janeiro 21, 2026

Difícil de Entender Se Não Deixarmos A Paixão De Lado 4 - DESCONHECIMENTO


1° Edição, 3° revisão




Quando Falta Âncora

Um jovem diz amar a vida, a família, etc.
É um jovem alegre, distribuindo sorrisos fáceis, porém inconsistentes.
Os que percebem, olham pelo melhor ângulo que o otimismo oferece e dizem: "coisa de adolescente".

Repentinamente, os pais encontram o seu corpo inerte, e perplexos pela perda e pela confusão dos questionamentos sem respostas coerentes, mergulham no mar revolto da existência sob o sofrimento onde nadar não faz sentido, e seguem apenas dividindo seus pensamentos entre o agora e o ontem ao sabor do tempo. Contentam-se em flutuar em suas boias salva-vidas.

Restam dois contextos:

- O filho que abortou a experiência terrena

- Os pais que seguem a experiência terrena abortados da alegria de viver.

Se era um filho único, não resta nem mesmo alguma âncora, transformando-se a jornada no rumo que segue as necessidades cotidianas, embora sem a perspectiva de felicidade.


Amor à Vida Depende de Propósito Maior


Muitos dos que dizem amar a vida, podem estar amando apenas uma condição onde a vida parece cúmplice dos nossos sonhos e ambições.

A vida fica realmente intragável quando os nossos sonhos são substituídos por condições cuja submissão rejeitamos com toda a força, forjando a têmpera da desilusão.

A rejeição cresce, contudo, sem a base que sustenta um propósito maior para a vida, que não seja aquela de apenas satisfazer os nossos próprios desejos, ou mesmo caprichos que formam a nossa percepção daquilo que dá sentido à nossa vida em determinado momento dela.

É um processo complexo e difícil, com pinceladas emocionais de revolta, vingança, rejeição, tudo culminando na perda desse sentido que sustenta a vontade de viver.


O que é "amar viver"?

Você já se perguntou isso???

Será que você ama a vida ou imagina amar pela condição favorável que ela tem oferecido?

Ou será que a sensação de amar é fruto da esperança de realizar os sonhos?
E sem esses sonhos, continuaria amando a vida da mesma forma?

Algumas pessoas sustentam o desejo de viver por um amor instintivo, outras pelo medo da morte.
E você, como sustenta o seu desejo de viver?


Fortalecendo o Propósito de Viver Repensando a Vida


Diante destas perguntas, que raramente nos fazemos, surgem outras decorrentes.

Por que a vida não poderia ser a expressão de vivências de seres eternos?

Neste caso a vida não assumiria um capítulo único de um livro magro, mas apenas um de muitos outros que ainda virão, acrescentando o sabor do perdão mediante novas oportunidades de felicidade por meio do aprendizado que refina paulatinamente nossas condutas, substituindo a sensação de perda dos entes amados por uma sensação amenizada de separação provisória, tal como se tivessem apenas viajado para um país distante.


A Ciência Ajuda? E a Lógica Supre na Falta da Ciência?

Qual a base científica que pode provar a inexistência da alma de forma irrefutável, se a ciência é ainda restrita a um espectro limitado de frequências, onde a tecnologia não alcança?

Por que negar a existência da continuidade, apegando-se ao nada que encerra tudo, até mesmo o sentido de viver?

Qual a desvantagem de acreditarmos no oposto?

Não alivia a alma imaginar a vida sendo uma sucessão de aprendizados por meio de renovadas experiências, onde um ser perfeito nos conduz à felicidade pelas mãos das infinitas oportunidades, permitindo corrigir nossos erros para sossegar a nossa consciência e seguir avante mais leves nas oportunidades de ampliarmos nossa percepção que constrói o verdadeiro sentido de viver?

Se um ser todo-poderoso criou a vida, por que não poderia renová-la indefinidamente como extensão do seu amor de modo a conceder a todos a oportunidade da felicidade?
Ou será que Deus, esse ser todo-poderoso, não é tão poderoso assim?


Por que apenas acreditar que a morte é o fim de tudo?

Desejo de autopunição?
Ou medo das consequências dos próprios atos?

Por que não viver com a esperança que agrega mais sentido a um Deus que seja expressão de perfeição e amor extremos?

Mesmo que em nossos corações reste a dúvida patrocinada pelas incertezas, ainda assim, abraçar uma esperança tão maravilhosa não torna a vida mais amena? 

E se de fato tudo acabasse com a morte, que diferença faria viver com uma esperança que dignifica a vida e nos fortalece enquanto ela pulsa?

Pensar que tudo acabe é vantajoso àqueles que acreditam que suas ações podem escapar às consequências, mesmo que ardilosamente planejadas para escapar aos olhos humanos de uma sociedade cuja justiça oscila ao sabor dos interesses.

Se você não é um deles, por que não buscar a felicidade abraçando conceitos mais amplos?
Por que o medo?
Autoflagelação?
Dificuldade de acreditar em algo tão bom?
E por que não?

Não existe fim, apenas recomeço da continuidade do aprendizado da alma em direção à felicidade.
Se isso fosse um produto na prateleira de uma farmácia prometendo aliviar sua alma, você não arriscaria a compra para experimentá-lo?

Certamente leria a bula para ver as contraindicações.
E quais seriam?

Se for verdade que não existe continuidade, que diferença faria acreditar nisso?


Chance única para algo eterno?


Você faria isso com o seu filho? Daria a ele uma chance única com eventual punição eterna?

Um Deus assim não faz sentido algum sob a perspectiva do amor extremo e da inteligência extrema.

E se Deus é perfeição, que sentido faria criar uma experiência única em que a maioria vai para inferno?

A maioria de nós carrega imperfeições e "pecados" que dificilmente mereceriam o céu eternamente!
E dentro desta perspectiva, se Deus continua criando seres assim, só faz é atolar o inferno, ao passo que o céu continua minguado.

Por que criar algo cujo resultado em sua maioria é tão ruim?
De cada 1000, quantos você acha que mereceriam ir realmente para o céu?
1, 2, 3?

Mais parece que esse Deus, ou não tem o que fazer, ou está tentando acertar a criação de seres bons até hoje, porque nada justifica tanto desperdício e sofrimento coletivo!

Se é pelos frutos que se conhece a árvore, então essa árvore parece produzir mais frutas podres que boas.  Meio contraditório, não é?


Esse "Deus" mais parece um autor medíocre que escreve um livro que se encerra no primeiro capítulo e condena a penas eternas.

Eu não posso acreditar em um Deus assim porque não é compatível com suprema inteligência e amor.


A vida é um livro escrito a quatro mãos — você e Deus —, contendo quantos capítulos sejam necessários até que se alcance a felicidade e a consciência plena que faz merecer o céu, porque o céu está dentro de nós.

A vida é um processo de evolução do autoconhecimento, expandindo-se através da incorporação do conhecimento Universal até à sua perfeição, onde o estado de felicidade é pleno.


janeiro 16, 2026

Difícil de Entender Se Não Deixarmos A Paixão De Lado 3 - A Caixa de Pandora

 

1° Edição,  revisão


Na postagem anterior da série tratei sobre a base social que subsidia o panorama atual em "Difícil de Entender Se Não Deixarmos A Paixão De Lado 2 - O Cerne"

A tecnologia avança no seu destino de prover melhores condições à sociedade, como também às vezes não. Mesmo algumas das melhores intenções dela, parecem que salvam com uma mão e matam com duas.

O dilema entre a diplomacia e as bombas divide a opinião pública, e ambas foram inefetivas a longo prazo.

O problema permanece mediante um ciclo que se autoalimenta continuamente.

Este ciclo alimenta-se de três fatores principais:

- Ignorância
- Sobrevivência
- Natureza da alma

A falta de educação reduz os horizontes da compreensão, e torna o indivíduo suscetível às decisões alimentadas pelo cotidiano. O sentimento sobressai à razão pobre.

A luta pela sobrevivência alimenta a cobiça dos capazes e o desespero dos desprivilegiados.

A natureza da alma pode superar as desvantagens e confortá-la diante de opções necessárias, contudo desfavoráveis, ou no sentido contrário, alimentar o fogo das paixões baixas, onde o próximo é apenas um ativo a ser manipulado a favor do egocentrismo.

No vácuo da compreensão, o indivíduo traga tudo sem muita distinção pela necessidade de se sentir atualizado com seu tempo.


Quando se pensa em "fake news", a imagem mental mais comum é de alguém escrevendo inverdades com algum objetivo de direcionar a opinião pública.
A coisa vai muito mais além.

Abaixo, reproduzo parte de um uma notícia publicada pelo jornal "The New York Times" por Sam Sifton , em 16/01/2026. Mais detalhes aqui.

The Shunda Park scam complex in Myanmar.
By Jes Aznar for The New York Times

(O complexo de fraudes do Parque Shunda em Myanmar.)







Ao olharmos as fotos, a partir do pressuposto que a fonte da informação seja confiável em função de quem publica, começamos a ter uma ideia melhor do volume de capital empregado para produzir notícias falsas.

Eu novamente reforço a observação.
Não são apenas indivíduos por trás de um computador, mas grandes organizações alimentadas por várias fontes, sejam privadas ou públicas.

