janeiro 16, 2026

Difícil de Entender Se Não Deixarmos A Paixão De Lado 3 - A Caixa de Pandora

 

1° Edição, sem revisão


Na postagem anterior da série tratei sobre a base social que subsidia o panorama atual em "Difícil de Entender Se Não Deixarmos A Paixão De Lado 2 - O Cerne"

A tecnologia avança no seu destino de prover melhores condições à sociedade, como também às vezes não. Mesmo algumas das melhores intenções dela, parecem que salvam com uma mão e matam com duas.

O dilema entre a diplomacia e as bombas divide a opinião pública, e ambas foram inefetivas a longo prazo.

O problema permanece mediante um ciclo que se autoalimenta continuamente.

Este ciclo alimenta-se de três fatores principais:

- Ignorância
- Sobrevivência
- Natureza da alma

A falta de educação reduz os horizontes da compreensão, e torna o indivíduo suscetível às decisões alimentadas pelo cotidiano. O sentimento sobressai à razão pobre.

A luta pela sobrevivência alimenta a cobiça dos capazes e o desespero dos desprivilegiados.

A natureza da alma pode superar as desvantagens e confortá-la diante de opções necessárias, contudo desfavoráveis, ou no sentido contrário, alimentar o fogo das paixões baixas, onde o próximo é apenas um ativo a ser manipulado a favor do egocentrismo.

No vácuo da compreensão, o indivíduo traga tudo sem muita distinção pela necessidade de se sentir atualizado com seu tempo.


Quando se pensa em "fake news", a imagem mental mais comum é de alguém escrevendo inverdades com algum objetivo de direcionar a opinião pública.
A coisa vai muito mais além.

Abaixo, reproduzo parte de um uma notícia publicada pelo jornal "The New York Times" por Sam Sifton , em 16/01/2026. Mais detalhes aqui.

The Shunda Park scam complex in Myanmar.
By Jes Aznar for The New York Times

(O complexo de fraudes do Parque Shunda em Myanmar.)







Ao olharmos as fotos, a partir do pressuposto que a fonte da informação seja confiável em função de quem publica, começamos a ter uma ideia melhor do volume de capital empregado para produzir notícias falsas.

Eu novamente reforço a observação.
Não são apenas indivíduos por trás de um computador, mas grandes organizações alimentadas por várias fontes, sejam privadas ou públicas.

A guerra aumenta a tensão entre países, e estes cada vez mais investem em propaganda, porque preenchendo o vácuo de informação do indivíduo usando a isca do sentimento que esconde o anzol do verdadeiro objetivo, podem manipular a mais poderosa arma da guerra: a mente humana.

Hitler fez grande uso da propaganda.
O gênio por trás disso era Joseph Goebbels, e a relevância era tal, que ele rivalizava em importância com os generais, levando vantagem nas atenções de Hitler.

O povo alemão foi levado pela propaganda, e eles são vítimas de si próprios como participantes do processo, cúmplices levados por uma natureza humana receptiva e desinformada.

Você já chegou a considerar que também poderia cair nas garras ideológicas de um "Goebbels"?
Será que a sua natureza humana o protege?
Mas só natureza humana seria suficiente???


A WW1 quanto a WW2 têm em comum a mesma causa intrínseca, e não aquela extrínseca que ensinam nas escolas como fachada de aprendizado.

As contendas generalizadas de hoje que disputam solução pelas armas abrigam as mesmas necessidades das duas grandes guerras:

- intolerância étnica e religiosa
- ignorância e despreparo popular, cuja ingenuidade é pasto para a propaganda
- ambição territorial e cultural mediante a submissão


Qual a diferença de múltiplas e contínuas guerras do passado com as de hoje?

A diferença reside na velocidade do processo alavancado pelos meios tecnológicos e pelo medo recíproco entre as nações que detêm valor nuclear de resposta.

Baixo investimento em educação que amplie a percepção do indivíduo capaz de sensibilizar sua natureza, somada ao alto investimento na ignorância através da desinformação, buscam exercer o poder de influência sobre a massa através da alienação.

Atente para o detalhe que os investimentos são milionários, assim como qualquer forma de violência praticada por meios militares tradicionais.

Então o leitor logo pensa que se faz necessário investir mais em escolas.

De fato, poderia ser uma solução, mas precisamos também ponderar ao menos três perspectivas:

- Mais escolas exige mais professores.
Estariam eles preparados considerando que o passado não os favoreceu?

- A pedagogia não precisaria de revisão para reduzir a evasão escolar por desinteresse?

- Qual as medidas para que os investimentos não acabassem utilizados no sentido contrário à boa intenção da iniciativa?

Lembrem-se das escolas patrocinando ideologias de gênero questionáveis e seus vários escândalos na “media”.

Então eu lhe pergunto:

Quantos órgãos governamentais criados para policiar não terminam cúmplices da corrupção, somando-se à força contrária aos interesses da maioria?

Hoje mesmo, 16/02/2026, no Jornal Estadão, apareceu uma notícia do gênero.
Não vou publicar tal notícia.
Deixo para a curiosidade do leitor.

Somente a natureza Humana reformulada pode resolver nossos problemas por meios menos sofridos.
Diante do que está, resta apenas o aprendizado pelo sofrimento coletivo, tal como vimos no passado.

Neste contexto o vital é mantermos nossas consciências equilibradas, fazendo a nossa parte para preservá-las.

Não se deixe abater quando for minoria.
A maioria segue o aprendizado no bojo da coletividade, enquanto a minoria encontra na construção do bem a solução para a individualidade.

Só resta saber distinguir o bem do mal.
Isso nos remete à Oração da Serenidade atribuída ao teólogo Reinhold Niebuhr.






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