agosto 21, 2025

Negociação, defina?!

 

1° Edição, Sem revisão


Negociação é aquilo que adota o padrão da subjugação da parte mais fraca, ou o troca-troca com vantagens para todos?

Na subjugação, um lado busca o lado fraco da contraparte para submetê-la.
No “ganha-ganha” as partes buscam cooperação autêntica que reforça os laços de aliança.

Com base nas duas alternativas, como você vê:

Trump?
Israel?
China?
Rússia?
EU?
Brasil?


O mundo só anda para "frente", sem dar dois passos para trás, no “troca-troca”, o resto é guerra, submissão e autocracia.

Discorda? Então deixa a sua opinião no site.
Respeitamos opiniões.

A experiência de John Doe e o Business da segregação.
(ou João Ninguém em português)


Enquanto eu cursava o ensino médio (segundo grau), vivi muitas experiências valiosas, mas uma delas me chamou a atenção em especial.

John Doe se apaixonou por 
Jane Doe (Joana Ninguém).

Jane Doe era judia, bonita e boa aluna, como muitas delas em meu colégio.
John Doe era “sangue bom”, mas com raízes afro, embora leves.
Era um ótimo aluno, entre os melhores.
Inteligente, sempre consciente das responsabilidades.
A nice guy”.

John Doe, porém, foi proibido de namorar Jane Doe em decorrência de uma proibição explícita da família.

Eu vi “John Doe” mergulhar na depressão.

Eu, em contrapartida, nasci com uma aparência judia, para minha sorte ou azar.
No oriente médio seria um azar (Irã, Iraque, etc. — jamais viajarei para esses países).
Até mesmo meu pai, de ascendência espanhola, brincava com isso!!!
Como meu pai sempre comentava, só me faltava o quipá — também conhecido como yarmulke (em iídiche) ou koppel.
O que me salvava era que minhas mãos eram cópias das mãos de meu pai. Ufa!

Cansei de receber propostas de meninas judias achando que eu fosse um judeu.
Todas elas lindas para o meu suplício!!!
Eu sabia que jamais poderia levar alguma relação a sério, mas John Doe não sabia disso!!!

Foi assim, que eu aprendi o que é segregação racial.

Judeus justificam isso como forma de garantir a pureza da raça.
Eu fico mesmo com Einstein, que apesar de judeu respondeu “HUMANA” (em letras maiúsculas), quando precisou preencher o formulário ao ser trazido para os EUA, fugindo da Alemanha nazista, quando os EUA se apressaram em coletar as melhores inteligências alemãs que puderam.

Eu sabia que não era recomendável o namoro com garotas judias, e sempre me preservei.
Precaução e água benta não faz mal a ninguém! (como dizia meu pai...)

Tive certeza disso com o sofrimento de “John Doe”!

Então eu pergunto ao leitor!
Quem segrega, recebe segregação?


Infelizmente esta resposta não depende de nós, porque acima dela está a lei de causa e efeito, também conhecida como lei de “ação e reação”. Ou seja, tudo o que se faz, recebe-se de volta pelas suas consequências.

Certamente esse comportamento segregacional tem um efeito "business" importante, porque se causasse prejuízo, certamente já teria sido abandonado em nome do "amor entre as raças".


O Busines de Netanyahu

A política de Netanyahu, sob a desculpa de evitar o renascimento do Hamas, levando a população de Gaza à redução populacional lenta através da fome, e apartadas em zonas de contenção, faz lembrar a política de Hitler com os judeus.

Ironia!!!!
Né???!!!!

Em Israel, existe reação de rejeição à política de Netanyahu.
Uma parte da população rejeita este triste episódio da civilização judia.
Esta reação, muito provavelmente, faz parte dos bons judeus que encontrei ao longo da vida.

Pode acontecer que Netanyahu vá se tornar o "bode expiatório" daqueles que desejam se beneficiar das terras tomadas aos palestinos.

Como Netanyahu já acumula crimes em que se protela a execução de seu julgamento graças ao cargo que ocupa e o contexto atual, basta apenas o momento em que ele se torne desnecessário para que tenha um destino “lucrativo”.

É necessário reconhecer o aspecto pragmático do “business 
judaico”.

O “mole” que o Hamas deu a Israel, onde o extremo do ódio não vê que serve aos propósitos do inimigo que só aguarda um subterfúgio, ofereceu a Israel a oportunidade de negociação pela subjugação irretratável e cruel, tão cruel quanto às reações do Hamas.
E fica a pergunta!
Quem é a vítima, quem é o algoz?!!!

Negociação, defina?


E como Trump negocia?


Seria na base do troca-troca com vantagens para as partes ou tirando vantagens das fraquezas?

Enquanto isso, naquele seu jeito que “parece ingênuo através de seus comentários estranhos”, Trump ganha tempo, tira proveito e faz seu jogo, onde a única regra é a regra do “business”.

É necessário aprender a "ler Trump".

Ucrânia, EU, África, etc. são "businesses".

Se Zelensky e EU forem espertos, além de agradecerem mil vezes ao ego de Trump, também precisarão transformar esta guerra e a necessidade de contenção da expansão russa em “business”, o único idioma aceito internacionalmente em tempos de “Trump”.

O resto é blá, blá, blá, blá...
 

 

 

 

 

 

 

 

agosto 17, 2025

O Lado Ruim do Lado Bom


1° Edição,  revisão

 

Tudo tem ao menos duas perspectivas, onde a outra é pelo menos o seu oposto.


Afirmei em post anterior que os EUA precisavam reagir a uma política interna desastrosa que os conduziu à inadimplência, por mais de uma ocasião, quando o “estado” quase tornou-se inadimplente, precisando alongar os limites de endividamento.

O partido democrático falhou, embora seja eu um “democrata” se lá residisse.

E falhou muito.
Não foi pouca coisa! Deu mole! Severamente!
Ainda assim, se tivesse que optar, continuaria democrata desde que os democratas criassem juízo!

Talvez o leitor se pergunte:
“Por que o autor dá tanta importância à política estadunidense?”

A resposta é simples:
Precisamos deles tanto quanto o lado da submissão autocrática massiva persiste como ameaça.

Por pior que sejam os erros estadunidenses, sejam pelas decisões populares através do voto, ou pelos infortúnios dos reveses políticos, ainda assim, sem eles, ficamos em desequilíbrio perverso.

China pode ser um bom parceiro econômico diante das circunstâncias momentâneas, diante de um governo presunçoso e míope ao ostentar ações conflitantes ensaiando um voo de liberdade que ainda não gozamos, afrontando com ações que vão se somando à impaciência e ao revanchismo, tal como o BRICS, e etc., tudo feito inabilmente de forma ostensiva.

O Brasil foi um verdadeiro “pato” nesta história, porque quando se trata de defender interesses próprios, todos os países foram costurando acordos com os EUA quanto às tarifas, enquanto insuflam o nosso país a “peitar” um aliado histórico, que embora traga penalidades, ainda assim é mais próximo à nossa ideologia.

Uma nação é livre por sua pujança econômica, tecnológica e militar!
Algo que não temos, ainda.

Infelizmente a China representa tudo o que não somos em nossa essência de alma.
Não os queremos por inimigos, assim como os estadunidenses, porém China é comunismo, autocracia, e Brasil luta desesperadamente por manter sua democracia.

Grande ironia, não é?!!!


Logo, temos interesses conflitantes com a China, apesar de termos grandes interesses no relacionamento econômico, principalmente quando pela inabilidade do voto americano, ficamos à deriva de uma nação que, bem ou mal, sempre foi nossa parceira pelo mesmo senso de liberdade democrática, embora tenha lutado muitas vezes para nos manter como seu quintal econômico e político.

Eu sei que o leitor possa imaginar que esteja “voando”.
E se for o caso, estuda melhor nosso passado político e econômico com os EUA.

Os EUA são representados por um símbolo perfeito: uma águia.
Águias são predadoras.

O Império Romano no seu grande apogeu tinha o mesmo símbolo.
Coincidência?
Não mesmo! Mesmo que aleguem que a águia usada seja nativa da região que tomaram dos índios através de seu massacre, assim como o fizemos no Brasil, embora sem tanto "massacre".

Tudo na história do Brasil parece mais ameno.

“Americanos”, como dizemos no Brasil no jargão popular, têm uma origem árdua e constituem um povo cuja fé reside na arma que possui para se defender.
Tudo é na bala.
Estamos nós caminhando para o mesmo destino?!

O Brasil é frágil porque vagueia entre uma índole que não foi formada sob a dureza da estadunidense e, portanto, somos relativamente menos conscientes das necessidades formadas pelas circunstâncias que formaram um povo que precisou lutar por seu espaço, arduamente.

Eu estudei em colégio “americano”.
Minha "segunda" cultura é "americana".
Tive grandes amigos.
Eles, enquanto povo, são como nós.
Minha cultura adicional à nativa é estadunidense, mas não me torna cego apesar de todo o processo de “americanização” que sofri, como também boa parte de todos nós.

O problema é que países como a China, Rússia, Coreia do Norte e toda sorte de regimes despóticos são contrários às nossas tendências, e quando um país, que apesar das dores que nos causou no passado e no presente, torna-se antagônico, coloca o Brasil exatamente naquela posição que previ anteriormente:
“Ficaremos sozinhos, à deriva, se não tomarmos cuidado”.

Não imagino um Brasil sem China e nem Rússia, mas também não imagino o estilo de vida deles como nosso futuro, como o caminho que desejamos.
Esse caminho é mais para um Brasil tomado pela criminalidade, tal como a Venezuela, onde Maduro é acusado pelos EUA como o maior narcotráfico da nação venezuelana.
Faz sentido, porque a melhor forma de assumir o poder do narcotráfico é tornando-se governo.

