maio 22, 2026

Crime and the Notion of Crime-State

   

1st Edition, No revision





Parasite-tree (more details at the end of the text)


In the previous post, “Perception of the Future – A Risky Yet Probable Bet,” I used the term “state-crime.”


Legally, here in Brazil, the term is relevant to a crime somewhere between a “permanent crime” and an “instantaneous crime with permanent effects,” that is, the creation or maintenance of an illicit situation or an illicit state, such as money laundering, or its movement, or even the ownership of illicit assets generating a state of concealment/disguise.

In that post I made the following assertion:
“The state-crime emerging as a nation without a homeland, like the Jews until Israel was born.”

I coined the term with an extended meaning: a permanent legal state that determines not only defiance of the laws of a nation, but also forms the culture that determines the common behavior of a group of people who see in the breaking of traditional values a means of economic growth.

What is a nation made of?

Basically, of laws that gather people with a common culture similar to that of the majority.

As crime grows, the number of people increases, and when it becomes nationalized and internationalized, one can already think that the portion of the population participating in the process, directly or indirectly, is also something numerically very relevant.

What happens when their number becomes close to, or even greater than, the number of people who are guided by the rules of the System?

The System is subverted under the cloak of discretion of laws that gradually become more flexible and make the countermeasures of the legal State unfeasible. Over time, the new State reflects the predominant thinking, reversing the status quo of the System.

This strongly recalls the example of the parasite-tree that symbolizes this publication.

It is exactly as if there were one country inside another.

Crime was fed with the most generous capital possible through the commercialization of chemical agents that sustain the psychological need of the individual, yet cause chemical and emotional dependence.

The individual continues consuming because he likes it and even sees it as advantageous for dealing with high-pressure situations, as in the case of extremely wealthy people who maintain their consumption, as is publicly known.

If there is consumption of something illicit from the top to the bottom, and as this consumption grows, “democratically” we have a state-crime, which feeds a nation within another, where the former disagrees with the criminal concept imposed by the latter regarding the legality of its needs.

All drug users belong to this nation without a geographical homeland, defining a state-crime as a nation destined never to have its own homeland, but to alter and subvert its own homeland over time, as it gains political and economic relevance.

That is why I chose a parasite-tree as the symbol of this post. More details about it at the end of the text.

Added to the population of the “state-crime” are other agents who perpetuate illicit activities, such as fraudulent operations of any kind, and all sorts of illegalities.

So, reader, what is the rate of the entire population engaged in the “state-crime”?

If the number of citizens of the state-crime reaches something close to 40%, we will already have a gradual socio-political transformation, like what has been happening.

And if that number exceeds 50%, it merely accelerates this transformation.

In this state of affairs, there is no point in:

* Making São Paulo’s “Crackland” disappear.
  It was merely a severe political and social discomfort that persists in fragmented form.

* Fighting a divergent manifestation by dispersing it.
  The fragmentation of the moment does not weaken the unity.

* Putting the federal police to arrest people, while the cases end up going nowhere.

If high society consumes, the law serves only for the society without the financial backing to “stand up to” the system.

Meanwhile, organized crime grows more and more with the thunderous profit from drugs, which subsidize other illicit activities, until the current System succumbs.

If drugs were legalized, it would not change the current situation overnight, because the criminal economic structure is diversified, but at least it would be one less economic vein. Back in the past, it would have made a great difference. Today, not so much.

However, bringing into the System an activity that belonged to the state-crime would help enable a more adequate treatment than merely dispersing the problem instead of treating it.

As the state-crime internationalizes, it places each country of origin as a Member State of this great global nation, alien to the politically recognized nations.

What planetary future can survive this?

Honestly, I am exhausted from hearing political plans and actions that attack only the effect and not the cause.

The following is the detailing of the parasite-tree that illustrates our theme perfectly.

The red arrows point to the original tree suffocated by the other.

Below is a detailed description of the parasitic tree that perfectly illustrates our theme.

The red arrows point to the original tree being suffocated by the other.




Example of a parasite beginning to take over the host tree.






















The parasitic tree was a complete success, growing into a leafy tree.



More details:









O Crime e a Noção de Crime-Estado

  

1° Edição, 1° revisão





Àrvore-parasita (mais detalhes no final do texto)



Na postagem anterior  "Percepção de Futuro – Uma Aposta Arriscada, Porém Provável", eu utilizei o termo “crime-estado”.

Juridicamente, aqui no Brasil, o termo é pertinente a um crime entre o “crime permanente” e o “instantâneo de efeitos permanentes”, ou seja, é a criação ou manutenção de uma situação ilícita ou de um estado ilícito, como a lavagem de dinheiro ou a sua movimentação, ou ainda a propriedade de bens ilícitos gerando um estado de ocultação/dissimulação.

Naquela postagem fiz a seguinte asserção:
“O crime-estado nascendo como nação sem pátria, a exemplo dos judeus até quando então Israel nasceu.”

Eu cunhei o termo com uma acepção estendida de um estado jurídico permanente que determina não só o desacato às leis de uma nação, como também forma a cultura que determina o comportamento comum de um grupo de pessoas que veem na quebra dos valores tradicionais o meio de crescimento econômico.

Do que é feito uma nação?
Basicamente de leis que agregam pessoas com uma cultura comum similar à maioria.

À medida que o crime cresce, o número de pessoas aumenta, e quando se nacionaliza e se internacionaliza, já se pode pensar que a parcela da população que participa do processo direta ou indiretamente seja algo muito relevante também numericamente.


O que acontece quando o número delas torna-se aproximado, ou mesmo maior, que o número de pessoas que pautam pelas regras do Sistema?
O Sistema é subvertido sob o manto da discrição de leis que vão flexibilizando e inviabilizando as contramedidas do Estado legal. No decorrer do tempo, o novo Estado reflete o pensamento predominante revertendo o status-quo do Sistema.

Isto lembra bem o exemplo da árvore-parasita que simboliza esta publicação.

É exatamente como se existisse um país dentro de outro.
O crime foi alimentado com os capitais mais generosos possíveis através da comercialização de agentes químicos que sustentam a necessidade psicológica do indivíduo, porém causando dependência química e emocional.

O indivíduo continua consumindo porque gosta e entende até mesmo vantajoso para lidar com situações de alta pressão, a exemplo de pessoas extremamente ricas que mantêm o seu consumo como é do conhecimento público.

Se existe consumo 
de algo ilícito do topo até a base, e à medida que esse consumo cresce, “democraticamente” temos um estado-crime, que alimenta uma nação dentro de outra, onde a primeira discorda do conceito criminal imposto pelo segunda a respeito da legalidade de suas necessidades. 

Todos os consumidores de drogas pertencem a essa nação sem pátria geográfica, definindo um estado-crime como uma nação fadada a nunca ter a sua própria pátria mas a alterar e subverter a própria pátria ao longo do tempo, à medida que vai assumindo relevância política e econômica.

Foi por isso que escolhi uma árvore-parasita como símbolo desta postagem. Mais detalhes dela no final do texto.

Soma-se à população do “estado-crime” outros agentes que perpetuam atividades ilícitas, como por exemplo operações fraudulentas de qualquer espécie, e toda sorte de ilicitudes.

Então leitor, qual a taxa de toda a população engajada no “estado-crime”?
Se o número de cidadãos do estado-crime atingir algo próximo a 40%, já teremos uma transformação sócio-política gradual a exemplo do que vem acontecendo.
E se esse número superar os 50%, apenas acelera essa transformação.

Neste estado de coisas, não adianta:
- Fazer desaparecer a “cracolância” paulistana.
Era apenas um severo desconforto político e social que subsiste fragmentada.
- Combater uma manifestação divergente dispersando-a.
A fragmentação do momento não enfraquece a unidade.
- Colocar a polícia federal prendendo, enquanto os processos terminam no nada.

