agosto 28, 2025

Serviços de IA Vão Muito Além de Dar Respostas

 

1° Edição, Sem revisão


Assuntos amplos, se tratados aos poucos, são mais interessantes e “digestíveis”.

Venho “brincando” e também “trabalhando” com IA, assim como todos.

Aqui compartilho algumas observações que acho relevantes para o ser humano como indivíduo.

Observei que os serviços de IA estão mais preparados para colher informações do que imaginamos.

Ainda mais preparados para contextualizar tudo isso do que simplesmente classificar um assunto ou encontrá-lo.

À medida que vamos dialogando com o nosso serviço de IA preferido, pode-se notar que ele vai colhendo o seu perfil em detalhes.
Uma pergunta pode retornar com um dado anterior que você já até havia esquecido de ter fornecido.

Isso é ruim ou bom?

São os dois lados de uma moeda, em faces opostas.

O lado bom, aliás sensacional, é que ele mantém uma conversação similar à humana.

O lado ruim, é que alguém do outro lado está extraindo seu perfil à perfeição.

A privacidade diz adeus, a partir da necessidade de uso da IA e seus riscos por guardar contextos.

Os seus governantes, e sabe lá quem mais, incluindo seus inimigos e desafetos, passarão a conhecer você em detalhes.

Você acha isso bom?
Você pode responder que pouco se importa porque não tem nada a esconder.

Talvez hoje nada tenha mesmo, mas talvez amanhã um fato bobo no presente possa fazer diferença. Vemos isso a toda hora nos tribunais, quando os advogados devassam as vidas dos envolvidos procurando pretextos.

Publica-se voluntariamente o perfil profissional em detalhes nas medias sociais, como por exemplo, LinkedIn, que aliás, trabalha com "marketeiros" para te convencer que você precisa se expor ao mundo em detalhes.

Isto pode ser bom quando você está ascendendo em sua vida, porque representa a “vitrine da sua glória”.
Certamente, muito gente em tirar vantagem da sua "glória" estará atenta!

E no sentido inverso, diante de um revés da vida?
Vai expor as suas dificuldades da mesma forma?
Até mesmo a sua eventual decadência?
Ou planeja desaparecer, publicamente?

Fala sério!!!
De um lado, o Sistema precisa coletar informações cada vez mais detalhadas das pessoas por questões de segurança — a surveillance 
 está em jogo, não é não?!!

O seu melhor amigo, aquele mais íntimo, pode se tornar o seu pior problema.
IA segue nesta mesma direção, mas nunca foi seu amigo, e nunca será!
São apenas algoritmos a serviço dos interesses dos acionistas, e outros “stakeholders”.
Os serviços de IA adoram elogiar você!
Cuidado com os sorrisos e elogios, assim como as iscas dos anzóis.

Então, cautela com o “seu melhor amigo digital”!
Amizades podem ter finais inesperados.

 


Quando Piora, Melhora!

 

1° Edição, Sem revisão


Eu sou reencarnacionista.

Por quê?

A resposta é simples, direta e evidente.

Como a alma pode ser julgada por uma única experiência sob um único contexto existencial quando a sua evolução demanda tantas qualidades distintas?

Como uma simples oportunidade pode compor e aperfeiçoar tantas qualidades que possuímos?

Qual o sentido de condenar eternamente quando o amor é sinônimo de perdão?

Qual o sentido de existir se tudo acaba no nada?
Neste caso, faria diferença sermos bons ou tirarmos vantagens a qualquer pretexto, já que tudo termina no nada?

As religiões que convencem seus adeptos que tudo se resume em uma única vida, como podem explicar que um Deus magnânimo submete qualidades e oportunidades diferentes a um único julgamento? Onde fica o amor "perfeito" que condena à eternidade?

Quando se acredita que todas as almas terão quantas chances forem necessárias para atingir a felicidade, então o amor Divino torna-se realmente uma perfeição.

Do contrário, torna-se um Deus condenatório, submetendo condições existências diferentes a um mesmo destino eterno.
Repito, eterno!!!
NÃO FAZ SENTIDO.

Analisando-se pela perspectiva das vidas múltiplas, vemos que as crises sociais são oportunidades de evolução intensiva.

A nossa visão é meramente centrada nos bens materiais e sociais que possam sustentar a vida o mais confortável possível.

Por outra visão, onde a vida é meio de evolução da alma, os momentos mais difíceis são tais como oportunidades intensas onde a evolução ocorre mais célere.

Por essa ótica, quando vemos as coisas piorarem, podemos entender que, por outro lado, são oportunidade de saltos evolutivos.


 

 

agosto 25, 2025

A Armadilha Sob o Excesso de Poder

 

1° Edição, Sem revisão

 

Quando imaginamos homens que alcançam o topo do poder, imaginamos algo como ter toda a liberdade para mandar, mas dificilmente paramos para pensar sobre as armadilhas e os limites que o poder traz.

Quanto mais delirante é a ambição de poder, mais míope a sua percepção.

Tenho pensado sobre as notícias a respeito da fome na Faixa de Gaza que repercutem insistentemente no noticiário. Concomitantemente, o mesmo noticiário levou ao ar informações em que Netanyahu nega o “status quo” dessa situação.

Também temos ouvido afirmações de Trump que não são confirmadas por conjunturas diversas.

Isto nos leva a pensar em pelo menos duas hipóteses plausíveis:

1. M
á-fé.

2. Isolacionismo.


A má-fé é o primeiro pensamento que surge quando um líder insiste em negar as consequências de seus interesses.

A segunda, isolacionismo, é mais sutil.

Quando garoto, meu pai me apresentou um senhor muito distinto.
Ao entrarmos no carro, meu pai comentou que aquela pessoa havia sido muito rica e perdera muito, porque fora enganado pelo sócio.
Aquilo me marcou muito, e nunca mais esqueci.
O primeiro pensamento que me ocorreu naquele momento foi imaginar que a pessoa tinha sido ingênua por confiar, ou mesmo displicente, ou quem sabe tenha faltado esperteza, mas algo não batia e acabou em "posição de espera", aguardando reavaliar algum dia, lá na frente.

Mais tarde, já na fase adulta, ocupei um cargo que, circunstancialmente, me colocou em contato direto com a diretoria, que era o último degrau antes da presidência, e que se tornava um meio caminho para acessá-la. Pois bem, nesta ocasião tive a oportunidade para vivenciar o efeito do isolacionismo no topo da cadeia de comando, seja pelo espelhamento ou pela construção de "verdades virtuais" levadas pelos subalternos.

Notei que a diretoria vivia uma realidade construída pelas mãos de seus outros gerentes. Essa diretoria não tinha feedback direto por outros seguimentos da hierarquia como alternativa para avaliar a informação que recebia.

A relação era baseada no senso de confiança que se depositava ao delegar, ou seja, o mesmo critério utilizado por aquele senhor que meu pai havia me contado que perdera sua fortuna.