Dessa forma, podemos imaginar que a Venezuela é o "sonho de consumo" do PCC.
Um governo narcotraficante?
Qual a facção que poderá lutar contra???
Controle total!!!

O PCC com imenso crescimento internacional, certamente trabalha neste propósito em seu país de origem.

Tudo é “business”, e a nossa ideologia se afasta do partido republicano como o óleo da água, tornando a condução do governo atual totalmente inepta para superar esse momento, justamente porque se deslumbrou com a projeção internacional no seu arroubo de "independência nacional".

Independência é feita com "grana" e autonomia tecnológica.
O resto é sonho!


agosto 16, 2025

Democracia Omissa

 

1° Edição, Sem revisão


Os modelos de democracias e as suas falhas são um assunto que venho comentando.

Resumindo, podemos dizer que as democracias omissas podem se tornar instrumentos disfarçados ou amenizados de autocracias, ou seja, alternativa de ditaduras sob a pele da liberdade relativa.

Veja Putin!
Ele se diz eleito pelo voto, assim como Maduro na Venezuela.
Quem acredita? :-|

Liberdade total é um conceito apenas abstrato, já que somos restritos pela nossa própria natureza.
Não podemos voar, precisamos respirar, dependemos de alimentos que dependem de solo, água e luz, tudo mantido por uma intrincada cadeia que sustenta a vida.
Assim também é a liberdade de pensamento/ação, porque ela está atrelada às restrições de nossa natureza humana perfazendo o caminho da evolução espiritual, ainda primitiva.

Lutamos para entender o exercício da liberdade, e de como organizá-la através de modelos que busquem acomodar interesses díspares.

Um exemplo excelente é o que está acontecendo na Sérvia.

Segundo o noticiário, o povo sérvio dividiu-se naqueles que apoiam a situação e aqueles a antagonizam, diante dos protestos contra corrupção, e etc. Enfim, desgoverno.

E na falta de uma resposta concreta na direção de conciliar valores, apelam para a violência para serem ouvidos. A mesma estratégia adotada pelo terrorismo, como descrita no post “A Gangorra da Vida”.

Observa-se que uma reivindicação justificável transforma a sua origem autêntica em algo que caminha pelos mesmos princípios da criminalidade, onde a violência parece justificar-se pelo embate das forças.

Este aparente caos da ordem nas democracias é o efeito da “Democracia Omissa”.

Os modelos democráticos atuais são falhos em muitos pontos, intencionalmente ou não.

Um deles é este: o “Sistema” escuta o povo na hora da eleição, mas assim que terminada, faz ouvidos surdos ao clamor popular.

A democracia tem ouvidos durante uma breve janela de tempo do período eleitoreiro, depois torna-se surda pela autoridade eleita pelo próprio povo, e este se torna refém de uma forma autocrática disfarçada. Muitas vezes, transforma-se em armadilha (Rússia, Venezuela, etc.).

Uma verdadeira democracia deveria oferecer meios céleres e efetivos que mantivessem a vontade popular sob demanda constante, principalmente em assuntos que obtivessem grande relevância para a opinião pública. Não vale só na hora do voto, não!


Uma alternativa, entre outras, seria dispor de instrumentos de votação nestas ocasiões que fossem suficientes para afastar líderes que se distanciaram do povo
 durante o seu julgamento, e tais direitos precisariam ser garantidos por meios não políticos, porque dando total poder ao político é o mesmo que transformar o voto em um anzol onde a isca é a promessa, e o povo faminto, à busca de comida, não tem outra opção que beliscar ora em uma isca, ora em outra, tentando adivinhar qual delas lhe dá mais esperanças na obtenção do alimento, sem que as suas entranhas sejam fisgadas pelo anzol da mentira, o golpe da autocracia.

Promessas de campanha eleitoral deveriam se tornar contrato com fé pública, cuja cláusula de garantia teria como caução o próprio mandato.

Escândalos de corrupção deveriam provocar o afastamento imediato do cargo até que o julgamento se concluísse, contudo, o que adiantaria julgar se a corte que julga também tem viés político?

Assim como uma mesma corte pode julgar o réu culpado, e depois anular todo o processo de culpabilidade, resta a questão que a “Democracia” repousa sob uma frágil “ciência de direito” onde o resultado vaga nas mãos do momento de seus executores.

Fosse o “Direito” um sistema respeitável, um julgamento não poderia ser anulado em sua totalidade, porque é improvável, comprometedor, e inadmissível, aceitar que seus métodos falhassem em sua totalidade.
100% de fumaça???


Como fica a credibilidade de seus princípios, tais como a prova testemunhal, documental, pericial, material, indireta/indícios, ilícita, e tanto outros instrumentos que justificam a sua existência como algo digno de se confiar a vida e o destino de nossas vidas?

As consequências não tardam, tanto internamente, quanto externamente no âmbito internacional.
O desgaste de uma corte condena a sua própria credibilidade, que se torna alvo da crítica e contramedidas de outros governos aproveitando-se das oportunidades nas buscas de seus interesses, principalmente em julgamentos de casos onde se busca corrigir erros com princípios semelhantes por fórmulas diferentes e até conflitantes, trazendo soluções que deveriam caminhar pelo mesmo princípio de direito que rege a idoneidade tanto de seus réus quanto da própria corte.

Democracias pelos modelos atuais são autocracias fragmentadas disfarçadas nas mãos de poucos, já que a opção na hora de voto nasce destes poucos e cuja oferta, muitas vezes, não oferece outra alternativa exceto trocar seis por meia-dúzia, e depois suportar um sistema de justiça cujos princípios podem falhar completamente, principalmente quando a corte é eleita por indicação política. Um total absurdo!!!!


Diante de tanto desatino das lideranças, os liderados explodem ao atingir o limite de suas paciências ao suportar o peso desses erros em suas vidas, lançando mão do ilícito para corrigir outro.

E o ciclo vicioso se perpetua, ora entre nações, ora entre os governos e seus povos, tentando corrigir um erro com outro, indefinidamente.

Ainda assim, alguma “democracia” existe nestas democracias fragmentadas, enquanto aquilo que se publica goza de tolerância uma vez que não tenha muita repercussão.

Em países totalmente autocratas, um texto assim, com ou sem repercussão, traria a condenação tanto para quem escreve quanto para aquele que lê.

Os fins não justificam os meios, quando estes se tornam tão condenáveis quanto aqueles que se buscam corrigir.


agosto 13, 2025

A Gangorra da Vida


1° Edição, Sem revisão


Este post estende o assunto iniciado no post Escolhas.

“Regimes e processos apenas movem a roda da vida na sucessão de experiências cíclicas, que conduzem o ser no aprendizado da sustentação do equilíbrio dessa gangorra de decisões, à medida que reduz a distância entre os pés onde pousam cada lado da dúvida, ...”

Se o leitor tiver uma opinião formada sob a intensidade da emoção partidária, vai se decepcionar com o texto, porque leitores assim buscam textos que os apoiem naquilo que desejam apoio. Não buscam por uma reflexão ponderada e equidistante.

Uma vez que os grupos são formados porque “a união faz a força”, o efeito colateral adverso da grupalização é que seus participantes reforçam o que desejam reforçar, portanto, encontrarão mais dificuldade para analisar outras perspectivas que não sejam aquelas que desejam ver. A chance de se desenvolver comportamentos obsessivos aumenta, porque a troca de energias na mesma direção age como o alimento do fanatismo.

“O pior cego é aquele que não quer ver”.

A questão é que a sociedade humana é justamente a composta pela noção de agrupamento, onde a menor célula costuma ser a família, como em tantos outros casos similares encontrados na natureza.

Resumindo o pensamento do post anterior "Escolhas", percebe-se que até mesmo o que parece necessário, natural e bom, pode trazer seu lado negativo.

O agrupamento social, por ser tão natural, é menos visualizado pelo seu possível lado negativo.

A vida é uma “gangorra de decisões”, frequentemente dificílimas.

Sob esta perspectiva vamos analisar alguns momentos políticos que vivemos.


“Israel vs. Hamas”

Segundo o noticiário, o próprio Netanyahu, em exercício anterior, chegou a repassar recursos ao Hamas com a intenção de contribuir com os propósitos civis da Faixa de Gaza, já que a sua economia dependia de ajuda externa. Netanyahu certamente fez isso vislumbrando alguma vantagem adicional porque líderes políticos são pragmáticos.

O Hamas, por outro lado, alegava que lutava contra a ocupação israelense dos territórios palestinos, e a influência maléfica de Israel que contribuía para o isolacionismo da causa Palestina e seu enfraquecimento, prejudicando sua independência econômica.

Durante muito tempo, assistimos à troca de agressões, incluindo troca de mísseis entre ambos.
Israel, com mais recursos, construiu o “Domo de Ferro” com o propósito de se proteger.

A busca de justiça nunca chegaria a consenso buscando contabilizar o resultado de quem errou mais nessa “luta de interesses” para se definir quem seria a vítima e o réu.

A “gangorra da vida” vai sempre oscilar entre os lados, a favor do mais 
economicamente pesado.


É como a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, ou as disputas territoriais da China (invasão do Tibet, Twaian, Filipinas, etc.) e 
massacres de culturas minoritárias (Xinjiang/Uyghur, etc.).

O Brasil também teve suas disputas territoriais no passado, e ainda hoje busca através da diplomacia o reconhecimento da Elevação do Rio Grande (ERG), que apesar do nome é uma área submersa do tamanho da Espanha e rica em minerais importantes.

Assim como Putin também alega razões histórias que justificam a invasão da Ucrânia, a China faz o mesmo com Twaian, e o fez com o Tibet.