Se a alta sociedade consome, a lei serve apenas para a sociedade sem o suporte financeiro para “peitar” o sistema.

Enquanto isso, o crime organizado cresce cada vez mais com o estrondoso lucro das drogas que subsidiam outras atividades ilícitas, até que o Sistema corrente sucumba.

Se as drogas forem legalizadas, não mudaria da noite para o dia a situação atual, porque a estrutura econômica criminal é diversificada, mas ao menos seria um filão econômico a menos. Lá no passado, faria muita diferença. Hoje, nem tanto.

Entretanto, trazendo para o Sistema uma atividade que pertencia ao estado-crime, auxiliaria o tratamento mais adequado do que apenas dispersar o problema ao invés de tratá-lo.


O crime-estado à medida que se internacionaliza, coloca cada país de origem como Estado-Membro dessa grande nação mundial alheia às nações politicamente reconhecidas.

Qual o futuro planetário que sobrevive a isso?

Sinceramente, exausto de ouvir planos e ações políticas que atacam apenas o efeito e não a causa.

 


A seguir o detalhamento da árvore-parasita que ilustra à perfeição o nosso tema.

As setas vermelhas apontam a árvore original sufocada pela outra.





Exemplo da parasita iniciando a tomada da árvore hospedeira.























Total sucesso da árvore-parasita, tornando-se uma frondosa árvore.




Mais detalhes:










maio 21, 2026

Perception of the Future – A Risky, Yet Probable Bet


1st Edition, 1st revision

NOTE: I wrote this text with the little time I had available, in one single burst.
I will certainly revise it and correct its grammar.
I apologize in advance to the reader.


I have been writing out of an almost compulsive impulse to share what I have been perceiving about life as it provides a perception of the future.

I started in 2010, that is, 16 years ago from the publication date of this post.

I made many predictions, and over this time, all of them came true.

I began this at the age of 17, when I started questioning the inflation calculation system used at the time. I was already using programming, and the data I obtained from the mathematical models I implemented did not match the data published by the government. At that time, I was responsible for calculating costs for a company, and I predicted that inflation would be different from what the government had officially announced.

How many indignant phone calls I received from friends, female friends, and girlfriends who invited me to go out, while I explained that I could not because I was working. Their indignation came from the fact that I could not explain what I was doing. Would they understand, or would they burden me with unpleasant social reactions?

Of course, being very young and doing something that older people could not properly understand — such as programming mathematical models and applying them in simulations based on previously collected patterns — was somewhat unusual. That earned me the nickname “pretentious boy” during a meeting of CEOs, when I disagreed with the inflation index they wanted to apply to the price adjustments of their companies’ products. Time proved that I was right.

For some years, my system was able to predict real inflation more accurately than the one claimed by the government, because one thing is what the government wants you to believe, and another is what actually happens in reality. I do believe there were people much more gifted than I was, but rather people subjected to the political interests of the time.

That dissonance between economic information and reality could still be experienced in an era when computing was something almost surreal.

Today anyone can understand the love for computing.

It embodies thought, made concrete in models that materialize through their verifiable results.

I told the reader a little bit of history from 50 years ago so that one can understand that imagining the future is an exercise of the mind that is informed by present data and builds a probable prediction. It is not a crystal ball, nor fortune-telling. It is more like statistics, and the fun part of all this is that some unexpected event may alter the predictions. I truly hope that happens, because what I see does not make me happy.

If, unfortunately, I was right in my forecasts over these 16 years, I sincerely hope I am wrong about the next 20 years.

Today is a Thursday, around 7:30 p.m., when I began mentally putting together a mountain of information that I have been gathering from newspapers around the world.

Elon Musk decides to take his private company SpaceX public.

I used colloquial terminology, but if you like precision, you can find more information here.

My text aims at general simplification, because the important thing is to convey ideas, not to climb in status through terminology.

What does this mean?

The richest man in the world realizes that his visions require support from third parties, despite his enormous fortune. It makes sense!

The world is studying the development of data centers in space. Why?

Data centers are voracious consumers of two precious resources: water and energy.

Well, water is used to cool frenzied processors, and energy is used to power them.

OK! You are a layperson!

Rarely does someone buy — or rather, rent — a machine exclusively for personal use, except for market giants such as Google, Microsoft, AWS/Amazon, and so on.

In reality, you buy a “small piece,” which they call a slice, of this type of machine.

That is, a portion of its processing capacity and memory.

They are fantastically powerful, but in return, they heat up a lot and consume energy in the same proportion. There is no miracle: “if it does a lot, it demands a lot.”

The planet is beginning its path through the agony of water and energy demand.

The United States suffers from this in some states, such as California.

The city of Bangalore, considered the Indian Silicon Valley, is under strong pressure.

It specialized in outsourcing, which is the provision of specialized services based on computational systems, and faced with the water and energy demands of its data centers, it stands at a crossroads between the reality that its geographical conditions can support and the demand it needs to meet.

Well... Space is cold, and solar energy is “free” and abundant, without the filter of our planet’s clouds reducing its effect.

What do you need to transfer everything into space?

Spacecraft that can build and maintain those data centers out there, in space.

Let us consider another aspect.

Artificial intelligence has begun to accelerate all socioeconomic processes.

We are going to live in one year what would previously have taken us several years, and this acceleration will increase over time. Why?

Because it is like a staircase where one step supports the next, but at an exponential speed determined by the interactivity of factors, something difficult to calculate.

After all, in the last two years, IT has transformed itself in such a way that yesterday becomes a museum.

Reader, if your mind can still handle it, let us take a look at global social reactions.

The extremist right seems to be popping up around the world.

The country that represented the greatest symbol of democracy — the United States — now fluctuates in global perception when its new role in the world is judged.

Let us start connecting some points.

If, on one hand, the global computational model transfigures the economy, the technology resulting from this power materializes new possibilities at the same speed.

One of these processes is mass automation, which previously depended on human hands to implement it, and today, in seconds, by the hands of AI, performs the same tasks with greater efficiency.

Companies begin to cast aside the workforce that is being replaced by process optimization. And this does not happen gradually, but forcefully. Thousands become unemployed as companies, through downsizing, find the path to profit.

So! Think with me, reader!

If the need for labor decreases, social pressure remains.

Under social pressure, crime prospers.

Now we need to think about what crime is.

How many times has the crime of the past become the law of the present?

Do you need historical facts to be sure of that?

Use AI! 😊

Crime is characterized as an activity contrary to the interests of the current economic system.

If the current economic system cannot keep up with social demand, other models, however cruel they may be, begin to supply that need.

A greater number of people without applicability within the system means a greater number of candidates for “parallel” systems, that is, criminal ones.

The PCC is now “multinational.”

A few years ago, I had subtly “raised that ball.”

You can check it in my posts.

And why subtly?

Something bad comes from what we cannot assimilate in the present.

Subtlety “lubricates” the reality that is still going to happen, but has not yet been perceived.

As the system fails, it opens space for alternatives.

Why is the world moving toward something that does not represent the idyllic democratic dream of the past?

The greater the social reaction, the greater the reaction of the system and, therefore, the coercion of divergent ideas.

As clear as water.

Putting all this together, we can imagine a world like this:

  • Democracy yielding to the political-economic oligarchy.
  • The crime-state being born as a nation without a homeland, like the Jews before Israel was born.
  • Technology casting aside part of humanity considered dispensable, like Rome, which kept the plebeians with bread and circuses.
  • The growth of psychic dysfunction due to the abrupt change of values, burying assistance systems.

Sincerely, this time I hope I am COMPLETELY WRONG, but that is only hope.