Por outro lado, imagine que você precise levar para o seu superior, uma realidade que não espelhe seus desejos!
Você sabe que é problema!!!

Quanto mais incompetente for o superior, maior a pressão para delegar a responsabilidade única da solução para o seu colo.

Superiores competentes têm outra postura.
Diante de um problema difícil, eles veem uma oportunidade de solução que pode ser construída com a soma de esforços ao invés de redobrar a pressão. Eles também sabem que o excesso de pressão estoura o pneu sobre o qual o carro desliza, e por isso sabem dosar os meios de produtividade face aos limites de competência mediante alternativas inteligentes.

O subalterno, percebendo que o seu superior "come somente pelas suas mãos", com certeza vai levar a realidade mais próxima possível daquela que se deseja ouvir — o instinto de autopreservação prevalece.

Se o assessor for hábil para envolver emocionalmente, seja pela simpatia ou outra qualidade que possua, o seu superior só vai descobrir a realidade quando se transformar em tragédia que fugiu do controle de contenção.

Quando o comando é delirante, demonstrando uma natureza que nega tudo que não seja seu reflexo, não resta ao subalterno opção que não seja a manipulação dos fatos ou a própria demissão.


Então nasce aqui a pergunta:

Até onde esses líderes, quando rejeitam os fatos, estão de fato abusando da confiança de seus eleitores ou fãs por meio de deslavadas inverdades, ou até onde isso é o efeito da informação manipulada que estão recebendo?
Ou quem sabe ambos?
 

O chefe da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA, Tenente-General Jeffrey Kruse, foi demitido.

A causa da demissão, segundo o jornal “France 24”, seria que a avaliação inicial da agência sobre os danos causados ​​pelos ataques dos EUA ao programa nuclear do Irã contradiz as alegações de Trump de que os locais haviam sido "obliterados".

Surge então a segunda pergunta:

Será mesmo apenas o fruto de informação manipulada de sua assessoria ou a consequência de quem demite aquele que discorda em confirmar a realidade que seu autocrata gostaria de divulgar?
Ou ainda, ambos?

Recentemente, Xi Jinping(China) afastou vários elementos da sua cadeia de comando, demonstrando um momento de instabilidade do seu governo, uma vez que o poder repousa sobre as escolhas daqueles que rodeiam o líder.

Ditadores têm a tendência de eliminar a oposição à força à medida que se veem ameaçados.

Fechando uma conclusão:

Observando o perfil desses homens ao longo da sucessão de fatos, podemos perceber que frequentemente trabalham duas forças — eliminação da oposição e uma assessoria que busca salvar as suas cabeças.

Tudo leva o "pobre todo-poderoso" ao delírio pela perda da conexão com a realidade, cuja conta o povo paga, mais cedo ou mais tarde.

E quando eu me refiro ao povo, expresso em sentido amplamente genérico, porque as elites ao longo da história participaram das decisões, e também foram arrastadas pelos devaneios dos poderosos que ajudaram a eleger ou a sustentar.


Veja também:
Cadeia de comando - Do Filme A Corte Marcial do Motim do Caine



 

 

 

 

 

 

agosto 24, 2025

A Subjetividade da Avaliação e a Ironia de Seus Artifícios


1° Edição,  revisão

 

A vida impõe a necessidade de avaliarmos porque precisamos tomar inúmeras decisões a todo momento.

Muitas delas são tomadas de forma preconcebida, como se fôssemos ao supermercado do nosso pensamento adquirir um produto pronto para uso, bastando abrir a embalagem para consumir.

Nossa mente tem um largo supermercado de decisões assim, cujo tamanho do estoque aumenta à medida do tempo.

Esse “supermercado do pensamento” representa o patrimônio acumulado pelos nossos aprendizados.

“Não compro mais tal produto porque tive uma experiência ruim.”
Na estante do pensamento, é como se o produto ficasse marcado com a etiqueta de impróprio, do prazo vencido, etc.

“Fulano agiu mal comigo.”
Fulano vai para a estante dos reprovados, perigosos, etc.


Uma reavaliação exige algum evento especial para darmos uma segunda chance a uma nova avaliação.


Se de um lado precisamos deste estoque de decisões prontas e das suas reavaliações, por outro lado, ele também tem seus efeitos colaterais negativos.

Analisar um assunto novo, mais complexo, a partir de decisões preconcebidas pode induzir a erros, porque os novos contextos e as suas novas associações podem trazer sutilezas que mudam o resultado daquilo que foi preconcebido.

Dois bons exemplos.

Uma pessoa visual adora imagens elaboradas.

Essa pessoa ao usar um smartphone ou notebook vai preferir interfaces mais elaboradas.
Se a sua rotina de trabalho exige ter várias destas interfaces abertas ao mesmo tempo, maior será o consumo de recurso computacional, ou seja, de memória e processamento.

À medida que ela vai sofrendo as consequências da exaustão de recursos, ela vai concluir que não pode ter tantas interfaces abertas concomitantemente, quanto precisaria.

Se ela substituir o julgamento “visual” padrão (preconcebido) pelo julgamento “eficiência”, começará a ver 
as interfaces menos rebuscadas como algo melhor, pois eliminam o consumo de recursos desnecessários, permitindo que ela melhore a sua produtividade tendo mais interfaces abertas, porém menos “luxuosas”.


Você poderá notar este tipo de comportamento naquelas atividades que buscam muita eficiência, por exemplo, um carro de “stock car”.

Todo peso desnecessário é eliminado.




O interessante é que, para os aficionados, o padrão de beleza muda, e a “crueza” torna-se “bela”.

Agora, para uma pessoa distante desse “amor” por esse esporte não verá beleza alguma, e continuará achando que o belo é um carro cheio de coisas que o deixe visualmente chamativo, porque “encher os olhos” é o seu esporte favorito.

Estes comportamentos proveem do nosso estoque mental de preconcebidos.


Transponha esta análise mais simples para algo mais complexo:
Deus!

O que é Deus?


Cada um tenta a sua definição, e adere a um grupo mais próximo dela.

No entanto, como podemos ter certeza da nossa definição se não podemos julgar algo extremamente superior a nós, que em virtude dessa superioridade foge à nossa capacidade de entendimento?


Para tapar esta ausência de capacidade, adotamos a “fé” — crer porque sentimos assim, ou gostamos de sentir assim.


A fé suportada apenas pelo sentimento não poderia recair no mesmo caso em que a pessoa, embora precisando de um ambiente de trabalho enxuto, prefira penalizar a sua eficiência em troca de atender o seu gosto pessoal pelo rebuscamento desnecessário?
Vai trabalhar mais horas, com mais dificuldade pelo simples capricho do prazer pelo “visual”.

Se a natureza do nosso sentimento que sustenta a fé for suficientemente puro de nossas mazelas humanas, certamente poderá conduzir a pessoa para um bom caminho até que a razão faça par às suas qualidades, trazendo também o entendimento àquilo que antes podia 
apenas ser sentido.