O Hamas luta pelo mesmo princípio de direito: uma nação palestina.

A Inglaterra é um exemplo excelente para o tema!

A Índia, pelas mãos de Gandhi, constitui um dos maiores exemplos de luta pelo direito de um povo conquistar sua liberdade civil, constituindo-se como uma nação aglutinada por seus valores culturais, sociais e genéticos.

O modelo econômico inglês ainda contempla conquistas territoriais passadas ainda em vigor.

O “Commonwealth” é composto por 56 países sob a chefia do rei da Inglaterra.
Alguns de seus participantes clamam pela independência pelos mesmos direitos de outros países no passado. Segundo algumas notícias, a Inglaterra justifica-se para continuar impondo seu modelo econômico que os reivindicantes não teriam como se sustentar pela própria economia.

Mas isso não seria um problema deles, dos reivindicantes?
E se eles não podem se sustentar, porque o interesse em mantê-los, já que se pode pressupor que dariam prejuízo ao invés de lucro?
“Caridade” inglesa?

Irlanda e Escócia não tentaram o mesmo?

Não foi a independência do Brasil também um exemplo disso?

A África não vive sob a mesma ditadura dessa luta mediante genocídios étnicos em massa, a exemplo de Ruanda, Sudão, Camarões, etc.?


A revolta e a exacerbação levam à formação de grupos radicais.
Sob a visão desses grupos, 
resta-lhes a guerrilha quando mediante os meios diplomáticos terminam impotentes pelas mãos do poder econômico.

Não foi a trajetória de Bin Laden, amparada pela justificativa ideológica que se sentia ameaçada pelos valores ocidentais?


Disso tudo, ao menos podermos tirar uma conclusão estatística.
O terrorismo, como o ato último do desespero extremista, demostra que causa danos ao inimigo ao custo do próprio suicídio, sem ganho real de longo prazo.


O que o leitor pode concluir?

Toda essa destruição se arvora nessa “gangorra de opiniões sob as ambições exacerbadas” sempre em busca da mesma coisa — hegemonia versus liberdade — aonde nenhuma parte cede e só resta o conflito como tentativa de solução.

Essa gangorra só encontrará equilíbrio quando for acrescido ao peso do poder econômico, também o peso de ideais como aqueles que Gandhi defendeu, e outros grandes expoentes da alma humana que não eram tomados pela ambição cega, assassina.


Tudo tão fútil!
Olhe o mapa de hoje e compare com aquele do tempo do 
Império Romano no seu apogeu!





Valeu tanto sacrifício, tanto sangue, tanto sofrimento indescritível?
Toda a história humana é baseada nisso, dos Vikings às Cruzadas, Império Otomano, a luta da Alemanha nas duas guerras, etc. etc. etc.

Tudo passa, e só restam os escombros dos desatinos.

Enquanto isso a sociedade agoniza em um planeta com o mesmo destino.

Homo sapiens?
Really?

Ambição e poder descontrolados são a prova da nossa burrice emocional uma vez que são genocidas e suicidas.

Enquanto isso o povo vai votando em líderes impróprios, porque o modelo dos regimes democráticos elenca homens assim como as únicas alternativas de voto para uma população despreparada, ou deixa sem opção para aquela que não é.

Quanto aos regimes autocráticos, a ambição é eleita por si mesma!

 


agosto 07, 2025

O que vemos como um final, poder ser na maioria das vezes apenas uma transformação


 1° Edição, sem revisão


Muitas vezes o que vemos como um término é, na verdade, uma transformação.

A ‘media’ tem noticiado demais sobre o término de carreiras devido aos novos recursos de IA.

Muita gente ficando desmotivada, entristecida e desesperada.

Então eu lembro...

Quando surgiu o CD, imaginamos o fim dos “long plays”, aqueles discos de vinil negro.
Nem um e nem outro acabaram, formando nichos cujos fãs permanecem fiéis dada às qualidades próprias de cada um.

Quando surgiram as locadoras de vídeo com os seus CDs para alugar, imaginamos que o cinema iria acabar, mas não acabou.

As locadoras de vídeo migraram para Internet e se transformaram em serviços de stream de vídeo, tal como a Netflix e etc.

Um dos melhores valores que a IA agrega à vida das profissões ditas em “extinção” é que ela veio para liberar o homem do trabalho enfadonho do serviço repetitivo, ou de ter que manter em memória uma série de conhecimentos cujo uso repetitivo mais espaçado podia fugir à lembrança.

As profissões irão se transformar através da expansão de suas atividade mediante a evolução constante de seus recursos, a exemplo do “mainframe” que se reinventou na “cloud”.

Na área de TI, os desenvolvedores web fazem parte do processo de coleta de dados.
Datawarehous, Bigdata, e etc. são extensões desse objetivo.
O que vemos é que, se antigamente o site web representava tudo o que tínhamos, com a evolução passou de ponto central para subsídio, onde as agregações só enriqueceram o processo da vida por meio de tecnologias que vieram ampliar os recursos.

Este processo é natural em todos os segmentos.

Compete ao profissional entender que ele pode encontrar o nicho de transformação onde se vê o ocaso, reinventando-se para acompanhar o fluxo do crescimento humano em direção a uma tecnologia cada vez mais ampla e livre de trabalhos braçais enfadonhos, sejam aqueles recorrentes, ou outros que demandam inferência lógica, ditos inteligentes.

Levanta o ânimo.
Reinvente-se.
Agregue novos valores às suas habilidades.
As chances de transformação são maiores que aquelas da extinção.

julho 29, 2025

Dando Sentido ao Blog

 

1° Edição, 2° revisão

Na sequência da publicação do post "Compromisso Com o Leitor - Este Blog e a Sua Política de Edição", não comentei sobre a escolha de como fazê-lo.

Ao longo do tempo, recebi alguns convites de "promotores" de blogs ofereceram-me a possibilidade de ampliar a divulgação do site.
Tenho declinado.

O site não tem um único anúncio, nunca os tive, e não os quero.
O objetivo não é econômico, mas social, através do desejo de compartilhar o que fui construindo pelo próprio esforço ao longo da vida no sentido de contribuir com aqueles que também buscam sentido de vida, ou seja, o sentido do sentido de viver.

Isso é o que me motiva a escrever, retribuindo aquilo que recebi daqueles que também, tanto no passado quanto no presente, escreveram e escrevem 
com a mesma intenção.

É fundamental ressaltar que o esforço pessoal precisa vir sempre acompanhado do exercício da análise própria, filtrando as informações conforme a nossa natureza, nesse processo chamado vida, que se renova pelas consequências da aplicação prática através do exercício constante das nossas decisões.


"Examinai tudo. Retende o que é bom."
1 Tessalonicenses 5:21


A intenção não é captar seguidores, mas leitores que pensam, o que faz uma diferença enorme!

Seguidores são mentes com lacunas vazias, buscando preenchê-las através do deslumbramento, tentando emprestar alguma qualidade 
que desejam ardentemente de outra pessoa, qualidade esta que os seguidores imaginam que seus ídolos possuam. 
O fato é que não raramente caem na desilusão da frustração, e se contentam com a revolta da decepção para ofuscar a própria responsabilidade pela escolha feita.

Copiar, seguir, dá ao seguidor a sensação de se tornar parte daquilo que ele próprio não pode alcançar.

Quando crianças, naturalmente copiamos nossos “heróis”.
Quando adultos, se a fase infantil ainda habita o ser com as suas fantasias, seguimos na construção desse "EU" sem a edificação pelo próprio esforço, algo que exige trabalho de pesquisa e ponderação.

Seguidores tornam-se as mariposas ofuscadas pela iluminação noturna, que n
o amanhecer de suas maturidades acabam com os seus corpos inertes sobre o solo da desilusão e do sofrimento.

Leitores são diferentes.
Eu me julgo um leitor.

Leio tudo, analiso, comparo com aquilo que eu já construí dentro de mim, e jogo fora o que definitivamente já tenho prova da inutilidade ou da impropriedade, deixando na reserva (“stand-by”) aquilo que merece revisão posterior, ou que ainda eu não alcance, pondo em prática aquilo que preciso testar na vida, no dia-a-dia turbulento pelas oscilações de humor e ânimo.

Sou eu quem vai pagar pelos meus erros, então é bom escolher muito bem o meio como eu vou testando na vida aquilo que imagino ser o melhor caminho para a evolução.

E por que evoluir?
Qual o sentido prático disso?

O sofrimento é fruto da ignorância.
Livres da ignorância, ficamos livres do sofrimento, pois a ignorância nos direciona no sentido errado, onde a falta da razão é suplantada pela emoção instintiva.
À medida que o ser cresce em compreensão, vai avançando do estado instintivo para o sentimento moderado pela razão, modelando a alma no caminho da harmonia com as Leis Universais.


Ainda somos guiados pelas paixões instintivas, que nem mesmo conseguimos explicar a sua origem, submetendo-nos a elas em regime de autoescravidão. 


"E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará"
João 8:32


Talvez o leitor imagine que eu tenha uma veia evangélica por citar passagens da bíblia.
Ledo engano. Minha origem é kardecista.

Estas citações visam mostrar ao leitor como eu vou encaixando as minhas buscas ao sentido de frases, que sem a ponderação amadurecida, parecem sem sentido.
A primeira vez que ouvi esta "passagem" na bíblia, lida pelo meu pai quando eu era 
ainda criança, fez surgir imediatamente o seguinte pensamento:
"Libertarmo-nos do quê? Eu não sou escravo!"
Embora este impacto tenha tido breve existência, ainda assim foi o pensamento inicial pego de surpresa pelo despreparo. Eu nem trazia, ainda, a percepção que a minha natureza, regida pelo instinto puro que alimenta nossos desejos descontrolados, era justamente a escravidão que eu desconhecia.