Percepção de Futuro – Uma Aposta Arriscada, Porém Provável

 

1° Edição, 1° revisão


NOTA: este texto fiz com o mínimo de tempo que dispunha, numa "tacada só".
Certamente irei revisá-lo e corrigi-lo gramaticalmente.
Peço desculpas antecipadas ao leitor.


Eu venho escrevendo por um impulso quase compulsivo de partilhar o que vou percebendo da vida à medida que provê a percepção de futuro.

Comecei em 2010, ou seja, há 16 anos atrás contando da data de publicação dessa postagem.

Fiz muitas previsões, e ao longo desse tempo, todas se consolidaram.
Eu comecei isso aos 17 anos, quando comecei a questionar o sistema de cálculo inflacionário utilizado à época. Eu já utilizava programação, e os dados que eu obtinha dos modelos matemáticos que eu implementava não batiam com os dados publicados pelo governo. À ocasião era o responsável pelo cálculo de custo de uma empresa, e vaticinei que a inflação seria diferente daquela promulgada pelo governo.

Quantos telefonemas indignados de amigos, amigas e namoradas que me chamavam para sair e eu explicava que não podia porque estava trabalhando. A indignação vinha porque eu não podia explicar o que fazia. Iam entender, ou me sobrecarregar de reações sociais indigestas?

É claro que sendo muito jovem e fazendo algo que os mais velhos não conseguiam entender bem, como programar modelos matemáticos e aplicá-los em simulações com base nos padrões anteriores coletados, era algo meio inusitado, o que me valeu a alcunha de “garoto pretensioso” durante uma reunião de CEOs, quando discordei do índice inflacionário que desejam aplicar nos reajustes dos produtos de suas empresas. O tempo provou que eu estava certo.

Por alguns anos o meu sistema pode prever a inflação real com mais precisão que aquela que o governo alegava, porque uma coisa é o que o governo quer que você acredite, e outra aquilo que acontece na realidade, uma vez que eu acredito que tivessem pessoas muito mais aquinhoadas que eu, mas subjugadas aos interesses políticos da época.

Essa dissonância entre informação econômica e a sua realidade ainda podia ser vivida numa era em que a computação era algo meio surreal.

Hoje qualquer um pode entender o amor por computação.
Ela consubstancia o pensamento, concretizado em modelos que se materializam através de seus resultados constatáveis.

Eu contei ao leitor um pouco de história havida há 50 anos atrás para que se possa entender que imaginar o futuro é o exercício da mente que se informa com os dados do presente e constrói um vaticínio provável. Não é bola de cristal, nem adivinhação. É mais estatística, e a parte divertida disso tudo é que alguma ocorrência inesperada possa alterar as previsões.  Eu realmente espero que isso aconteça, porque o que vejo não me deixa feliz.

Se, infelizmente acertei meus prognósticos nestes 16 anos, espero sinceramente estar errado para os próximos 20 anos.

Hoje é uma quinta-feira, por volta de 19:30, quando comecei a juntar mentalmente uma montanha de informação que vou colhendo pelos jornais mundiais.

Elon Musk decide colocar na bolsa a sua empresa privada SpaceX.
Usei uma terminologia coloquial, mas se você gosta de precisão, encontra mais informações aqui.

O meu texto visa simplificação geral, porque o importante é transmitir ideias e não galgar o status através de terminologias.

O que significa isso?
O homem mais rico do mundo percebe que suas visões necessitam do apoio de terceiros, apesar da sua enorme fortuna. Faz sentido!

O mundo estuda desenvolver datacenters (centros de processamento de dados) no espaço. Por que?
Os datacenters são consumidores vorazes de dois recursos preciosos: água e energia.

Oras, a água é para refrigerar processadores alucinados e a energia para alimentá-los.

OK! Você é leigo!
Raramente alguém compra (ou melhor, aluga) uma máquina exclusivamente para uso pessoal, exceto as gigantes do mercado, tais como Google, Microsoft, AWS(Amazon), etc.

Na verdade você compra um “pedacinho”, que chamam de slice desse tipo de máquina.
Ou seja, da sua capacidade de processamento e memória.

Elas são fantasticamente poderosas mas, em contrapartida, aquecem muito e consomem energia na mesma proporção. Não existe milagre: “se faz muito, pede muito”.

O planeta começa a sua trajetória pela agonia da demanda de água e de energia.
EUA sofrem com isso em alguns estados, a exemplo da Califórnia.
A cidade de Bangalore, considerada o vale do silício indiano, está sob forte pressão.
Ela se especializou em outsourcing, que é o fornecimento de serviços especializados com base em sistemas computacionais, e diante da demanda de água e energia de seus datacenters está na encruzilhada entre a realidade que as suas condições geográficas pode suportar em confronto com a demanda que necessita.

Oras... O espaço é gelado e a energia solar é “de graça” e abundante, sem o filtro das nuvens de nosso planeta que reduz o seu efeito.

O que você precisa para transferir tudo para o espaço?
Naves que façam a construção e a manutenção desses datacenters lá fora, no espaço.

 

Vamos considerar outro aspecto.

A inteligência artificial começou a acelerar todos os processos socioeconômicos.

Vamos viver em um ano o que levaríamos vários anos, e essa aceleração vai aumentando com o tempo. Por que?
Porque é como uma escada onde um degrau suporta o próximo, porém numa velocidade exponencial determinada pela interatividade dos fatores, algo difícil de calcular.

Haja visto que nos últimos dois anos TI transformou-se de tal forma, que o ontem vira museu.

Leitor, se a sua cabeça ainda suporta, vamos dar uma olhadela nas reações sociais mundiais.

A direita extremista parece pipocar pelo mundo.
O país que representava o maior símbolo da democracia — os EUA, hoje oscila na percepção mundial quando se julga seu novo papel mundial.


Vamos começar a unir alguns pontos.
Se de um lado o modelo computacional mundial transfigura a economia, a tecnologia decorrente deste poder concretiza as novas possibilidades na mesma velocidade.

Um dos processos é a automação em massa, que antes dependiam de mãos humanas para implementá-la, e hoje, em segundos pelas mãos da IA realizam as mesmas tarefas com eficiência maior.

Empresas começam a alijar a mão-de-obra que vai sendo substituída pela otimização dos processos. E isso não ocorre de maneira gradual, mas impactante. Milhares de desempregados por empresas que no seu enxugamento encontram o caminho do lucro.

Então! Pensa comigo leitor!
Se a necessidade de mão-de-obra reduz, sobra pressão social.

Sob pressão social, o crime prospera.

Agora precisamos pensar sobre o que é crime.
Quantas vezes o crime de outrora não se tornou lei do presente?
Você precisa de fatos históricos para ter certeza disso?
Usa IA!
😊

O crime é caracterizado por uma atividade contrária aos interesses do sistema econômico corrente.

Se o sistema econômico corrente não consegue acompanhar a demanda social, outros modelos, por mais cruéis que sejam, começam a suprir a demanda dessa necessidade.

Maior número de pessoas sem aplicabilidade dentro do sistema, então maior número de candidatos aos sistemas “paralelos”, ou seja, criminais.

O PCC agora é “multinacional”.
Eu havia, há alguns anos atrás, “levantado essa bola” de forma sutil.
Você pode conferir pelas postagens.

E por que sutil?
Algo ruim vem daquilo que não podemos assimilar no presente.
A sutileza “azeita” a realidade que ainda vai acontecer, mas ainda não percebida.


À medida que o sistema falha, abre espaço para as alternativas.
Por que o mundo caminha para algo que não representa o sonho idílico democrático do passado?
Maior reação social, maior a reação do sistema e portanto, coerção de ideias divergentes.

Tão claro como água.

Somando tudo isso, podemos imaginar um mundo assim:

- A democracia cedendo à oligarquia político-econômica.