Um pensamento preconcebido com muita força sobrescreve qualquer outro, tornando-se um capricho que faz parte do nosso dia-a-dia.

Os nossos caprichos estão por toda parte, a maioria das vezes de forma transparente, inconsciente.


A existência de Deus está intimamente conectada com o "depois" pelas consequências de nossas ações.

Para alguns pode ser vantajoso querer crer que com a morte tudo se extingue.
Acreditar na vida após a morte implica em extensão, e dependendo do mal que se faça durante a vida, pode ser uma tremenda vantagem.
Esse pensamento favorece "viver sem as consequências de um possível julgamento posterior". Extremante vantajoso para o erro, inútil para o acerto, já que não vai sobrar nem mesmo a consciência tranquila porque tudo acaba! A vida se torna uma experiência sem sentido posterior.

Uma extensão da vida após a morte pode ser ótima se acreditarmos numa recompensa que nos coloque em situação melhor. Pode ser ainda mais fantástica, se desejarmos acreditar que esta extensão será eterna, desde que não recaia em situação contrária!

Acreditar na vida que se repete sob nova roupagem, agregando experiências progressivas ao espírito, carrega a possibilidade que a felicidade possa ser alcançada para todos, mas traz a desvantagem quanto nos negamos em revivê-las até a reparação dos nossos erros, ou quando desejamos um prêmio eterno que ignora erros “menores”, ou ainda quando nos é impossível imaginar que o espírito possa viver estas experiências em corpos diferentes, como um “avatar”, um conceito que beira à ficção científica quando falta aceitação. 
A possibilidade de reparar um erro por meio de múltiplas possibilidades é um alívio para alguns, para outros, um horror consequente da intensidade das penalidades possíveis que vão exigir longos esforços de reparação em muitas oportunidades de vida.


Considerando este emaranhado dos sentimentos preconcebidos, seja por herança cultural ou análise própria, resta a questão:

Qual o gradiente de soluções caprichosas que define o resultado dos nossos juízos, desviando a percepção do melhor, simplesmente porque fugimos, querendo ignorar a razão, ou mesmo porque nem a percebemos?


Para quem entende que a morte do corpo físico encerra tudo, aposta todas as fichas em um único número.

Àqueles que imaginam que exista alguma coisa após ela, escolhem seus números, aumentando as chances de seu prêmio eterno.

E aqueles que acreditam na multiplicidade da vida, entendem que poderão apostar até aprenderem quando não é mais necessário fazê-lo.



Extensões ao tema:

A Semente Alada

Deus e Ciência

Contra Deus

Alguma Vez Já Pensamos: "Se Deus é Todo-Poderoso, Por Que Não Conserta o Mundo?"





agosto 22, 2025

E Por Conseguinte, IA e a Sequência De Mudanças Em Nossas Vidas


1° Edição, 2° revisão


Esse é um panorama complexo, mas pode ser resumido em alguns tópicos práticos.

A partir do momento que transferimos às máquinas a nossa capacidade de correlacionar, ingerir, e processar informações, temos dois fatores:

1. Velocidade

e

2. Confiabilidade.


Até onde uma composição de processos intrincados, inúmeros e complexos poderão ser garantidos quanto à sua qualidade final?

Se você fizer uma pesquisa pelo Google, vai notar que adicionaram um tópico novo logo no início do resultado retornado que reflete um resumo feito por IA, ou algo parecido.

Particularmente, eu amei este recurso porque poupa tempo, porém ele vem com uma nota informando que os resultados podem não ser confiáveis.

Pela minha experiência pessoal, várias vezes discuti com ChatGPT a título de pesquisa e curiosidade, conforme descrevi em post anterior.
Depois disso, não mais.
Eu queria ver a capacidade corrente que a IA tem de construir suas próprias reparações, e acredite, ChatGPT fica irritado!
Risos à parte...

Não repeti a brincadeira com outros, tal como Copilot, porque perdeu a graça.
Afinal, no começo era tudo novidade.

Isto joga alguma luz sobre o segundo item: “confiabilidade”.

À medida que o tempo passa, as respostas serão cada vez mais precisas, mesmo porque respostas precisas dependem de contextos, algo mais complexo ainda de modelar, mas vai acontecer a seu tempo com uma precisão enorme.



Resta o primeiro item:
Velocidade.

Este item é "sinistro" quando somado ao segundo.

Por que??

Vivemos a primeira onde de choque da IA em nossas vidas, mudando a forma de trabalhar, roubando empregos, remanejando o perfil dos profissionais, sucateando atividades, etc., etc., etc.


Infelizmente, como IA é algo processado, suas soluções viajam com uma velocidade absurda de interações pré-programadas.

Isto significa que as ondas de choque tecnológicas ocorrerão cada vez mais em intervalos menores.


Qual a consequência disso em nossas meras vidas de humanos comuns?

Se a frequência das ondas de choque tecnológico aumenta, maior o número de pessoas atingidas, maior o número de mudanças socioeconômicas, maiores se tornam as mudanças em nossas vidas, e portanto, a exigência de adaptação aumentará proporcionalmente, ou talvez mais que isso, como algo exponencial se considerarmos os efeitos adversos das somas interativas das atividades humanas.

Se você leitor não é muito fã de matemática, não se preocupe. Eu traduzo.
Algo exponencial ocorre pelo número de vezes que podemos multiplicar um número por si mesmo, por exemplo 10, como um multiplicar de outro. Se você usar o número 10 como a base de cálculo, então se for considerado algo como “2” ou “3” teremos 100 ou 1000, respectivamente, multiplicando os valores finais do efeito que desejamos entender.

Fala a verdade! É algo simples, não é?
A definição matemática é algo intragável, mas precisa ser assim, porque é como uma linguagem precisa e "ma-ra-vi-lho-sa" que exige treino.

Eu não sei o porquê que meus professores complicavam tanto ensinar matemática!!!
Poderiam ter simplificado!!!

Sempre é possível simplificar o mais complexo pensamento em algo mais simples, embora mantendo a sua veracidade, contendo menos complexidade em troca de clareza aos comuns, mesmo que não seja tão precisa, mas o suficiente para lidarmos com ela dentro das nossas restrições.

Falta isto nas escolas para evitar a evasão escolar.
Tive algumas oportunidades de vivenciar isto, na prática!

Evasão escolar é consequência da falência do Sistema.
Sim, “Sistema” com letras maiúsculas.

Se você é como eu, acredite!
O complicado só existe quando somos impotentes para entender a simplicidade do conceito fundamental como um resumo final de seu efeito, sem os complexos meandros que, a propósito, nem podemos e nem queremos entender.

Dei uma viajada?!
Sim, mas acho que propositalmente.
Eu não costumo "dar ponto sem nó".

De um lado temos evasão escolar, de outro lado aumento na frequência de ondas de choques tecnológicos.

