suas premissas
precipitadas uma a uma.
No final, ele entendeu.
Eu considero o resultado do ChatGPT fantástico!
Embora a capacidade de “racionalização”, algo como QI, seja ainda medíocre ou
mediano, representa um esforço hercúleo de milhares de pessoas dotadas e outros
milhares de dólares para que isso acontecesse.
Infelizmente, quando a computação quântica chegar, de fato, acredito que tais
disputas com possibilidade de ganho por um ser humano fique restrita aos super
gênios.
Por enquanto eles são inteligentes, mas nem tanto.
Amém!
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