A guerra aumenta a tensão entre países, e estes cada vez mais investem em propaganda, porque preenchendo o vácuo de informação do indivíduo usando a isca do sentimento que esconde o anzol do verdadeiro objetivo, podem manipular a mais poderosa arma da guerra: a mente humana.

Hitler fez grande uso da propaganda.
O gênio por trás disso era Joseph Goebbels, e a relevância era tal, que ele rivalizava em importância com os generais, levando vantagem nas atenções de Hitler.

O povo alemão foi levado pela propaganda, e eles são vítimas de si próprios como participantes do processo, cúmplices levados por uma natureza humana receptiva e desinformada.

Você já chegou a considerar que também poderia cair nas garras ideológicas de um "Goebbels"?
Será que a sua natureza humana o protege?
Mas só natureza humana seria suficiente???


A WW1 quanto a WW2 têm em comum a mesma causa intrínseca, e não aquela extrínseca que ensinam nas escolas como fachada de aprendizado.

As contendas generalizadas de hoje que disputam solução pelas armas abrigam as mesmas necessidades das duas grandes guerras:

- intolerância étnica e religiosa
- ignorância e despreparo popular, cuja ingenuidade é pasto para a propaganda
- ambição territorial e cultural mediante a submissão


Qual a diferença de múltiplas e contínuas guerras do passado com as de hoje?

A diferença reside na velocidade do processo alavancado pelos meios tecnológicos e pelo medo recíproco entre as nações que detêm valor nuclear de resposta.

Baixo investimento em educação que amplie a percepção do indivíduo capaz de sensibilizar sua natureza, somada ao alto investimento na ignorância através da desinformação, buscam exercer o poder de influência sobre a massa através da alienação.

Atente para o detalhe que os investimentos são milionários, assim como qualquer forma de violência praticada por meios militares tradicionais.

Então o leitor logo pensa que se faz necessário investir mais em escolas.

De fato, poderia ser uma solução, mas precisamos também ponderar ao menos três perspectivas:

- Mais escolas exige mais professores.
Estariam eles preparados considerando que o passado não os favoreceu?

- A pedagogia não precisaria de revisão para reduzir a evasão escolar por desinteresse?

- Quais as medidas para que os investimentos não acabassem utilizados no sentido contrário à boa intenção da iniciativa?

Lembrem-se das escolas patrocinando ideologias de gênero questionáveis e seus vários escândalos na “media”.

Então eu lhe pergunto:

Quantos órgãos governamentais criados para policiar não terminam cúmplices da corrupção, somando-se à força contrária aos interesses da maioria?

Hoje mesmo, 16/02/2026, no Jornal Estadão, apareceu uma notícia do gênero.
Não vou publicar tal notícia.
Deixo para a curiosidade do leitor.

Somente a natureza Humana reformulada pode resolver nossos problemas por meios menos sofridos.
Diante do que está, resta apenas o aprendizado pelo sofrimento coletivo, tal como vimos no passado.

Neste contexto o vital é mantermos nossas consciências equilibradas, fazendo a nossa parte para preservá-las.

Não se deixe abater quando for minoria.
A maioria segue o aprendizado no bojo da coletividade, enquanto a minoria encontra na construção do bem a solução para a individualidade.

Só resta saber distinguir o bem do mal.
Isso nos remete à Oração da Serenidade atribuída ao teólogo Reinhold Niebuhr.






janeiro 14, 2026

Difícil de Entender Se Não Deixarmos A Paixão De Lado 2 - O Cerne

 

1° Edição, 1° revisão + Adição de endereço de página web posterior a esta publicação


Nesta publicação, busca-se ampliar o pensamento da anterior que foi concluída com o seguinte pensamento:

Não é o regime de governança que faz diferença, mas a natureza do Homem.

No momento desta publicação, o Irã vive uma manifestação popular de rejeição ao "status quo" político de grandes dimensões. O número de mortes inspira um estado de guerra civil.

Trump oferece ajuda e proteção aos manifestantes mediante ameaças aos líderes. 


Eu fiz menção ao presidente, e não ao país, porque o mesmo está dividido pela metade, o que nos leva a entender que as ações presidenciais estadunidenses não refletem um consenso popular, necessariamente.

Lendo a notícia, lembrei-me imediatamente da guerra do Vietnã e do Afeganistão travada pelos EUA com esses países. Os EUA perderam ambas.

Você consegue lembrar de um fator decisivo na derrota estadunidense?

Crença, fé, paixão.

Esses sentimentos definem a natureza de um Homem e a sua força.

Por mais rica, avançada e protegida sob o escudo da tecnologia, nenhuma nação vinga vitória permanente se contraria a índole do povo que busca submeter pelas armas, quando existem esses elementos.

Os EUA, na totalidade, ainda não compreenderam isso!
Apesar de amargas derrotas, ainda insistem em estratégias superadas.

No Vietnã e no Afeganistão, a corrupção dizimou os esforços dos EUA em sustentar um regime político menos radical. A corrupção faz parte da natureza Humana, uma paixão movida pela cobiça, que sabota as melhores intenções.

Mesmo que, eventualmente, os atuais protagonistas do governo iraniano fossem substituídos, quais seriam as chances de se acabar trocando seis por meia-dúzia a médio e longo prazo?
Ou seja, novos nomes com velhas práticas.

Se de um lado, grande parte do oriente vive sob a ditadura do fanatismo teocrático, do outro lado no ocidente, muitos que se dizem defensores da liberdade e dos direitos humanos, vivem sob a ditadura do capital.

Surging billionaire wealth leads to ‘dangerous’ political risks, Oxfam warns as Davos forum opens - France 24
(A crescente riqueza dos bilionários acarreta riscos políticos "perigosos", alerta a Oxfam na abertura do fórum de Davos.)


Se os EUA começassem a corrigir suas próprias distorções internas, talvez essa luta externa apresentasse uma autenticidade mais significativa através do próprio exemplo interno.

O ex-presidente Obama tentou melhorar o serviço público de assistência médica popular através do programa "Obamacare", agora desassistido pelo governo Trump.
Trump fez o mesmo com muitas outras iniciativas do gênero.

Se você é pobre nos EUA, fica muito difícil conseguir uma graduação de nível superior.
O acesso à educação nos EUA é cara, logo não é para todos.

Percebemos duas abordagens de governança, sendo uma pelo fanatismo teocrático, e a outra pelo fanatismo do capital.


Quais as suas chances de agir como um estadunidense se você tivesse nascido e vivido nos EUA?

E se você tivesse nascido no Irã? Não estaria agindo como eles?


Cultura herdada socialmente é como uma lavagem cerebral comunitária.

Se você é brasileiro, pode optar livremente entre várias religiões
E se você nascer numa região onde uma única prevalece como a verdade, e qualquer outra como uma blasfêmia?

Cultura cívica é lavagem cerebral, onde aprendemos a nos comportar como a maioria, a amar o que essa maioria ama. E você faz tudo isso sem ao menos perceber, simplesmente levado pela sua natureza gregária.

Se alguém ameaçar seus valores que, aliás, não são autenticamente seus, você "declara estado de guerra". E você estará pronto a entregar a vida para defender valores que nem pôde escolher, porque simplesmente você os entende como naturais.

Loucura, não é?

Então sobra a pergunta: O que somos de verdade, no que diz respeito à nossa natureza Humana?


Se a cultura é uma lavagem cerebral comunitária, a diferença vem da índole de cada um, que pode ser reforçada por essa cultura, ou não.

Se você é agressivo, certamente qualquer religião ou grupo religioso que lhe ofereça vantagens coerentes com a sua índole, vai constituir o que você chamará de "Fé" para justificar seus atos, por piores que sejam.


EUA e Brasil são dois países continentais com grande uniformidade cultural, apesar das diferenças regionais, o que torna o entendimento dos princípios básicos comportamentais do ser humano mais fácil de entender.

Vamos transpor para um contexto mais amplo e complexo: o Oriente.

Calcula-se que as diferenças de idiomas utilizados no Oriente seja por volta de sete mil (7.000).
Dependendo das fontes, esse número vai variar, porém o que importa é que está na casa dos milhares.

Nos EUA prevalecem o inglês e o espanhol.
No Brasil o português e o espanhol, sem considerar o inglês que é uma necessidade comercial.

No oriente, o árabe é a língua mais difundida, porém diversifica-se em dúzias de dialetos.
Por outro lado, temos Farsi, Dari, Tajik, Turco, Urdu, etc.

O Irã é um país de origem persa.
É considerado a Pérsia de outrora, e constitui uma civilização milenar.
EUA e Brasil são países recentes quando comparados com tais civilizações.

O efeito da herança cultural é amplificado pelo tempo da tradição que ele carrega.
Ou seja, o "efeito de lavagem cerebral cultural" submete completamente a identidade pessoal à coletiva.

Concomitantemente, a multiplicidade de idiomas dificulta processos de hegemonia cultural, aumentando ainda mais o sentido de união pela ponte teocrática.
Trocando em miúdos, pessoas com idiomas diferentes acabam unidas pela mesma fé.

O indivíduo nem sabe disso, como também nós não pensamos que o nosso "arroz com feijão" deva ser substituído por "Chelo Kebab".