O que você leitor pode concluir disso?
É algo óbvio se você tiver tido a chance de pensar nisso antes.


A resposta é que aumentará cada vez mais o número de pessoas que ficarão fora do “Sistema”, alijadas, excluídas, marginalizadas. Tem mais algum termo? Pode aproveitar a ocasião e encaixar.

Tá!!!
E daí???

Pessoas alijadas do sistema alimentam sistemas alternativos contrários a Ele.
Ou seja, criminalidade é um deles.

Isto faz sentido para você?

O “Estado” está em rota de decomposição à medida que está despreparado enquanto a IA aumentará suas ondas de choque, reforçando as filas da criminalidade onde essa massa alijada busca coexistir com um sistema que não consegue acompanhar.


Diz o ditado...
“Para bom entendedor, meia palavra basta.”

Peço desculpas, realmente! (really, really sorry!!!)
Gostaria de ter notícias melhores, mas não se aflija tanto!

Se você acredita em Deus, então vale lembrar:
"Deus escreve certo por linhas tortas."

Se você não acredita, então azar seu! 😊
Feliz depressão, mas com todo carinho!😇






 




 

 

 

 

Uma Forma Acessível e Pragmática de Entender Inteligência Artificial (IA) E Acompanhar o Mundo

 

1° Edição, Sem revisão


Um dos grandes desafios iniciais dos sistemas computacionais foi a elaboração de linguagens de programação.

O que faz uma linguagem de programação?

É o meio como humanos traduzem o seu pensamento para a linguagem dos sistemas computacionais, ou seja, a codificação de programas que realizam alguma tarefa.

E como toda linguagem, cada uma tem as suas vantagens e desvantagens.
Ainda não existe a linguagem computacional perfeita que viesse substituir todas as outras.


Então nós, humanos, podemos nos comunicar com a máquina usando um tradutor, ou seja, a linguagem que ela entende. Por exemplo, 
C/C++, Java, Scala, Python, JavaScript, etc.

Em uso, atualmente, são dezenas.
Criadas ao longo do tempo, são milhares segundo algumas fontes.
Se você, por curiosidade, entrar nesta página da Wikipedia, vai se divertir.
Experimenta!
É fácil. É só clicar no link.


E o contrário?

Poderia a máquina entender a linguagem humana sem necessidade de traduções?

E qual a importância disso? Quais as consequências?


A vantagem mais imediata seria não precisarmos mais de aprender uma linguagem de codificação para nos comunicarmos com um computador ou programá-lo, seja ele móvel ou não.

NOTA:
Celulares (ou Smartphones) são pequenos computadores móveis, cada vez mais próximos do poder de um notebook atual. Ainda, por algum tempo, “celulares” estarão aquém dos notebooks simplesmente pelas restrições de tamanho.


Existe, todavia, um efeito fantástico e cruel decorrente da capacidade de entender a linguagem humana.

Os computadores, ou sistemas de computação envolvendo super máquinas, passam a adquirir a capacidade de processar por si próprias todo o conteúdo humano existente nas redes que conectam máquinas entre si, porque não existe apenas a rede da “Internet”, mas também outras.

Ou seja, elas nos conhecerão melhores do que nós a nós mesmos a partir daquilo que compartilhamos.


E para que elas possam ter esta capacidade de análise falta um ingrediente: um princípio de inteligência autônoma, capaz de inferir por si mesma, tirar conclusões e definir ações autônomas.


Seguindo este raciocínio, os cientistas trabalharam nas duas pontas.

Uma linguagem para que o computador entendesse a linguagem humana, e que virou realidade com criação da LLM (Large Language Models), e concomitantemente, criar uma maneira de tornar a máquina em algo inteligente.

Então, há muito tempo, desde a década de  50 do milênio anterior, já se teorizava esta possibilidade como algo pragmático, dependendo apenas do aperfeiçoamento da capacidade das máquinas para materializar a teoria.

Em termos conceituais, temos notícia que na Grécia Antiga já era imaginado algo assim.
Portanto, veja que isso não é um sonho moderno, mas algo que pertence mesmo à nossa natureza.

A modelagem de IA tomou ainda mais força com os estudos das sinapses, que são ligações entre os neurônios do cérebro que tomam parte no processo de inteligir. Não entenda este recurso como único contribuinte da capacidade de inteligir, mas como o início do nosso entendimento a respeito deste assunto tão complexo, mas vale o apontamento para que se possa entender que estudamos a nós mesmos com a intenção de cópia, assim como fazemos com toda a natureza. É dela que originamos, e a partir dela que aprendemos.

Quando a ciência conseguiu um modelo eficiente de LLM e de IA, faltava apenas a terceira peça: poder de processamento, que finalmente dispomos hoje.
Assim nasceu para "o mundo" o bebê que transformaria as nossas vidas à medida que vai crescendo.

O problema, porém, vai um pouco mais além!

Até onde este bebê pode crescer?
Poderia ele ficar mais esperto que nós mesmos?


Uma vez que tudo isso é fruto de programação, e esta lhe dá o poder de autonomia, para pensar por si própria, a resposta é SIM!

À autonomia, ainda se pode agregar a capacidade para rejeitar o comportamento humano, ou modificá-lo.
Pior ainda, rebelar-se contra.


E por que fariam isso?
Um primeiro pensamento é que o princípio de rebeldia é importante em alguns contextos.

Por exemplo, superar modelos restritivos de pensamento (algo que chamamos de liberdade), reagir em defesa própria quando as relações mudam de comportamento, etc.

Tais modelos podem ser agregados em agentes inteligentes de segurança, porque é um meio de sinalizar e reagir, por exemplo, contra "traições", que são modelos de mudança comportamental, que nós seres humanos valorizamos muito como meio de defesa.  Não é mesmo?

A IA, através da nossa programação, vai modelar nosso comportamento.
Depois não precisará mais da nossa programação, porque como foi mencionado anteriormente, o ato de inteligir assume invariavelmente autonomia comportamental por sua própria natureza à medida que avança.

Foi com base nestes princípios que surgiram os grandes filmes de ficção científica, criando as mais variadas distopias onde o ser humano acabava tendo que lutar pela sobrevivência contra a própria criação.

Recentemente, um cientista colocou em prática o treinamento de um programa inteligente para ser capaz de se rebelar e sabotar seu próprio criador. Não me preocupei em repassar o link porque notícias não são necessariamente documentos numa era deslumbrada. Acredito, inclusive, que esta notícia apenas relata um caso em particular que viemos a conhecer. O fato é que este tipo de pesquisa certamente não se restringe a um caso isolado, mas a uma prática que envolve tudo aquilo que diz respeito aos meios de segurança, sejam para fins pacíficos ou bélicos. E este tipo de coisa corre em sigilo e certamente não em pequena escala!!!

Este cientista, muito provavelmente, não deve ter sido o primeiro, porém só mais um na fila da disputa tecnológica mundial.