- O crime-estado nascendo como nação sem pátria, a exemplo dos judeus até quando então Israel nasceu.

- A tecnologia alijando parte da humanidade dispensável, a exemplo de Roma que mantinha a plebe com pão e circo.

- O crescimento da disfunção psíquica em virtude da troca abrupta de valores, soterrando os sistemas assistenciais.

 

Sinceramente, dessa vez eu espero estar TOTALMENTE ERRADO, porém é só esperança.


 

 

maio 13, 2026

Negociação Impossível, Sucesso Improvável

 

1° Edição, 1° revisão


Hipoteticamente, suponha duas pessoas, por exemplo um casal buscando um meio de dar continuidade ao casamento.

Ambos trazem opiniões divergentes.
Na divergência a negociação factível acontece quando as partes aceitam perder alguma vantagem em troca de outra.
E se essas trocas são inviáveis face à total diferença de posturas?
Neste caso um acordo pode ocorrer como mera estratégia para se ganhar tempo, porque não existe meio de troca, porém aceitam a competição que o tempo extra proporciona para tirarem vantagens pessoais.

Esse exemplo lembra a base da relação entre USA/Israel com Irã/Hezbollah e outros partidos radicais lutando pela hegemonia própria.


Se a premissa básica começa ao se adotar um Deus que condena à morte aqueles que não o seguem, um Deus assim não é realmente um Deus cujo amor busca a solução, mas cuja intransigência procura a submissão.

Fica claro que a religião humana ainda espelha mais a sua própria natureza que os princípios mais avançados que não logra alcançar.

Enquanto Israel luta com o radicalismo interno, acrescentado de momentos infelizes de desrespeito ao cristianismo, e portanto ao próximo, o mesmo ocorre do outro lado quando parte do mundo islâmico ainda vive os ideais obsoletos de um tempo de cruzadas, enquanto os líderes mundiais iniciam a corrida armamentista diante da premissa que as negociações assumem, onde o poder bélico e opressivo se torna o argumento majoritário na decisão dos caminhos de negociação.

Tais correntes naturais de autodefesa apenas corroboram os caminhos seguidos por autocratas que se firmaram nas conquistas bélicas que lhes garantam algum poder de barganha na mesa de negociação da independência nacional que busca a supremacia de seus ideais sobre outros.

É o caso da Coréia do Norte inspirando o Irã.
É o caso da China sobre o Mar da China e Taiwan inspirando os EUA a tomar posse da Groelândia, México e Canadá.

A corrida armamentista deu largada a passos largos.
Busca-se conter a guerra se tornando um guerreiro à altura de outros como forma de intimidar as pretensões belicosas alheias.

Putin com seu sonho “imperial” jogou combustível na fogueira da incerteza geral quando concretizou sonhos expansionistas que se tornaram um pesadelo mundial, inclusive para seu autor.

Se as divergências são incompatíveis, não existe espaço para negociações duradouras.
O tempo torna-se a ampulheta cuja areia é o contingente armamentista que busca preencher o espaço da certeza de poder superar as eventuais ameaças.


Infelizmente esta ampulheta é feita de um material tão elástico quanto a variedade de interesses, e os bulbos parecem oferecer oportunidade infinita para que a areia escorra sem solução de término, enquanto o peso da mesma sufoca a economia e o equilíbrio ambiental.

Isso só terá fim quando as lideranças mundiais começarem pelo exemplo do respeito territorial, ideológico e climático, concomitante à percepção que uma guerra tão longamente preparada levará à vitória inútil e fugaz sobre uma destruição tão ampla, que o vencedor terá pouco para usufruir, exceto o crime organizado.

Enquanto o radicalismo e a euforia da ambição e do orgulho forem os meios mundiais de solução, cuja pretensa razão apenas acresce o sangue que rola inútil de um sonho cujo futuro vira pesadelo, o mundo continuará sua corrida para o suicídio global, indefinidamente.

E o povo tem uma grande participação nesse processo de radicalismo crescente, e certamente será o mais penalizado por ele.

A cada ação, corresponde uma reação.
Essa lei não falha.


Impossible Negotiation, Improbable Success

 

First Edition, unedited


Hypothetically, suppose two people — for example, a couple seeking a way to continue their marriage.

Both bring divergent opinions.

In divergence, feasible negotiation happens when each side accepts losing some advantage in exchange for another.

But what if such exchanges are impossible, given the total difference in positions?

In that case, an agreement may occur merely as a strategy to buy time, because there is no true exchange, only the acceptance of competition that extra time provides for personal gain.


This example recalls the basis of the relationship between the USA/Israel and Iran/Hezbollah, along with other radical groups fighting for their own hegemony.


If the basic premise begins with adopting a God who condemns to death those who do not follow Him, then such a God is not truly one whose love seeks solutions, but one whose intransigence demands submission.


It becomes clear that human religion still mirrors more of human nature itself than the higher principles it fails to reach.


While Israel struggles with internal radicalism, compounded by unfortunate moments of disrespect toward Christianity — and therefore toward the neighbor — the same occurs on the other side, where part of the Islamic world still lives by obsolete ideals of a crusading era. Meanwhile, world leaders begin an arms race under the premise that negotiations assume, where military and oppressive power becomes the dominant argument in deciding paths of negotiation.


Such natural currents of self‑defense only corroborate the paths followed by autocrats who rely on military conquests to secure bargaining power at the table of national independence, seeking supremacy of their ideals over others.


It is the case of North Korea inspiring Iran.

It is the case of China over the South China Sea and Taiwan inspiring the USA to claim Greenland, Mexico, Canada.


The arms race has begun in great strides.

Nations seek to contain war by becoming warriors equal to others, as a way to intimidate foreign belligerent ambitions.


Putin, with his “imperial” dream, poured fuel on the fire of global uncertainty when he turned expansionist dreams into a worldwide nightmare — even for himself.


If divergences are incompatible, there is no space for lasting negotiations.

Time becomes the hourglass, whose sand is the military contingent seeking to fill the certainty of power to overcome eventual threats.


Unfortunately, this hourglass is made of a material as elastic as the variety of interests, and its bulbs seem to offer infinite opportunity for sand to flow without end, while its weight suffocates the economy and environmental balance.


This will only end when world leaders begin with the example of respect — territorial, ideological, and climatic — together with the perception that a war so long prepared will lead to a useless and fleeting victory over such widespread destruction, that the victor will have little to enjoy, except organized crime.


As long as radicalism and the euphoria of ambition and pride remain the world’s means of resolution, whose supposed reason only adds to the blood spilled uselessly from a dream whose future turns nightmare, the world will continue its race toward global suicide, indefinitely.


And the people have a great share in this process of growing radicalism, and will certainly be the most penalized by it.

For every action, there is a reaction.
That law does not fail.

 

maio 11, 2026

Readaptation

 1° Edition, Without Revision


I find human beings, in general, so strange!

I did some tests with AI, passing along job interview questions.

It answers them perfectly.

Well then, if AI can answer interview questions, why do interviews keep asking such questions?! 😄🤷🏻‍♀️

Hire AI!!

So, it’s time to rethink the human role.


Readaptação

 

1° Edição,  revisão


Acho o ser humano, em geral, tão estranho!

Fiz uns testes com IA repassando perguntas de entrevistas de empregos

Ela responde direitinho.


Oras, se IA responde perguntas de entrevista, porque as entrevistas continuam fazendo tais perguntas?!  😄🤷🏻‍♀️

Contrata IA!!

Então, está na hora de se repensar o papel humano.



março 15, 2026

A Mistaken Concept Sponsors a Chain of Errors


1° Edition, 1st Revision


Time and again, we read in the news about demonstrations of prejudice regarding gender choice.