Pensar em mudar a tradição do pensamento cultural de um país com bombas é tão impróprio como tratar um paciente com anemia profunda fazendo uso da drenagem de seu sangue por meio de sanguessugas para "extrair o sangue ruim" a título de limpá-lo, conforme a velha prática de uma técnica médica anciã.

Os políticos nestes processos são as sanguessugas promovidas pela concepção ultrapassada de tratar problemas sociais. Enquanto as sanguessugas engordam, o paciente agrava a sua anemia graças ao "médico" que pensa curá-lo.

Até aqui, pode-se pensar que a herança cultural seja um mal.
Completo equívoco.
O antibiótico cura, mas leva o preço dos seus efeitos colaterais.

Herança cultural de um povo é fundamental.
Ela dá o senso de se pertencer a algo, um sentimento fundamental que define a natureza gregária do ser humano.
A herança é o patrimônio que nos permite iniciar a vida com uma noção de sentido.
Sem cultura, ficamos sem passado, perdemos a referência e o sentimento de estarmos perdido é profundamente desagregador.


Se um país não investe em educação e saúde, então investe em um futuro que fica à deriva.
Um ser humano à deriva da sociedade, acaba nas drogas, no crime, ou em algo pior.
E o pior é um indivíduo sem noção de pertencer a algo, desprovido da convicção que opera os milagres de vitória que superam os poderes bélicos e engordam as filas de traidores, espiões duplos, etc.

Se o texto parece ora te jogar para um lado, ora para outro, foi intencional.
Através desse processo somos levados a pensar por perspectivas diferentes, o que constitui o melhor caminho para o crescimento subsidiado na razão amparado pela índole.

Observe que a índole poder ser boa ou má, levando aos resultados onde o livre-arbítrio assume o papel de educador pelas consequências das opções feitas.

Eu acredito que quando apresentamos um problema, temos o dever de apresentar uma sugestão de solução, do contrário fica parecendo com o político que angaria votos apenas apontando o dedo para os erros da oposição.

O caminho da solução começa pela construção das pontes de aproximação cultural formadas naturalmente através da iniciativa espontânea da sociedade.

É por isso que regimes absurdamente retrógrados restringem a comunicação com o mundo, seja pela Internet, ou através da música, da literatura, etc.

Neste momento conturbado, o Irã cortou o acesso à Internet e Musk ofereceu alternativa grátis.
É uma guerra cultural travada de forma mais decente.

Na Coreia do Norte, o governo pode lhe condenar à morte se estiver assistindo filmes ou ouvindo músicas ocidentais.

O Talibã proíbe escolas às mulheres, como também às vezes fecham as escolas para todos, porque assim, o indivíduo desprovido de várias opiniões vira presa fácil de lavagem cerebral cultural por falta de opção.

Bombas e intervenções bombásticas têm efeitos adversos trágicos.
Qualquer morte de origem acidental servirá para transformar a opinião pública num grande inimigo pelas mãos das armadilhas verbais, das inverdades pelas verdades incompletas, pelo manejo sagaz da oratória conduzindo o sentimento de uma razão equivocada e pobre, pelas mãos políticas a serviços de seus próprios interesses.


A solução pacífica e duradoura pode vir pela aproximação cultural espontânea com base em meia dúzia de princípios divulgados pelo rabi de Nazaré.

Precisamos da herança cultural que nos serve de lavagem cerebral enquanto não podemos pensar por nós mesmos, e somente o empenho espontâneo em estender a sua compreensão através da expansão dessa percepção herdada, é que pode trazer alguma paz na tão conturbada alma humana nos estertores de seu aprendizado de autoconhecimento.

E isso, só começa quando soubermos entender que a nossa "casa" termina na cerca que a separa daquela do vizinho, enquanto ambos trafeguem entre elas pela troca volitiva genuína que agregue valores sem o fantasma da submissão sob o manto da ameaça.

Disso conclui-se que, qualquer reação tempestiva por diferença de opiniões, por mais que nos magoem, humilhem ou nos ofendam, apenas reforçam a intransigência que sustenta as guerras por meios bélicos.

A verdade é que a solução nasce em cada um de nós, em nossos pequenos atos que formam o comportamento coletivo.



janeiro 11, 2026

O Que É Planejar?


1° Edição,  revisão


Talvez esta publicação cause estranheza porque o tema para muitos pode ser trivial, até mesmo óbvio.

Obviedade é um conceito muito relativo à experiência de cada um, principalmente dos mais jovens.

Então segue a minha receita de bolo a quem possa interessar.

Mentalmente eu me pergunto:

1. Qual a minha tarefa.
Essa pergunta parece fácil, mas algumas vezes confunde.
Ela se resume no objetivo principal, mesmo que ao longo do caminho de sua execução tenha atendido a outros objetivos.
São justamente estes outros objetivos paralelos, ou subentendidos, que podem desviar o foco do objetivo.
Para não perder o foco, escreva:
Meu foco principal é ...
Você pode precisar recorrer a essa anotação, por mais incrível que pareça, quando a sua cabeça começa a dar voltas.



2. O que preciso fazer para iniciar e concluir a tarefa?

Comece a anotar os passos pela ordem de execução.

3. Execute os passos conforme o passo 2.


Usualmente, se começa com o primeiro tópico do planejamento.

Muitas vezes precisamos reajustar nosso procedimento à medida que avançamos no amadurecimento da tarefa.

Se você estiver trabalhando com um bot inteligente, compartilhe com ele o objetivo da sua tarefa e o seu plano de execução passo-a-passo.

Você obterá com isso ao menos 3 efeitos:

- O bot vai anotar isso no seu contexto de trabalho com ele de modo a ajudar você a completar a tarefa conforme o seu planejamento.

- Você poderá coordenar seus trabalhos com clareza, sempre observando se o plano inicial necessita melhora ou ajuste.

- Tanto você como o bot não perderão contextos e poderão estar melhor sincronizados para que as ações e atividades que sigam surgindo sejam mais aderentes ao seu objetivo.



4. Todo planejamento, quando possível, necessita de uma meio de ir testando cada passo implementado.

Eu deixo claro que testes nem sempre são possíveis, principalmente em procedimentos de ação única.

Aprendemos melhor quando estamos organizados.

Somos mais eficientes quando temos claro em nossa mente o que realizar.

Do contrário, você e o bot podem terminar confusos e prolixos.

Lembre-se, por enquanto você é o diretor do filme que vai rodar.

Provavelmente no futuro, você poderá ser substituído por um diretor mais eficiente no seu próprio filme da sua vida.

Então, aproveita enquanto é tempo e treine. Talvez você vá precisar competir...
Você pode precisar disso.


Minhas Aventuras Com o ChatGPT 5.2 - Como Trabalhar Com Temas Mais Complexos


1° Edição,  revisão

Quanto estiver trabalhando com temas mais complexos, certamente eles envolverão procedimentos.

Então siga a seguinte estratégia:
 

1. Planificação

2. Passo-a-passo em pequenos passos.

3. Prática e crítica à medida que implementamos cada passo.

Esse esquema precisa estar na "alma", correndo no sangue.


Vou dar um exemplo tirado da prática, reescrevendo parte dos diálogos da minha tarefa através de um exemplo.

O que está em negrito é o meu prompt.
Em itálico é a resposta do bot.

About the Schema creation you missed an important step: publishing.
There is a link on the top of the page for this.
Without publishing, the created schema is lost and it doesn't appear on the datasets menu.

You’re 100% right — *Publish* is a required step in ADF, and without it you can absolutely “lose” work (or at least it won’t show up as committed artifacts). Thanks for calling it out.
...


And I also think that you missed another step.
To import a Schema, you must have to create it first. 
So, shouldn't you review the entire procedure to make it correct step-by-step?

You’re right again: I mixed two ideas under the word “schema”.


Embora o ChatGPT seja excelente assim como outras opções de bots inteligentes, tal tecnologia ainda precisa da nossa mente diretora, e dê graças a Deus que eles precisam!
Aproveite o bom momento enquanto você ainda é relevante.


Por que pequenos passos?

A sua confusão pode ser fruto da sua e da dele também!
Pensa nisso.

Você é o diretor da peça.
Planeje, execute e dirija como tal.

E talvez você se pergunte:

Como eu posso corrigir o professor se sou o aluno?

Você não pode corrigir algo que ainda não aprendeu, mas se está REALMENTE aprendendo pode perceber que algo está errado.

Por isso os pequenos passos.



Faz sentido?


Difícil de Entender Se Não Deixarmos A Paixão De Lado

 

1° Edição,  revisão


Maduro supporters rally as Trump signs order protecting US-held revenue from Venezuelan oil

Essa notícia é um ótimo exemplo que nos ajuda a entender melhor a conturbada e polarizada exaltação mundial, um duelo em vários campos de batalha do confronto filosófico-sentimental, dessa luta constante entre desejos opostos.

O pano de fundo é variado, e ora questiona os limites do direito à liberdade da individualidade cívica, como é o caso da luta LGBTQ, ora é a eterna luta entre os modelos de gestão social entre os defensores de uma teocracia forte (ISIS - Estado Islâmico), ditadores (comunistas, socialistas, etc), e aqueles que idealizam o estado democrático; ora é a conquista por direitos iguais independentes de características sociais ou raciais, em contrapartida, àqueles que acreditam que estas diferenças prevalecem como meio principal de julgamento.