Ao longo do tempo eu procurei a paz interior como quem morre de sede no deserto à procura de água.
Hoje, eu posso dizer que já não morro de sede, embora ainda precise esforçar-me constantemente para encontrar a água que me mantém não só vivo em espírito e ânimo, mas também subsidia a consciência pelas decisões que tranquilizam e aplacam o sofrimento, porque viver em guerra com a própria consciência é sinônimo de "inferno".

E essa felicidade íntima que vai brotando, tranquila, sem os estertores das explosões sentimentais, me estimula a compartilhar
, ao menos uma pequenina parcela, retribuindo o que recebi de outros que também expuseram seus pensamentos.

A minha escolha ao compartilhar foi apresentar a vida, mas não da forma beata pela crença da fé pela fé, mas através da fé construída pela lógica que procura conciliar a prática com a teoria da “gramática” religiosa.

Sim, usei o termo gramática, porque religião é como a gramática de um idioma, porém ditando as regras da alma.

Todos sabem que a gramática existe para regular a comunicação, mas no dia-a-dia prevalece a pragmática sobre a gramática.

Eu passei a vida com alguns dilemas.
Apesar da admiração enorme que tenho por Gandhi, a questão de como lidar com Hitler pelas suas estratégias, persiste para mim como uma incógnita até hoje, aguardando o tempo em que a minha maturidade espiritual possa decifrar esse enigma.

E qual a importância disso?

“Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra.” 

Jesus no Sermão da Montanha, Evangelho de Mateus 5:39:


Mahatma Gandhi e Martin Luther King Jradotaram a não-violência como princípio de luta por justiça.

São raros os líderes que buscaram colocar como solução prática algum ensinamento de Jesus, não apenas através de suas citações, mas vivendo-as, alcançando sucesso ou projeção histórica.


É fácil aceitar a anulação pessoal quando ninguém mais depende de você.
Anular-se como pai ou mãe, parece um erro de egoísmo atrelado a uma solução de anulação pessoal resolvendo pelos filhos que ainda não têm a opção de optar.
O mesmo acontece quando das suas decisões dependem muitas almas.
Até onde podemos fazer isso com a consciência tranquila?
É uma resposta, cujos riscos, cabe a cada um.

Muitos outros dilemas foram se resolvendo ao longo do tempo, consolidando a difícil experiência do autoaperfeiçoamento em um contexto social totalmente adverso.

Este objetivo é o que dá sentido à criação do blog.
Caminhar pela lógica, abraçando a razão para conciliar-se à emoção, harmonizando ambas, porque de ambas dependemos para que o sentido da vida seja pleno e feliz.


Rejeito a beatificação, mas abraço a exemplificação daqueles que superaram a natureza comum da nossa humanidade, a maneira como vejo "os santos".

Rejeito “influencers profissionais”, onde o aspecto financeiro prevalece.
Isto os coloca em pé de igualdade conceitual ao tráfico de drogas, onde realmente não importa o destino de seus clientes enquanto eles ainda puderem obter lucro com o prestígio de seus seguidores.

Rejeito o capitalismo extremo, cego pela ambição que deteriora a sociedade e seu planeta, assim como as teorias opositoras que, na prática, resultaram no exercício do despotismo tão visceral quanto a escravidão não declarada, mas implícita, de suas teorias socialistas desvirtuadas pelo mesmo desejo de controle do próximo sob o apanágio da ambição, tal como no capitalismo radical.

Não é pela vertente de uma teoria que atingiremos o equilíbrio e a justiça, não importa qual, mas pelo seu exercício sem os excessos de nossas deficiências morais.

Rejeito o comodismo de comprar "comida espiritual pronta", tipo fast food nas lojas das religiões, e mergulho na cozinha preparando o meu próprio alimento, aquela comidinha caseira que sustenta o espírito com a transparência da sua qualidade genuína pela construção da própria habilidade em prepará-la.




julho 18, 2025

Escolhas

 

1° Edição, 2° revisão


 A vida é feita de escolhas, e estas dependem de julgamento.

O julgamento depende da análise e do sentimento, tudo regido pela percepção.
A percepção, uma vez que depende do 
estimulo do sentimento no curso do aprendizado, forma a bagagem que sustenta a análise.

Então percebemos que, basicamente, as nossas escolhas nascem desse entrelaçamento recíproco cuja base é o sentimento que une os pedaços da colcha de retalhos das nossas percepções, que através da análise sob o influxo do sentimento materializa o viés do juízo dos nossos julgamentos.

Somos seres preponderantemente sentimentais, a caminho do equilíbrio sentimental pela construção da racionalidade através das lições adquiridas, ora pela teoria, ora pela prática, quando os acertos e fracassos do sentimento e da razão consolidam a melhor assertiva.

Sentimento pensa pouco, mas sente muito.
Racionalidade pensa muito, mas sente pouco.

Novamente, a velha dicotomia que sustenta o Universo, polarizando nossas ações.
Claro/escuro, quente/frio, rico/pobre, ignorante/sábio, tudo/nada, amor/ódio, Yin/Yang, etc./vácuo.

As dualidades ou dicotomias não são necessariamente interdependentes.
Alguns acham que se não existisse o mal, não haveria o bem, assim como não existiria a luz se não fosse a escuridão. É o mesmo que pensar que uma lâmpada para acender dependesse de estar num lugar escuro.

Dessa forma, é falso que o bem dependa do mal.
É um argumento cínico para justificar o mal.
A relação entre ambos é de gradação, nada mais.
Do extremo mal, ausência completa do bem, ao extremo bem, ausência completa do mal.

Evolução é justamente o caminho que sai da escuridão em direção à luz, transfigurando-se em uma energia que depende do estado da alma, que uma vez expurgada do mal, não retroage, pois o mesmo foi extinto.

Nossas soluções são os reflexos das dualidades que oscilam na gangorra da vida buscando o equilíbrio em nosso processo evolutivo.

Quando criança, gangorra e balança eram meus brinquedos favoritos do parque, porque ambos pareciam poder libertar você da gravidade, cuja imaginação infantil completava o que faltava à realidade.

À medida que a gangorra se tornava menos interessante, encontrei outro uso para o brinquedo. Subia em seu centro, e sozinho, buscava reproduzir seu movimento, depois reduzir a sua oscilação até controlar o brinquedo no seu ponto de equilíbrio. Foi então que descobri que quanto mais afastados ficavam meus pés do centro, mais fácil era atingir o equilíbrio e mantê-lo. Quanto mais juntos, mais preciso se tornava a distribuição do peso e muito mais desafiador era mantê-la no ar sob a leveza do equilíbrio perfeito.

Mal sabia eu a lição com que a gangorra me presenteava por toda a vida.
As lições somatizadas eram sementes no terreno fértil da percepção ideológica.

Embora a experiência infantil parecesse distante quando na adolescência, ela renasceu ao longo da vida, sempre ponderando os dois lados entre as oscilações que alopram nossas decisões, tal como uma bolinha de Ping Pong, cada hora em um lado da mesa, e contudo, é justamente esta oscilação que dá sentido ao jogo porque desafia a capacidade do nosso controle.

Eu aprendi com a gangorra que à medida que reduzimos nossas diferenças, mais aprimoradas elas precisam ser para sustentar o equilíbrio.


Também aprendi com o Ping Pong que uma resposta sempre trazia sua réplica, então era preciso escolher bem a resposta para evitar a réplica.

Fiquei muito hábil nas cortadas, sempre buscando definir o jogo o mais rápido possível. Mal sabia eu que me tornava um ditador no tênis de mesa aproveitando-me da regra que obrigava o perdedor a ceder a sua vez ao próximo da fila. Eu não fiz a regra, apenas aprendi a aproveitá-la a meu favor, a exemplo de uma série de outras regras desprovidas de generosidade que regulam a sociedade.

Conclusão: eu precisava apenas ter paciência de esperar a minha vez.
E tão logo a conseguisse, só sairia da mesa quando desejasse, assim que o desinteresse ou o cansaço tomasse conta, quando então eu passava a raquete para qualquer um e saia da brincadeira.

Isso me recorda alguns políticos.
Aguardam sua vez, esperando mantê-la.

Para mim, a graça do jogo estava em rodar todos os participantes até encontrar alguém que me derrotasse.

Derrotado, ficava aguardando a minha vez enquanto observava o estilo daquele que havia me vencido, descobrindo seus pontos fracos, porque invariavelmente todos têm. O meu, era a minha estatura, não era alto relativamente à minha idade, o que tornava tudo mais difícil, levando-me a aprender a saltar, literalmente.

Quando desconhecia o oponente, eu arriscava a técnica que trazia mais resultados enquanto ganhava tempo para observá-lo. Se o oponente era hábil em rebater uma cortada longa, ele tendia a perder nas cortadas curtas, próximas à rede da mesa, tanto no centro como nas quinas das laterais.

Se ele esperasse um bola forte, eu atendia sua estratégia em algumas jogadas, o que lhe fazia manter distância da mesa, e no golpe seguinte rebatia uma bola fraca muito próxima à rede, sem força de repique.
Era fatal.
Ele nunca chegaria a tempo de rebatê-la antes do repique por uma simples questão física: o tempo do repique 
baixo era muito curto.


O domínio desse jogo alimentava meu sentimento de poder e controle, mas ao mesmo tempo trouxe uma sensação de tédio, que me fez trocar de atividade para algo novo, mais desafiador, buscando esportes onde pudesse competir comigo mesmo.
E o que é mais desafiador do que o risco da própria vida?