Analyzing the subject only through the lens of emotions or the cultural concepts of our own society can be a way of thinking that ignores other possibilities, which makes the judgment biased and therefore unjust.

Starting from the premise that the individual denies the existence of a principle that survives death, then he is confined to hypotheses where psychological behavior arises from somatic variation — that is, from the genetics that shaped the person.

Simplifying: if there is no soul, then only the matter of the body remains. 
Would thinking and feeling be merely consequences of genetic codes?

Materialists remain restricted to matter, which makes them limited.


Admitting the existence of the soul, we can expand the hypotheses, separating the nature of the soul from that of the body.

Assuming such a perspective, and also admitting that life were a single expression — that is, a unique opportunity to “exist” — then its devotees are left to resolve the resulting doubts:

“Why would God create souls this way?”
Some happy with their bodies, others not?

Or is something created even before it exists?
Such a paradox makes this possibility unviable, because even if the choice occurred right after existence, what principle would lead the soul to different choices? This thought returns to the earlier one: God would not create all souls equal.

“If not God, then would it be a genetic condition? And in that case, why should the individual bear the blame?” It would be like holding a newborn responsible for a congenital deficiency, such as leukemia. This hypothesis falls back into materialism.

The atheist, as much as the theist who admits only one life for the soul’s experience, faces questions difficult to answer with plausible logic, and ends up feeding doubt that weakens faith itself.


And if we admit the existence of the soul’s evolutionary journey, traveling through time by means of multiple earthly existences, where the physical body is the medium that enables its permanence in dense matter — like a diver who uses different diving suits for multiple dives?

In such a context, it becomes easy to consider that the soul, being independent of the body, does not require gender. Yet perhaps, given previous physical experiences under another gender, it could define a psychological identification that conflicts with the gender of its current existence.

Working under the context of multiple existences, we can add other solutions, increasing the coherence of the answers that existence demands in difficult moments.


In this small essay, a laboratory for thought, the aim is to show that much of our so‑called “rational” attitudes arise from weak premises when faced with sharper questioning.

It becomes easy to understand so many problems that could be avoided when we realize that their origin lies in systems more restricted in thought, whose consequences bring a continuous succession of mutual violence.

In general terms, our civilization still has a long road ahead in re‑evaluating the conception of God and the soul.


Faced with conflict and extreme intolerance in the Middle East, the clash between Israel/USA and their enemies inspires reflection in this sense.

The Jews pray to Jehovah (God) and certainly expect His protection.
The Muslims pray to Allah (God) for the same.
In the USA, approximately 70% of the population is monotheistic, divided between Protestants (~45%), Catholics (~22%), and other smaller religious groups.

Since all the countries involved mostly adopt the monotheistic concept — that is, one God, creator of all — then it seems logical to think they are the same: Allah is Jehovah, differing only in language.

In this context, how would God stand in the conflict between Jews/Americans and Muslims, both asking for protection and victory, though all are brothers in humanity?

Being one single entity, we might imagine that if God answered one side, He would be betraying the other.
Or perhaps, when requests are conflicting, He ignores them — and in that case, both sides drift?

If you asked a religious fanatic, would he admit to praying to the same God as his mortal enemy?
Would such an idea enter the mind of those less enlightened?

 Or does the individual imagine deep down that there is some difference between his God and that of the enemy? In that case, would it not resemble the Greek Olympus, where gods dispute power among themselves? But the monotheist cannot believe in two, for that denies the basic concept of one God.

Another hypothesis would be to think that Muslims, Americans, or Jews never ask God for victory in wars between them.
Hard to believe…

Only one sensible option remains: to consider that the difference lies in how each conceives what God is, and how He manifests.

Thus, the difference in understanding the principles that emanate from the single divine nature — and that define the way believers offer praise — ends up establishing a common point: God is one, but conceived in different ways. This leads to the thought that at least two of these conceptions are false creations of humanity’s religious vocation.

Conclusion:

Even the best of principles, if forced to coexist with others whose nature collides with its greatness, then transforms in the human psyche into something apart, isolated in watertight compartments of thought, where questioning becomes sacrilege and perjury in despotic theocratic regimes.

Mistaken concepts sponsor chains of errors, challenging the sanity of the best principles, sheltering the incoherence of unanswered questions that turn belief into the art of believing without thinking — where faith sustains the right to ignore the incongruities of human thought.

One day, far ahead, there will be a single thought, where science and religion will have reconciled: the first continuing to advance the frontier of knowledge, and the second sustaining understanding beyond that frontier, where faith will be the fruit of consolidating thought free from the torments imposed by its cruelest contradictions.



Author’s Note:

This post, though philosophical‑religious in nature, does not question the merits of faith, but rather the coherence of the acts derived from it.



Um Conceito Equivocado Patrocina Uma Cadeia de Erros

 

1° Edição,  revisão

Vira e mexe, lemos no noticiário as manifestações de preconceito sobre a opção de gênero.

Analisar o assunto apenas pelos ânimos do sentimento ou dos conceitos culturais da nossa cultura pode ser uma forma de pensar que deseja ignorar outras possibilidades, o que torna o julgamento tendencioso e, portanto, injusto.

Partindo-se da premissa de que o indivíduo nega a existência de um princípio que sobrevive à morte, então ele fica circunscrito às hipóteses onde o comportamento psicológico advém de uma variação somática, ou seja, da genética que constituiu a pessoa.

Simplificando, se não existe alma, então só resta a matéria do corpo.
Seria o pensar e o sentir uma consequência de códigos genéticos???

Materialistas ficam restritos à matéria, o que os torna limitados.


Admitindo-se a existência da alma, podemos expandir as hipóteses, separando a natureza da alma daquela do corpo.

Assumindo tal perspectiva e também admitindo-se que a vida fosse uma expressão única, ou seja, uma única oportunidade de “existir”, então resta aos seus devotos dirimir as dúvidas decorrentes:

“Por que Deus criaria almas assim?”
Umas felizes com o seu corpo, outras não?

Ou algo se cria antes mesmo de existir?
Tal paradoxo inviabiliza essa possibilidade, porque mesmo que a escolha ocorresse logo após a existência, qual o princípio que levaria a alma a diferentes escolhas? Este pensamento retorna ao anterior, onde Deus não criaria todas as almas iguais.

“Se não for Deus, então seria uma condição genética, e neste caso, por que o indivíduo levaria a culpa?” Seria o mesmo que responsabilizar um recém-nascido por uma deficiência congênita, como por exemplo, leucemia. Esta hipótese recai naquela do materialismo.

O ateu, tanto quanto o teísta que admite apenas uma vida na experiência da alma, ficam diante de perguntas difíceis de responder com lógica plausível, e acabam alimentando a dúvida que enfraquece a própria fé.


E se admitirmos a existência da jornada evolutiva da alma, trafegando através do tempo por meio de múltiplas existências terrenas, onde o corpo físico é o meio que viabiliza a sua permanência na matéria densa, tal qual o mergulhador que usa diferentes escafandros mediante vários mergulhos?

Sob tal contexto, fica fácil considerar que a alma sendo independente do corpo prescinde do gênero, mas que talvez diante de experiências físicas anteriores sob outro gênero poderia definir uma postura de identificação psicológica que antagonizaria com o seu gênero na existência atual.

Trabalhando sob o contexto da multiplicidade de existências, podemos acrescentar outras soluções, aumentando a coerência às respostas que o ato de existir exige nos momentos difíceis.


Neste pequeno ensaio, um laboratório para o pensamento, procura-se mostrar que boa parte das nossas atitudes consideradas “racionais” partem de premissas fracas diante de questionamentos mais argutos.

Fica fácil entender tantos problemas que poderiam ser evitados quando percebemos que a origem deles nasce em sistemas mais restritos ao pensar, e cujas consequências trazem uma sucessão contínua de violências mútuas.