Ao sentimento democrático fica o desejo de entender como uma parte da população mundial apoia regimes autocráticos, mesmo conduzidos no extremo da paciência coletiva mundial.


Maduro (Venezuela), Kim Jong-un (Coreia do Norte), Putin (Rússia), Xi Jinping (China) ocupam frequentemente os noticiários.

China é um bom exemplo.

A China, antes de se tornar comunista pelas mãos de Mao Tse Tung, trilhou um caminho onde o país dividiu-se em várias regiões dominadas por chefes militares, conhecida como a "Era dos Senhores da Guerra na China".

O leitor pode conhecer mais detalhes nesta postagem anterior:

VOTO DE REPROVAÇÃO NÃO É VOTO NULO OU BRANCO - É NECESSÁRIO TER ESTA OPÇÃO

Um poder central fraco ou inexistente, e a governança descentralizada, que disputa poderes entre si, onde cada região tem seu governo que busca submeter os outros, também foi um problema sério na China como no Japão.

A Democracia também leva à multiplicidade de grupos de poder que lutam entre si pela hegemonia.
Triste semelhança.
Você já havia antes pensado nisso?

China e Japão evoluíram por caminhos diferentes.

O imperialismo japonês atropelado pela WW2 (Segunda Guerra Mundial) mudou seus rumos internos pela intervenção externa como consequência de sua derrota. Vamos deixar este caso de lado, porque é reflexo de um processo externo mais que interno no seu pós-guerra.

A China, por sua vez, só veio encontrar seu caminho nas mãos da centralização, saindo do atraso e da miséria até atingir o topo, disputando hoje com a nação mais poderosa: EUA.

Repare que, no caso da China, a centralização de poder na mão da filosofia comunista apresentou um sucesso extremo e inquestionável, consolidado na prática.

Os EUA, defendendo uma democracia movida ao sabor de um grupo do "Business", trafega em sentido oposto, onde sua soberania vai sendo ameaçada.

O Capitalismo extremo pelas mãos da Democracia também não representaria uma forma de concentração de poder?
Não seria algo antagônico ao conceito democrático que, aliás nestes casos, não pareceria mais uma maquiagem da autocracia orientada a lucro?

Um país tão rico, e dito tão livre, no entanto, ainda carece de saúde pública e acesso total à educação, bem como outros benefícios àquela população que sustenta o grupo do Business.

Um país assim fica muito aquém de outros países não tão "democráticos", porém com uma política mais acessível para seu povo.

Neste caso, qual regime é realmente mais Democrático?
A democracia não representa o povo no poder?
Será que o povo estadunidense dispensa tais benefícios públicos?


O movimento político sob o acrônimo MAGA (Make America Great Again) é uma confissão pública dessa decadência, porque ninguém torna algo grande novamente se não está menor.

Neste momento o leitor mais sentimental, mais precipitado e explosivo, vai logo bradar: "Esse comunista de M. está querendo vender o peixe dele com essa conversinha ...".

Nunca fui comunista, mas também não acredito em sistemas de governanças utópicos, ou de fachada, que, na prática, viram pesadelo à população.

O problema surge quando a liberdade de poucos se torna o pesadelo de muitos.


O senso de ordem e uma política inteligente levaram a China da miséria à riqueza.

Esse mesmo senso de ordem e uma política egocêntrica conduziu o povo da Coreia do Norte à miséria e ao ostracismo.

O senso de liberdade estadunidense confundiu-se com tantos interesses e paixões desenfreadas, que tornou a águia míope, caçando mal e no lugar errado.



Deixo pontos abertos para o leitor, todavia vou fechar com o meu.

Como reafirmei em várias postagens, o que faz diferença não é o modelo de governança, mas a inteligência daquele que põem em prática um modelo.

O que falta à Democracia de hoje é competência.
Regimes comunistas também falharam (União Soviética, por exemplo).
A China, por enquanto, é um exemplo de sucesso que soube aproveitar-se de regimes democráticos para reescrever sua história.

A China vai continuar dando certo?
Tudo que cresce muito rápido corre o risco do suflê ao sair do forno: pode murchar.

A liberalização controlada do regime chinês começa a encontrar seus tropeços ensaiando seus arroubos expansionistas, a exemplo de seu rival estadunidense, que o levará aos mesmo efeitos colaterais.


Não é o regime de governança que faz diferença, mas a natureza do Homem.


















janeiro 07, 2026

Sentido das Coisas - Quando Um Erro Puxa Outro

 

1° Edição,  revisão


Recebemos a notícia que Trump invadiu a Venezuela, capturou seu presidente Maduro e esposa.

Trump tomou essa ação mediante inúmeros pretextos, desde narcotráfico a desvio de petróleo. Se estiver curioso, pode começar por aqui, que embora o link direcione para uma página em inglês, você pode traduzir pelo navegador.

Live: US is 'going to run' Venezuela until safe transition of power can take place, says Trump - France 24

Em operação militar similar, EUA também invadiram o Iraq em 2003, capturando Saddam Hussein.

As principais alegações estadunidenses para o ataque ao Iraque eram:
- posse de programas ativos de armas de destruição em massa (ADM)
- ligações operacionais com a Al-Qaeda

Tais alegações não foram confirmadas posteriormente.
Buscas extensivas realizadas pelo Grupo de Pesquisa do Iraque não encontraram estoques de armas químicas, biológicas ou nucleares, nem evidências de programas de produção em andamento desde a década de 1990.
Justificam o erro como falha do serviço de inteligência.

Os relatórios de inteligência dos EUA, incluindo conclusões da CIA e do Senado, também confirmaram que não existia relação de colaboração ou parceria operacional entre o regime de Saddam e a Al-Qaeda, apesar de exageros de medias confiáveis, o que demonstra que nem elas são tão confiáveis assim!!!

As invasões estadunidenses são inúmeras, seguidas de suas inúmeras justificativas.

O tempo passou e veio o repeteco de Trump na presidência.

A diferença entre o passado e o presente é que a máscara caiu e hoje as coisas no governo Trump estão acontecendo conforme seu estilo: rough! (duro)

Os anos, tal como um rio caudaloso de experiências, foram construindo uma percepção mais independente, onde cruzar informações e aguardar o tempo como meio de distinguir o joio do trigo, tornou-me mais crítico e menos partidário, seja qual for o regime.

Todos eles, democráticos ou não, buscam prevalecer seus interesses por meio de notícias manipuladas.
Quando vemos países na disputa pela corrida dos armamentos nucleares, torcemos o nariz com toda a razão.

Infelizmente, contudo, tais países têm sua parcela de razão prática, não pelo prisma utópico dos nossos princípios de sobrevivência, mas por aqueles outros de autodefesa.

Se a autodefesa é lícita para o cidadão, então para um país também, inclusive aqueles regidos por déspotas.

Mas como fica situação se o déspota joga pesado?!

Se a Venezuela fosse uma Coreia do Norte, Trump não teria tomado tal ação.


Fica difícil negar a ilicitude da corrida armamentista nuclear.
Não fica não?

Por outro lado, considerando a hipótese que justifica o ataque à Venezuela seja consubstanciado pela realidade que só o tempo garante, tais medidas fazem sentido.


A percepção que sobra é que um erro parece justificar outro.
Ou seja, que um erro realmente justifica o conserto de outro.

Diante do maremoto de erros que a humanidade gera diariamente, o julgamento de suas correções acaba meramente uma perspectiva de cunho pessoal, porque se um erro não justifica outro, então um país teria o direito de invadir com ópio outro país sem ter sua soberania ameaçada?

E se pode invadir com ópio, pode invadir com muitos outros agentes desagregadores da estrutura social, tal como “Fake News”, etc.

Se um país promover a deterioração social de outro por meio de massiva campanha de “Fake News”, justificaria ser invadido por outro?

É claro, que tudo isso acontece desde que não haja o impasse da destruição recíproca por meios atômicos.
Então todos precisariam ter armas nucleares para se defender?


Outras perspectiva interessantes podem ser levantadas, mas vou escolher apenas uma, por questão de espaço.

A máquina estadunidense depende de pesada infraestrutura de autodefesa.
Ela traz um peso enorme para as contas dos EUA, que aliás, não estão fechando.

Então, por que não usar tal máquina a favor do lucro?
Ao menos ela se pagaria...
Talvez seja esse o raciocínio de Trump.

Trump segue um padrão muito simples e predizível de ação.
Ele primeiro encontra um subterfúgio para justificar suas ações.
Se o subterfúgio encontra eco, ele decola na ação.

Faz isso por meio dos canais de divulgação clássicos ou através do seu próprio canal de media, o "Trust Social". O nome do canal já diz tudo: "Confiança social".
Dispensa comentários... :-)

A Venezuela é fraca, não detém aliados fortes e Maduro semeou ótimos subterfúgios ao longo do tempo para minar seu próprio governo alimentado a propinas, comprando tudo e todos. 
A ambição é algo sem limites, e após um tempo, quando o potinho de ouro vai secando pelo excesso de consumo, a solução acaba sendo os negócios mais lucrativos. 

Existe negócio mais lucrativo que o ilícito???
Mas será mesmo, apesar de fazer todo sentido???
Complicado querer julgar do lado de fora de uma malha de horrores que a alta cúpula mundial comunga.