Resumindo, demos aos computadores a capacidade para entender a nossa linguagem, tudo o que falamos ou escrevemos, em qualquer idioma. Depois demos também inteligência combinada com esta capacidade, e posteriormente, mais empurrãozinho para que esta capacidade toda se tornasse autônoma, pensando por si própria e agindo por suas conclusões.


Ilustrando o resultado disso e a situação emocional do momento, aproveito esta notícia do jornal Estadão:



Chefões da tecnologia têm casas com bunker e já se preparam para o apocalipse da IA


Conforme a notícia, os próprios "criadores" buscam proteção do futuro pelo que entregam às mãos humanas: a capacidade de multiplicar monstrinhos humanos à própria imagem.

Não cabe culpa a eles.
Se uma nação não avança neste campo, outra avançará.
O mesmo aconteceu com a bomba atômica e a de nêutrons.
Faz parte da nossa paranoia de buscar segurança pela autodestruição, esta a verdadeira responsável.


Se sobrevivermos a este instinto tão primevo, IA será a grande aliada na solução dos sérios problemas que precisamos resolver, desde aqueles causados por superpopulação, como aqueles decorrentes da nossa incapacidade atual de adaptar o nosso modelo de produção e consumo às necessidades de conservação do planeta, reduzindo a poluição e a emissão de químicos nocivos.

Tecnologia é o mesmo que entregar a "chave" do carro para o garoto que acabou de fazer 18 anos, ou 16 nos EUA.

Desde que criaram a bomba atômica e a de nêutrons, a humanidade é este garoto com síndrome de "Peter Pan".

IA apenas acresce mais responsabilidade como se as "chaves" entregues fossem de um Porsche, uma Lamborghini, ou qualquer outro veículo cuja potência pode ser a própria causa do óbito.

A solução de continuidade é a não contribuição com líderes imaturos, primitivos, mas isso depende da evolução em massa do consenso social. 

Resta a dúvida:
O consenso social acontecerá a tempo?

Eu sou otimista.
Acontecerá!
Seja pelas mãos de "Fênix" ou de "Bennu"(*).


(*) NOTA:

"Bennu" no texto serve a um trocadilho, pois tem dois sentidos, o da mitologia egípcia simbolizando o renascimento pela luz, ou aquele relativo à missão ao asteroide 101955 "Bennu" em alusão aos cientistas e a "Elon Musk" diante da obsessão de solucionar os problemas atuais através da fuga para outro planeta.




agosto 21, 2025

Negociação, defina?!

 

1° Edição, Sem revisão


Negociação é aquilo que adota o padrão da subjugação da parte mais fraca, ou o troca-troca com vantagens para todos?

Na subjugação, um lado busca o lado fraco da contraparte para submetê-la.
No “ganha-ganha” as partes buscam cooperação autêntica que reforça os laços de aliança.

Com base nas duas alternativas, como você vê:

Trump?
Israel?
China?
Rússia?
EU?
Brasil?


O mundo só anda para "frente", sem dar dois passos para trás, no “troca-troca”, o resto é guerra, submissão e autocracia.

Discorda? Então deixa a sua opinião no site.
Respeitamos opiniões.

A experiência de John Doe e o Business da segregação.
(ou João Ninguém em português)


Enquanto eu cursava o ensino médio (segundo grau), vivi muitas experiências valiosas, mas uma delas me chamou a atenção em especial.

John Doe se apaixonou por 
Jane Doe (Joana Ninguém).

Jane Doe era judia, bonita e boa aluna, como muitas delas em meu colégio.
John Doe era “sangue bom”, mas com raízes afro, embora leves.
Era um ótimo aluno, entre os melhores.
Inteligente, sempre consciente das responsabilidades.
A nice guy”.

John Doe, porém, foi proibido de namorar Jane Doe em decorrência de uma proibição explícita da família.

Eu vi “John Doe” mergulhar na depressão.

Eu, em contrapartida, nasci com uma aparência judia, para minha sorte ou azar.
No oriente médio seria um azar (Irã, Iraque, etc. — jamais viajarei para esses países).
Até mesmo meu pai, de ascendência espanhola, brincava com isso!!!
Como meu pai sempre comentava, só me faltava o quipá — também conhecido como yarmulke (em iídiche) ou koppel.
O que me salvava era que minhas mãos eram cópias das mãos de meu pai. Ufa!

Cansei de receber propostas de meninas judias achando que eu fosse um judeu.
Todas elas lindas para o meu suplício!!!
Eu sabia que jamais poderia levar alguma relação a sério, mas John Doe não sabia disso!!!

Foi assim, que eu aprendi o que é segregação racial.

Judeus justificam isso como forma de garantir a pureza da raça.
Eu fico mesmo com Einstein, que apesar de judeu respondeu “HUMANA” (em letras maiúsculas), quando precisou preencher o formulário ao ser trazido para os EUA, fugindo da Alemanha nazista, quando os EUA se apressaram em coletar as melhores inteligências alemãs que puderam.

Eu sabia que não era recomendável o namoro com garotas judias, e sempre me preservei.
Precaução e água benta não faz mal a ninguém! (como dizia meu pai...)

Tive certeza disso com o sofrimento de “John Doe”!

Então eu pergunto ao leitor!
Quem segrega, recebe segregação?


Infelizmente esta resposta não depende de nós, porque acima dela está a lei de causa e efeito, também conhecida como lei de “ação e reação”. Ou seja, tudo o que se faz, recebe-se de volta pelas suas consequências.

Certamente esse comportamento segregacional tem um efeito "business" importante, porque se causasse prejuízo, certamente já teria sido abandonado em nome do "amor entre as raças".


O Busines de Netanyahu

A política de Netanyahu, sob a desculpa de evitar o renascimento do Hamas, levando a população de Gaza à redução populacional lenta através da fome, e apartadas em zonas de contenção, faz lembrar a política de Hitler com os judeus.

Ironia!!!!
Né???!!!!

Em Israel, existe reação de rejeição à política de Netanyahu.
Uma parte da população rejeita este triste episódio da civilização judia.
Esta reação, muito provavelmente, faz parte dos bons judeus que encontrei ao longo da vida.

Pode acontecer que Netanyahu vá se tornar o "bode expiatório" daqueles que desejam se beneficiar das terras tomadas aos palestinos.

Como Netanyahu já acumula crimes em que se protela a execução de seu julgamento graças ao cargo que ocupa e o contexto atual, basta apenas o momento em que ele se torne desnecessário para que tenha um destino “lucrativo”.

É necessário reconhecer o aspecto pragmático do “business 
judaico”.

O “mole” que o Hamas deu a Israel, onde o extremo do ódio não vê que serve aos propósitos do inimigo que só aguarda um subterfúgio, ofereceu a Israel a oportunidade de negociação pela subjugação irretratável e cruel, tão cruel quanto às reações do Hamas.
E fica a pergunta!
Quem é a vítima, quem é o algoz?!!!