Em termos gerais, a nossa civilização ainda terá um longo caminho a percorrer na reavaliação da concepção de Deus e da alma.


Diante do conflito e da extrema intolerância no Oriente Médio, o embate entre Israel/EUA e seus inimigos inspira o pensamento neste sentido.

Os judeus pedem a Jeová (Deus) e certamente esperam Dele a sua proteção.

Os muçulmanos pedem a Allah (Deus) a mesma coisa.

Nos EUA, aproximadamente 70% da população é monoteísta, dividida entre protestantes (~45%) e católicos (~22%) e outros grupos religiosos menores.

Já que todos os países envolvidos adotam em sua maioria o conceito monoteísta, ou seja, um Deus único criador de tudo, então parece lógico pensar que seriam os mesmos, isto é, Allah é Jeová, e só muda o termo em função das diferenças de idioma.

Neste contexto, como ficaria Deus diante deste conflito entre judeus/estadunidenses e muçulmanos, ambos pedindo pela própria proteção e vitória, sendo que todos são irmãos em humanidade?

Sendo Deus uma única entidade, podemos imaginar que, quando Deus atender a um lado, poderia estar traindo o outro!

Ou será que, quando o pedido é conflitante, Ele ignora?
E neste caso, os dois lados acabam à deriva?

Se você perguntasse a um religioso fanático, será que ele aceitaria admitir rezar para o mesmo Deus do seu inimigo mortal?
Algo assim entraria na cabeça daqueles menos aquinhoados?

Ou será que o indivíduo imagina lá no seu íntimo que exista alguma diferença entre o seu Deus e aquele do inimigo? Neste caso, não viraria o Olimpo grego, onde os deuses disputam o poder entre si? Mas o indivíduo monoteísta não pode acreditar que existam dois, pois nega o conceito básico de Deus único.


Outra hipótese seria pensar que muçulmanos, estadunidenses ou judeus nunca pedem a Deus por suas vitórias nas guerras entre eles!
Difícil acreditar...



Só resta uma opção sensata, considerando que a diferença estaria na maneira como cada um deles concebe o que seria Deus, e como ele se manifesta.

Dessa forma, a diferença na compreensão dos princípios que emanam da natureza divina única e que define a forma de prestar o louvor de seus fiéis, acaba por estabelecer um ponto comum onde Deus é único, porém com naturezas diferentes, o que conduz o pensamento de que ao menos dois deles sejam criações falsas da vocação religiosa do Homem.


Conclusão:

Mesmo o melhor dos princípios, se obrigado a coexistir com outros cuja natureza colide com a sua grandeza, então transforma-se no psiquê humano como algo à parte, isolado em compartimentos estanques do pensamento, onde o questionamento vira sacrilégio e perjúrio em regimes teocráticos despóticos.

Conceitos equivocados patrocinam cadeias de equívocos assim como desafiam a sanidade dos melhores princípios, abrigando a incoerência das perguntas sem respostas que tornam a crença a arte de crer sem pensar, onde a fé sustenta o direito de ignorar as incongruências do pensamento humano.

Um dia, bem lá na frente, haverá um só pensamento, onde ciência e religião terão feito as pazes, sendo que a primeira continuará avançando a fronteira do conhecimento, e a segunda sustentará a compreensão além dessa fronteira, onde a fé será o fruto da consolidação do pensamento livre dos martírios impostos por suas incongruências mais cruéis.


NOTA DO AUTOR:

Esta postagem, embora de cunho filosófico-religioso, não questiona os méritos da fé, mas a coerência dos atos praticados que dela derivam.


março 13, 2026

Não Mergulhe de Cabeça Nos Modismos


1° Edição, Sem revisão


Como todo jovem, a bagagem que tinha para iniciar a vida era feita das crenças domésticas, acresdidas do que havia conseguido aprender na escola, e todo o resto era uma vontade de viver traduzida na segurança que só a prepotência patrocina pela ignorância oferece.


Ser jovem é fantástico.
Você tem o máximo da energia embalada pelos sonhos que traduzem sua realidade, mas não a realidade do mundo, ou seja, quase nada da prática que aqueles seus sonhos produzirão pelas mãos da realidade da vida.

Ser experiente, no sentido de quem envelheceu com a cabeça saudável em um corpo que acompanha as necessidades e continua competitivo na produção de valores sociais, tem um sabor completamente diferente.

Quando somos jovens, mordemos a isca sem pensar, muito rápido e com força.
Acabamos pescados pelas ilusões que vão transformando os sonhos joviais no aprendizado daquele que viveu a realidade.


Quando experientes, somos como aqueles peixes que abocanharam a isca rápido demais, mas conseguiram se livrar do anzol às custas das sequelas e sofrimentos que ele deixa.
Pescador sabe que peixe experiente pode se tornar mais arredio.

Então aqui vai uma sugestão.
De tempo ao tempo aos modismos.
A publicidade precisa vender e precisa de audiência.
Você precisa da verdade.

Eu me lembro que quando surgiu o uso na sêmola na fabricação do macarrão, houve uma reação negativa, certa rejeição, quando li algumas notícias desfavoráveis sobre ela.
Fake News? Quem sabe!

Passou o tempo, e resolvi reavaliar fazendo uma pesquisa no Copilot, comparando massas de sêmola vs. farinha de trigo.
O resultado foi totalmente diferente daquele clima de quando surgiu a proposta de seu uso.

Se você olhar para o passado, desde que não seja um rebento que acabou de sair do ovo, vai provavelmente lembrar alguns modismos que se perderam na linha da realidade que amadureceu com o tempo.

Portanto, não morda a isca tão rápido! Calma! Dê tempo ao tempo.
Ao ver uma notícia, comece a distinguir aquilo que busca vender audiência daquilo que faz diferença.

O seu tempo é muito mais importante, e diante de tantas notícias, só é possível nos mantermos atualizados se formos capazes de selecionar o que realmente importa.

Esse é o truque para viver conscientemente no tempo que a vida lhe provê: saber descartar.

Deixe o tempo mostrar a realidade das coisas...
Não saia mordendo as iscas à primeira vista.
Aguarde pelas confirmações ao longo do futuro.
Deixe enquanto isso em "standby".


 

AI Bots – Are They Really Intelligent?

 

1st Edition, Unreviewed


In the previous post, I introduced the reader to what makes a difference in using an intelligent bot (ChatGPT, Copilot, Gemini, etc.). It is necessary to add value to the bot’s answers, otherwise its work will have no value at all, being a simple copy and paste.

In this post, the goal is to reduce the psychological pressure on people that new sources of information and media in general create to capture attention — of course motivated by the economic interest of the audience combined with the economic interests of the parties involved.  

Broadly speaking, I consider that AI bots have average to below‑average intelligence. 
Intelligence is the ability to understand, to create something new, to infer, and it varies according to context, both for humans and for intelligent systems (AI).  

Let’s look at practical facts.  

If you ask a question that elicits an answer about something tacit — that is, already consolidated knowledge — the bot will provide the respective answer. In these circumstances, I have not recorded a single failure.  

Now, if you ask a question or conduct research about something new, which is not yet on the Internet or which it has not yet identified from some alternative source, it fails — because it is not truly intelligent. Truly intelligent beings know how to recognize “not knowing” and are capable of standing out by elaborating on the unknown.  

The intelligence capacity of an AI bot is associated with its ability to compile available information, based on criteria of semantic, logical, and contextual correlation — the latter being reasonably limited.  

When faced with a new question for which the bot finds no answer, it falls into digression, trying to make some correlation.  

It’s more or less like a person who tries to stall the listener when they don’t really have an answer.  

The contextual capacity of intelligent bots is still thin and fragile.  