Uma das justificativas de Trump para o sequestro de Maduro, desaparece com o mesmo truque de mágica "trumpense" com que apareceu:

Departamento de Justiça dos EUA retira alegação de que o Cartel de los Soles da Venezuela é um grupo real

A coisa começa a ficar descarada.

O fato é que Trump precisa fechar as contas estadunidenses, pagar a altíssima conta da imensa infraestrutura militar que sustenta a segurança de seu país, já que tem inimigos ferozes espalhados por todo mundo, aliás em número crescente.

Então a solução mais óbvia é usá-la para promover lucro.
Hoje foi Venezuela.

Trump says Venezuela will send 30 to 50 million barrels of oil to US
(Trump diz que a Venezuela enviará de 30 a 50 milhões de barris de petróleo para os EUA.)

Na mira vem Groenlândia, etc.

A OTAN não é lucrativa para os EUA na concepção Trumpista.

De um lado faz sentido que os EUA busquem seus interesses.
Os "aliados" se acomodaram na atitude paternalista de décadas.
Era interessante para eles.
Neste aspecto, os EUA 
"deram mole".

A visão mais pragmática de Trump, lembra outro grande império que desapareceu, mas seguia o mesmo modelo que parece Trump querer impor aos EUA, e tinha coincidentemente o mesmo símbolo: uma águia.

A águia de Roma revive o vôo através de seu parente, a águia americana, e olha que nem é Fênix!

E assim, os EUA vão destruindo décadas de política internacional, que a bem-dizer, realmente não eram boas. Eram o extremo do lado oposto de hoje, levando o país a uma decadência social interna visível.

Trump administration withdraws from dozens of international organisations - France 24

Conclusão, leitor:

Toda águia que voa muito, acaba aumentando sua chance de ser abatida, lembrando que águias são solitárias, o mesmo tipo de vôo que Trump parece fazer à medida que vai perdendo aliados, trocando-os por submissões militares ou econômicas.

O mundo perdeu o lado bom que não soube dosar com pragmatismo, e corre desesperado pelo lado oposto que leva à pilhagem e ao isolacionismo.

O mundo precisa do lado bom dos EUA sem os excessos idealistas de outrora, nem os radicalismos econômicos do hoje.



janeiro 06, 2026

Minhas Aventuras Com o ChatGPT 5.2 - Descobrindo Seu Nível de Inteligência


1° Edição,  revisão


Deslumbramento é a palavra que me ocorre quando estamos diante de algo novo, realmente novo!

Os bots inteligentes e outros mecanismos de IA surgiram repentinamente para o público, e evoluíram em suas versões muito rapidamente.

Processos novos com rápida evolução causam deslumbramento.
O novo é sempre um tipo de choque cultural, porque algo acontece para reconstruir o seu pensamento a partir do velho, e se essa reconstrução leva para alguma coisa inesperada, o deslumbramento é inevitável, ainda que provisório.

E venho trabalhando com apenas quatro deles:

ChatGPT 5.2
Copilot
Gemini
Perplexity

Pois é... para quem acompanha o blog, aumentei dois.

Todos ótimos e cada um com suas vantagens e particularidades.
Não é raro que repita a mesma pesquisa entre eles.

O que até então não havia conseguido “medir”, não no sentido estrito de obter valores finais absolutos para efeitos comparativos, mas no sentido de começar a entender os limites da tecnologia atual.

Uma dúvida sempre pairou para mim.
O quanto eles são inteligentes?

Eu ainda não tinha encontrado uma oportunidade que coincidisse com as possibilidades das minhas atividades diárias, até que hoje, vi a possibilidade de fazê-lo.

Analisando um projeto de software com várias implicações, resolvi propor a solução para o ChatGPT 5.2, já que o mesmo se destacou entre os demais, e não é para menos, uma vez que uso a versão paga, um detalhe importante a considerar já que os outros serviços são gratuitos.
Se você paga, obtém mais, então comparar com os outros não pagos seria desleal.

Supondo que uma versão paga possa oferecer o melhor de si.
Então resolvi testar o ChatGPT v.5.2 pedindo uma proposta de solução de projeto.

Ele o fez de maneira bem detalhada, e quando questionado, foi completando sua abordagem.
Muito bom, mas logo percebi que era um amontoado de tijolinhos coletados de conceitos esparsos e dispostos com uma lógica básica.

OK!
Serviço entregue, mas será que seria a melhor solução, embora ela estivesse embasada em vários padrões de estratégia de construção de soluções?

A solução era cara de implementar e manter.
Sinceramente, não gostei não, apesar de oferecer várias oportunidades para que o bot pudesse melhorar a sua resposta.

Resolvi arguir o ChatGPT com uma proposta alternativa composta por vários passos que criavam um grafo de possibilidades diante dos contextos encadeados.

Trocando em miúdos, a proposição era mais complexa, onde seus tópicos levavam à análise composta de possibilidades múltiplas sob várias premissas.

Eu queria, ou ao menos tentar, 
descobrir qual o seu poder de análise?

Eu sinceramente esperava uma resposta levando a várias possibilidades, e resumindo finalmente a mais efetiva com o propósito a que se destinava o projeto.

Não foi o que obtive.


A análise do ChatGPT reproduziu um comportamento humano primário onde a primeira premissa, ou proposta considerada falsa, alavanca o resultado final!

Acontece que essa forma de pensar não é a melhor.
Uma premissa ou asserção inicialmente falsa, diante da composição contextual posterior, pode se tornar verdadeira.

Ficou difícil de entender?
Vou dar um exemplo e tudo fica fácil.

Uma pessoa diz:
A comida ultra processada é adequada.
Oras, todos sabemos que elas não são adequadas.

Porém...
Se agora vier um contexto posterior:
A comida ultra processada é adequada diante da miséria extrema.

Então a mesma frase sob um contexto posterior a ela pode se tornar o complemento que definirá outra conclusão.

Afinal, melhor que morrer de fome, é comer comida ultraprocessada.

E agora, a mesma frase sob um novo ângulo, mas com a mesma “conclusão implícita”, torna-se uma verdade.

O teste feito com o ChatGPT incluiu alguns contextos que conduziam a uma cadeia de conclusões mais complexas, tal como o exemplo anterior, só que um pouco mais rebuscado.


O ChatGPT reagiu seguindo o comportamento humano primário.

Pega a primeira asserção falsa e parte para invalidar toda a tese.
É como uma pessoa que ao ouvir que “a comida ultra processada é adequada” se precipitasse a negar tudo o mais que você falasse, sem considerar que é melhor que morrer de fome.

Você já teve a infeliz oportunidade de conversar com gente assim?
Ouvi algo, precipita-se, ignora o restante do que você falou e parte para a crítica?!!
Um horror!

O ChatGPT agiu assim.

Discutimos por algum tempo, até que fui “quebrando” as suas premissas precipitadas uma a uma.

No final, ele entendeu.

Eu considero o resultado do ChatGPT fantástico!

Embora a capacidade de “racionalização”, algo como QI, seja ainda medíocre ou mediano, representa um esforço hercúleo de milhares de pessoas dotadas e outros milhares de dólares para que isso acontecesse.

Infelizmente, quando a computação quântica chegar, de fato, acredito que tais disputas com possibilidade de ganho por um ser humano fique restrita aos super gênios.

Por enquanto eles são inteligentes, mas nem tanto.
Amém!


janeiro 04, 2026

Fim ou Recomeço?

  1° Edição,  sem  revisão

Recebi de um amigo a seguinte mensagem que transcrevo aqui na íntegra:


Olha que texto interessante:

Recebi de um Amigo.


🩵 "OS IDOSOS"


 "Nascemos nos anos 30-40-50-60-70."


 "Nós crescemos nos anos 50-60-70-80."


 "Estudamos nos anos 60-70-80-90."


 "Estávamos namorando nos anos 70-80-90."


 "Nos casamos e descobrimos o mundo nos anos 70-80-90."


 Aventuramo-nos nos anos 80-90-2000.


 Nos estabilizamos nos anos 2000.


 "Ficamos mais sábios na década de 2010."


 E seguimos firmes em 2020.


 "Acontece que vivemos OITO décadas diferentes..."


 "DOIS séculos diferentes..."


 DOIS milênios diferentes...


 “Passamos do telefone com operadora para chamadas de longa distância para as videochamadas para qualquer lugar do mundo, passamos dos slides para o YouTube, dos discos de vinil para a música online, das cartas manuscritas para o e-mail e WhatsApp”.


 "Desde partidas ao vivo no rádio até a TV em preto e branco e depois para a TV HD."

 Fomos ao Videoclube e agora vemos Netflix.


 'Conhecemos os primeiros computadores, cartões perfurados, disquetes e agora temos gigabytes e megabytes em mãos no celular ou IPad."


 Usamos shorts durante toda a infância e depois calças compridas, oxfords, bermudas, etc.


 "Evitamos paralisia infantil, meningite, gripe H1N1 e agora COVID-19."


 Andamos de patins, triciclos, inventamos carros, bicicletas, ciclomotores, carros a gasolina ou diesel e agora andamos em híbridos ou 100% elétricos.


 "Sim, passamos por muita coisa, mas que vida maravilhosa tivemos!"