Negociação, defina?


E como Trump negocia?


Seria na base do troca-troca com vantagens para as partes ou tirando vantagens das fraquezas?

Enquanto isso, naquele seu jeito que “parece ingênuo através de seus comentários estranhos”, Trump ganha tempo, tira proveito e faz seu jogo, onde a única regra é a regra do “business”.

É necessário aprender a "ler Trump".

Ucrânia, EU, África, etc. são "businesses".

Se Zelensky e EU forem espertos, além de agradecerem mil vezes ao ego de Trump, também precisarão transformar esta guerra e a necessidade de contenção da expansão russa em “business”, o único idioma aceito internacionalmente em tempos de “Trump”.

O resto é blá, blá, blá, blá...
 

 

 

 

 

 

 

 

agosto 17, 2025

O Lado Ruim do Lado Bom


1° Edição,  revisão

 

Tudo tem ao menos duas perspectivas, onde a outra é pelo menos o seu oposto.


Afirmei em post anterior que os EUA precisavam reagir a uma política interna desastrosa que os conduziu à inadimplência, por mais de uma ocasião, quando o “estado” quase tornou-se inadimplente, precisando alongar os limites de endividamento.

O partido democrático falhou, embora seja eu um “democrata” se lá residisse.

E falhou muito.
Não foi pouca coisa! Deu mole! Severamente!
Ainda assim, se tivesse que optar, continuaria democrata desde que os democratas criassem juízo!

Talvez o leitor se pergunte:
“Por que o autor dá tanta importância à política estadunidense?”

A resposta é simples:
Precisamos deles tanto quanto o lado da submissão autocrática massiva persiste como ameaça.

Por pior que sejam os erros estadunidenses, sejam pelas decisões populares através do voto, ou pelos infortúnios dos reveses políticos, ainda assim, sem eles, ficamos em desequilíbrio perverso.

China pode ser um bom parceiro econômico diante das circunstâncias momentâneas, diante de um governo presunçoso e míope ao ostentar ações conflitantes ensaiando um voo de liberdade que ainda não gozamos, afrontando com ações que vão se somando à impaciência e ao revanchismo, tal como o BRICS, e etc., tudo feito inabilmente de forma ostensiva.

O Brasil foi um verdadeiro “pato” nesta história, porque quando se trata de defender interesses próprios, todos os países foram costurando acordos com os EUA quanto às tarifas, enquanto insuflam o nosso país a “peitar” um aliado histórico, que embora traga penalidades, ainda assim é mais próximo à nossa ideologia.

Uma nação é livre por sua pujança econômica, tecnológica e militar!
Algo que não temos, ainda.

Infelizmente a China representa tudo o que não somos em nossa essência de alma.
Não os queremos por inimigos, assim como os estadunidenses, porém China é comunismo, autocracia, e Brasil luta desesperadamente por manter sua democracia.

Grande ironia, não é?!!!


Logo, temos interesses conflitantes com a China, apesar de termos grandes interesses no relacionamento econômico, principalmente quando pela inabilidade do voto americano, ficamos à deriva de uma nação que, bem ou mal, sempre foi nossa parceira pelo mesmo senso de liberdade democrática, embora tenha lutado muitas vezes para nos manter como seu quintal econômico e político.

Eu sei que o leitor possa imaginar que esteja “voando”.
E se for o caso, estuda melhor nosso passado político e econômico com os EUA.

Os EUA são representados por um símbolo perfeito: uma águia.
Águias são predadoras.

O Império Romano no seu grande apogeu tinha o mesmo símbolo.
Coincidência?
Não mesmo! Mesmo que aleguem que a águia usada seja nativa da região que tomaram dos índios através de seu massacre, assim como o fizemos no Brasil, embora sem tanto "massacre".

Tudo na história do Brasil parece mais ameno.

“Americanos”, como dizemos no Brasil no jargão popular, têm uma origem árdua e constituem um povo cuja fé reside na arma que possui para se defender.
Tudo é na bala.
Estamos nós caminhando para o mesmo destino?!

O Brasil é frágil porque vagueia entre uma índole que não foi formada sob a dureza da estadunidense e, portanto, somos relativamente menos conscientes das necessidades formadas pelas circunstâncias que formaram um povo que precisou lutar por seu espaço, arduamente.

Eu estudei em colégio “americano”.
Minha "segunda" cultura é "americana".
Tive grandes amigos.
Eles, enquanto povo, são como nós.
Minha cultura adicional à nativa é estadunidense, mas não me torna cego apesar de todo o processo de “americanização” que sofri, como também boa parte de todos nós.

O problema é que países como a China, Rússia, Coreia do Norte e toda sorte de regimes despóticos são contrários às nossas tendências, e quando um país, que apesar das dores que nos causou no passado e no presente, torna-se antagônico, coloca o Brasil exatamente naquela posição que previ anteriormente:
“Ficaremos sozinhos, à deriva, se não tomarmos cuidado”.

Não imagino um Brasil sem China e nem Rússia, mas também não imagino o estilo de vida deles como nosso futuro, como o caminho que desejamos.
Esse caminho é mais para um Brasil tomado pela criminalidade, tal como a Venezuela, onde Maduro é acusado pelos EUA como o maior narcotráfico da nação venezuelana.
Faz sentido, porque a melhor forma de assumir o poder do narcotráfico é tornando-se governo.

Dessa forma, podemos imaginar que a Venezuela é o "sonho de consumo" do PCC.
Um governo narcotraficante?
Qual a facção que poderá lutar contra???
Controle total!!!

O PCC com imenso crescimento internacional, certamente trabalha neste propósito em seu país de origem.

Tudo é “business”, e a nossa ideologia se afasta do partido republicano como o óleo da água, tornando a condução do governo atual totalmente inepta para superar esse momento, justamente porque se deslumbrou com a projeção internacional no seu arroubo de "independência nacional".

Independência é feita com "grana" e autonomia tecnológica.
O resto é sonho!


agosto 16, 2025

Democracia Omissa

 

1° Edição, Sem revisão


Os modelos de democracias e as suas falhas são um assunto que venho comentando.

Resumindo, podemos dizer que as democracias omissas podem se tornar instrumentos disfarçados ou amenizados de autocracias, ou seja, alternativa de ditaduras sob a pele da liberdade relativa.

Veja Putin!
Ele se diz eleito pelo voto, assim como Maduro na Venezuela.
Quem acredita? :-|

Liberdade total é um conceito apenas abstrato, já que somos restritos pela nossa própria natureza.
Não podemos voar, precisamos respirar, dependemos de alimentos que dependem de solo, água e luz, tudo mantido por uma intrincada cadeia que sustenta a vida.
Assim também é a liberdade de pensamento/ação, porque ela está atrelada às restrições de nossa natureza humana perfazendo o caminho da evolução espiritual, ainda primitiva.

Lutamos para entender o exercício da liberdade, e de como organizá-la através de modelos que busquem acomodar interesses díspares.