They “forget” what they said before, what we told them, and commit a series of errors that depend on contextual analysis in the sequence of dialogues.  

The example below is one among many I have recorded.  




EXPLANATORY NOTE:
The concepts I refer to in the figure above were provided to the bot earlier, from the very beginning of the dialogue, in more than one opportunity.  

The interesting part of the algorithms of these intelligent bots is that, when alerted, they are capable of performing a self-verification check, as you can see in the example above. This is already a strong point achieved by current technology.  

When executing non‑trivial tasks, those that are not a “ready‑made and established recipe”, then human supervision is necessary.  


Summarizing for the reader, intelligent bots today are powerful for:

- Finding answers on already established topics.  

- Logical analysis without deep contextualization.  


They still need to evolve in the following areas:

- Capacity for contextual analysis in long dialogues.  

- Capacity for precise contextual correlation — the lack of which makes them fall into digressions, i.e., saying many things that don’t form a strong connection with the main context or the purpose of the question, causing repetition, digression, and even loss of direction.  

- Capacity for inference. 
This last point is the most delicate, and the question remains: 
How far can their intelligence evolve through the technology of our current algorithms?

I have read in some publications that AI technology is at the limit of its resources. 
I don’t believe that. There is still much to be done.  


After this quick analysis, what does it represent for us humans, mere mortals?  

Repetitive human activities, and those that depend heavily on memory and less on creative actions, will gradually be replaced by bots or robots.  

The best way to remain irreplaceable or relevant is to continue adding value to the output of the intelligent bot: reviewing its answers, correcting, improving, guiding the bot in the right direction (because it can get lost), and performing other activities necessary to achieve the desired goal.  


Conclusion:

Intelligent bots are not that intelligent, and they need human supervision. 
The rest is pure pressure from those who seek to take advantage of human irrelevance.  

Too much pressure, too much foam on the beer’s collar.  






março 12, 2026

Bots de IA São Realmente Inteligentes?


1° Edição, Sem revisão

 

No post anterior, apresentei ao leitor o que faz diferença no uso de um bot inteligente (ChatGPT, Copilot, Gemini, etc.). É preciso agregar valor às respostas do bot, pois do contrário, o seu trabalho não terá valor algum.

Nesta postagem o objetivo é reduzir a pressão psicológica sobre as pessoas que as notícias e meios de comunicação em geral fazem para angariar atenção, claro que motivadas pelo interesse econômico da audiência somado aos interesses econômicos das partes.

A grosso modo, pode-se considerar que os bots de IA têm uma inteligência mediana para baixo.

Inteligência é a capacidade de inteligir, criar algo novo, de inferir, e ela varia de acordo com o contexto, tanto para humanos como para os sistemas inteligentes (IA).

Vamos aos fatos práticos.

Se você fizer uma pergunta que promova uma resposta sobre algo tácito, ou seja, um conhecimento já consolidado, o bot trará a resposta respectiva. Nestas circunstâncias, ainda não registrei uma única falha.

Agora, se você fizer uma pergunta ou pesquisa sobre algo novo, que ainda não está na Internet, ou que ele ainda não tenha identificado em alguma fonte alternativa, ele falha, porque ele não é realmente inteligente. Seres realmente inteligentes sabem identificar o "desconhecimento" e são capazes de  se destacar por sua elaboração sobre o desconhecido. 

A capacidade de inteligência de uma bot de IA é associada à capacidade de compilar informações disponíveis, mediante critérios de correlação semântica, lógica e contextual, sendo que esta última, é razoavelmente limitada.

Mediante um questionamento novo que o bot não encontra resposta, ele cai na digressão, tentando alguma correlação.

É mais ou menos como uma pessoa que vai tentando enrolar o ouvinte quando não tem realmente uma resposta.

A capacidade contextual dos bots inteligentes ainda é magra e frágil.
Ele "esquece" do que falou antes, do que falamos para ele, e comete uma série de erros que dependem de análise contextual na sequência dos diálogos.

O exemplo abaixo é um entre os muitos que registrei.






Tradução do texto em inglês:

Resposta anterior do bot:

**4.3 Validação de dependências**  

Validado por testes manuais da cadeia de dependências sobre:  

- ordem válida: leilão → lance → vencedor 
- ordem inválida: lance sem leilão
- ordem inválida: vencedor sem lance
- ordem inválida: vencedor sem leilão  


Minha resposta e comentário:

O próximo passo natural após isso é **4.4 Orquestração assíncrona ordenada**, onde a dependência deixa de ser apenas conceitual e passa a ser imposta pelo fluxo de processamento.  

Este passo já está validado, porque esses conceitos já estão implicitamente presentes nas estruturas oferecidas abaixo por mim usando os DDLs das tabelas.  

Por favor, vamos para a implementação do próximo passo: **4.4 Orquestração assíncrona ordenada (OAO)**.  


Resposta do bot:

Perfeito. Isso faz sentido. 
Se o 4.3 já está implicitamente garantido pelo domínio e pela estrutura dos DDLs, então podemos avançar para o primeiro modelo real de processamento:  

NOTA EXPLICATIVA:
As estruturas a que faço menção na figura acima foram oferecidas ao bot anteriormente, desde o início do diálogo. 


A parte legal dos algoritmos destes bots inteligentes, é que quando alertados, são capazer de fazer um exame de verificação, como você pode observar no exemplo acima.
Este é um ponto forte já alcançado pela tecnologia atual.

Na execução de tarefas não triviais, do tipo que não seja "uma receita feita e consagrada", é necessário supervisão humana.


Resumindo para o leitor, os bots inteligentes atualmente são poderosos para:

- Encontrar respostas de assuntos já consagrados.
- Análise lógica não contextual.

Devem evoluir ainda quanto ao seguinte:
- Capacidade de análise contextual em diálogos longos.
- Capacidade de correlação contextual precisa, algo cuja falta os faz cair em digressões, ou seja, fala muita coisa que não forma elo de conexão forte com o objetivo do contexto principal ou do objetivo da pergunta.
- Capacidade de inferência.
Este ponto é o mais delicado e fica a pergunta: 
Até onde a inteligência poderá evoluir através da tecnologia de nossos algoritmos atuais?

Li em algumas publicações que a tecnologia de IA está no limite de seus recursos.
Eu não acretido. Ainda há muito o que fazer.



Depois dessa análise rápida, o que ela representa para nós humanos, simples mortais?

As atividades humanas repetitivas, e aquelas que dependem muito de memória e menos de atitudes criativas serão gradualmente substituídas pelos bots ou robôs.

A melhor forma de manter-se não substituível é continuar agregando valor ao produto do bot inteligente, revisando suas respostas, corrigindo, melhorando, orientando o bot na direção certa porque ele pode se perder, e outras atividades que forem necessárias para se atingir o objetivo desejado.
Enquanto você puder fazer isso, você continuará relevante.

Conclusão:

Os bots inteligentes não são tão inteligentes assim, e precisam de nós.
O resto é pura pressão daqueles que buscam tirar vantagem da irrelevância humana.

Muita pressão, muita espuma no colarinho do chope.






fevereiro 28, 2026

What Is Virtual? The Shocking Reality About What We Value as Real!

 

1st Edition, Unrevised


I think you won’t like this text very much…

Today I dare to write something I’ve been saying to people for more than 30 years, whenever I could share closer experiences.

What is virtual?

Most people who reject the new resources of the third millennium boast about needing direct human physical contact, claiming that the virtual will never be as satisfying.

So I ask again: what is virtual, and what is not?

I know… You’re probably laughing right now. 
Another crazy guy on the scene! 
What a stupid and obvious question!


Virtual relationships today are understood as contact developed through cybernetic means, that is, using communication technologies that allow two people to connect via a camera and microphone.

And if you could touch the person and smell them, would it still be virtual?