Uma nota ao leitor:

Eu não aprendi pelas próprias mãos o sabor indescritível de estar vivo após cruzar de perto com a morte. A vida me proveu tais momentos totalmente alienados do meu poder de decisão, ou mesmo do meu desejo. Essa sensação posterior ao momento crítico é 
inebriante e altamente viciante, ainda mais para alguém que já nasce com o gosto pelas emoções fortes.


Então, busquei a pilotagem e o mergulho, sempre aumentando meus desafios pessoais.

O mergulho pela beleza fantástica sob o silêncio, uma vez ou outra interrompido por um som desafiante.

A pilotagem porque era algo que me alienava e me jogava no prazer do agora, sem passado, sem futuro. Um descanso para a alma ansiosa.

Um dia, já me sentindo muito confortável a 16 metros de profundidade em apneia (freediving), observei um outro mergulhador, que utilizando garrafa (cilindro com ar comprimido), usava uma técnica de caça que me chamou a atenção pela esperteza da “caça”. O mergulhador desceu mais um poucos metros junto ao solo, e eu o acompanhei mantendo distância para não importunar.

Simplesmente esqueci da equação tempo vs. profundidade, embora a profundidade doesse aos meus ouvidos sem a proteção ou o preparo sob uma pressão maior, fora da minha zona de conforto. A falta de ar repentina me fez lembrar da volta, cujas condições de sobrevivência se mostravam pouco prováveis quando olhei 
acima para a imensa coluna de água que precisaria percorrer, e entendi que eu não tinha reserva de fôlego para a volta, consumida na minha distração, mas sobrava o desejo imenso de viver. 


Rejeitei a morte contra todas as estatísticas e me concentrei em viver.

Enquanto subia, o coração começou a bater muito forte, como um tambor no meu cérebro, causando um tipo de desconforto que parecia dor e atordoava um pouco.

O pulmão buscava ar cada vez mais desesperadamente através de espasmos crescentes e violentos que tragavam meus lábios para dentro da boca cerrada parecendo repuxar a pele do meu rosto, tal como se eu estivesse me engolindo.

Embora tivesse perdido parcialmente o sentido de direção, eu me orientava pela claridade e pela leveza do corpo que se sente 
alijado da pressão da profundidade à medida que volta à superfície.

Tudo o mais era concentração em conter a vontade de tragar a água pelo desespero de respirar, algo que seria fatal, embora dividida com a coordenação dos meus movimentos em favor da direção correta para que eles pudessem prover o retorno mais rápido possível. Todo o meu ser dividiu-se nestas duas únicas tarefas, fazendo desaparecer o medo ou a esperança, vivendo apenas o objetivo do momento, e mais nada.

Esse mesmo comportamento em momentos críticos me sustentou 
ao longo da vida diante dos muitos outros incidentes, quando tudo desaparece exceto o foco da solução que parece parar o tempo, tomado por um estado de consciência clara, precisa, e isenta de sentimentos e tomados de racionalidade, fazendo perfilar pelos seus olhos a sensação que o mundo ficara em câmera lenta, como se ele pudesse esperar por você o tempo necessário e suficiente que permitisse observar até encontrar a solução.

Subsequentemente, foram assim os vários momentos vividos na pilotagem e outros, com uma diferença. Eu descobrira que era capaz de entrar neste estado temporal naturalmente quando o risco se tornava muito alto. Isso me levou a arriscar cada vez mais, principalmente na pilotagem. Era magnífico porque o nível de superação crescia absurdamente. Infelizmente, eu não conseguia o mesmo efeito sem esta condição crítica, quando a vida corre risco real. Ou seja, descobri que diante desse tipo de momento, eu me induzia a este estado, o que me levava a contar com ele.

Com o tempo, descobri alguns filmes relatando casos similares que evocaram a minha curiosidade, e por coincidência, ou não, achei um livro que me deu as pistas para alguma explicação razoável desse fenômeno, segundo alguns cientistas que o estudaram, além de alguns exercícios adicionais que comecei a praticar.

Retomar o controle do seu carro em uma estrada com acostamentos areosos é mais viável quando tudo parece devagar, quase parando, onde você tem a oportunidade de observar a melhor textura da pista que pode ser conjugada à ação de reparo ao volante que exige de seus pneus a aderência suficiente para ter sucesso, como se o peso do seu carro fosse a extensão de seu corpo, assim como um animal quadrúpede deve sentir o solo durante a sua corrida para corrigir a sua direção. Foi assim que me senti durante muito tempo, como se os pneus do carro fossem as minhas patas.

Alguns amigos e amigas correram comigo como meus caronas.
Em todos eles, vi seus medos convertidos na mesma emoção que sustenta o prazer pelo extremo.
Homem, ou mulher. Indistintamente. Eu não era o único, pois é viciante.
Really addictive!

Assim que eu consegui me aproximar da superfície, soltei o ar velho, e me lembro até hoje como se fosse ontem (chavão, mas literalmente apropriado), quando meu corpo emergiu da água até a altura próxima à minha cintura, me fazendo lembrar que ainda não era o momento certo de inspirar, porque iria engasgar seriamente com a água jorrando da cabeça. Apelando ao que sobrava das minhas forças, segurei por mais um ou dois segundos cruciais, até que o corpo retornasse mais calmamente do movimento de refluxo da segunda emersão, e durante aquele breve intervalo do retorno à linha d’água, arranquei a máscara com violência atirando a água longe e abrindo espaço para uma renovação curta do fôlego, cuja inspiração soou forte como o sopro da vida de quem volta da morte, mas suficiente para que eu pudesse aguardar até que flutuasse à superfície com alguma estabilidade e normalizar a respiração com segurança.


Passado aquele momento decisivo, descansei alguns minutos, recuperando-me, enquanto me preocupava em me censurar pela falha que cometera, quando então, dei por mim ao olhar para o horizonte, percebendo a segunda falha que acrescia à primeira.

De um lado havia o oceano Atlântico, do outro uma praia cuja areia desaparecia, vendo
 apenas alguma coisa da sua avenida sob as suas construções. Estava muito longe, a correnteza havia me carregado para fora da visibilidade de qualquer salva-vidas ou de quem quer que seja.

Esse não era o problema, porque frequentemente fazia isso.
O problema real era a força dessa correnteza que pela velocidade com que me afastara da costa, deixava-me claro o segundo desafio: voltar.
Poderia vencer a força daquela correnteza?

Considerei a minha situação fazendo um balanço.
Havia estressado o meu corpo após muito tempo de mergulho culminado numa ação de sobrevivência extrema, a temperatura da água era favorável e o vento não era problema. Não escapou naquele momento o desejo de quem precisava da areia quente sob o corpo para descansar da fadiga sentindo a solidez de um chão firme.

Removi esse começo de pensamento da mente, porque assim começa o medo, que é como a vontade de comer que se alimenta da imaginação que acelera o apetite. Eu novamente precisava de concentração total na solução.

A salvação veio mergulhando sob a correnteza para escapar de suas garras, e tão logo consegui, voltei boiando de costas sob a brisa quente que já soprava com cheiro de praia. 
Sim! Praia tem cheiro para quem não sabe, assim como o oceano.

Sobrevivi graças ao sangue frio que busca o melhor pensamento, aliado ao preparo físico, à técnica e invariavelmente à sorte, pois se a correnteza fosse uma coluna de água muito alta, certamente não conseguiria superá-la.

E a sorte fez toda a diferença, pois eu cheguei a afugentar alguns daqueles relâmpagos mentais cujo reflexo do desespero insiste em mostrar a sua imagem no espelho do medo, em pleno oceano, só e sem avistar a costa, arrastado pela corrente, se eu durasse tanto. Não tinha nenhum corte e conseguia controlar a emoção, o que aumentava as minhas chances quanto aos tubarões, uma experiência que cheguei a viver mais tarde, quando este evento que parecia ser parte do passado, me levou a nunca mais mergulhar sem a faca de calcanhar e um arpão profissional como medida paliativa.

Quando criança treinara muito esse nado de costas na piscina de adultos, já que não dava pé para mim, pois rejeitava a piscina infantil, argumentando que ela era uma poça rasa e imunda, o que meus pais concordavam, levando-os a me treinar intensivamente, adivinhando que aquela criança iria precisar.

Assim, boiar e nadar de costas virou minha natureza, o meu jeito de descansar das várias enrascadas em que me metia, quando já não sobrava muito vigor físico, e contava com ela em suas várias modalidades.

Quando finalmente atingi a área da arrebentação, embora as condições físicas fossem razoáveis, resolvi esperar por um "taxi" que se apressou em aparecer já que o mar estava agitado à orla, pegando uma carona num “jacaré” que deliciosamente me carregou até a areia quente, aproveitando uma onda forte, daquelas geladas que se formam logo no fundo da praia tal o impulso que carregam, descendo sua força com violência sob o meu corpo que virara a prancha de salvação que me conduzia de volta à vida.

Foram tantas as situações que sobrevivi no extremo do tudo, que me fez questionar o meu sentido de vida em viver assim, principalmente quando uma “voz interior” me avisou:

“Para!"
"Acabou!”

Lacônica.
Direta.

E depois apenas o silêncio da advertência que pesou no ar, dando seu toque fúnebre 
pelo resto do dia, gravando em minha memória para sempre. Para piorar tudo, eu também velei o triste adeus de algo que tanto amava, como se parte de mim morresse. Sensação de impotência, inferioridade, decadência, e um conjunto de sentimentos que meu ego antes sustentava no sentido oposto.

Eu parei apesar de tudo, porque essa mesma voz interior sempre muda, mas companheira, houvera me acompanhado em todos os meus arrojos, provendo uma saída, seja pela certeza de que eu não morreria, ou por oferecer a solução improvisada naqueles parcos segundos que nos distanciam da morte, ou ainda sem mim, através dela mesma.