Um exemplo excelente é o que está acontecendo na Sérvia.

Segundo o noticiário, o povo sérvio dividiu-se naqueles que apoiam a situação e aqueles a antagonizam, diante dos protestos contra corrupção, e etc. Enfim, desgoverno.

E na falta de uma resposta concreta na direção de conciliar valores, apelam para a violência para serem ouvidos. A mesma estratégia adotada pelo terrorismo, como descrita no post “A Gangorra da Vida”.

Observa-se que uma reivindicação justificável transforma a sua origem autêntica em algo que caminha pelos mesmos princípios da criminalidade, onde a violência parece justificar-se pelo embate das forças.

Este aparente caos da ordem nas democracias é o efeito da “Democracia Omissa”.

Os modelos democráticos atuais são falhos em muitos pontos, intencionalmente ou não.

Um deles é este: o “Sistema” escuta o povo na hora da eleição, mas assim que terminada, faz ouvidos surdos ao clamor popular.

A democracia tem ouvidos durante uma breve janela de tempo do período eleitoreiro, depois torna-se surda pela autoridade eleita pelo próprio povo, e este se torna refém de uma forma autocrática disfarçada. Muitas vezes, transforma-se em armadilha (Rússia, Venezuela, etc.).

Uma verdadeira democracia deveria oferecer meios céleres e efetivos que mantivessem a vontade popular sob demanda constante, principalmente em assuntos que obtivessem grande relevância para a opinião pública. Não vale só na hora do voto, não!


Uma alternativa, entre outras, seria dispor de instrumentos de votação nestas ocasiões que fossem suficientes para afastar líderes que se distanciaram do povo
 durante o seu julgamento, e tais direitos precisariam ser garantidos por meios não políticos, porque dando total poder ao político é o mesmo que transformar o voto em um anzol onde a isca é a promessa, e o povo faminto, à busca de comida, não tem outra opção que beliscar ora em uma isca, ora em outra, tentando adivinhar qual delas lhe dá mais esperanças na obtenção do alimento, sem que as suas entranhas sejam fisgadas pelo anzol da mentira, o golpe da autocracia.

Promessas de campanha eleitoral deveriam se tornar contrato com fé pública, cuja cláusula de garantia teria como caução o próprio mandato.

Escândalos de corrupção deveriam provocar o afastamento imediato do cargo até que o julgamento se concluísse, contudo, o que adiantaria julgar se a corte que julga também tem viés político?

Assim como uma mesma corte pode julgar o réu culpado, e depois anular todo o processo de culpabilidade, resta a questão que a “Democracia” repousa sob uma frágil “ciência de direito” onde o resultado vaga nas mãos do momento de seus executores.

Fosse o “Direito” um sistema respeitável, um julgamento não poderia ser anulado em sua totalidade, porque é improvável, comprometedor, e inadmissível, aceitar que seus métodos falhassem em sua totalidade.
100% de fumaça???


Como fica a credibilidade de seus princípios, tais como a prova testemunhal, documental, pericial, material, indireta/indícios, ilícita, e tanto outros instrumentos que justificam a sua existência como algo digno de se confiar a vida e o destino de nossas vidas?

As consequências não tardam, tanto internamente, quanto externamente no âmbito internacional.
O desgaste de uma corte condena a sua própria credibilidade, que se torna alvo da crítica e contramedidas de outros governos aproveitando-se das oportunidades nas buscas de seus interesses, principalmente em julgamentos de casos onde se busca corrigir erros com princípios semelhantes por fórmulas diferentes e até conflitantes, trazendo soluções que deveriam caminhar pelo mesmo princípio de direito que rege a idoneidade tanto de seus réus quanto da própria corte.

Democracias pelos modelos atuais são autocracias fragmentadas disfarçadas nas mãos de poucos, já que a opção na hora de voto nasce destes poucos e cuja oferta, muitas vezes, não oferece outra alternativa exceto trocar seis por meia-dúzia, e depois suportar um sistema de justiça cujos princípios podem falhar completamente, principalmente quando a corte é eleita por indicação política. Um total absurdo!!!!


Diante de tanto desatino das lideranças, os liderados explodem ao atingir o limite de suas paciências ao suportar o peso desses erros em suas vidas, lançando mão do ilícito para corrigir outro.

E o ciclo vicioso se perpetua, ora entre nações, ora entre os governos e seus povos, tentando corrigir um erro com outro, indefinidamente.

Ainda assim, alguma “democracia” existe nestas democracias fragmentadas, enquanto aquilo que se publica goza de tolerância uma vez que não tenha muita repercussão.

Em países totalmente autocratas, um texto assim, com ou sem repercussão, traria a condenação tanto para quem escreve quanto para aquele que lê.

Os fins não justificam os meios, quando estes se tornam tão condenáveis quanto aqueles que se buscam corrigir.


agosto 13, 2025

A Gangorra da Vida


1° Edição, Sem revisão


Este post estende o assunto iniciado no post Escolhas.

“Regimes e processos apenas movem a roda da vida na sucessão de experiências cíclicas, que conduzem o ser no aprendizado da sustentação do equilíbrio dessa gangorra de decisões, à medida que reduz a distância entre os pés onde pousam cada lado da dúvida, ...”

Se o leitor tiver uma opinião formada sob a intensidade da emoção partidária, vai se decepcionar com o texto, porque leitores assim buscam textos que os apoiem naquilo que desejam apoio. Não buscam por uma reflexão ponderada e equidistante.

Uma vez que os grupos são formados porque “a união faz a força”, o efeito colateral adverso da grupalização é que seus participantes reforçam o que desejam reforçar, portanto, encontrarão mais dificuldade para analisar outras perspectivas que não sejam aquelas que desejam ver. A chance de se desenvolver comportamentos obsessivos aumenta, porque a troca de energias na mesma direção age como o alimento do fanatismo.

“O pior cego é aquele que não quer ver”.

A questão é que a sociedade humana é justamente a composta pela noção de agrupamento, onde a menor célula costuma ser a família, como em tantos outros casos similares encontrados na natureza.

Resumindo o pensamento do post anterior "Escolhas", percebe-se que até mesmo o que parece necessário, natural e bom, pode trazer seu lado negativo.

O agrupamento social, por ser tão natural, é menos visualizado pelo seu possível lado negativo.

A vida é uma “gangorra de decisões”, frequentemente dificílimas.

Sob esta perspectiva vamos analisar alguns momentos políticos que vivemos.


“Israel vs. Hamas”

Segundo o noticiário, o próprio Netanyahu, em exercício anterior, chegou a repassar recursos ao Hamas com a intenção de contribuir com os propósitos civis da Faixa de Gaza, já que a sua economia dependia de ajuda externa. Netanyahu certamente fez isso vislumbrando alguma vantagem adicional porque líderes políticos são pragmáticos.