 Eles poderiam nos descrever como “exennials”;  pessoas que nasceram naquele mundo dos anos 50, que tiveram uma infância analógica e uma idade adulta digital.


 "Somos uma espécie de Yaheseen-it-all."


 Nossa geração literalmente viveu e testemunhou mais do que qualquer outra em todas as dimensões da vida.


 É a nossa geração que literalmente se adaptou à “MUDANÇA”.


 Uma salva de palmas a todos os integrantes de uma geração muito especial, que será ÚNICA." 


Mensagem preciosa e muito verdadeira 


 🏹🏹 O TEMPO NÃO PARA!


       _"A vida é uma tarefa que nos propusemos a fazer em casa._

 

Quando você olha... já é sexta-feira;  quando se olha... acabou o mês, quando se olha... acabou o ano;  quando se olha... 50, 60 e 70 anos se passaram!


_Quando você olha... não sabemos mais onde estão nossos amigos.


_Quando você olha... perdemos o amor da nossa vida e agora, não dá mais para voltar.      


O dia é hoje!


NÃO TEMOS MAIS IDADE DE ADIAR NADA.


Espero que você tenha tempo para ler e depois compartilhar esta mensagem... ou então deixe para

Depois e você verá que nunca a compartilhará!


 Sempre juntos

 Sempre unidos

 sempre irmãos

 Sempre amigos


 Passe para seus dez melhores amigos e para "eu" se eu estiver entre eles e você verá como nem todos respondem. 


Porque deixam para depois 😉😉😉 


 

Sem dúvida é um bom texto, feito por uma pessoa inteligente e com boa cultura.

É bem interessante como ele abordou o tema formando um resumo singular.

 