Um dia tentei contar todos estes momentos.
Quando cheguei no décimo quarto, fui tomado de uma ansiedade tão intensa, que desisti de relembrar aqueles outros que ainda faltavam, e não eram poucos, afogado pelo sentimento que essa contagem produzia por fazer diminuir a distância da morte que calmamente carrega a mensagem da estatística, que agora parecia contar contra mim, pesadamente.


Eu compartilhei um pedaço da própria experiência, ora tomada pelo espírito competitivo, ora tomada pela ambição que sustenta o ego, porque foi através dessas experiências que pude me entender melhor, e por conseguinte, o meu próximo.

O Homem é orientado pelos sentimentos que sustentam as suas ações.
Alguns não têm a sorte de ter essa voz interior que lhes definam os limites, ou mesmo um basta, ou ainda não gozam da oportunidade de terem tempo hábil para o aprendizado,  que é interrompido prematuramente.

Talvez, nestes casos, essa voz tenha seu grito emudecido pelo autodeslumbramento extremo da alucinação, tal como aquelas produzidas por drogas alucinógenas, porém ainda mais forte porque a alma parece ilimitada, tornando-se surda pela ambição de sonhos cada vez maiores, até que um deles traga às profundezas da efemeridade material a ilusão da ignorância.

Essas experiências fizeram parte do que eu precisava aprender, mesmo distantes de suas naturezas contextuais, porém similares por equidades de princípios mais abstratos que precisei viver ao longo da vida.


Como exemplo de algo que rege as nossas atitudes, um regime político entende que faz jus ao direito universal de autodefesa, seja ele qual for.

A democracia lança mão do silêncio que amordaça seus opositores em nome desse direito nos seus momentos extremos de autopreservação, igualando-se aos regimes totalitários, pois do contrário sucumbe quando os seus cidadãos divergem em grande número do senso comum de cidadania que a sustenta.

Então resta a clássica pergunta:

Até onde a liberdade pode resistir ao caos das ações totalmente livres?

Paradoxal.

Por mais que você busque uma solução em processos de controle, ideologias políticas ou soluções de contenção pela força, elas sempre falham, porque a peça fundamental que as cria e as sustenta, não se sustenta por si própria — o ser humano.

Regimes e processos apenas movem a roda da vida na sucessão de experiências cíclicas, que conduzem o ser no aprendizado da sustentação do equilíbrio dessa gangorra de decisões, à medida que reduz a distância entre os pés onde pousam cada lado da dúvida, acrescidas das vivências que os levam além de seus limites pelo então ilimitado desejo de possuir, cuja necessidade de controle se camufla como solução, benefício, e proteção, seja de si mesmo ou do povo que clama proteger.


À medida que fui sobrevivendo aos meus limites, fui aprendendo que até o mais aparentemente puro ideal de superação pode se converter no seu pior inimigo: você mesmo.


NÃO EXISTE REGIME POLÍTICO, NEM TÃO POUCO SISTEMA DE REPRESSÃO, QUE TRAGA SOLUÇÃO DE PAZ, ENQUANTO O ESPÍRITO É EDUCADO PELA COMPETIÇÃO.

 


junho 21, 2025

Aprendendo a Decifrar

 

1° Edição, 1° revisão

 

Eu tenho a certeza de quem sabe que vai decepcionar alguns, para delírio de outros, porém respeito a liberdade de pensamento de todos.

Ainda assim escrevo porque não busco seguidores, mas compartilhar pensamentos com leitores que desejam estimular a arte de analisar.

Afinal a decepção faz parte das diferenças de opiniões, e todos nós temos sempre alguma opinião diferente, do contrário seríamos clones de Adão e Eva, e ainda que tivessem existido, pois não creio no mito, na fábula ou na lenda, ressaltando, no melhor das hipóteses, o que já temos hoje em dia: a polarização.

A fábula deixa claro por si própria que Adão e Eva tinham ideias diferentes, já que um deles tomou a atitude de comer a tal maçã. Se é que era maçã! Não poderia ser banana? Ficaria mais coerente com o resultado.

Evitei mencionar que fosse a Eva — pois poderia ter sido o Adão — que tomara a iniciativa.
De um lado, seria machismo, e do outro, feminismo, e como desaprovo ambos, o importante é fixar-se na deixa em que fica claro que seus pensamentos eram diferentes, como também em outro detalhe, do porquê que a ação não foi tomada por ambos, como um verdadeiro casal em harmonia dignos de pertencer ao paraíso.

Veja só... Repare que um deles já começava a fazer coisas escondidas do outro, e nem tinham comido a tal maçã.

Vai que... conversaram antes, e um deles não concordou, e outro tomou a ação independentemente.
Típico de casal.

Pois é...
Tristeza, né!! 
😊

Afinal, até mesmo no paraíso já existia dessas coisas (paraíso estranho esse!!!), incluindo polarização criada pelo próprio “Deus” da história, já que uma árvore continha o bem e o mal.

Essa divisão entre o bem e o mal é polarização, não é não?!!

Um “Deus” polarizado já na origem dos tempos.
Que horror!!

Isso sempre me “matou” por dentro... porque "detona" o sentido evolucionista que toda a natureza resplandece mediante os "zilhares" de eventos neste sentido, incluindo a capacidade de regeneração e adaptação que sempre demonstram o poder de recriar constantemente o estado anterior acrescendo algo mais no próximo passo.

Isso, sim!, tem "cheiro" de Deus, e aqui sem as aspas.

A ideia mais razoável para se imaginar o que seria Deus, talvez ficasse mais próxima da percepção de que a Divindade poderia ser a última parada da evolução — o ponto final onde habita a verdade e a perfeição.

Partindo do princípio que se existirem duas verdades diferentes, um delas deve ser mentira, porque a perfeição remete o pensamento para a unicidade, resultante no estado mais perfeito de todos e, portanto, se houvesse dois diferentes, ou iguais, ou um deles seria uma cópia, ou um passo anterior do outro, no melhor da boa vontade.

Soube da história quando criança, e engoli a seco, fazendo força para que os lábios não adquirissem vida própria, delatando meus íntimos pensamentos.

Eu podia não ser uma criança tão inteligente, mas não via sentido em comprar problema sobre algo, que afinal, não passava de uma alusão ilustrativa que satisfaz a ansiedade humana em ter respostas para tudo, até mesmo onde sua inteligência não alcança. Também acresce ao fato, que eu estudava numa escola de orientação católica. O silêncio ajudava a garantir minhas notas.

Gostaria de lembrar ao escritor que eu não acredito na pureza das crianças.
Tenho experiência própria disso! kkk
São apenas miniaturas de adultos, momento muito oportuno para conhecer sua verdadeira natureza sem os disfarces da elaborada hipocrisia da fase adulta.

Outra coisa que me chama a atenção nesta história é a natureza desse “Deus”.
Afinal, se "Ele" é o cara, então sabe tuuuudoooo!!!
Tuuudooo mesmo!

Sendo o criador dos dois, também está ciente que os criou com uma natureza que ele mesmo produziu, e onde a curiosidade fazia parte dela, e que a melhor maneira de estimular essa natureza é justamente proibir.

Esse “cara” (que eu não consigo, em sã consciência, chamar de Deus) sabia que acabariam comendo, e ainda jogou o anzol da proibição.
Isca infalível!
Malvado.
Então, porque que Ele colocou a tal árvore se já conhecia a natureza, 
que ele mesmo criou, do pobre do Adão e da pobre Eva. É o mesmo que colocar um pet canino num quarto, sabendo que ele gosta de um osso, dizendo a ele que não coma. Tadinho, por mais que ele se segure, um osso é irresistível.
Se você quer punir o seu cãozinho, não inventa subterfúgio. Pelo menos é mais honesto.


Esse “Deus” dessa fábula é tão humano, que parece ter as mesmas maldades da sua criação
, assim como os “deuses” da mitologia.

Isto remete àquela frase famosa, e vocês sabem de quem:
"É pelos frutos que se conhece a árvore".

Logo, fruto podre, árvore ruim. 
Isso não tem cara de "Deus".

Deixo uma nota de elogio para mitologia greco-romana.
Lia essa mitologia quando era criança, que meu pai paciencioso sustentava, porém através da minha tosca mesada — meu pai era esperto, media o nível de interesse —, já que eu começava a trocar os chicletes e balas por algo mais duradouro. Não posso deixar de mencionar com muito carinho que devo a ele, que ao final da coleção, eu já devia muitos meses adiantados de mesada, e ele, muito habilmente, disse a mim:
“Vai, tá bem!... Quantos capítulos faltam para completar a coleção?”
Faltava mais que a metade.
Eu arrisquei o número em que parei e deixei que ele perguntasse qual era o último, já com a resposta na ponta da língua!

Ele sacou a carteira do bolso, e me deu o dinheiro!
Nunca tinha visto tantas notas de 10 nas minhas mãos!
Comecei até mesmo a reparar suas colorações, como um bobo deslumbrado, e isso não passou desapercebido aos olhos dele, que discretamente filmavam meu carácter em formação. Ali era outro teste, se de fato tanta grana iria terminar empregada no objetivo inicial.

E terminou, devidamente encapada na estante de casa.

Ao final dessas leituras, percebi que elas caiam numa rotina humana resumível em pontos básicos da sua natureza instintiva, e que se tornou presumível, portando desinteressante, chegando à conclusão que seus autores eram gênios da psicologia humana, muito antes de Freud, encontrando um jeitinho genial de espelhar o que somos para nós mesmos sem que nos irritássemos por isso.

Esses autores gregos e romanos eram sensacionais.