It’s only a matter of time before interfaces that complement human senses—smell and touch—become popular.

The pure and shocking truth is that we all live in a virtual world, whether you like it or not!

It is the brain that captures “our reality,” and it needs transducers—sensors capable of detecting environmental changes and translating them into a form the brain can understand, thereby generating what we see, feel, and smell.

We cannot see except through the eyes. 
We cannot touch or be touched except through the sensors along the body. 
We cannot smell or taste except through the sensors of the nose and mouth. 
And so it goes with everything.

So, what is virtual contact?

What we call real and “human” is nothing more than information transducers serving all our senses. The only real difference between what we call real and not real is the number of sensory transducers, which is not yet equivalent.

It’s only a matter of translating tactile and olfactory information.

The fact is that a principle of life in us survives depending on its body, just as communication depends on hardware and its means.

And if in the future, through an implant of chips in our brains, we could eliminate the need for external equipment such as cell phones or laptops?

*Note: Implanting chips in the human brain is already a reality. Elon Musk has already obtained a license for his experiments. His company Neuralink received official approval to conduct human trials of its brain implant technology. In May 2023, the U.S. Food and Drug Administration (FDA) granted Neuralink permission to begin human clinical trials, marking a major milestone for the company’s experiments with brain–computer interfaces, according to ScienceAlert.*


In fact, everything is already intrinsically virtual, because the principle of life cannot communicate directly with matter except through the body.

An electronic device merely adds an extra layer to the body’s initial capabilities, just like glasses or a hearing aid.

The day may come when someone prefers the company of robots over flesh-and-blood friends. When robots achieve autonomy and perfect humanoid appearance, a chip in the human brain could establish flawless communication and provide absurd interactivity.

Robots could perfectly emulate behaviors that fulfill someone’s needs, while humans have ego in the middle of relationships, messing everything up.

Don’t blame me. 
The competition “human beings vs. intelligent machines” has already begun, and I’m not responsible for it.

So you’ll probably ask me if I like this… 

I don’t care anymore, because I’ve understood that what is unacceptable today may simply be tomorrow arriving ahead of its time.

As new generations grow closer to daily interaction with machines—for example, the cell phone—they grow more distant from other humans. Even though they think they are super-connected in the humanoid world, they are merely paving the way for a completely alternative future.

In truth, they are only exercising the virtuality of this coexistence. Isn’t that so?

And if your reaction led you to the right question, perhaps you would ask me: 
And how does a spiritualist understand all this?

I would say…

The body is only the equipment the spirit uses in dense matter.

The attributes of the spirit far surpass material contingencies; therefore, everything else related to worlds under the conditions of dense matter becomes scrap in the dimension of energy.

The soul is pure energy directed by the principle that gives it life.

Everything else is a means of transition fulfilling the law of evolution.



O Que é Virtual? A Chocante Realidade Sobre Aquilo Que Valorizamos Como Real!


1° Edição, Sem revisão



Eu acho que você não vai gostar muito deste texto...

Hoje vou ousar escrever algo que há mais de 30 anos venho dizendo às pessoas com quem pude compartilhar vivências mais próximas.


O que é virtual?

A maioria das pessoas que rejeitam os novos recursos do terceiro milênio, gabam-se ao dizer que precisam do contato físico humano direto, e que o virtual nunca será tão satisfatório.

Então eu volto a perguntar, o que é virtual e o que não é?

Eu sei... Você provavelmente está rindo neste momento.
Mais um doido na parada!
Que pergunta estúpida e óbvia!


O relacionamento virtual hoje é entendido como um contato que se desenvolve por meios cibernéticos, ou seja, usando os recursos de comunicação da tecnologia que permite colocar duas pessoas em contato via um artefato de câmera e microfone.

E se você puder tocar a pessoa e cheirar, continuaria sendo virtual?

É uma questão de tempo a popularização das interfaces que complementam os sentidos humanos: olfato e tato.

A verdade, purinha e chocante, é que todos nós vivemos num mundo virtual, queira você ou não!


Quem capta a "nossa realidade" é o cérebro, e ele precisa de transdutores, ou seja, sensores capazes de capturar modificações ambientais e traduzí-las para uma forma que permite o nosso cérebro entendê-las , e por conseguinte, gerar aquilo que vemos, sentimos e cheiramos.

Não podemos ver, exceto pelos olhos.
Não podemos tocar ou sermos tocados, exceto pelos sensores ao longo do corpo.
Não podemos cheirar ou sentir o gosto das coisas, exceto pelos sensores do nariz e da boca.
E assim vai com tudo.

Então, o que é um contato virtual?

Aquilo que chamamos de real e "humano" nada mais é que também transdutores de informação, atendendo a todos os nossos sentidos.
A única real diferença entre aquilo que chamamos de real e não real é a quantidade desses transdutores sensoriais que ainda não é equivalente.

Falta pouco, apenas traduzir informações táteis e olfativas.

O fato é que um princípio de vida em nós sobrevive dependendo de seu corpo, assim como uma comunicação depende de hardware e de seus meios de comunicação.

E se no futuro, mediante um implante em nossos cérebros de alguns chips, pudermos eliminar a necessidade de um equipamento externo, tal como celular ou notebook?

Nota: implante de chips no cérebro humano já é realidade.
Elon Musk já obteve licença para seus experimentos.
A empresa Neuralink de Elon Musk recebeu aprovação oficial para conduzir testes em humanos de sua tecnologia de implante cerebral. Em maio de 2023, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) concedeu à Neuralink permissão para iniciar ensaios clínicos em humanos, marcando um marco importante para os experimentos da empresa com  interfaces cérebro-computador, segundo o ScienceAlert


Na verdade, tudo já é intrinsicamente virtual porque o princípio de vida não consegue se comunicar diretamente com a matéria, exceto pelo corpo.

Um equipamento eletrônico apenas adiciona uma camada extra às capacidades iniciais do corpo físico, assim como um óculos, ou um aparato de audição, etc.

Pode chegar o dia em que uma pessoa prefira a companhia de robôs em vez de amigos de carne e osso.
Quando os robôs tiverem autonomia e aparência humanoide à perfeição, um chip no cérebro humano pode estabelecer uma comunicação perfeita e proporcionar uma interatividade absurda.

Os robôs podem emular à perfeição o comportamento que completa as necessidades de alguém, ao passo que o ser humano tem o ego no meio da relação, atrapalhando tudo.

Não brigue comigo.
A concorrência "ser humano" vs "máquinas inteligentes" já começou e eu não sou culpado por isso.

Então você, mais que provavelmente, vai me perguntar se eu gosto disso...
Eu não me importo mais, porque entendi que o inaceitável hoje pode ser apenas o amanhã fora de seu tempo.

À medida que as gerações novas vão se aproximando cada vez mais do convívio diário com uma máquina, por exemplo, o celular, mais distantes estarão de outros humanos, apesar de pensarem que estão superconectados no mundo humanoide, apenas pavimentam o caminho para um futuro completamente alternativo.

Na verdade, apenas exercitam a virtualidade desse convívio.
Não é verdade?

E se a sua reação levou você à pergunta certa, talvez você me questionaria assim:
E como um espiritualista entende tudo isso?

Eu diria...

O corpo é apenas o equipamento que o espírito usa na matéria densa.

Os atributos do espírito superam em muito as contingências materiais, portanto, tudo o mais relativo aos mundos sob as condições da matéria densa vira sucata na dimensão da energia.

A alma é energia pura direcionada pelo princípio que lhe dá vida.

Tudo o mais é meio de transição que cumpre a lei da evolução.









Crime and the Notion of Crime-State

    1st  Edition,  No revision Parasite-tree (more details at the end of the text) In the previous post, “ Perception of the Future – A Risk...