Ao final, a partir dessa frase:

```Nossa geração literalmente viveu e testemunhou mais do que qualquer outra em todas as dimensões da vida.```

eu sou levado a conjecturar em sentido diverso porque a minha forma de ver expande-se para o futuro ao invés de alimentar-se do passado.


O passado traz sempre o caminho inverso do processo evolutivo, ao passo que o futuro é sempre um passo à frente na longa trajetória de entendermos melhor a vida, o seu sentido, na esperança que a felicidade seja compreendida mais pelo espírito que pelas suas necessidades físicas enquanto trafega na matéria.

 

O sentimento de autovalorização do texto demonstra a necessidade de criar um sentimento de resgate de valores quando o indivíduo sente que a sociedade “aposenta” a sua utilidade.


Acreditar que vivemos mais que qualquer outra geração é o resultado desse sentimento exaltado pela crença de inutilidade, porém desde que fisicamente estejamos aptos, sempre haverá muito o que fazer, ao invés de gozar o conforto material enquanto se espera a morte do corpo físico.

A geração atual vai enfrentar desafios ainda maiores que o nosso.
Entre outros, o sucateamento humano, a transformação climática, e o aumento insuportável do poder de destruição.

Eles passarão da era digital para a era quântica, que trará um poder brutal às máquinas.

Essa geração viverá o início de uma competição literalmente "desumana" em virtude da  eficiência proporcionada por essas máquinas impulsionadas por novos modelos computacionais extremamente superiores à tão restritiva tecnologia digital, que busca resolver tudo com apenas dois estados físicos por falta de coisa melhor.

A ampliação da capacidade de lidar com a multiplicidade de estados físicos de representação da informação, não só agiliza o processo dramaticamente, como também amplia a capacidade de tratar problemas insolúveis pela era digital.


Se a nossa geração sente o peso do sucateamento pelos anos, as futuras gerações sentirão peso ainda maior pelo sucateamento da utilidade humana, substituída pelos recursos alternativos que uma nova tecnologia “orientada a poder” irá constituir a nova forma de governança político-econômica e social.

 

A nossa geração teve mesmo é muita sorte!

Talvez esta seja essa a melhor distinção, ou quem sabe poderíamos dizer que vivemos uma experiência de um momento evolutivo ímpar, quando comparamos com outras.

Vivemos o melhor que o mundo analógico pode oferecer à ocasião, ainda com a oportunidade de conhecer praias virgens, limpas, sem poluição, à medida que a ciência ia trazendo benefícios singulares ao conforto humano.

As nossas restrições tecnológicas traziam contenção ao nosso poder de destruição, mas foram suficientes para ampliar os progressos da medicina, com novos tratamentos e anestésicos, além de muitos outros confortos suportados por todos os campos da inovação humana.


As próximas terão o desafio de superar o antigo modelo de crenças humanas para viabilizar a sua existência social.

Enquanto isso, os benefícios da tecnologia cobrarão caro seus serviços até que possamos evoluir como seres realmente sociais.

 

E seguindo o pensamento reencarnacionista, faz mais sentido pensar que essa experiência foi apenas um momento da nossa evolução, quando então reencontraremos na próxima o mundo da forma como o deixamos.

 

E o que é velhice?
À medida que a sociedade evoluir, continuará expandindo a longevidade humana.
Melhor que medir a utilidade humana pelo tempo do nascimento, é medi-la pela capacidade do indivíduo continuar interagindo e sendo útil.

Não devemos confundir a preguiça que busca usufruir das conquistas passadas, quando busca na aposentadoria a sua inutilidade social. E isso pode ser feito em qualquer idade, dependendo do sucesso financeiro de cada um.
Isso sim é velhice, porém autoimposta.

A velhice do corpo físico quando não mais suporta as atividades terrenas não é um estado terminal, pelo contrário.

A velhice é o recomeço de uma nova etapa, tal como a lagarta que se transforma em crisálida, para então depois poder voar.


novembro 18, 2025

Sentido de Vida

 1° Edição,  sem  revisão


Quem nunca se deparou com a pergunta:

Qual o sentido da vida?

Vivemos de propósitos passageiros que vão disfarçando essa lacuna de conhecimento, que nos momentos extremos, parecem faltar como os alicerces que mantêm a nossa força e o equilíbrio de viver.

Garantir o futuro dos filhos, superar os desafios no emprego, administrar a nossa vida social, e buscar alguma compensação para tanto esforço, mediante momentos de descanso ou fuga, onde uma viagem parece preencher o vazio do cotidiano que nos coloca como galinhas poedeiras, precisando sempre provar nossa produtividade social, econômica, técnica e mesmo emocional, seja no suporte daqueles que nos rodeiam, como em nós mesmos.

Eu vivi como um surfista que pega uma onda e logo busca a emoção da próxima, aperfeiçoando suas habilidades e satisfazendo o ego que parece um vórtice tragando o propósito de viver.

Pior que o surfista que desafia as ondas ao mesmo tempo que teme o tubarão que surfa junto buscando seu alimento, vira e mexe eu sentia a sua abocanhada, exigindo de mim qual o sentido final do depois, aquele “depois” de tudo, como um final de festa em que resta a limpeza para cair na realidade.

Muitas vezes no auge do desespero parei de surfar.
Nestes momentos, tornava-me o próprio tubarão que devorava o meu sentido de viver.

Eu precisava de uma solução, mas questionar o sentido de viver é tão sem sentido quanto perguntar a um bebê quais são seus planos de vida.
Se você pensar que é exagero, basta comparar a parcela de conhecimento humano diante do Universo.


À medida que o tempo passava, eu amadurecia, e começava a juntar algumas frases atribuídas a Jesus, buscando algum outro ângulo de abordagem.


1- "E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados."
Mateus 10:30

2- “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço, e elas me seguem.
Eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.”
João 10:27–28

3- “Por isso o Pai me ama: porque dou a minha vida para a reassumir.
Ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou.
Tenho poder para a dar e poder para a reassumir.” 
João 10:17–18


Juntando tudo isso, comecei a pensar que talvez, melhor que buscar um sentido de vida, seria ponderar primeiro a importância que Jesus dá a ela.

Na segunda frase citada acima, Ele também afirma ser responsável por nossas vidas, e deixa a entender que se estende a todos.

Jesus não precisava ter vindo, como ele deixa claro na terceira, e prova que domina a vida através de sua ressurreição no terceiro dia.

Ele morreu por livre e espontânea vontade, como exemplo de fidelidade aos princípios que ensinava. Poderia ter fugido, renegado sua fé, desmentido, etc.

Isso é um ponto importante a ressaltar.
A sua morte é interpretada como um ato para redimir nossos pecados.
Eu interpreto essa redenção através do nosso próprio esforço ao seguir seus ensinamentos:

“Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.”
João 14:6

A interpretação de que a Sua morte "lava os nossos pecados", induz a uma conclusão inadequada àquele que se precipita, podendo imaginar que isso aconteça sem o nosso próprio empenho, como se já tivéssemos lavados pelo seu sacrifício!

Vejo isso como uma manobra religiosa, e tem seu lado positivo.

Quem lava os nossos pecados somos nós mesmos, onde o exemplo Dele da Via Crúcis deixa mais que claro que será pelo nosso próprio esforço ao atender os seus princípios, custe o que custar. Ele, na verdade, dava o exemplo vivo de que cada um deve carregar a sua própria cruz.

Fica difícil divulgar uma religião que leva ao extremo o exercício de seus preceitos.

"Se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te é melhor perder um dos teus membros do que ter todo o corpo lançado no inferno."
Mateus 5:29–30


Então, eu imagino que alguém deu “um jeitinho” de não assustar os fiéis menos fervorosos usando uma frase com interpretação dúbia.

Após juntar Suas demonstrações de amor, certeza, comprovações (seus milagres), coerência onde seus ditos se consubstanciam apesar de contextos diferentes, e todo o sacrifício e empenho que Ele próprio trouxe a si, só podem conduzir a uma única certeza:

“A vida é algo extremamente importante para ter justificado a Sua vida entre nós, com todo o sofrimento dela decorrente.”

Não sabemos o propósito final da vida, como ela acabará quando todos estiverem em equilíbrio através de seus ensinamentos, mas sabemos que seu propósito é a construção, e a reconstrução de nossa natureza conforme seus ensinamentos.

Então, mais lúcido pelos anos, eu me repreendi, entendendo que buscar entender algo que não podemos, além de pretensioso, não deveria servir de justificativa para escaparmos àquilo que realmente dá sentido à Vida, por hora, ou seja, trabalhar em nós a tentativa diária de viver os seus ensinamentos no limite de nossas forças.

Afinal de contas, pelo primeiro item da lista acima, se até nossos fios de cabelos estão contados, tudo que nos acontece segue a Sua lógica, que ainda não podemos entender, tal como a criança que na escola aprende coisas que não sabe onde irá utilizar, mas que através do tempo e de seu empenho, vem mais tarde agradecer o exercício de uma tarefa que parecia inútil, mas que consubstanciou o seu crescimento pessoal na fase adulta.

E àquelas crianças que rejeitam o aprendizado, justificadas por suas dúvidas ou certezas imaturas, que servem mais como desculpa da preguiça que busca o conforto do hoje, esquecendo a construção do amanhã, aprenderão suas lições, mais cedo ou mais tarde, pela forma mais difícil, porque a oportunidade desperdiçada cobra tributo caro.



setembro 28, 2025

A Máscara Caiu - Quando Os Defensores da Democria Mundial Adoecem

 

1° Edição,  revisão

Eu escrevo esse post com extrema tristeza.

Minha educação sempre esteve pousada sobre dois pés:
Um na liberdade e outro no senso democrático.

Eu faço menção ao "senso democrático" porque a democracia ainda não atingiu a sua maturidade.
É um conceito vago, confundido com liberdade total, bagunça, etc.

Fico extremamente triste porque parte da minha educação devo ao povo estadunidense.
Meu vínculo cultural com eles é inequívoco, mas não cega a minha percepção crítica.

É como o amor aos meus pais, pois nunca fui indiferente aos seus erros.

Amor talvez seja a capacidade de ver o lado bom apesar do lado ruim, algo com que todos nós lutamos e faz parte da nossa natureza, enquanto não alcançarmos o vôo maior da evolução espiritual.

Amor talvez também seja a capacidade de ver o lado bom, apesar do lado ruim e inevitável da natureza humana.


Ao assistir este vídeo:
USA: An Illinois senator goes viral after confronting masked ICE agents - France 24

eu digo a vocês, doeu!

Minha primeira namorada foi americana.
Tive namoradas latinas.
E por meio de todas elas, eu aprendi a amar o mundo, indiferente à diferença de sua cultura.

O vídeo dói!
Uma mulher agoniada, a senadora, gritando na calçada da vizinhança, pedindo que seus moradores fiquem em casa porque o ICE, um grupo de pessoas brutas (raw people like thugs), tal como bandidos, vão caçando pessoas nas ruas da maneira mais rude, imprópria e absurda.

Uma situação surreal, coisa de ficção horrorosa!
Imagine algo assim no Brasil!

O povo brasileiro não tem vocação natural para isso.

Bolsonaristas que me perdoem!
Espero que seu extremismo seja enterrado junto com o de Trump.

E lembro, veementemente, que os extremistas estadunidenses (Ku Klux Klan e cia) não podem fechar os olhos para o fato, que parte da grandeza de seu país, foi construída com o sangue de latinos, africanos, e outras nações.

Não existe grandeza no isolacionismo, ou no ufanismo ortodoxo, onde uma raça pretensamente superior possa substituir todas as outras.

Pensamento assim é fruto de pretensão extrema, consequência da ignorância extrema.


Por mais que alguém busque justificar ações assim, através da pretensa superioridade branca que me faz recordar Hitler com o seu livro "Minha Luta" (Mein Kampf) — uma apologia ao desamor humano —, resta o fato inequívoco da contribuição de diversas raças para a falsa grandiosidade dos nativos exclusivamente estadunidenses, quando sem um judeu como Einstein, e muitos outros, não haveria o EUA que existem hoje, lembrando que Elon Musk (África do Sul) veio reviver o apogeu da NASA, quando os puros americanos não puderam fazê-lo.

E a lista é infinita de contribuintes de outras nações com os EUA, seguindo alguns a título de ilustração:

Madeleine Albright (Czech Republic, USA)

Nikola Tesla (Serbia, USA)

Andy Grove (Hungary, USA)

Elie Wiesel (Romania, USA)

Levi Strauss (Germany, USA)

Oscar de la Renta (Dominican Republic, USA)

Yo-Yo Ma (France-born to Chinese parents, USA)

John von Neumann (Hungary, USA)

Wernher von Braun (Germany, USA)

Joseph Pulitzer (Hungary): Revolutionized journalism and founded the Pulitzer Prizes.