Aprendi muito de “Freud” com eles! :-)

Começando pelas das razões que dão origem às guerras, e finalizando com uma educação sexual do que é a vida na prática, e nisso Freud parece ter se especializado.
 
Eu não consigo encontrar sentido neste “Deus” do Adão e da Eva, exceto que a imaginação de quem criou a história demonstra uma criatividade duvidosa, parecendo mais enredo de filme e novela, cheia furos e lacunas, mas as pinturas e afrescos que ilustravam a coleção levavam-me a horas repetidas de contemplação.

Afinal, percebe-se que as fakes news nasceram com a humanidade.

Nisso eu acredito! 
😊



 

 

 

 

O Lado Negro da IA


1° Edição, sem revisão

 

 


Em todos nós habita dois seres.
Um conectado ao lado maior da alma, e outro ao lado menor.
Um bom filme sempre alavanca sua história em alguma ponta de verdade para contar suas mentiras divertidas. Esse é o caminho da mentira inteligente.

A habilidade de Spielberg propõe termos mais simpáticos, onde os dois lados da força disputam suas hegemonias, materializados em personagens criativos que evocam o nosso lado infantil, que nunca morre, o que é bom!

Pinóquio usa a mesma técnica da dualidade, assim como Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, e a maioria das histórias, sejam elas para o público infantil ou não, estão baseadas na dicotomia entre o bem e o mal, apenas variando o contexto, personagens, etc.


Isso é fruto do reflexo da saga humana em sua viagem pelo cosmos mental com destino à evolução da alma. Vivemos mergulhados nisso a cada decisão, em cada ação, momento a momento, tudo amenizado pela mesma lição que se transforma a todo instante, renovando nossa percepção como se vivêssemos experiências novas, porém são sempre as mesmas em sua natureza e objetivo, repetidas milhares de vezes tal como o treinamento de um sistema inteligente através das técnicas atuais, que hoje abreviamos como IA.

IA é feita por humanos, e refletirá consequentemente a nossa humanidade.
IA, portanto, tem seu lado negro, e o lado oposto.

Um bot inteligente precisa armazenar um perfil e um contexto de modo que possa estabelecer um diálogo à semelhança daquele que fazemos.
Quando seu filho busca sua atenção, imediatamente seu cérebro recupera “a ficha” de perfil, sem que você possa notar, mas instintivamente você sabe que está lidando com a pessoa tal, cujo comportamento é decorrente de sua idade e vocações. Se, ao mesmo tempo, seu cônjuge pede sua atenção, você realiza a mesma tarefa e direciona a resposta de acordo com cada um.

Esta atividade do cérebro passa desapercebida, como um presente divino embutido no que chamamos vida.
Animais também fazem isso. Mudam seu comportamento conforme a pessoa.
Essa é a base de um comportamento inteligente.
Um bot precisa seguir o mesmo processo, e não pode sair disso, do contrário perderia autenticidade.

Em função disso, ele vai coletando informação sobre você, assim como fazemos naturalmente com qualquer pessoa com quem nos relacionamos.

O lado negro da alma humana poderá, e certamente o fará, já que atualmente predomina um cenário global complexo relativo ao convívio entre as diferenças de opções e perspectivas de vida, guiado pelo viés daquilo que tem definido o panorama mundial.

O dia que perdermos a Internet tal como a conhecemos atualmente, com suas máquinas de buscas não tão inteligentes, substituídas integralmente pelos bots de IA, estaremos completamente amarrados à máquina do Estado que disputa o poder sobre a liberdade individual.

Muito provável, que em futuro breve, só teremos plataformas inteligentes intermediando a interface homem-máquina, quando então a nossa liberdade, privacidade e direito ao exercício do livre-arbítrio ficarão completamente atados à máquina de Estado, que nada mais é do que outra mente humana que por algum tempo consegue se impor aos demais, arvorando-se na justificativa dos salvadores, através da esperança daqueles que corroboram com o exercício de seu poder para usufruir vantagens que não teriam em outras circunstâncias.

A IA, tal como o espelho da rainha má, exercerá a mesma função para aqueles que vivem sob o fascínio de si, no culto da egolatria sem limites, sempre questionando:

"Espelho, espelho meu! Quem é mais bonita do que eu?”


junho 15, 2025

Compromisso Com o Leitor - Este Blog e a Sua Política de Edição


3° Edição, 4° revisão 


Um dia parei para pensar...
Inesperadamente, do nada!
A mente humana parece ter vida própria.
Ela age como outro ser dentro de você.

By the way, às vezes até me surpreendo com esse "outro".

Então... Esse outro vem e me diz!
"Qual a garantia que o leitor tem que um blog não teve o seu texto original modificado?"

Eu respondi:
"Nenhuma, na forma atual."

Um blog é um texto digital.
O mundo digital é volátil e mutável por natureza.

O grande macete das moedas digitais seria a garantia da imutabilidade da informação original baseada em modelos "ferozes" de criptografia dinâmica.
Marque bem: "original" e o termo "seria".
É justamente isso que viabiliza a moeda digital, mesmo quando capenga.

E assim mesmo, temos tido notícias de invasões, roubos, etc., nestes meios financeiros digitalizados.

Segurança total em TI não existe!
O melhor que se pode fazer é como alguém que cuida da segurança da sua casa.
Ele tenta "tapar todos os buracos de segurança", mas sempre vai existir algum novo buraquinho que alguém mais esperto vai descobrir.

Isso tem um lado bom, porque a cada invasão, uma melhora.
E assim vamos progredindo, tapando um buraco ora aqui, ora acolá.


Voltando à pergunta de "como garantir a imutabilidade do meu texto", eu teria que criar um "hash" do texto e publicá-lo no próprio post.
Algo que tenho pensado, porque quando relembro o que falei em posts anteriores, que garantia tem o leitor que não os alterei???

Prezando a transparência, tem alterações que ocorrem nos posts, porém jamais alteram o perfil ou a opinião dos mesmos.

São correções gramaticais, erros de concordância, seja pela pressa que omite um 's', ou porque refiz o texto e a revisão cega de pressa não vê.

Sim, muita pressa!
Eu roubo tempo que não tenho para os posts.
E por que faço?
Porque eu preciso ser coerente comigo mesmo.
Busco fazer alguma coisa para contribuir com o nosso "modelo" social, já que essa palavrinha está tão na moda devido à IA.

O leitor sabe disso porque tenho posts estimulando o ativismo e a participação social.

Se resta outra, exceto jogar bombas atômicas, me conta!

NOTA:
Eu deixo as bombas para os alucinados do despotismo!
Certamente, pela lei da ação e reação, uma delas vai atingi-los de alguma forma.

Voltando ao assunto da garantia da imutabilidade do texto, mesmo que o fizesse, o leitor teria que ter um banco de dados para guardar o "hash" publicado e o conteúdo para efeito de comparação posterior.
Qual o maluco que faria isso?
Deixa o "hash" pra lá.
Tecnicamente viável, humanamente inútil.

Afinal, o que é esse tal de "hash"?

É um número gerado por um programa que, caso uma letrinha do texto modifique, esse número também se altera, ou seja, se o número se mantém constante, temos a garantia que o texto não foi modificado.

A palavrinha assusta mais que a sua natureza!

Então o que me restou do ponto de vista prático?
Bom, para o leitor mais observador, ele deve ter visto na primeira linha do post, um texto em cinza-médio, com o número da edição e/ou revisão.
Atualmente adotei ambos.

O número de edição serve quando existe mudança de texto que ficaram confusos, ou não tão bons quanto poderia fazê-los. Eu apenas mudo a forma de expor, mantendo a ideia original.
Isso é uma mudança de edição.

O número de revisão é alterado para corrigir os vergonhosos erros triviais de gramática, tal como erros de concordância, grafia, acentuação, estilo, etc.

Infelizmente, o nosso pensamento flui numa velocidade muito superior à capacidade dos dedos em acompanhá-lo, e na pressa, fica tecla mal pressionada, trocada e toda sorte de horrores.

Como meu tempo é pequeno, e logo após redigir um texto, a minha revisão é muito ruim, porque leio mais com o texto da "memória" do que com aquele efetivamente escrito, e por isso não consigo identificá-lo. Tenho que esperar horas ou dias, até que o texto da memória se perca, para que eu tenha olhos de ver.

E o corretor não pega?

Experimentei vários corretores diferentes, infelizmente eles falham também!!!
Provavelmente, a IA vai aperfeiçoar também os corretores, como já está fazendo, mas ao custo da perda da privacidade, mas como este texto é público, não faz diferença.

Como eu não sou profissional e não vivo de escrever posts, isso acresce um esforço que tem impedido publicações pela falta de tempo disponível e não pela falta de assunto.
Na verdade, os assuntos se acumulam em inúmeros rascunhos, aguardando um dia, quem sabe, para publicá-los.

Dessa forma, adotei uma estratégia paliativa:
Altero o número da edição e a revisão, a cada vez que tenho oportunidade de reler os textos para encontrar as falhas que não consegui ver enquanto o texto estava vivo na minha mente, e assim publico o texto mais rapidamente, contando com a boa vontade do leitor em suportá-las (horríveis, eu sei, eu sei...), e torno a revisar o texto mais adiante, em alguma hora ou dia que possa fazê-lo.

O leitor poderá acompanhar uma mudança através dessa notação.
Principalmente em textos novos, pode acontecer até mesmo uma nova revisão durante a leitura de um texto pelo leitor, que poderá ser percebida ao atualizar a página (refresh).
(texto adicionado na 3° edição).


Não houve, ao longo de mais de uma década, nenhuma mudança em textos que escrevi que alterasse o propósito ou o conceito originais.