O Hamas, por outro lado, alegava que lutava contra a ocupação israelense dos territórios palestinos, e a influência maléfica de Israel que contribuía para o isolacionismo da causa Palestina e seu enfraquecimento, prejudicando sua independência econômica.

Durante muito tempo, assistimos à troca de agressões, incluindo troca de mísseis entre ambos.
Israel, com mais recursos, construiu o “Domo de Ferro” com o propósito de se proteger.

A busca de justiça nunca chegaria a consenso buscando contabilizar o resultado de quem errou mais nessa “luta de interesses” para se definir quem seria a vítima e o réu.

A “gangorra da vida” vai sempre oscilar entre os lados, a favor do mais 
economicamente pesado.


É como a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, ou as disputas territoriais da China (invasão do Tibet, Twaian, Filipinas, etc.) e 
massacres de culturas minoritárias (Xinjiang/Uyghur, etc.).

O Brasil também teve suas disputas territoriais no passado, e ainda hoje busca através da diplomacia o reconhecimento da Elevação do Rio Grande (ERG), que apesar do nome é uma área submersa do tamanho da Espanha e rica em minerais importantes.

Assim como Putin também alega razões histórias que justificam a invasão da Ucrânia, a China faz o mesmo com Twaian, e o fez com o Tibet.

O Hamas luta pelo mesmo princípio de direito: uma nação palestina.

A Inglaterra é um exemplo excelente para o tema!

A Índia, pelas mãos de Gandhi, constitui um dos maiores exemplos de luta pelo direito de um povo conquistar sua liberdade civil, constituindo-se como uma nação aglutinada por seus valores culturais, sociais e genéticos.

O modelo econômico inglês ainda contempla conquistas territoriais passadas ainda em vigor.

O “Commonwealth” é composto por 56 países sob a chefia do rei da Inglaterra.
Alguns de seus participantes clamam pela independência pelos mesmos direitos de outros países no passado. Segundo algumas notícias, a Inglaterra justifica-se para continuar impondo seu modelo econômico que os reivindicantes não teriam como se sustentar pela própria economia.

Mas isso não seria um problema deles, dos reivindicantes?
E se eles não podem se sustentar, porque o interesse em mantê-los, já que se pode pressupor que dariam prejuízo ao invés de lucro?
“Caridade” inglesa?

Irlanda e Escócia não tentaram o mesmo?

Não foi a independência do Brasil também um exemplo disso?

A África não vive sob a mesma ditadura dessa luta mediante genocídios étnicos em massa, a exemplo de Ruanda, Sudão, Camarões, etc.?


A revolta e a exacerbação levam à formação de grupos radicais.
Sob a visão desses grupos, 
resta-lhes a guerrilha quando mediante os meios diplomáticos terminam impotentes pelas mãos do poder econômico.

Não foi a trajetória de Bin Laden, amparada pela justificativa ideológica que se sentia ameaçada pelos valores ocidentais?


Disso tudo, ao menos podermos tirar uma conclusão estatística.
O terrorismo, como o ato último do desespero extremista, demostra que causa danos ao inimigo ao custo do próprio suicídio, sem ganho real de longo prazo.


O que o leitor pode concluir?

Toda essa destruição se arvora nessa “gangorra de opiniões sob as ambições exacerbadas” sempre em busca da mesma coisa — hegemonia versus liberdade — aonde nenhuma parte cede e só resta o conflito como tentativa de solução.

Essa gangorra só encontrará equilíbrio quando for acrescido ao peso do poder econômico, também o peso de ideais como aqueles que Gandhi defendeu, e outros grandes expoentes da alma humana que não eram tomados pela ambição cega, assassina.


Tudo tão fútil!
Olhe o mapa de hoje e compare com aquele do tempo do 
Império Romano no seu apogeu!





Valeu tanto sacrifício, tanto sangue, tanto sofrimento indescritível?
Toda a história humana é baseada nisso, dos Vikings às Cruzadas, Império Otomano, a luta da Alemanha nas duas guerras, etc. etc. etc.

Tudo passa, e só restam os escombros dos desatinos.

Enquanto isso a sociedade agoniza em um planeta com o mesmo destino.

Homo sapiens?
Really?

Ambição e poder descontrolados são a prova da nossa burrice emocional uma vez que são genocidas e suicidas.

Enquanto isso o povo vai votando em líderes impróprios, porque o modelo dos regimes democráticos elenca homens assim como as únicas alternativas de voto para uma população despreparada, ou deixa sem opção para aquela que não é.

Quanto aos regimes autocráticos, a ambição é eleita por si mesma!

 


agosto 07, 2025

O que vemos como um final, poder ser na maioria das vezes apenas uma transformação


 1° Edição, sem revisão


Muitas vezes o que vemos como um término é, na verdade, uma transformação.

A ‘media’ tem noticiado demais sobre o término de carreiras devido aos novos recursos de IA.

Muita gente ficando desmotivada, entristecida e desesperada.

Então eu lembro...

Quando surgiu o CD, imaginamos o fim dos “long plays”, aqueles discos de vinil negro.
Nem um e nem outro acabaram, formando nichos cujos fãs permanecem fiéis dada às qualidades próprias de cada um.

Quando surgiram as locadoras de vídeo com os seus CDs para alugar, imaginamos que o cinema iria acabar, mas não acabou.

As locadoras de vídeo migraram para Internet e se transformaram em serviços de stream de vídeo, tal como a Netflix e etc.

Um dos melhores valores que a IA agrega à vida das profissões ditas em “extinção” é que ela veio para liberar o homem do trabalho enfadonho do serviço repetitivo, ou de ter que manter em memória uma série de conhecimentos cujo uso repetitivo mais espaçado podia fugir à lembrança.

As profissões irão se transformar através da expansão de suas atividade mediante a evolução constante de seus recursos, a exemplo do “mainframe” que se reinventou na “cloud”.

Na área de TI, os desenvolvedores web fazem parte do processo de coleta de dados.
Datawarehous, Bigdata, e etc. são extensões desse objetivo.
O que vemos é que, se antigamente o site web representava tudo o que tínhamos, com a evolução passou de ponto central para subsídio, onde as agregações só enriqueceram o processo da vida por meio de tecnologias que vieram ampliar os recursos.

Este processo é natural em todos os segmentos.

Compete ao profissional entender que ele pode encontrar o nicho de transformação onde se vê o ocaso, reinventando-se para acompanhar o fluxo do crescimento humano em direção a uma tecnologia cada vez mais ampla e livre de trabalhos braçais enfadonhos, sejam aqueles recorrentes, ou outros que demandam inferência lógica, ditos inteligentes.

Levanta o ânimo.
Reinvente-se.
Agregue novos valores às suas habilidades.
As chances de transformação são maiores que aquelas da extinção.

Serviços de IA Vão Muito Além de Dar Respostas

  1° Edição, Sem   revisão Assuntos amplos, se tratados aos poucos, são mais interessantes e “digestíveis”. Venho “brincando” e também “tr...