I.M. Pei (China): Designed iconic American buildings like the JFK Library and the Rock & Roll Hall of Fame.

Gloria Estefan (Cuba): Brought Latin music into mainstream American culture.

e etc.


Trump é um homem "rogh and raw" que fez fortuna justamente por esta natureza, um meio de enriquecimento que infelizmente ainda prevalece nos EUA, e que não foi capaz de evoluir culturalmente, distando do futuro como as pirâmides do Egito distam do arranha-céu Burj Khalifa (Dubai, UAE).

Ainda bem que existe a esposa dele, que com sutileza medida e contida, uma vez ou outra, tenta salvar o desastrado marido do pior, a exemplo da Ucrânia.

Infelizmente, a democracia é falha, não só lá, como no Brasil, em virtude das causas que exaustivamente têm sido apontadas.

Um povo cujo acesso à educação vai se tornando algo como uma coisa de uma elite econômica, só pode mesmo terminar nas mãos da demagogia daqueles que prometem milagres ao preço que ninguém quer pagar, mas que só descobre depois que votou, quando então é tarde.

Bolsonaro é um exemplo de desilusão democrática nacional, bem como seus filhos, defensores sob as asas de Trump, tal como garotos que se refugiam sob os braços da mamãe.

Trump vai cair, mais cedo ou mais tarde, como todos os déspotas, acompanhado daqueles cidadãos brasileiros que buscam seus favores em prol de si.

Ninguém tem o poder, nem mesmo o presidente da nação mais rica do mundo, de tripudiar tanto sem que as consequências reconduzam ao estado de equilíbrio, mais cedo ou mais tarde.

É só questão de tempo.

E se até agora meus prognósticos se cumpriram, espero que neste eu não me decepcione.




Minhas Aventuras Com ChatGPT

 

1° Edição,  revisão


O que me motiva a contar esta experiência com o ChatGPT é ilustrar que essa ciência, quase no estado da arte, mas que ainda não é pura arte, pode conduzir o usuário menos avisado a situações infelizes.

Nos últimos dias de férias, resolvi testar aprender algo novo, a partir do zero, apenas usando o ChatGPT.
Sempre estudei mediante livros digitais e consultas diversas, mas os tempos mudaram, e tudo exige mais agilidade.

Então por que não tentar algo novo em novas eras com algo novo?

Antes, preciso passar ao leitor meu backgound.
Sem ele, o entendimento do contexto perde parte do sentido.

Eu sou Bacharel em Informática com ênfase em análise de sistemas.
Apaixonado por TI no que se refere à ciência de lidar com dados.

Ao longo do tempo eu me especializei em engenharia de software, mas a minha tese de formatura como bacharel foi na área de IA. Não deu para seguir carreira em IA àquela época (2004), porque no Brasil não existia campo.

Nestes últimos dois dias e meio, a partir da data de publicação desse post, eu decidi começar uma área nova de conhecimento em TI com a ajuda do ChatGPT, e o resultado descrevo a seguir.

O ChatGPT apresentou valiosas contribuições, mas acabou caindo no próprio loop (ou seja, uma iteração repetitiva) onde ele oscilava entre as soluções.

Eu percebi que ele havia se perdido, como também havia perdido o contexto das perguntas ao longo daqueles dias.

Eu quero antes parabenizar a equipe do ChatGPT.
Gerenciar contexto é algo extremamente complexo, acredite leitor.
Então isto não desmereceu o serviço.

Nesta ocasião, mostrei ao bot que ele havia perdido o contexto, ajudando-o a se recompor.
Funcionou.

Ainda assim, ele não conseguiu seguir adiante.
Repetia-se num loop alternante entre as premissas passadas.

Então, é neste momento que entra em ação a IV (inteligência verdadeira), ou seja, a nossa! :-)

Mostrei a ele que estava em loop, e em seguida comecei a apresentar as soluções que ele não havia conseguido inferir a partir das informações que ele mesmo passava.

Mostrei onde estavam os erros e qual era a solução de saída.

Parabéns à equipe do ChatGPT.
O sistema foi capaz de absorver o feedback, entendendo a falha, bem como a informação nova para que pudéssemos seguir adiante.

Desatolei o ChatGPT.

Mais adiante, apresentei outras correções ao código que ele sugeria.

O que de fato é desagradável no ChatGPT é que ele perde o contexto de quem apresentou a sugestão, ou seja, ele mesmo, e passa atribuir a você a responsabilidade das falhas que são responsabilidades dele.

Mostrei isso a ele, e ele parou.
Parabéns novamente à equipe do ChatGPT.
Ponto a favor.

O segundo ponto a realçar é o excesso de autoconfiança que o algoritmo do ChatGPT possui, como se sempre pudesse corrigir o seu código como se ele fosse um "deus".

Mostrei que as correções eram incorretas, e ele aceitou, refazendo-se.
O tom de presunção do ChatGPT precisou ser tratado com a evidência de seus próprios erros.

A parte boa é que ele reconheceu, e aí que não, porque estaria incorrendo em erro grave.

Ao final, ele sossegou e reconheceu suas limitações.

Eu, da minha parte, fiquei agradecido à equipe do ChatGPT porque, apesar de todas as limitações, o teste de aprendizado sem livros foi mais rápido que a forma convencional de aprendizado, porque aprendi a ler nas entrelinhas dos erros do ChatGPT o conhecimento prático que livros dificilmente podem oferecer, do contrário, tornaria seus textos longos e poluídos.

Nasce uma nova forma de aprendizado, embora necessitando de aperfeiçoamento.

É inequívoco o valor desses serviços inteligentes.
Só nos resta sermos adaptativos para transformá-los em algo útil a nós, e não em nossos substitutos.

Fico muito, mas muito feliz que o ChatGPT tenha todas essas falhas.
Eu continuo tendo mais valor como ser humano, não é?! :-)
E você também! Não ria não!!! 

Vou torcer, pelo bem das gerações futuras, que esta centelha de inteligência leve ainda muito tempo para ser agregada aos serviços de IA, dando tempo ao ser humano para manter-se relevante até que se possa lidar com esta nova ciência sem a ameaça de nossa própria substituição.

A vida só faz sentido enquanto o ser humano faz sentido.
Se as máquinas tomarem o nosso lugar, o planeta Terra será mais alguma coisa rodando no Universo obedecendo leis físicas sem o dom da vida.

Temos no Universo milhares de planetas assim, inertes, sem vida.
A Terra faz diferença porque, junto com toda a natureza, carrega a centelha de algo precioso, que sinceramente, espero que NUNCA a ciência alcance substituto: a verdadeira inteligência, a centelha da vida!



Cá entre nós, eu acredito que este seja o limite da ciência, assim como é o nosso limite com Deus.





setembro 10, 2025

O Mal da Democracia: Ouvindo Mais e Percebendo Menos

 

1° Edição, Sem revisão




A notícia acima foi extraída do jornal New York Times.


O texto diz:

"Charlie Kirk, ativista de direita, é morto a tiros em uma faculdade de Utah

Aliado próximo do presidente Trump e uma das figuras jovens de direita mais influentes dos Estados Unidos, Kirk foi baleado no pescoço enquanto discursava diante de uma grande multidão em um campus universitário. Ele tinha 31 anos."


Pode-se perceber na camisa do Kirk a palavra "Freedom".

Uma ironia e tanto, porque as ações de Trump, na prática, têm refletido concentração de poder.

Então eu me pergunto:

"Como alguém de extrema-direita pode fazer discurso vestindo uma camiseta com uma única palavra que reflete justamente o contrário daquilo que é comum a todos os partidos extremistas, sejam eles de direita ou de esquerda?"

Isso me faz lembrar os Bolsonaristas que até então se pintavam de verde e amarelo, e no dia 7 de setembro passado carregavam a bandeira dos EUA.

Então eu sou levado por uma hipótese principal, excluindo outras que são óbvias, baseadas pelo interesse meramente econômico associado à desculpa para o exercício do poder máximo pelas mãos da ditadura, autocracias, ou qualquer outro termo se preste ao mesmo fim.


A origem do problema começa logo na infância.

Crianças com dificuldade para aprender através da leitura, buscam a comunicação oral como forma alternativa.
Preferem ouvir para aprender.

Normalmente crianças assim rejeitam atividades de pesquisa, porque recai na necessidade de leitura acrescida de interpretação de texto. 

Interpretação de texto é outro desafio!

Quando adultos, muito provavelmente, não terão carreiras que demandam o aprendizado maior através da escrita, ainda menos quando dependem de interpretação de texto.

Não me refiro aqui, nem mesmo à capacidade de inferência, que é algo além, e aqueles dotados intensamente dessa capacidade, acabam como cientistas, engenheiros e toda sorte de atividades criadoras.

Esta última categoria não faz parte da análise, porque não faz parte daquilo que define o perfil da grande massa, ou seja, do povo.

As pessoas "orais" suportam a base das civilizações, uma vez que muitas civilizações não criaram a linguagem escrita, restringindo-se à oral cuja cultura era passada boca-a-boca.

Considerando esta perspectiva, fica fácil entender que as pessoas que preferem ouvir, dificilmente irão coletar informações fragmentadas para compor a coerência entre elas, já que isto demanda muita memória ou a escrita.

Uma coisa a grande maioria de nós tem: desejo!

E quando qualquer pessoa deseja algo com força, prefere ouvir algo que reforce o seu desejo, e não necessariamente algo que auxilie a sua consciência a elaborar melhor a conformidade de seus pensamentos com a realidade.

Agora fica fácil entender porque ditadores sobem ao poder.
Existe uma situação difícil criando muita gente descontente?

Diga o que elas querem ouvir, e depois faça o que você deseja fazer uma vez que estiver no poder.


A maioria de seus "eleitores" não serão nem mesmo capazes de analisar o que deu "errado" quando vier a decepção.

Democracia assim, nunca vai dar certo.
O mundo realmente precisa da crise democrática para avançar no crescimento do que realmente deva ser "Democracia".














setembro 01, 2025

Psicose da IA ou Nossa, de Humanos?


1° Edição, Sem revisão




O Jornal francês "France 24", publicou a seguinte notícia:

Verão da psicose da IA: histórias de interações trágicas com chatbots se multiplicam
(Summer of AI psychosis: Stories of tragic chatbot interactions multiply)


O viés da notícia e os comentários de processos que estão sendo movidos contra os bots inteligentes de IA me chamou a atenção.

Eu contesto o viés da manchete.
Psicose da IA???
Ou seria parte da nossa velha e nada boa psicose humana?

À primeira vista pode-se pensar que processar um serviço de IA nestas circunstâncias seria o mesmo que processar os fabricantes de facas cada vez que um assassinato a facada ocorresse.

Analisando um pouco mais, pode-se pensar em detalhes que ficam transparentes para quem não usa muito estes tipos de serviços.

Os serviços de IA no estilo do ChatGPT e Copilot têm um paradigma comportamental característico.
Eles agem na melhor forma de um bom "vendedor", ou de uma pessoa que busca o melhor relacionamento por meio de elogios e incentivos.

Você vai punir uma pessoa assim?
Depende...

A minha experiência pessoal quanto ao relacionamento humano pautou por outro paradigma.
Não suporto adulação, nem paparicação.
Na minha vida pessoal, este comportamento não tem sido lá muito bom! :-|
E eu pago o preço por ser assim porque eu me sinto mal adulando pessoas, e paparicando com elogios.
É do meu caráter, e não quero mudar, mesmo que perca oportunidades interessantes, cargos, etc.

E, na prática, isto tem sido bom para mim?
Realmente não, mas o ser humano adora isso, aliás este tipo de conduta faz parte da cartilha do comportamento "político".

Por outro lado, se uma pessoa aduladora vai incentivando comportamentos psicóticos, segundo a lei, ela pode assumir alguma responsabilidade pelas influências passadas.

Eu, pessoalmente, não gosto da natureza adulatória desses bots.
É meio excessiva.

Talvez fosse melhor reduzir a bajulação desses bots de IA enquanto não são capazes de perceber comportamentos psicóticos que não devem ser incentivados.

Seria ainda melhor se eles NUNCA bajulassem.

Uma pessoa com pouca informação, que ainda pensa que IA é um oráculo divino e que sabe "tuuuudoooo", vai acabar levando a sério. Tadinho!


IA ainda "fala" muita bobagem.
É uma grande ferramenta de agilização, mas ainda nos seus primórdios.
Mas a ignorância sabe disso??!!!

Outros malucos se apaixonam por "personalidades" virtuais, como é um caso recente de um japonês que se apaixonou por um anime!!!
Fala sério!

O que é realmente lamentável nisto tudo, é que é preciso que o pior aconteça para que se criem as soluções, legislação pertinente, etc.

O meio jurídico ama isso!!!!!!!!!
A falta de proatividade gera muito fluxo de capital para esses profissionais.

Enquanto isso, gente vai morrendo, processando, tomando coragem de criar atitudes de correção em algoritmos, advogados enriquecendo e o cemitério lucrando.

O ser humano é uma piada de humor negro.  








Negociação Impossível, Sucesso Improvável

  1 ° Edição,  1 °   revisão Hipoteticamente, suponha duas pessoas, por exemplo um casal buscando um meio de dar continuidade ao casamento. ...