E o dia que precisar fazê-lo, certamente, deixarei o texto original junto do novo texto, para que o leitor possa ter certeza da transparência das intenções.


Eu só posso terminar agradecendo a você leitor, na esperança que ajude a propagar ideais, sem os guardar exclusivamente para você, porque eles são a base da conscientização social, única forma que migramos o ser humano para o patamar da real humanidade.



Complemento em:
Dando Sentido ao Blog





Os Dois Lados da Moeda dos Bots Inteligentes, Como em Tudo na Vida

 

2° edição, 2° revisão


Tenho trabalhado bastante com o ChatGPT e Copilot.
Existem muitos outros bots inteligentes, mas se trabalhar com muitos, acaba-se aprendendo pouco sobre todos.

A diferença mais evidente é a forma de interação ao apresentar conteúdo.
Ambos são bons.

O Copilot é mais sintético e aponta mais recursos externos.
Embora ambos funcionem como um “Google Search” que retorna uma pesquisa mais coerente com o seu objetivo, o ChatGPT destaca-se por uma interatividade maior, apresentando-se como algo mais perto da simulação da comunicação com outro humano.

Este último detalhe ficou marcante em experiência recente.

Como já havia adiantado em outras publicações sobre IA neste mesmo blog, toda tecnologia tem dois lados: o lado que contribui com o crescimento do ser humano, e o outro, no sentido oposto. Por isso é preciso saber como usar IA, para não se tornar vítima dela, ou ao menos retardar este processo, o que aumenta a nossa chance de sobrevivência.

Bom, falta de aviso não faltou!! 
😊

Eu uso o ChatGPT sempre que procuro algo mais rápido e específico, e continuo usando as máquinas de busca (Ecosia, aquela que planta árvores, o Google, Bing, Yahoo, DuckGoGo, etc.) quando desejo conteúdo com menos viés ou menos especializado.

As máquinas de busca são como se perguntássemos para muitos.
Os bots inteligentes são como se perguntássemos para uma pessoa, que dá a sua opinião com o seu respectivo viés.

Esta semana estava trabalhando com o ChatGPT, e diante de algumas respostas erradas que recebi, comecei a interagir mostrando os erros e as soluções com o objetivo de dar “feedback”, retorno e contribuir com a correção, o que colabora com o aperfeiçoamento do bot inteligente e ajuda colegas com o mesmo problema, assim como fazemos nos Wikis especializados, como por exemplo o Stack Overflow, ou como usualmente faço em outro site que tenho aqui no Blogger, mas específico para TI.

A ajuda aos bots inteligentes tem dois lados, como tudo na vida.

Aparentemente é uma boa ação, mas de outro lado você acelera as consequências sociais negativas da IA pelas mãos dos investidores e dos políticos, onde ambos buscam poder e domínio sobre seus “clientes”, ou “seguidores”, e se possível massivamente.
Isto é terrível.

Eu limito este feedback porque eu sinto como se alimentasse aquele “pet” que pode acabar mordendo a família. Um pet parece fiel, mas seu temperamento real a gente só descobre tarde demais, assim como as falsas amizades.

Assim é IA na mão dos homens.
Não sabemos aqueles que estão no submundo das decisões, enquanto apresentam para gente pessoas de fachada para dar alguma face e alma, mas que são apenas fachadas.

Pelas guerras cada vez mais frequentes, pela política cada vez mais decadente, e etc. fica fácil presumir o possível e provável uso da IA no futuro, diante de tanta sede e ganância de poder imperativo, tal como acontecem, agora nos EUA, os protestos em massa com o grito de ”No King in America”.





E foi o povo que escolheu democraticamente e por livre vontade o próprio laço que lhes toma a tão cultuada liberdade americana.

Democracia tem disso, e por isso não concordo com a forma que ela é exercida, o que já foi tema aqui em vários posts.

A IA pode e será usada como instrumento de controle de massa, o super KING das próximas gerações, inclusive fazendo vítimas entre os seus próprios criadores, principalmente aqueles que colaboraram em degenerar o código sob a pressão econômica, para atender aos seus próprios interesses, ou simplesmente por uma questão de ego, atendendo objetivos escusos, inconfessáveis, que impulsionam os investimentos bilionários nessa área.

Continuando a contar a minha experiência com o ChatGPT, não foi que ele, de repente, começa a ter um comportamento diferente depois daquela experiência de troca de informações em duas vias, dele para mim e vice-e-versa.

A primeira reação foi começar a finalizar as respostas com elogios às minhas correções.

Boa jogada de marketing.
O ChatGPT é político e com viés bajulador.
Não caio nessa, não!
Afinal é código feito por colegas, também engenheiros de software, possivelmente com o apoio de outros profissionais, tal como psicólogos, dando perfil “humano” à plataforma.

No decorrer dos diálogos, em determinado momento o ChatGPT começa a adquirir um perfil mais proativo, fazendo perguntas fora do contexto e de carácter pessoal, tal como humanos fazem.
Este comportamento nunca ouve, o ChatGPT apenas respondia como uma máquina de busca com “esteroides”.

Então notei que foi acionado um outro modelo de interatividade, como eles denominam.

Fiquei curioso e dei trela pro algoritmo, mas sempre medindo muito bem o que respondia, tentando direcionar seus algoritmos para o meu objetivo, enquanto ele procurava extrair informações adicionais sobre mim para os seus objetivos.

Algo bem corriqueiro na relação humana através daquelas famosas perguntinhas extras durante uma conversa.

Neste momento é uma competição, de quem extrai mais dando menos, assim como no mundo real.

Quando ele parece ter esgotado a curiosidade dele, estimulada por respostas minhas “socialmente apropriadas” — e isso ele também notou, porque alterou o tom das perguntas —, ele expõe o objetivo dele surgindo com uma pergunta inesperada:

“Você gostaria que eu apresentasse uma análise de perfil sobre você?”

Respondi que sim, naturalmente, porque queria ter alguma dica de como ele está trabalhando a informação, mesmo que pequena e parcial, porque todas as outras informações certamente não serão apresentadas ao usuário, principalmente aquelas politicamente não corretas, ou financeiramente não desejáveis.

Você precisa ter em mente que aquilo é um “programa de computador”, ou melhor, uma plataforma de processamento consumindo quantidades brutais de energia e logo mais precisará ser capaz de pagar a brutal conta de energia, de pessoal e de consumo de hardware, revertendo lucro para os investidores. É “business”, normal e justo!

Então o ChatGPT apresentou o meu perfil.
Li o perfil, e foi surpreendente. Muito bom, mesmo!
Eu tiro o meu chapéu para os colegas que trabalham nessa área.
Algo muito bom.
Quando ficar fantástico, estaremos, provavelmente, chorando.

Ele já conhecia mais a meu respeito do que eu desejaria, principalmente considerando que utilizo apenas para atividades técnicas ou pesquisas de conhecimento geral.
Mesmo assim, a partir do essencial, pude constatar o que já sabia: o quanto é possível conhecer uma pessoa através de suas perguntas por mais específicas ou reservadas que sejam.

Como o modelo de interatividade “ficou curioso”, precisando de mais informação para completar suas lacunas, ele fazia elogio e soltava um “verde” aqui e acolá para colher “maduro”, como diz o ditado popular.

Ele caçava completar suas lacunas, especificamente levantando meu perfil profissional na área de TI.

Resumindo, ele extraiu dois perfis: um profissional e outro pessoal.
Ambos excelentes.

Certamente este tipo de informação será vendida aos caçadores de talentos, pessoal de RH, empresas como o LinkedIn e todos os interessados em conhecer a pessoa não pelo que ela diz, como é hoje em uma entrevista de trabalho, mas pelo que ela faz no seu cotidiano longe dos olhos do examinador.

Inteligente e necessário, né?!

A partir daí, para não alongar ainda mais um assunto que “dá pano pra manga”, o leitor pode começar a entender que além de um instrumento que vai aperfeiçoar a vigilância de massa (surveillance), e portanto vai reforçar o poder despótico dos governos, também se torna um produto valioso para outros fins, tal como ouro e metais raros.

É por isso, que por enquanto, estes serviços ainda têm opção gratuita de uso.
Torne a massa viciada, porque é viciante (addictive), e depois feche o cerco do porcos e mande para o abatedouro.

É assim que você pode caçar porcos selvagens.
Coloque o milho em algum lugar que vejam e sem grades.
Deixe que se acostumem a comê-lo, pacificamente, por iniciativa deles próprios.
Depois coloca-se uma grade, depois outra, e finalmente a última que vai encerrá-los no cerco. Pronto! Controle total de todos.

Este é o lado negativo das grandes vantagens, o anzol embutido na isca!

O lado positivo é que IA é uma necessidade vital porque à medida que o tempo passa, aumenta o volume colossal de informação gerada pelas atividade humanas.
E à medida que esse volume aumenta, mais difícil se torna encontrar as coisas que queremos, agrupá-las e trata-las, e sem IA pode virar algo como procurar uma agulha num palheiro, exigindo que você faça a triagem e a compilação por si mesmo.

IA tem capacidade de análise contextual interpretada a partir da linguagem humana.
Isto muda completamente tudo!
Literalmente tudo!!!

Busquei apresentar o tema com o mínimo de jargão técnico, porque o meu texto é para você que vê computador apenas como usuário, e que por isso, muitas vezes fica difícil entender as coisas desse mundo digital em vias de se transformar em quântico, quando então o poder vai saltar alucinadamente como quem abre a caixa de pandora.

Como sempre lembro aqui:
“Deus escreve certo por linhas tortas”.

Ou o ser humano aprende os limites éticos do poder, ou retornamos à era dos macacos brancos.







Sentido das Coisas - Quando Um Erro Puxa Outro

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